História Wonderwall - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Chrissy Costanza, Depressão, Michael Clifford, Romance
Visualizações 79
Palavras 3.535
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIII GEEEEEEEEEEEEEEEENTEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EU SEI QUE VOCÊS ESTÃO PUTOS DEMAIS COMIGO MAS SIM, EU TIVE A CARA DE PAU DE APARECER E explicar a situação.
Pra quem não sabe, eu estou no último ano do ensino médio e eu estou simplesmente surtada com isso, eu não sou uma pessoa que tenha estabilidade emocional e o propósito de Wonderwall era me ajudar a expressar tudo o que eu sinto, porque eu simplesmente transferi meus problemas emocionais para o Michael na história, então sim, eu tenho depressão e síndrome do panico e ansiedade, portanto os últimos meses eu tenho lutado com tudo o que eu sinto e com a responsabilidade de estar me formando e de ter que fazer vestibular e entrar em uma universidade. Não tem sido fácil, aconteceu muita coisa e eu quase cheguei ao ponto de abrir mão de tudo.
Então eu peço perdão pelos últimos 10 meses sem dar explicação e por simplesmente ter sumido, mas eu não conseguia escrever, eu abria o aplicativo para começar o capítulo e ficava olhando pra pagina e nada saia de mim. Escrever esse capítulo não foi fácil, eu levei praticamente um mês para colocar ele todo no papel, pois nada parecia estar saindo do jeito que eu queria que saísse.
Portanto, isso significa que os próximos capítulos podem demorar um pouco para sair, mas eu PROMETO TENTAR postar uma vez por mês enquanto tento colocar minha vida nos eixos e lidar com os meus demônios.
Eu ainda tenho muita história para todos os personagens e muito o que desenvolver para Wonderwall, então espero que consigam me acompanhar.
Esse capítulo foi feito de coração e eu espero que vocês gostem dele.
Enjoy.

Capítulo 15 - Wanderlust


Fanfic / Fanfiction Wonderwall - Capítulo 15 - Wanderlust

Eu balançava minha perna freneticamente desde o momento que saímos de casa. Já fazia cerca de duas horas e meia que estávamos no avião e se as minhas contas estavam corretas, ainda tínhamos cerca de sete horas e meia de viagem até Papeete, e depois disso, iríamos pegar mais um transporte - que eu não fazia ideia de qual era - até Bora Bora, a famosa ilha paradisíaca. 

Ayla estava ao meu lado e, para quem estava tendo sua primeira viagem de avião, a mesma estava tranquila demais, o que me deixava surpreso, eu estaria surtando. 

Na realidade, eu estou surtando.

Procurei os meninos no avião pela milésima vez desde que o mesmo decolou, vendo todos eles e a Elisa de onde estavam sentados, uma vez que todos eles estavam na minha frente, eu e a Ayla quase havíamos ficado com as últimas poltronas do avião, enquanto Luke e Elisa se ignoravam nas poltronas no meio do avião e o Ash dormia com a cabeça quase jogada em cima do ombro do Calum nas poltronas que estavam na minha frente. Ayla havia ficado ao lado da janela e olhava para o grande nada do lado de fora no momento, havíamos saído a uma da tarde e eu queria ao menos estar tranquilo para conseguir dormir.

Eu sentia, conseguia sentir muito bem, a ansiedade e o pânico de algo que eu nem sequer conhecia crescer dentro de mim, aumentando de tamanho e me assombrando, minha mente parecia sussurrar tudo e nada ao mesmo tempo, dificultando a minha compreensão, eu tentava fazer os exercícios para respiração que a doutora Smith tinha me ensinado, mas o ar parecia demorar demais para chegar aos meus pulmões e, além da perna balançando freneticamente, eu sentia minhas mãos tremerem e suarem como se eu fosse desmaiar a qualquer momento. 

Eu queria gritar, mas eu tinha a sensação de que a minha voz não sairia se eu abrisse a minha boca.

