História Wonderland e logo ali. - Capítulo 20


Escrita por: ~

Exibições 15
Palavras 4.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oi oi gente!!! sei demorei mais aqui esta mais um cap!!

Capítulo 20 - O sonho


Apesar do meu rosto estar tomado pela seriedade, eu estava eufórico. vez ou outra a olhava diretamente nos olhos em busca de algo que fizesse crer que realmente ela estava aqui, junto de mim. minha mente por muitas vezes me enganou me fazendo acreditar que Analice era Elizabeth, pesar da aparência física ser extremamente parecida, o caráter e a personalidade eram distintas e contraditórias. levar Ana em minha casa princípio foi uma ideia tola e muito imprópria para mim, mais vê-la presa no quarto por algo que não fez, me causou uma remorso e culpa.

mau conseguia pensar com certezas em re-lembrar do incidente. podia sentir a raiva fluir em minhas veias ao ver stefan bêbado saindo do quarto da dama, gritando por seu nome.

fechei os olhos lembrando da cena.

antes.

já tinham se passado alguns minutos que a jovem dama havia se retirado para seu quarto, apesar do esforço ela parecia triste e assustada, sabia que deveria ter ido juntamente com ela, mesmo que a segui-se contra a sua vontade. de fato ela havia voltado muito estranha da floresta. olhei para o andar de cima, não fazia sentido Alice ficar sozinha, não em uma noite com tantas surpresas e diversões acontecendo ao seu redor. e mesmo Mally dizendo que eu estava ficando fissurado por ela, eu sabia que não.

nossa relacionamento - como diria Ana - era apenas de dois bons 'quase' amigos.

não sabia que existia alguém tão ou quase louco como eu. obviamente ela não continha a intoxicação de mercúrio em seu sangue, mas mesmo assim ainda era maluquinha. acredite se fosse em outra época e em outro lugar, eu a teria para mim. pois somente um louco compreende outro louco. ela não estava contaminada com mercúrio e eu tinha certeza que meu sangue não havia entrado em contato com o seu, mas mesmo assim....não saberia expressar em palavras o sentimento que sentia ao estar perto daquela garota mimada e certinha, era como se ela fosse minha sanidade. 

Mas eu era a sua loucura.

algo em mim pedia e gritava para subir aquelas escadas e tomar aquela jovem e bela dama em meu braços. porque em meus braços era o lugar dela.
-por Deuses...- mally me olhou com desprezo - está enfeitiçado por ela...- seus olhinhos escuros e brilhantes me fitavam como um predador olharia seu inimigo.

- não diga tolices ! - levei outro gole de chá de minha xícara aos lábios. - porque fala assim? - a dormidongo dava de ombros.

Mally agia de forma estranha desde que voltei do coreto. Decidi não ligar para os seus chiliques.

a festa estava animada, e em alguns minutos as estrelas retornariam ao céu, para cumprir o mais maravilhoso dos trabalhos, brilhar.
era um trabalho difícil pegar estrelas, exigia muita calma e paciência. elas flutuam pelo céu como um peixe flutua no mar, porém somente estrelas rápidas - como gostamos de chamar- podem ser pegas e passar anos presas sem perder o brilho e a velocidade.
queria poder compreender a complexidade de wonderlad, muitas vezes me pegava pesando como se fosse alguém normal, era como se de alguma forma eu estivesse voltando a pensar com sanidade em alguns breves momentos. é estranho pensar em algo que não seja corvos ou escrivaninhas...realmente, eu estou mudado.

mirana já dançava a terceira valsa com valete, eles pareciam um simples casal em uma pista de dança. mas a verdade eu sabia muito bem, e era que ele não dava ponto sem nó. disso eu tinha plena certeza.

