História Wonderwall - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices), Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Arthur Blackthorn, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Cristina Rosales, Dama da Meia-Noite, Diana Wrayburn, Drusilla Blackthorn, Emma Carstaris, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Jocelyn Fairchild, Johnny Rook, Julian Blackthorn, Kieran, Livia Blackthorn, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Malcolm Fade, Mark Blackthorn, Maryse Lightwood, Octavian Blackthorn, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray, Tiberius Blackthorn
Tags Os Instrumentos Mortais Clary Jace Simon Izzy Magnus Alec Clace Sizzy Malec Fairwood Jocelyn Maryse
Exibições 17
Palavras 6.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heey, pequenos gafanhotos, como estão?

Desculpem-me a demora.

Espero que apreciem o capítulo. =)

Música título - Never say never - The Fray

Capítulo 6 - Never say never


Some things we don't talk about
(
Há algumas coisas sobre as quais não falamos)
Rather do without
(Melhor continuarmos sem)
And just hold the smile
(E simplesmente segurar o sorriso)
Falling in and out of love
(Apaixonado e desapaixonando)
Ashamed and proud of
(Envergonhado e orgulhoso)
Together all the while
(Juntos todo tempo)

 

Ao colocar os pés em Idris novamente, Jocelyn soube: Fora um erro, mas ao menos ali ela teria tempo para refletir sobre tudo que vinha acontecendo nos últimos meses. Perguntava-se como, em menos de um ano, sua vida mudara tanto. Como tudo fugira de seu controle desse modo.

Balançou a cabeça negativamente e caminhou até uma das precárias salas de aula da Academia. A sua frente, aproximadamente trinta alunos estavam amontoados no chão, prontos para ouvirem suas histórias sobre os Caçadores de Sombras, suas glórias e suas terríveis quedas, geralmente causadas por ganância. Simon a olhava com certo reconhecimento ao mesmo tempo em que ela via em seus olhos ser uma completa estranha para ele. Ouvira diversos cochichos enquanto caminhava até a sala e mesmo agora ainda havia um sussurro aqui e ali sobre ela, coisas como ela é a ex-mulher de Valentim ou ela é a mãe de Sebastian. Quando todos finalmente ficaram em silêncio, colocou-se no centro da sala e pediu a atenção de todos.

— Sei que muitos de vocês me conhecem por causa dos feitos de meu ex-marido e de meu filho. E sei que muitos de vocês têm dúvidas sobre o quanto eu sabia ou não sobre seus planos, pois bem, gostaria de esclarecer algumas coisas. – Jocelyn manteve sua postura ereta e seu olhar passeava por cada um ali. Lembranças de quando ela e aqueles que um dia foram seus amigos e amantes estiveram sentados no lugar desses alunos invadiam sua mente sem controle ou permissão. – Eu perdi tanto quanto vocês com tudo que eles causaram nos últimos meses. Minha vida, assim como a de vocês, também virou de cabeça para baixo e muito do que eu acreditava caiu por terra. Eu não tinha ideia de que meu filho estava vivo até o primeiro ataque à Alicante e não tinha a menor ideia do que ele planejava. Agora, se me permitem, eu vim até aqui para ensinar a vocês sobre a história dos Caçadores de Sombras e gostaria de sua atenção.

— Uau! – George virou-se para Simon com os olhos brilhando em êxtase. – Essa é a ex-mulher do Valentim? Cara, ele tem que ter sido muito idiota para perde-la.

— Parece que ele foi. – Simon limitou-se a responder.

— Espero que ela fique aqui para sempre, tenho a leve impressão de que as aulas dela serão as melhores. – George comentou voltando sua atenção para a ruiva à frente da sala.

 

(...)

 

You can never say never
(Você nunca pode dizer nunca)
While we don't know when
(Ainda não sabemos quando)
Younger now then we were before
(
Mais jovens do que éramos antes)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)

 

Isabelle acordou quando os primeiros raios de sol invadiram a enfermaria e se deparou com um farto café da manhã ao lado de sua cama. Maryse estava cochilando na poltrona ao lado quando Jace adentrou o local com um sorriso de canto.

— E então, alguma novidade? – Sentou-se com ela na cama e pegou um danone da bandeja.

— Não. E aqui não é o lugar para falarmos sobre isso. – Isabelle sussurrou apontando para a mãe. – Diga que esse belo café da manhã é para comemorar a minha alta, por favor.

— Não sei, talvez devêssemos mantê-la aqui por mais um mês. – A voz rouca de Maryse denunciava que ela havia acordado. – O que vocês dois estão aprontando?

— Nada. – Isabelle apressou-se em responder. – Eu só não aguento mais ficar aqui. Essa ferida já está cicatrizada, já estou pronta para outra.