- Michael, eu... Meu deus, você está bem? - Ayla questionou e eu olhei pra ela, provavelmente desesperado, minha perna balançava rápido demais e eu não conseguiria ficar assim por muito tempo. - Ataque de pânico? 

Abri minha boca para responder ela, mas a falta de ar pareceu se intensificar com o ato e eu pude sentir minhas mãos formigando, meu peito começava a queimar e eu não tinha a mínima ideia do porque de eu estar surtando dessa maneira, não era claustrofóbico e nem tinha medo de aviões. 

Como eu não ia conseguir dizer nada, balancei a minha cabeça, concordando lentamente e apertando minhas mãos na poltrona do avião. 

- Tudo bem, deixa eu pensar no que posso fazer. - ela respirou fundo e colocou a franja atrás da orelha, olhando ao nosso redor. - Já tentou fazer os exercícios que a doutora passou? - concordei com a cabeça de novo, vendo ela morder o lábio inferior e se levantar, passando por mim. - Consegue levantar? 

Ayla estendeu a mão pra mim e, sem entender, relutei para pegar suas mãos pequenas e sentir seu toque quente. Quando me levantei, ela deu um sorriso nervoso e me puxou para a divisória do avião, olhando ao seu redor e indo na direção dos banheiros, não fazia a mínima ideia do porque ela estar me levando lá, mas segui a garota minúscula apertando sua mão. 

Ela entrou numa cabine do banheiro e me puxou para dentro, o lugar era pequeno demais para nós dois e quase que acabei me desesperando ainda mais, só que eu não conseguia ignorar a dor no peito e a crescente falta de ar, que começava a me deixar tonto, para dizer isso para ela. 

Sem perceber que o meu desespero apenas aumentava, ela me encostou na pia e abriu a torneira, molhando as suas mãos e ficando na ponta dos pés para passar a água na minha nuca e no meu pescoço, ela fez isso diversas vez, mas quando percebeu que não estava funcionando, soltou o ar dos seus pulmões com força. 

- Quer que eu cante? Não tenho nenhuma música em mente, mas posso pensar e... - ela estava começando a ficar nervosa e eu entendia, mas neguei com a cabeça. - Certo, está nervoso por causa do avião? Não vamos cair.

- Não..E... Eu... - tentei formar uma frase, mas isso apenas fez com que as lágrimas caíssem nas minhas bochechas. Ayla concordou com a cabeça e limpou minhas bochechas, mantendo suas mãos ali. 

- Não se desespere, tudo bem? Vai dar tudo certo, nós estamos indo para um país maravilhoso, com praias lindas e com seus melhores amigos, vamos nos divertir muito e... Ai, Michael... - ela mordeu o lábio inferior de novo e me olhou desesperada, limpando minhas bochechas molhadas novamente. 

Algo no seu olhar se iluminou enquanto ela passava as mãos pequenas nas minhas bochechas, eu não entendi, mas ela ficou na ponta dos pés, com o rosto ainda mais baixo que o meu, mas não tanto quanto antes, e olhou o meu rosto atentamente, mantendo seus olhos presos aos meus por alguns segundos, para em seguida me beijar e me surpreender com o ato. 

Assim que seus lábios tocaram os meus ela fechou os olhos, e eu, assustado, não fiz nada. Eu apenas fiquei olhando para seu rosto tão próximo do meu sem saber direito o que eu deveria fazer, a bagunça da minha mente parecia ter sido encoberta por uma névoa que bloqueava tudo e eu não conseguia afastar essa névoa para poder pensar em uma atitude, mas conseguia sentir o pânico sumir aos poucos, sendo substituído por uma outra sensação, uma sensação que eu nem sequer conhecia.

Fechei meus olhos e deixei a sensação me dominar, me sentindo confortável com ela, sentindo a mesma reprimir todo o caos que o pânico e a ansiedade causavam dentro de mim. Era uma sensação boa, os lábios macios da Ayla, grudados nos meus, causava um frenesi dentro de mim, fazendo tudo explodir e, em seguida, se acalmar. 