- passe as broas por favor! - mally me olhava. eu tinha quase certeza de que não era a primeira vez em que ela fazia essa mesma pergunta.

despertei de meus devaneios ouvindo a balburdia ao meu redor, todos estavam animados com a soltura das estrelas. uma forte tortura me atingiu fazendo perder o foco a minha frente. olhei aqueles rostos e máscaras todas ao meu redor, elas rodavam e minha visão turva me dava indícios de que o mercúrio agia novamente em meu organismo. me segurei a mesa e olhei stefan e stayne conversando perto de uma das janelas de vidro. não saberia ao certo se aquilo era real ou apenas algo de minha imaginação, mas poderia jurar que vi stayne dando algo ao príncipe que aceitava e bebia com gosto. apertei os olhos com força, e a breve alegria de pensar que estava ficando normal, se foi com a mesma velocidade que uma nova mancha esverdeada aparecia em minha mão. cobri o rosto tentando disfarçar o mau estar. voltei a tomar chá, pois só ele me deixava ciente e lúcido. depois de alguns segundos voltei a rir.
era estranho pensar na morte, na verdade era muito estranho, mais esquisito ainda era perceber com as pessoas te tratam ao saber que está morrendo.

mais esse não seria o meu fim, esse velho chapeleiro ainda tinha muito a dar.

meu sorriso descontrolado se foi ao perceber stefan subindo as escadas cambaleante com uma garrafa de bebia em uma das mãos.- talvez ele só esteja indo dormir..- pensei comigo mesmo, ele era o príncipe de wonderland e suas escolhas não deveriam ser questionadas. mas mesmo assim, algo em mim dizia que alguma coisa não estava em seu lugar.

- é... eu vou buscar algo em meu quarto, não me demoro. - sorri tentando parecer convincente.

stefan já havia chegado ao andar de cima, me levantei indo em direção a escadaria mas stayne me parou no meio do caminho. seu olhar arrogante me causava nojo, ele definitivamente não deveria estar aqui.

se aproximou com um de seus sorrisos no rosto. cerrei os pulsos. - ora..ora..ora..se não e o meu maluco favorito. - pôs a mão em meu ombro. - vejo que está muito bem, mas...- olhou ao redor. - onde está a sua namoradinha? - desviei o olhar. - oh....entendi. ela não sabe não é? - sorriu.

voltei a olhar seu rosto, nada mais na vida me daria o prazer em ver stayne morto ou banido de wonderland.

- não sei do que está falando..- tentei ser firme. podia sentir a raiva penetrar minhas veias.

mirana surgiu sorridente chamando todos a apreciar as estrelas que seriam soltas no céu. Porem ela de longe notou nossa proximidade e como pensado se aproximou tentando saber se estava tudo bem. Confirmei sem tirar os olhos de seu rosto,qualquer movimento em falso e ela perceberia que estava mentindo. Mirana sempre foi muito boa nisso.

-tarrant, querido venha tenho algo importante a tratar com você. - a segurei levemente em seu braço e a guiei ate um canto da sala.

Mirana estava apreensiva, talvez o assunto a estava causando esse nervoso. Ela prosseguiu. - o que tenho a dizer e simples e rápido, e é sobre analice.- pisquei ainda em silencio. - o julgamento sera amanha. Todos os conselheiros ja estão me exigindo esse julgamento, mas não estou certa do que fazer. Por isso quero sua ajuda. - por um segundo fiquei apavorado com a ideia de que talvez Ana fosse julgada ou pior... Condenada.  Sabia muito bem como eram as punições de marmoreal, nao eram tao radicais quanto as de iracebeth mas ainda sim eram severas.

Meu ser estremeceu, queria poder achar um jeito de poupa-la desse julgamento. Então uma ideia me ocorreu.

- eu tenho uma ideia e meio arriscada mas, talvez ela confesse sem estar sobre o julgamento..- mirana escutava meu plano com atenção.

Seria um plano arriscado e com certeza ela me odiaria para todo o sempre, mas foi a unica forma que encontrei para ela ser julgada de maneira justa. Sem toda a pressão do juri e as acusações feitas por pessoas que talvez nem mesmo se recorde.

- eu nao sei... Parece arriscado, e você se tornou tao amigo dela...você fazer isso seria uma especie de traição. Pense bem querido... Esta disposto a pagar tal preço? - a soberana me olhava com um pouco de tristeza.

Mirana sabia o quanto eu prezava minhas amizades, mas sabia mais ainda o quanto queria saber a verdade sobre o roubo do livro das irmãs. Eu estava dividido.

- tenho sim. Sei que posso perder sua confiança mas... Estou disposto a correr esse risco.- meus olhos teimavam em mudar para um azul sutil, estava estampado em meu rosto a tristeza e a angustia de tomar essa decisão. Mas esperava que um dia ela me compreendesse e talvez perdoa-se esse velho chapeleiro.