— Sim, sua ferida já está em perfeito estado, Magnus esteve aqui essa manhã e disse que você poderia voltar às atividades ainda hoje se assim desejasse. – Ela respondeu levantando-se e dando um beijo em meio aos cabelos dos filhos.

Isabelle observou a mãe sair da enfermaria e se virou para Jace com um sorriso de canto. Ele sabia que agora que ela estava de alta faria de tudo para descobrir se havia algum sentimento entre sua mãe e Jocelyn, mas antes que pudesse pensar em um meio para desvendar isso, Alec adentrou o local dizendo que haviam recebido um chamado em Amityville sobre uma possível perturbação e os três saíram em seguida para lá. Era o mais longe que estavam indo em meses.

Magnus os esperava do lado de fora da enfermaria com Clary e sorriu ao ver Isabelle junto com os irmãos. Eles trocaram breves palavras e pegaram um táxi até o local. Ao chegarem, depararam-se com o que parecia ser uma fábrica abandonada. Vidros quebrados no alto, montes de lixos pela calçada, pichações nas paredes e na porta de aço e um silêncio que fazia os pelos de seus braços se eriçarem. Como da outra vez, a única iluminação que tinham era a pouca que entrava pelos vidros no alto das paredes e alguns buracos nos tetos. Isabelle deslizou seu chicote o deixando pronto para uso, Jace estava com duas lâminas serafim nas mãos e Alec mirava seu arco para todos os lados enquanto vasculhavam o local em silêncio. Clary estava com Heosphoros firme em sua mão enquanto Magnus produzia algumas faíscas azuis no ar. Como da outra vez, uma criatura branca com olhos negros como carvão surgiu diante deles e outras três atrás os cercando no interior da fábrica.

— De novo? – Isabelle revirou os olhos lançando seu chicote contra uma das criaturas. – Será que alguém pode me dizer de onde isso está vindo?

— Não houve relato de uso de portais além do que Magnus criou para levar minha mãe até Idris, então, sinceramente? – Clary respondeu ofegante enquanto desviava das garras de outra criatura. – Ou isso tem dedo do Povo das Fadas ou alguém está tentando nos distrair para algo maior.

— Vocês duas podem deixar para colocarem a conversa em dia depois? – Alec resmungou enquanto atirava uma flecha certeira no peito de uma das criaturas.

Não demorou muito e as quatro criaturas estavam mortas e despachadas para sua própria dimensão, o que acabava dificultando para que eles descobrissem o que era aquilo ou quem os estava mandando.

Magnus permaneceu calado durante todo o percurso de volta até o Instituto. Jace, Alec e Clary estavam cobertos de icor e poeira e apenas ele e Isabelle pareciam ter acabado de sair do banho. Clary se aproximou do feiticeiro e cutucou seu ombro chamando sua atenção para si.

— Eu conheço esse olhar. – Ela afirmou sentando-se ao lado dele. – Você já viu essas criaturas antes, não viu?

— Você é abusada, não é? – Magnus resmungou em um tom de falsa irritação.

— É o que Jace sempre diz. – Ela deu de ombros e os dois riram.

— Bem, não que eu já tenha visto essas criaturas antes, mas conheço duas pessoas que talvez sim. Quando Alec me contou sobre o outro dia eu pensei que poderia ser meu pai que estivesse atrás de Isabelle por causa das coisas que ela disse a ele enquanto estávamos presos em seu reino, mas depois de hoje... – Magnus continuava com uma expressão pensativa e Clary arriscaria dizer até mesmo preocupada.

— Você está se referindo a aquela feiticeira que conheci no quase casamento de minha mãe?

— Tessa Gray, sim. – Magnus a olhou de soslaio e sorriu. – Irei tentar entrar em contato com ela, mas não sei, ela e James estão em viagem.

— E não existe ninguém que possa nos ajudar além deles? – Clary diminuiu seu tom de voz como se quisesse evitar que os outros escutassem. — Ninguém em Idris que teria acesso a essas informações?

— Talvez... – Ele sorriu remexendo os dedos.

 

(...)

 

Picture you're the queen of everything
(Imagine que você é a rainha de tudo)
Far as the eye can see
(Na medida em que os olhos podem ver)
Under your command
(Sob seu comando)
I will be your guardian
(
Eu serei o seu guardião)
When all is crumbling
(Quando tudo estiver desmoronando)
I'll steady your hand
(Vou segurar firme a sua mão)

 