Antes que eu pudesse tomar algum outro tipo de atitude e aprofundar o simples selar de lábios que aparentemente havia me levado para outro lugar, ela se afastou e respirou fundo, olhando para o chão por algum tempo - que pareceu uma eternidade.

Enquanto ela tentava tirar o rubor das bochechas eu analisava seu rosto, as sardas que salpicavam suas bochechas e o seu nariz, seus lábios estavam entreabertos e seus longos cílios me impediam de ver a imensidão escura das suas iris. 

Ela era linda e, provavelmente, não tinha noção da imensidão da sua beleza, quer dizer, ela sabia que era bonita, mas não tinha a noção do quão bonita era.

 Algumas semanas atrás, quando fiquei sabendo que a mesma havia assinado o contrato, estava determinado a não me aproximar dela mais do que o necessário para manter as aparências, mas parecia impossível ter algum tipo de determinação dessas com ela, a mesma era uma grande estrela, brilhante e calorosa, que te deixava fascinado e curioso por saber o que mais ela guardava dentro de si. 

- Por que... Como... Como fez isso? 

- Hã? - ela olhou na minha direção, finalmente, depois de alguns minutos de silêncio. - Ah, eu li em algum lugar que prender a respiração faz com que o ataque de pânico passe e, quando eu te beijei, você prendeu a sua respiração. 

- Prendi? - tentei me lembrar de ter prendido a respiração, mas eu não conseguia, tudo o que eu me lembrava era da sensação de névoa sobre a confusão da ansiedade e do pânico. 

- Sim, você prendeu. - ela falou desviando seu olhar do meu. - Me desculpa se ultrapassei algum limite seu, mas é que eu estava desesperada e isso foi a único meio que lembrei...

- Não tem problema algum, você é muito esperta. - tentei sorrir para a mesma, mas ela não parecia estar acreditando muito nas minhas palavras. - Obrigado. 

- Não precisa agradecer... - ela parou de falar quando eu a puxei e abracei apertado, tentando deixar o mais claro possível que o quase beijo não havia me causado nada além de sensações boas. 

- Muito obrigado mesmo, Ayla.

Beijei seus cabelos e a apertei nos meus braços por alguns minutos, ou por muitos minutos. Meu coração palpitava rápido, batendo na minha caixa torácica fortemente, eu havia notado que o corpo pequeno dela se encaixava no meu e, envolta nos meus braços, tudo parecia confortável e quase perfeito.

Realmente, estava se tornando impossível ficar distante dela, mesmo com tanto pouco tempo de convivência e mesmo com toda essa merda em nossas vidas, mesmo por causa das circunstâncias que nos uniram, estava difícil querer não ser alguma coisa dela. 

- Bom, acho que já podemos voltar para as poltronas, não creio que seja bom ficar tanto tempo em pé em um avião. - ela falou sem sair de dentro do meu abraço, me olhando por cima dos cílios. - Mas não nego que adoraria ficar assim, é tão confortável. 

- Concordo com você, tanto sobre o abraço quanto sobre voltarmos aos nossos lugares... Temos longas horas de viagem ainda. 

- Nunca imaginei que uma viagem de Sydney para Bora Bora levasse tanto tempo! - ela exclamou abrindo a porta da cabine, meio indignada até, me fazendo rir. 

- Não está apavorada com o avião? É a sua primeira viagem internacional. 

- Eu sei, eu estou tentando ter em mente que abaixo do avião tem algum tipo de... Alguma coisa. - dei risada ao ver sua expressão confusa, vendo ela arquear a sobrancelha. - Vamos logo. 

Ela, segurando minha mão, me puxou de volta para nossos lugares e pediu água e dois travesseiros para uma das aeromoças. Ashton ainda dormia no ombro do Calum e eu não conseguia mais enxergar o que o Luke e a Elisa faziam, mas conseguia sentir perfeitamente os dedos da Ayla entrelaçados aos meus, apertando a minha mão de maneira suave. 