- bom, então esta decidido. Falarei com os conselheiros amanha, e espero que todos em tendão. - a prateada tocou em meu rosto. - vejo que e difícil para você tomar esta decisão. Mas e preciso fazer... Não se sinta mal, tudo dará certo. E... Eu espero que ana não seja culpada, tenho um afeto especial por ela. - abri um meio sorriso.

- eu tambem.

- bom, esta na hora vamos vamos!...- ela saiu dando pequenos pulinhos animada com as estrelas que ja iam ser soltas. Apenas sorri e voltei em direção as escadas.

Porem valete ainda me esperava no mesmo lugar e em quanto todos se dirigiram para fora restando apenas eu e stayne no salão.

me virei indo em direção a escadaria, mas o sádico me puxou.

- eu ainda não terminei! - o olhei com a íris amarelada. ele riu com desdém. - sabe tarrant, as vezes eu fico me perguntando. se sua família estivesse viva, você seria normal? - fechei os olhos. - sei que a loucura já estava em você, mas...desejar ela?! - bateu palmas. meus dentes mordiam meu lábio inferior, até ele sangrar, mas mesmo assim a raiva ainda tentava me controlar. - sabe de um coisa, você não é homem para ela. já eu...- abriu um sorriso malicioso. a aproximou seu rosto rente a minha orelha e sussurrou.- nada me daria mais prazer em provar do mel daquela abelinha...e claro que você nunca saberá do que estou falando... Porque, quem amaria um ser tao desprezível e doente como você?! - respirei fundo - não se preocupe, eu vou cuidar muito bem dela... E voc..-  abri os olhos com uma das mãos em seu pescoço, impedindo o mesmo de concluir suas palavras.

senti seu punho contra meu estomago mais a raiva me deixava em uma estado de transe no qual eu não sentia nada. minhas mãos apertavam tão fortemente seu pescoço que o mesmo desfalecia sem ar.

ele tentava se livrar de mim, mas o joguei no chão dominado pela raiva. - NUNCA MAIS OUSE EM TOCAR OU PENSAR N'ELA !!!! ESTÁ OUVINDO ???!!! EU O MATO!!! - duas mãos me puxaram eu me debati contra os guardas reais de mirana.- EU JURO QUE MATO VOCÊ!! - valete ainda jogado no chão, praticamente desmaiado. ainda sentia a raiva pulsar em meu corpo, me desprendi e dois dos guardas puxando a espada da bainha de um deles e  mirando diretamente em seu pescoço, porém, mais três guardas  conseguiram me levar para longe me impedindo de cumprir com meu desejo. - ME SOLTEM ! ELE E QUEM DEVERIA SER PUNIDO!!- meus gritos de raiva e ódio eram abafados pelas estrelas que estavam sendo soltas no céu. praticamente nada podia ser ouvido.

fui levado para longe do salão, e solto na cozinha. ao me próxima da mesa a derrubei com tudo em cima. quebrei  todos os bules e xícaras que via pela frente. quanto mais quebrava mais ódio sentia dentro de mim.

- me solta! - um dos guardas tentava me tocar. porém em meu estado todos sabiam do que era capaz. olhei ao redor tentando me recompor, quando avistei uma faça prateada. com  certeza algum talher do castelo segurei em minhas mãos e corri em disparado a porta da cozinha. mas os dois guardas me impediram mais uma vez...

- chapeleiro não queremos machucar você..- uma das peças de mármore me alertou.- tente ficar calmo, a soberana não irá gostar nada disso. - mirei a mesa e enfiei a ponta da faca várias e várias vezes até minha mão doer.

a soltei logo após. cobrir os olhos com as mãos, já podia controlar minha ira. - está bem? - um dos guardas se aproximou.

- e-estou bem - menti.

foi preciso, se não o resto de minha noite iria para o lixo.

depois de alguns minutos de conversa, finalmente sai da cozinha, para meu azar stayne não estava mais no salão. olhei ao redor, todos ainda estavam lá fora. mais uma vez eu estava sozinho.