Os dias passavam para Simon como se ele estivesse apostando uma corrida com o The Flash. Por um lado, agradecia por todos aqueles treinamentos que o mantinham ocupado na maior parte do dia, bem como as aulas teóricas que, em sua maioria, eram entediantes e só o faziam se perguntar se ele havia tomado a decisão certa. Para Simon, que nunca fora um garoto apaixonado por esportes, os dias estavam se resumindo a incontáveis hematomas. Se não houvesse prática com lanças, George o arremessava pelo quarto. Se não fosse aulas com punhais, era mais esgrima e humilhantes derrotas para crianças que tinham metade da sua idade e tamanho. Se não fosse esgrima, eram as aulas de montaria, e Simon definitivamente não queria comentar sobre isso. Com o passar dos dias os comentários de Jon e Julia sobre os mundanos foram ficando para trás, no entanto, comentários a respeito da nova professora de história eram ouvidos o tempo todo, especialmente vindos de Jon. Simon também ouvia outros garotos e até mesmo algumas meninas suspirando sempre que o nome de Jocelyn era mencionado e ele não tirava a razão deles. Ela era uma mulher muito bonita e embora não conseguisse se lembrar bem, ele sabia que na sua outra vida eles eram muito próximos. No fim daquela manhã Simon cambaleou até o local do último exercício com armas e Scarsbury entregou-lhe um arco.

— Atenção, todos vocês! – Scarsbury se virou para encarar os alunos diante de si. – Quero que tentem atingir os alvos, e você, Lewis, tente não acertar nenhum aluno.

Simon fez menção de responder, mas acabou deixando para lá. Não valia a pena arrumar encrenca logo no final da manhã. Ele só queria sair dali e comer alguma coisa antes de enfrentar as aulas teóricas. Ele sentiu o peso do arco em suas mãos, tinha um bom equilíbrio, fácil de manusear, fácil de segurar. Simon encaixou a flecha, sentiu a corda se retesar, pronta para deixa-la voar até o alvo.

Puxou o braço para trás e soltou como se sempre tivesse feito aquilo. A flecha atingiu o alvo central causando espanto em todos, especialmente em Scarsbury, que desde o primeiro dia achava que Simon fosse uma grande perda de tempo. Sem dar tempo de alguém dizer algo ele simplesmente disparou outra seta e mais outra e depois outra e outra e todas acertaram o alvo central. Jon, Beatriz, Julia e Scarsbury o olhavam perplexos. Afastada do campo de treinamento Jocelyn o observava com um sorriso orgulhoso. Simon sempre fora como um filho para ela, desde que se lembra ele esteve junto dela e de Clary, sempre cuidando de sua filha como se fosse um cão de guarda. Simon sentia seu coração bater em um ritmo descompassado, quase como se estivesse feliz. Seus braços queimavam e suas costas doíam.

Ele estava feliz. Era isso. Ele se sentia feliz por ter seu coração batendo novamente, por estar vivo novamente. Quando finalmente baixou o arco Simon notou que todos ali o encaravam perplexos.

— Você acha que consegue fazer isso novamente? – Scarsbury o olhava desconfiado.

Ele havia aprendido a atirar flechas em um acampamento de verão, mas ali, em pé, diante de todas aquelas pessoas, lembrou-se de outra vez em que usou um arco e flecha. Fora mandado ficar do lado de fora do tríplex onde Clary e a mãe moravam enquanto sua amiga e os Caçadores de Sombras do Instituto de NY iam conversar com uma mulher sobre algo que precisavam, mas sentiu que algo estava errado. Estavam demorando e Simon ouviu barulhos vindos do hall. Lembrou-se de olhar para o interior da van e ver o arco e flecha no chão, pegá-lo e caminhar até a porta. Simon se lembrou de pensar que, se talvez matasse aquela criatura que estava atacando os Caçadores naquele momento, talvez, apenas talvez, eles o tratassem com algo além de desprezo. Mirou na claraboia e atirou. A luz jorrou para o hall e o enorme demônio desapareceu.

— Sim, acho que sim. – Ele respondeu finalmente.

Durante o jantar, Julia e Jon foram muito mais amigáveis do que de costume, elogiando o desempenho de Simon com o arco e flecha e curiosos para ouvir do que ele se lembrou naquele momento. Ele contou sobre matar o demônio e Jon se ofereceu para ajudá-lo a treinar sua habilidade com espadas.

— Eu adoraria ouvir mais das suas histórias, especialmente as que envolverem Jace Herondale. – Os olhos de Julie brilharam ao falar o nome do garoto. — Você por acaso sabe como ele conseguiu aquela cicatriz super sexy na garganta?

— Na verdade, aquela cicatriz foi obra minha. De quando eu era... Vocês sabem. – Simon pareceu apreensivo agora que todos o fitavam em silêncio. — Talvez eu o tenha mordido um pouquinho.

— E ele era delicioso? Porque ele parece ser muito delicioso. – Julie disse com um ar de quem estava perdida em pensamentos nos quais Simon não fazia questão de saber sobre o que eram.

— Ele não é um sorvete. – Respondeu com uma careta.