Depois de pesquisarmos alguns filmes e decidirmos dividir o fone, começamos a ver Guerra Civil, próximos demais pelo fios curtos do fone e com as mãos dadas. Eu não prestava muita atenção na história do filme, já havia visto ele outras vezes, eu só conseguia olhar para a mão pequena da Ayla na minha, apertando meus dedos e para o seu rosto atento a pequena tela onde o filme passava. Ela comentava algumas partes comigo, até sua respiração ficar leve e ela pegar no sono, com a cabeça caindo para o lado da janela. 

Eu tentei deixá-la o mais confortável possível arrumando a posição da sua poltrona e ajeitando sua cabeça no travesseiro, em algum momento eu cobri ela com a blusa de flanela que eu tinha, já que não sentia tão frio assim e ela estava meio arrepiada.

- Limpa o canto da boca, você está babando. - ouvi a voz do Calum e me virei na sua direção, vendo que ele estava me olhando da sua poltrona, provavelmente de joelhos nela. - Como você tá, mate? Vi que você e a Ayla sumiram algum tempo atrás.  

- Eu to melhor. - tentei sorrir, mas não funcionou, pois Calum não parecia convencido das minhas palavras. - É verdade, Cal, estou melhor. Já passou... Ela ajudou a passar. 

- Ela é o máximo mesmo. - ele sorriu olhando para a garota adormecida. - Ela se importa com você, muito. 

- Ela te contou o problema da mãe dela? - questionei e ele franziu o cenho, negando. - Ela está pior, muito pior, não é só mais o ELA.

- Eu sei, o tumor, ela mencionou isso alguns dias atrás. - ele falou e eu concordei com a cabeça, olhando de soslaio para a Ayla, tendo certeza de que ela estava dormindo. - Ela descobriu algo? 

- O pai dela contou que o diagnóstico do tumor deu maligno, ou seja, o tumor vai matar ela muito mais rápido do que a outra doença.

- E se operar? Retirar o tumor e tudo mais.

- É ai que mora o problema, ela não pode ser operada. - suspirei batendo meus dedos no braço da poltrona. - Qualquer coisa pode matar a mãe dela agora, até mesmo uma gripe... E, para ajudar, ela brigou com o pai no natal por causa desse assunto. 

- Ela descobriu isso no natal? Puta merda, ela deve estar arrasada. 

- Acho que ela está pior do que realmente demostra... Eu não sei como ela conseguiu fazer isso, a viagem, manter tudo o que envolve nós dois. - falei escolhendo minhas palavras com cuidado, me lembrando de que estávamos em público. 

- Elisa consegue ser bem persuasiva quando ela quer, mas quando convenceu a Ayla da viagem a mãe dela não está dessa forma, eu me lembro. - ele falou como se tivesse se lembrando mesmo de algo. - Foi no dia do jantar de inauguração daquele restaurante lá, fomos ao shopping e a Elisa convenceu a Ayla a já tirar passaporte, como não é necessário visto, foi mais "fácil".

- Elisa é uma caixinha de surpresa, não é? - falei olhando para o lugar onde ela estava sentada com o Luke, vendo apenas o ombro e parte do cabelo dela. 

- Ela é uma boa pessoa, Mike, e a Ayla é a melhor amiga dela, de certa forma ela fez isso pensando nela também... A Ayla não relaxa desde que tem catorze anos, ela merece se divertir um pouco.

- Eu sei, Cal, mas da próxima vez vamos escolher um lugar mais fácil de chegar. - falei olhando para o lado de fora da janela, o céu ainda estava claro, então ainda teríamos longas horas de viagem. 

- Vai valer a pena quando chegamos lá.

- Vai ser ontem e quase de noite, a única coisa que vamos ver é o quarto. - resmunguei olhando para ele de novo, vendo o mesmo sorrir deliberadamente. 

- Você é tão chato, dude. - ele deu risada e se virou para frente, sentando corretamente novamente.