- parece que essa festa para mim também acabou...- lembrei das palavras que ana usava.senti uma imensa necessidade de ve-lá. então subir as escadas, tentei parecer o mais calmo o possível. ao chegar em seu corredor já podia perceber que meu humor já havia melhorado.

pus um meio sorriso no rosto de juntei toda a muiteza possível, e bati na porta do seu quarto. percebi que a porta estava meramente entre-aberta. achei por um estante que estava dormindo ou que havia esquecido de trancar. mas minhas suspeitas e fantasias na cabeça simplesmente sumiram quando ouvi a voz de alguém  dentro do maldito quarto.

a voz masculina estava um pouco arrastada e gemia constantemente, como se estivesse muito cansada ou muito bêbada. meus olhos temiam pelo que poderia ver ao entrar no quarto, mas decidi não abrir. o que quer que fosse, estava dando um voto de confiança a ela.

me virei indo para longe da porta quando ela se abriu.

- ca-cade e-e-ela??!! - stefan cobria a cabeça com uma das mãos. - aquela VADIA !!! - fiquei parado, olhando e ouvindo tudo o que dizia. haviam marcas e pequeno cortes em seu rosto e lábio.

- Tarrant !!! - ele sorriu e eu me aproximei.- c-ara... m-me ajuda a levantar...-segurei sua mão e ele ficou de pé, quase caindo.- e-e-u quero muixo  que ela pague..- suas palavras eram quase  erradas.  podia sentir o cheiro de álcool a distância.- A-ANA!!!- sim, ele estava bêbado.

stefan lutava para ficar de pé na porta do quarto. olhei para dentro do cômodo, tudo estava revirado como se estivesse acontecido uma grande briga.  de imediato corri em direção ao banheiro, mais para minha infelicidade estava vazio. haviam cacos de vidros por todo os lugares.

-oque fez com ela? - meu tom foi firme porém ameaçador.- O QUE VOCÊ FEZ ??!!? - stefan virava outro gole de álcool nos lábios. - céus...- fechei os olhos tentando imaginar oque havia acontecido ali. os cacos de vidros jogados pelo chão...mirei stefan novamente. - oque você fez?... - ele ria - FALA!  - gritei o mais alto que pude.

- c-calma... cara..e-eu zó quiz mostra meu a-miginho pra el-a..- a garrafa caía por entre seus dedos. fechei os olhos tentando não ser dominado pela raiva.

- o que foi que você  fez..por que o quarto está assim?..- manchas escurecidas apareciam ao redor dos meus olhos.

- hum...deixe-me pensar...eu acho que a joguei contra o espelho...acredita que a vadia não queria fazer comigo...aquela...aquela...- abri os olhos esperando qual seria as palavras usadas. - aquela...puta! -

soquei stefan Bem no maxilar o derrubando no chão. logo após meu ato de puro ódio e delírio emocional, puxei os cabelos tentando controlar a raiva. stefan estava caído no chão, o olhei ainda consumido pelo ódio. - Nunca mais.. i-irá falar com ela assim! - andei até a cômoda pegando um vazo de mármore e joguei contra a parede. logo após o segurei pela gola da camisa, ele balbuciava algumas palavras, soquei novamente seu rosto. stefan ria de mim. o sangue manchava seus dentes e seu sorriso sádico por um segundo me lembrou o de stayne.

stayne...

- ho..meu Deus...- mc twisp cobria sua boca com uma das patinhas brancas. seus olhos pousaram diretamente em minhas mãos já machucadas e a gola de stefan. senti o chão me faltar. - oque você fez tarrant?...-

fiquei em silêncio olhando o loiro machucado. por uma segundo stefan me encarou e em pude ver em seus olhos, algo que não era normal, por um segundo sua íris brilhou em um tom avermelhado.

- você?...- minha voz falhou, o olhei diretamente e seu sorriso sádico aos poucos sumiu dando lugar a sua sanidade.

o larguei no chão ainda sem reação alguma. o homem gemia  e olhava ao redor se perguntando oque havia acontecido ali, o coelho chamou os guardas do palácio e acompanhando deles mirana e a duquesa Elisa. que me jogará de imediato dentro de uma das celas do cala bolso do castelo. não me dando a chance sequer de explicar ou ver Alice. quando percebi oque havia feito já era tarde demais, não fazia sentido, eu não estava ficando louco.

agora

me atentei para minha mãe e meus irmãos ao meu redor, todos me cumprimentavam e kevin vez ou outra me cutucava perguntando ' quem era a petúnia?'