Elas pareciam bastante interessadas em descobrir como Simon o mordera e as perguntas que faziam apenas serviram para tirar sua fome. Não que ele gostasse daquela sopa marrom, mas era melhor do que dormir sem comer nada.

— Eu mordi Isabelle e Alec Lightwood também, então não, morder Jace Herondale não foi o momento mais especial da minha vida! – Simon bufou largando a colher e recostando na cadeira de plástico.

— Você mordeu Alec e Isabelle? Uau! Cara, o que os Lightwood fizeram para você? – George o olhou com um misto de surpresa e admiração. – Eu pensei que os reinos demoníacos fossem terríveis e assustadores, mas pelo jeito é nham-nham-nham para todos os lados.

— Não é nada disso! – Simon escondeu o rosto entre as mãos desejando não ter dito nada.

— Ouvi dizer que Isabelle era sua namorada, é verdade? – Perguntou Jon se inclinando na direção de Simon.

— Olhe, eu realmente não quero falar sobre Isabelle. – Ele se levantou e foi para o seu quarto.

O dia havia sido bastante intenso e todas aquelas perguntas sobre sua outra vida o deixaram muito mais incomodado do que o normal. Naquela noite Simon despertou de um cochilo com uma enxurrada de lembranças, algumas inteiras, outras em pequenos fragmentos, mas que o atingiram com um furacão atinge uma casa de madeira no meio de seu caminho.  

Ele sabia que em sua outra vida teve um companheiro de quarto e que ele era legal, ele era seu amigo. Jordan. E sabia que Jordan tinha sido assassinado. Mas não tinha recordado os sentimentos do ocorrido. A forma como Jordan o tinha deixado ficar em seu apartamento quando sua mãe o barrara na porta de sua casa dizendo que ele era um monstro, falando sobre Maia com ele, lembrou-se de Clary rindo e dizendo que Jordan era bonito e que seria uma boa adição a banda de Simon, como ele sempre o via mais do que apenas um vampiro, todas as vezes em que ele o ajudou e o aconselhou. Lembrou-se de ver Jordan e Jace rosnando um para o outro e em seguida estavam jogando videogame na sala como se fossem velhos amigos. O modo como Jordan olhava para Maia.

Ele se lembrou do pingente da Praetor Lupus que Jordan carregava com orgulho e de quando Luke o entregou em Idris, depois que ele havia morrido. Simon nunca mais havia segurado o pingente desde então, não até essa noite. Ele sentia as lágrimas descerem silenciosas por seu rosto, o choro engasgado para não acordar George. E então ele se lembrou do lema em latim, o lema gravado no pingente. Ele sabia que Jordan era seu amigo e que fora uma das muitas vítimas da guerra, mas não tinha sentido o peso de todas essas lembranças, não até agora.

O peso das memórias estava sobre seu peito como se ele estivesse soterrado por um prédio de 50 andares que desabou sobre seu corpo, impedindo-o de respirar. Simon lançou-se para fora da cama, os pés descalços batendo no chão frio, ignorando o musgo verde que em outra ocasião o impediria de fazer isso. Se balançava para frente e para trás, sua camiseta grudada em seu corpo por causa do suor assim como seu cabelo estava grudado em sua testa e o rosto marcado pelas lágrimas.

— O quê? – George moveu-se assustado na cama. — O gambá voltou?

— Jordan está morto. – Simon tentava conter os soluços que o choro contido lhe causava.

George não perguntou quem era Jordan, ele não precisava. Sabia que era uma das memórias de Simon que haviam aparecido. Simon não conseguia explicar o emaranhado de tristeza e culpa que estava sentindo naquele momento: como ele se odiava por esquecer-se de Jordan, mesmo que ele não pudesse fazer nada para mudar isso. E a dor de lembrar-se que seu amigo estava morto. Ainda mais intensa do que quando descobriu em meio à guerra. George esticou a mão tocando o ombro de Simon. Um aperto firme, caloroso, algo que dizia a ele que não estava sozinho.

— Sinto muito. – Foi tudo que o garoto disse.

 

(...)

 

You can never say never
(Você nunca pode dizer nunca)
While we don't know when
(Ainda não sabemos quando)
Younger now then we were before
(Mais jovens do que éramos antes)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)

 

Jocelyn rolou para fora da cama quando os primeiros raios de sol invadiram o quarto através da janela embaçada pela poeira e foi fazer sua higiene matinal. Não era difícil para ela estar em Idris novamente, mas se perguntava se realmente havia sido uma boa ideia. Ao invés de ficar no solar Fairchild ela optou por se acomodar na Academia, assim talvez suas lembranças não a incomodassem tanto. Não que estivesse funcionando, afinal, ela e todos aqueles a quem buscava não pensar quando veio para cá passaram boa parte de suas vidas ali. Enquanto deixava a água gelada escorrer por seu corpo, lembranças de dias em que ela e os demais andavam despreocupados pela Academia a invadiram como uma grande onda invade a praia as vezes. Ela se lembrou de Luke e Amatis, sempre grudados a ela, lembrou-se de como ela começou sua amizade com Maryse e a facilidade em que elas tinham estando perto uma da outra, o modo como pareciam se completar nas batalhas, até mesmo nos treinamentos. Ela balançou a cabeça a fim de afastar essas lembranças e foi se aprontar para as aulas daquele dia.