Resmunguei alguma coisa que nem eu mesmo entendi e me ajeitei para tentar dormir também, eu ainda teria longas horas sem nada para fazer, dormir era a melhor opção contra o tédio que estava começando a aparecer. 


...

Acabou que eu consegui tirar um cochilo curto dentro do avião antes de chegarmos a Papeete e fui acordado pela aeromoça, que pediu que eu acordasse a minha companheira. Eu fiquei com dó, Ayla dormia encolhida dentro da minha blusa, com a respiração pesada e a cabeça desajeitada no travesseiro, mas mesmo assim eu a acordei, pensando que assim seria melhor e que eu estaria evitando um torcicolo.

Do aeroporto, depois de algumas horas, nós pegamos um avião menor para Bora Bora e depois de um tempo finalmente chegamos na ilha, mas como era noite, apenas conseguimos ouvir o som do mar e a música que vinha de algum lugar. 

Havíamos recebido colares de flores ainda no aeroporto de Bora Bora e a nossa guia estava nos esperando para nos levar até o resort. Que era grande, muito grande e com quartos a beira mar, pareciam diversas casinhas de folhas escuras por fora - que depois eu descobri que se chamavam Bangalos - porém por dentro eram incrivelmente elegantes, com camas altas e grandes, algumas partes do chão eram de vidro e eu conseguia ver o mar sob meus pés e também tinha a varanda que dava para o mar azul. 

Luke e Elisa dividiram um quarto, enquanto o resto de nós nos separamos e ficamos com um pra cada, seria mais confortável assim, mas ao mesmo tempo eu fiquei receoso quanto ao fato de alguém descobrir que a Ayla e eu não estávamos dividindo o mesmo lugar. 

Por isso puxei Elisa para um canto e questionei ela sobre isso, ouvindo a morena me garantir que nada disso aconteceria e que estava tudo em ordem, que era pra eu me arrumar que iríamos nos encontrar para jantar. E ela saiu andando em direção ao seu quarto após isso, caminhando pela longa passarela de madeira que era um corredor a céu aberto.

Voltei para o meu quarto e entrei no banheiro, ligando a ducha e deixando a água gelada cair sobre meu corpo, molhando ele por completo. 

Após o banho eu coloquei uma bermuda preta e uma camiseta cinza do Iron Maiden, ficando de chinelo mesmo. Eu não me senti tão desajeitado quando vi os outros meninos, Ashton usava uma regata preta justa e o Luke havia virado garoto propaganda da Nike, uma vez que usava a camiseta e a bermuda preta com o símbolo da marca, e o Calum estava com uma camiseta verde militar e short de corrida. 

Elisa, por outro lado, estava arrumada demais, usando uma saia florida curta e uma blusa de alças finas branca, com diversas joias e o cabelo preso em um penteado bonito. Ayla estava mais simples com um short curto cheio de detalhes pretos e brancos e um cropped de trico branco, com os fios escuros presos em um coque bagunçado. 

Passei pelos quatro e parei na frente dela, ficando desconfortável ao lembrar do que havia acontecido na cabine do avião, mas respirei fundo e decidi colocar o desconforto dentro da gaveta e ser eu mesmo. 

- Você está muito bonita. - falei enfiando minhas mãos nos bolsos da bermuda, vendo ela sorrir timidamente e responder:

- Obrigada, mas acho que isso tudo não combina nada comigo. - ela admitiu, indicando o lugar com a cabeça. - É lindo, mas ao mesmo tempo é demais para uma garota como eu. 

- Pare com isso, garotas como você merecem isso e muito mais. - falei sem pensar, ficando surpreso comigo mesmo pela atitude. - Você é uma pessoa maravilhosa, é isso que estou querendo dizer. 

- Você é muito gentil, Michael. - ela sorriu e eu retribui, admirado pelo seu sorriso. 

- Hm... Pode me chamar de Mike, eu tenho a sensação de que estão bravos comigo quando me chamam de Michael. - falei tirando a mão do bolso e coçando a minha nuca desconfortável. 