'vejam só, um garoto apaixonado.'

Ana estava seria, vez ou outra ela mordia os lábios franzino a testa. não conseguia assimilar direito qual era o sentimento que ela sentia, e como estávamos em um sonho, meu sonho. não poderia saber mesmo que quisesse, qual eram a suas emoções. não era refletido no céu, não as dela. mas para meu azar as minhas eram, em meus olhos. por isso desviava o olhar todas as vezes que a moça resolvia devolver o olhar.

mamãe me olhava com mais atenção ainda, papai não dissera uma única palavra, ele apenas  a olhava assim como emily, kevin, e meus outros irmãos.

- vejam, como ela e linda! - sofia a tocava com delicadeza. alice pareceu gostar, apesar do seu rubor. - mais está uma pouco magra. - ela sorriu.

- a senhora acha? - sofia confimou. e ela me olhou com certo receio. - talvez eu tenha perdido uns quilos..- ela olhava o chão.

sofia se levantou. - não se preocupe querida, você irá nesse momento saborear o mais delicioso bolo feito pela senhora cartola. - ela piscou, e logo em seguida saiu rumo a cozinha.

ana ainda olhava seu reflexo no espelho da sala, seu olhar era pesado, triste, completamente perdido.

- não de ouvidos a ela. - disse em seu ouvido apenas para ela ouvir, e ninguém mais. - e coisa de mãe. -

- eu sei...- tremeu a cabeça pensativa.- eu só.. Senti falta disso.-

ela não está sorrindo tarrant... faça algo... ou pelo menos diga algo.

Olhei para minha roupa - elá acha que está magra? imagina quando ela saber que eu sou louco? - me sentei fazendo caretas de puro horror com a idéia de ser maluco.

pareceu dar certo. um leve sorriso voltou, e pela primeira vez percebi pequenas covinhas no canto de sua boca. tão levez que somente  alguém muito observador encontraria.

- então...você e meu irmão estão juntos? - kevin perguntou se aproximando. mas logo recebeu um belo tapa de emily que de imediato o mandará calar a boca. - que?! eu só to perguntando...estão ou não? - não quis olhar em seu rosto, não queria ver sua expressão.

- kevin como consegue ser tão babaca? - emily o estapeava mais uma vez. - desculpe meu irmão ana. Ele foi achado dentro do lixo. - ela me olhou curiosa.

- você e que foi achada lá sua estúpida! - ela desabou em risadas.- olha eu sei que to morto mais não me importo com isso... Se quiser estou aqui. -

esse era o meu irmão kevin, conveniente em todos os momentos.

- ha.. Valeu! Eu vou lembrar disso..- suas bochechas coraram.

- deixa de ser ratazana !.- emily o insutava

- olha a boca suja! - alertei.

o rosto de alice pareceu se iluminar, ela sorria nos olhando. parecia em estado de sublimidade total.

- não..ferra...- a olhei surpreso, kevin prendeu o riso. - vocês conhecem essas palavras? Tipo insultos e tudo mais?!! - nos entre olhamos.

- sim, nos conhecemos..somos irmãos... As usamos o tempo todo.- ela sorria como se tivesse tomado algum chá de glacias.

Era a primeira vez em que via alguém ficar feliz por existir insultos e xingamentos. De fato ela era maluca... Completamente.

- tarrant querido, pode vir me ajudar? - a voz de sofia vinha da cozinha.

Toquei em seu pulso a alertando de minha saída do cômodo, ela apenas sorriu em confirmação. Caminhei entre os móveis até chegar a cozinha.

- ajude-me com esse bolo. - minha mãe andava de um lado para o outro. A cozinha continuava a mesma desde de que me lembrava. Ainda haviam duas galinhas feitas de cerâmica sobre uma das estantes e ela usava o mesmo avental branco com babados vermelhos ao redor. Me sentei na mesa vendo sofia mexer a massa do tal bolo.

- agora... Conte-me, quem e essa garota? E porque a trouxe aqui?- ela mantinha as duas mãos ocupadas mexendo a massa enquanto eu ralava lascas de canela.