Ao final de sua última aula naquele dia, enquanto arrumava a sala antes de sair, batidas na porta chamaram sua atenção. Ela virou-se e encontrou Simon a olhando com um sorriso tímido.

— Senhora Fray? – Ele se interrompeu como se o nome pelo qual a chamara estivesse destoante do restante. – Digo, Fairchild.

— Está tudo bem, Simon. Fray era o nome que eu usava enquanto era apenas uma mundana. – Jocelyn sorriu e se aproximou dele. – Provavelmente alguma lembrança ou parte dela veio a sua mente e por isso me chamou assim, mas acho que não foi exatamente por isso que veio até mim.

— Tem razão. Eu gostaria de conversar com a senhora sobre minha outra vida. Eu tenho a impressão de é mais fácil falar com você do que com Isabelle ou Clary. – E de fato ele se sentia assim. Ela não o olhava com toda a expectativa que as outras duas o olhavam e isso tornava tudo mais fácil.

— Claro. – Jocelyn o olhou surpresa. – Sobre o que você gostaria de falar?

Foram caminhando pelos corredores da Academia e conversando tranquilamente, ela contava sobre coisas que haviam acontecido na infância dele e de Clary, coisas que ela o vira fazer quando se tornou um vampiro e contava-lhe sobre momentos bons e engraçados que passaram juntos durante a infância e adolescência dele e de sua filha. Caminharam para fora e sentaram-se próximo ao limite da floresta.

— E a senhora, por que está aqui? – Simon mordeu a língua quando se deu conta de que talvez não devesse ter feito essa pergunta, mas sua curiosidade as vezes o traía.

— É complicado. – Jocelyn sorriu fraco para ele. – Tanta coisa aconteceu nos últimos meses, pessoas que eu pensei que nunca mais veria apareceram novamente na minha vida e com elas sentimentos que eu nem sabia que tinha.

— A senhora está falando de Valentim e Sebastian?

— Também, mas também sobre Maryse e os Lightwood. – Ela não sabia exatamente porque estava falando sobre Maryse com ele, talvez o fato de que ele não fosse julgá-la, ou por ele não se lembrar do quanto Luke sempre foi extremamente apaixonado por ela, a questão era que as palavras simplesmente saíam.

— O que tem Maryse e os Lightwood? Ela não é uma Lightwood também? – Simon o olhou confuso.

— Não... – Jocelyn riu. – Ela é Maryse Trueblood. Lightwood é por parte do Robert, mas agora não sei, talvez ela volte a usar o nome de sua família. Mas respondendo a sua primeira pergunta, é complicado explicar é só que... de repente não parecia certo casar-me com Luke, entende?

— Eu posso estar alucinando, mas lembro-me do dia em que ia se casar e não sei exatamente porque, mas uma cena ficou em minha memória sobre aquele dia. – Simon sentia-se como se estivesse invadindo a intimidade dela, mas ao mesmo tempo sentia ter liberdade o suficiente para isso. Talvez em sua outra vida fosse assim entre eles.

— E o que é?

— Naquele dia, quando você subiu ao altar, – Simon prosseguiu com cautela. – Lembro-me de tê-la visto olhar para Maryse quando disse não ao Luke. E aquilo ficou gravado em minha mente. Eu não me recordo de tudo, mas em alguns flashes que tenho, que tinha até aquele momento, eu me lembrava de ver você e Luke apaixonados, mas desde que voltamos para Idris, quando Valentim morreu, algo mudou. Eu não sei exatamente o que foi e agora não consigo me lembrar do que pensei na época, mas sei que mudou.

— Você tem razão. – Jocelyn encarava a floresta a sua frente. – Luke e eu sempre tivemos sentimentos um pelo outro, mas hoje eu sei que os meus não eram como os dele. A Clave sempre foi muito tradicional sobre alguns relacionamentos e sempre ouvimos que era errado e não natural, mas quando eu fugi e acabei me estabelecendo em NY, passei a ver as coisas de outro modo, no entanto, não havia como voltar atrás. Os anos foram passando e eu acabei enterrando os sentimentos junto com as minhas lembranças e então tudo desabou. Quando voltamos para Idris e eu conheci Isabelle, pareceu que eu havia voltado no tempo uns vinte anos e estava vendo Maryse a minha frente e quando finalmente deparei-me com ela, bem... Ela continuava casada com Robert embora na época eu não soubesse que era mais fachada do que casamento de fato.