- Tudo bem, Mike. - ela disse agarrando me braço e começando a andar. - Vamos, estou faminta! 

- Espero que eles tenham coisas normais para comer. - fui sincero, fazendo ela rir. - O que? Eu já comi muita coisa estranha nessa vida. 

- Não duvido de você. - ela disse sorrindo, levantando o rosto para me olhar. Os outros caminhavam na nossa frente em direção ao restaurante, Luke e Ash conversando enquanto Elisa mexia no celular.

- Você sabe o que aconteceu entre o Luke e a Elisa? - perguntei olhando para a Ayla novamente, vendo ela morder o lábio inferior e negar com a cabeça. - Eles parecem distantes um do outro desde a briga.

- Ah, eles brigaram feio dessa vez, os dois ainda devem estar magoados um com o outro, mas acho que daqui uns dias eles se resolvem. - ela respondeu. - Elisa foi até o meu quarto falar comigo agora pouco e parece que vamos ter que fazer muitas fotos durante essas duas semanas.

- Por que?

- Eu estou a trabalho aqui, então tenho que fazer por merecer meu salário. -  ela deu um sorriso sem graça e eu parei de andar, colocando ela na minha frente.

Ayla me olhou confusa e eu suspirei, colocando minhas mãos no seu rosto e acariciando suas bochechas. Seus olhos castanhos estavam arregalados e sua respiração curta, mas eu respirei fundo e olhei nos seus olhos, dizendo de maneira calma e honesta pra ela:

- Ayla, dane-se a Elisa e a porcaria desse contrato, tudo bem? Esqueça isso durante essas duas semanas e se divirta! Você nunca teve uma chance dessas antes, então aproveite a oportunidade e deixe a vida rolar. - ela me olhou assustada e abriu a boca para dizer algo, mas eu logo completei: - Alguém vai tirar foto, fique tranquila, e eu não vou deixar ninguém mexer no seu salário.

- Que Michael é esse que eu não conhecia? - ela perguntou confusa e eu soltei o ar dos meus pulmões, rindo.

- Um que está tentando fazer tudo isso valer a pena e agradecer você por tudo que tem feito ao mesmo tempo.

- Você é um fofo. - ela disse e se esticou para perto de mim, ficando na ponta dos pés e encostando os lábios na minha bochecha, deixando um beijo demorado ai.

- Ei, pombinhos, nós queremos ir comer! Deixem essas coisas para quando estiverem dentro do quarto, obrigado! - Calum gritou e a Ayla se afastou de mim, com as bochechas vermelhas.

Olhei para o rapaz do outro lado da passarela e fiz cara feia, gritando para ele de volta:

- Por que não vai cuidar da sua vida e nos deixa em paz? - olhei pra Ayla, vendo ela arregalar os olhos e rir. - Onde foi que eu arrumei melhores amigos assim? 

- Destino! - ela sorriu me puxando pela mão. - Vamos tomar alguns drinks, serão duas semanas de muitas aventuras e o senhor está proibido de se trancar no bangalô.

- Eu nem estava planejando fazer isso. - cocei minha nuca, desconfortável.

- Tenho certeza que não. 


Notas Finais


É basicamente essa roupa que a Ayla ta usando, mas eu mudei a cor do cropped e tirei os acessórios (chapéu, bolsa, óculos. etc): http://data.whicdn.com/images/226350501/large.jpg
EU ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DO MOMENTO E QUE ENTENDAM A REFERENCIA BELEZA? E quero que entendam que o Michael ainda ta mal e que ta lutando com seus demônios, mas a Ayla ta sendo crucial para que ele tenha um motivo a mais para lutar.
E eu peguei pesado com a mãe da Ayla não é? Vocês acham que ela vai conseguir remover o tumor e viver mais uns anos or nah? Digaaaaaam!
Eu amo vocês e juro tentar voltar em dezembro!
XOXO


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