- ela e so uma amiga, e eu a trouxe aqui porque queria que a conhecesse. Achei que gostaria da surpresa..- sofia parou de mexer a massa me olhando profundamente.

- sabe que isso e impossível... Não sabe? - tocou em minha mão.

...- suspirei e logo apos voltei a raspar a canela.

- querido, não precisa ser assim... Sei que tem se sentido solitário... Mas vai achar uma boa moça com quem possa ter uma família e continuar a geração dos cartolas. - parei a olhando incrédulo.- Alguem desse mundo... -

- mãe, olhe para mim! Sou uma aberraçao! Jamais teria um filho!... Não quero estragar a vida de um ser inocente com a minha doença...- fechei os olhos. - e tem mais.. E-eu e ela som-o-os apenas a-am-migo-os, não a nada alem de uma amiz-zade. - tirei a cartola e voltei ao trabalho manual com a canela.

- sabe que eu sei quando esta mentindo... Nao sabe?- uma das suas sobrancelhas se arqueou.

-sim..- suspirei.

Sofia se aproximou e pós meu rosto entre suas mãos, pude sentir o seu carinho de mãe por alguns segundos. - eu o amo meu pequeno tarrant.. Sei que ainda sera muito feliz! - seus lábios tocaram sutilmente em minha testa pálida.

- ah...oi?- a voz fina soou na cozinha. - posso entrar? - pisquei para minha mãe.

- mais e claro, entre, entre! - ela sorriu e logo se sentou ao meu lado. Parecia envergonhada pois suas bochechas estavam avermelhadas.

- oque ouve? Esta tao vermelha. - ela sorriu coçando a testa.

- seu irmão..- meio que riu.

- oque ele fez? - ela riu sem jeito e fez careta.

- depois eu conto...- prendeu os cabelos castanhos em um coque sem forquilos ou presilhas. Havia uma pequena mexa do seu cabelo que tinha colaração diferente do castanho natural. Era uma mexa loira escondida por debaixo das varias ondulações castanhas. E para ser sincero ate que não ficou tao mal.

- então querida, você e de que parte do mundo subterrâneo? - ela me olhou por alguns segundos, seus olhos me questionavam se deveriam ou não contar que ela não era de parte alguma. Sorri mostrando que tudo bem dizer a verdade.

- bom... Eu nao sou daqui. - começou cautelosa.- eu sou de outro lugar, pra falar a verdade eu nem mesmo sei se estou aqui ou la...- parei de raspar a canela dando atenção a moça ao meu lado.

Meu pai entrou na cozinha com um olhar cortante em minha direcao. Ele se aproximou e seus olhos foram diretamente em mim. Podia sentir mesmo com o seu silencio que ele proferia palavras de reprovação.

Alice nos olhava com curiosidade. - então... Você e a analice, e um prazer conhece-la. - ambos se cumprimentaram formalmente. Não tive coragem de olhar zanik nos olhos. Então decidi continuar com a vista baixa.

- ola tarrant, como tem passado? - me assustei com sua pergunta. Admito que não esperava tal gentileza.

Sorri o olhando esperançoso.- estou bem, pai..- terminei com a canela e cruzei as mãos sobre o colo abaixo da mesa. Não queria que ele notasse meus machucados.

Papai odiava a maneira como eu me cortava facil, para ele não passava de puro desleixo. Talvez so estivesse com medo de contaminar alguém.

- sofia eu irei caminhar um pouco, antes do jantar eu voltarei.- ele parou me olhando - junte-se a mim filho. Precisamos conversar. - todos nos o olhamos e ele saiu.

Senti as mãos quentes de alice tocando a minha discretamente por debaixo da mesa. Ela era tao quente, talvez eu que seja muito frio..., a olhei e sofia também.

-ta tudo bem? Esta tão gelado parece um picolé.- seus olhos castanhos estavam atentos. A olhei confuso, Sofia prendeu a risada.

- ficara em boa companhia, eu volto logo. - ela apenas sorriu e eu larguei sua mão. Acredito que foi uma das coisas mais difícil que fiz no dia todo.

-senhoras.- me curvei e sai ao encontro de zanik. 

 


Notas Finais


gente estou meio sem motivação para escrever... porfavor se vocês ainda estão acompanhando a fic, me digão se estão gostando. comentem!!!


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