— Mas então você descobriu que eles não estavam mais juntos de verdade e aí as coisas desandaram, certo?

— Mais ou menos isso. A questão é que as coisas foram fugindo de meu controle e quando me vi no altar com Luke a minha frente eu não podia prosseguir. Não com meu coração incerto quanto ao que eu sentia. Não seria justo com ele e nem comigo. – Jocelyn completou virando-se para Simon. – Ao menos agora eu terei tempo para pensar e descobrir o que realmente sinto.

— Idris parece ser um bom lugar para fazer isso. – Ele sorriu fraco. – Creio que sejamos dois fugitivos então, senhora Fray. E embora nossos motivos sejam relativamente diferentes, no fundo se parecem bem iguais para mim.

— É bom ter alguém com quem conversar, mesmo que esse alguém seja o amigo adolescente da sua filha e que você considera um filho. – Jocelyn estendeu a mão para ele com a palma virada para cima e em um reflexo ele bateu sua mão na dela e ficaram assim por algum tempo.

Simon não sabia ao certo o que o levara aquela conversa com Jocelyn e menos ainda se lembrava de terem essa intimidade, mas isso aqueceu seu coração. Era bom ter alguém que entendia você, que te conhecia e não te cobraria, que não estava esperando que você fosse o velho Simon.

Os dias foram passando e Simon se sentia cada vez mais incomodado com os comentários vindos de Jon e Julia sobre os mundanos e sobre Jocelyn. Ele os deixou falando sozinhos em um determinado dia e se aproximou da mesa onde os professores ficavam na hora do jantar, junto a reitora Penhallow e pediu que o colocassem junto com os alunos mundanos e após alguns comentários surpresos, foi transferido. Para sua surpresa George pediu para que o transferissem também, aparentemente ele não se importava se o quarto em que estavam era mais úmido que o anterior, desde que estivesse com Simon e não tivesse o gambá demoníaco para assusta-los no meio da noite.

 

We're falling apart
(Nós estamos nos separando)
And coming together again and again
(E ficando juntos novamente e novamente)
But we pull it together
(Mas nós nos mantemos juntos)
Pull it together, together again
(Nos mantemos juntos, juntos de novo)

 

As tardes livres do fim de semana, Simon passava na companhia de Jocelyn e George e também com Catarina que, ao contrário do que pensara de início, não o odiava. Ele encarava o lodo escuro no canto do quarto que parecia crescer cada dia mais e o lembrava do ninho do Alien e o fato de que os banheiros do subsolo eram todos completamente revestidos por aquilo quase o faziam querer ir embora imediatamente, mas Simon não queria desistir. Ele queria ser aquele herói novamente, aquele Simon por quem Isabelle havia se apaixonado. Aos poucos os exercícios matinais já não o deixavam tão dolorido como no começo e embora estivesse longe de ter a habilidade de um Caçador de Sombras, os conselhos que Jocelyn lhe dava sobre técnicas com armas e lutas estavam sendo bem úteis.

Todos estavam animados pois no dia seguinte um caçador viria para dar uma palestra sobre as armas utilizadas em combates e não importava o quanto perguntassem por aí, ninguém dizia quem era o convidado. Esse foi o único aviso que Simon teve antes de entrar na sala no dia seguinte com George em seu encalço e suas risadas ecoando por algo que o garoto havia falado. A sala estava lotada, havia o fluxo normal e também as crianças mundanas.

— Apesar de sua pouca idade, – A voz da reitora ecoou enquanto eles entravam. — Ela é uma Caçadora de Sombras com algum renome e experiência notável no manuseio de armas, especialmente com o chicote. Gostaria que dessem as boas-vindas a Isabelle Lightwood.

Isabelle se virou com uma graciosidade que enviou um arrepio por todo o corpo de Simon. Seu cabelo negro como a noite caindo com leveza na altura de seus ombros e a saia preta deixando suas pernas ainda mais pálidas. As cicatrizes brancas quase no mesmo tom de sua pele, um batom tão escuro que quase parecia preto e os olhos, os olhos que habitavam quase todos os sonhos de Simon. De longe pareciam pretos, mas outra pequena memória invadiu a mente dele sem permissão no pior momento possível: ele se lembrava das cores de seus olhos de perto, castanho muito escuro, como veludo, mas com anéis pálidos de cor... Ele tropeçou em seus próprios pés e quase foi ao chão. Isabelle escondeu o rosto em uma das mãos e balançou a cabeça negativamente enquanto os demais alunos pareciam nem tê-lo notado.

Ela olhou para os demais com um desprezo que faria qualquer um se encolher.

— Eu não estou aqui para ensinar ninguém a nada. Se querem aprender a usar um chicote, escolham um durante o treino e descubram como maneja-lo e se perderem a orelha ou um dedo, não sejam um bando de bebês chorões.

Jocelyn observava a tudo em um canto escuro da sala, o suficiente para não ser notada por nenhum dos dois. Vários dos meninos – e algumas meninas também – olhavam para Isabelle como se ela fosse um daqueles mestres que hipnotizam as cobras e eles fossem as cobras.

— Eu estou aqui... – Isabelle prosseguiu encarando cada um deles com os olhos brilhando em algo que Simon não sabia identificar. – Para determinar o meu relacionamento.

Ele arregalou os olhos, a respiração presa em seu peito.

Ela não poderia estar falando sobre ele. Poderia?

— Estão vendo aquele garoto? – Ela apontou em sua direção. – Este é Simon Lewis e ele é meu namorado.

Jocelyn balançou a cabeça negativamente sentindo seu coração se apertar com o que poderia vir a seguir.

— Portanto, – Isabelle continuou. – Se algum de vocês pensar em tentar machucá-lo porque ele é um mundano ou – o Anjo tenha piedade de sua alma, porque eu com certeza não terei – persegui-lo romanticamente, virei atrás de você e irei caça-lo em uma tortura divertida e prazerosa, irei esmagar seus ossos até virar pó.

— Nós somos apenas amigos. – George se apressou em dizer.

Beatriz e quase todas as garotas que estavam próximas a ele naquele momento afastaram-se dele como se ela tivesse dito que ele estava com varíola demoníaca. Isabelle abaixou o braço e sentiu seu rosto ruborizar. Como se a adrenalina de vir até aqui e dizer isso estivesse se esvaindo e agora ela estivesse finalmente processando tudo que dissera.

— Obrigada pela sua atenção. Classe dispensada. – Ela virou-se e saiu da sala.  

— Eu tenho que... – Simon lutou para se manter em pé, suas pernas pareciam feitas de gelatina e ele tentava não encarar ninguém. – Eu preciso ir.

— Sim, você tem. – George sorriu.

 

Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)

 

Simon saiu da sala o mais rápido que pôde e correu pelos corredores de pedra da Academia. Outra lembrança o atingiu enquanto ele corria. A de que ela era veloz como um raio. Nem mesmo durante os treinamentos ele corria tão depressa. Ele a alcançou no corredor e gritou por ela. Isabelle parou na penumbra e se virou para encara-lo. Ela lutava para impedir o sorriso que se formava em seus lábios, as mãos balançando nervosas ao lado do corpo e os olhos brilhando. Os vitrais mesmo sujos formavam sombras angulares em seu rosto em tons de verde, vermelho e amarelo. Simon podia ver a si mesmo correndo até ela e a segurando em um abraço apertado, beijando seus lábios com devoção, sabendo o quanto deveria ter custado a ela fazer isso, sua corajosa e brilhante Isabelle, e levando-a a um turbilhão de sentimentos com esse gesto, mas ele via tudo isso através de um painel de vidro, como se ele fosse espectador de sua própria vida. Mais uma amarga lembrança do Simon que ele um dia fora, mas ele precisava fazer isso.

— Eu não sou seu namorado, Isabelle. – Ele a viu ficar tão branca quanto um papel, seus lábios comprimidos e as mãos se fechando ao lado do corpo. – Desculpe-me, mas eu não posso ser o seu namorado. Não agora. Eu não sou ele. Eu não sou mais aquele cara, aquele por quem você se apaixonou, aquele cara que você quer.

Mas eu desejo ser, ele pensou. Ele tinha desejado que pudesse ser. Foi por isso que viera para a Academia. Para ser novamente o herói que fora um dia, aquele por quem ela se apaixonara. Para aprender a ser novamente aquele garoto que todos esperavam que ele fosse.

— Você se lembra de tudo e eu... – Ele prosseguiu com um suspiro pesado. – Eu te machuco toda vez que nos vemos, mesmo que eu não fale nada. Você sempre me olha esperando encontrar algum resquício daquele Simon e eu não sei como trazê-lo de volta para você. Não ainda. Eu pensei que vindo para cá eu conseguiria, que tudo faria mais sentido e as coisas ficariam bem novamente. Mas tudo mudou. Meu nível de habilidade é quase zero e o meu nível de dificuldade se elevou para o mestre dos...

— Simon – Isabelle o interrompeu. – Você parece estar falando de um daqueles jogos confusos, você está falando como um nerd.

Apesar de tudo seu tom era carinhoso e isso o assustou ainda mais.

— E eu também não sei como ser aquele vampiro sexy e suave novamente.

— Ah, Simon, você nunca foi suave. – Sua voz agora era vacilante e seus olhos pareciam brilhar como se ela estivesse se esforçando para não chorar.

— Ah! Ah, ainda bem. Graças a Deus. Eu sei que você tinha um monte de namorados. Eu me lembro que um era elfo, – outro flash de memória, esse não tão agradável – e um outro, um... Lorde Montegomery. Você namorou um membro da nobreza? Como eu posso competir com ele?

Você é o Lorde Montegomery, Simon! – Isabelle exclamou irritada.

— Eu não entendo. Quando você se transforma em vampiro você se torna membro da nobreza? Tipo Lestat ou algo assim?

— Era apenas uma brincadeira nossa, Simon. – Ela levou a mão ao rosto, como se não conseguisse olhar para ele enquanto dizia isso.

— Uma brincadeira entre você e ele.

— Você é ele, Simon! – Isabelle suspirou pesadamente.

— Não. Eu sinto muito. Eu pensei que vindo para cá eu pudesse voltar a ser ele, mas a cada dia que passa, a cada nova semana eu percebo que não posso. – Ele a olhou e o que viu em seu rosto quase o fez recuar, mas ele não podia. — Eu sinto muito, Isabelle. Eu nunca serei aquele cara novamente porque eu farei coisas diferentes, eu serei um cara diferente.

— Quando você Ascender terá suas memórias de volta! – Ela gritou finalmente.

Se eu Ascender será em dois anos. Muita coisa terá mudado nesse meio tempo. Eu terei mudado, você terá mudado. Mesmo que eu tenha minhas memórias de volta, não seremos mais os mesmos. Eu sei que você sempre acreditou em mim, que você acredita, Isabelle, porque você se importa com ele. Mas não é justo da minha parte tirar proveito disso. Que tipo de cara eu seria se simplesmente ficasse com você? Não é justo mantê-la esperando por alguém que nunca mais voltará.

— Nada disso é justo. Não é justo que parte de sua vida tenha sido arrancada de você, mesmo que isso tenha sido para salvar as nossas vidas e a de milhões de pessoas. E mais injusto ainda é que você tenha sido arrancado de mim! – Isabelle estava com os braços cruzados diante do peito e as mãos agarravam firmemente o veludo do casaco que ela usava. — Ter vindo até aqui foi um erro.

Simon deu um passo em direção a ela e pegou uma de suas mãos a fazendo soltar do casaco e a segurando entre as suas. Ele não a abraçou, não tinha certeza de que ela quisesse isso no momento. Ela manteve sua pose diante dele, mas pequenos detalhes como seu lábio inferior trêmulo e os olhos brilhando denunciavam que a qualquer momento tudo poderia explodir diante dele. Ele não sabia se essa era uma Isabelle durona chorando ou se era sua maquiagem se desfazendo, tudo que ele sabia era que ela brilhava. Brilhava como uma constelação em forma de mulher.

— Você ao menos sabe porque está aqui, Simon? – Ela perguntou finalmente o encarando. — Digo, aqui na Academia.

— Eu queria ser aquele cara de novo e talvez assim merecesse tê-la. Queria ser aquele herói do qual todos vocês se lembram e aqui... aqui parece ser uma escola que treina heróis. – Ele disse brincando nervosamente com os dedos dela entre os seus.

— Não. Não é. A Academia treina Caçadores de Sombras, não heróis. Existem caçadores covardes, caçadores do mal e caçadores sem esperança alguma. Eu acho muito heroico proteger o mundo. Se você está aqui, tem que descobrir o real motivo. Tem que descobrir porque quer ser um Caçador de Sombras e o que isso significa para você. De nada adiantará enquanto você estiver aqui por mim ou por Clary.

— Você está certa. – Ele admitiu com uma careta. – Eu sei que quero estar aqui. Que preciso estar aqui, mas eu não sei o porquê. Eu sinto muito.

Sente muito? Sabe o quão difícil foi para eu vir aqui e dizer aquilo tudo diante de todas aquelas pessoas? – Ela puxou sua mão das dele com um tranco. – Não, claro que você não sabe. Mas tudo bem, se você quer que eu não o escolha, que eu não acredite em você, que assim seja!

Ficou olhando enquanto ela se afastava e sabia que dessa vez a culpa era completamente dele. Ele se odiava por ter feito aquilo, mas não podia simplesmente ficar com ela e se aproveitar do que ela sentia por ele sem que tivesse certeza de quem realmente era. Simon sabia que sentia algo por Isabelle, mas não tinha certeza do quão grande isso era. Depois que ela desapareceu de suas vistas, fez seu caminho ao quarto e, exausto, desabou na cama.

 

Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)
Don't let me go
(Não me deixe ir)


Notas Finais


E então?

Não me matem ainda. u_u

Deixem-me saber o que acharam. =)

Beijos e até mais.


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