História Wonderwall - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Tags Alexvause, Orangeinthenewblack, Piperchapman, Vauseman
Exibições 201
Palavras 2.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui está o segundo capítulo de wonderwall haha. Espero que gostem.

Capítulo 2 - Fools


A escola era realmente bonita. O pátio era aberto, possuía uma grande área com gramado e algumas salas tinham grandes janelas que deixavam a luz do dia entrar iluminando toda a sala. Tudo era muito natural.

Assim que chegamos, Nicky me apresentou as suas amigas Lorna e Taystee que eram muito simpáticas e engraçadas. Gostei delas assim que trocamos as primeiras palavras. Como eu tinha aula no primeiro período me despedi e fui em direção a sala. Elas se ofereceram para me ajudar a encontrar a sala, mas eu recusei.

Minha primeira aula era literatura e fiquei contente já que é minha matéria favorita. Ao entrar na sala reparei que as classes estavam arrumadas em duplas e o professor estava indicando onde deveríamos sentar. Entreguei a ele o papel da minha transferência e ele pediu para que eu me sentasse em uma classe ao lado da parede.

Depois que tirei meu material de dentro da mochila uma menina de cabelos loiros e olhos azuis muito intensos entrou na sala. Ela era quase da minha altura, seus cabelos vinham até os ombros e era muito bonita. O professor a cumprimentou e indicou que ela sentasse na classe ao meu lado. Não sei explicar direito o que estava sentindo no momento, mas estava estranhamente nervosa. Lhe dirige um sorriso quando ela sentou na cadeira vaga e disse:

- Hey, eu sou a Piper. Piper Chapman.

Pov Piper

Cheguei no colégio junto da minha melhor amiga, Polly. Ela tinha aula de química no primeiro período e eu de literatura, então, nos despedimos e eu fui em direção a aula do Sr. Bennett. Ao entrar, ele me cumprimentou e pediu que me sentasse ao lado de uma menina que julguei ser aula nova, pois não me lembro de ter visto seu rosto. Sua beleza era daquelas que olhamos duas vezes para ter certeza de que é real. Tinha os cabelos pretos, olhos verdes e usava um óculos que a deixava ainda mais atraente. Quando sentei senti um certo nervosismo vindo da parte dela, provavelmente por ser aluna nova e não conhecer ninguém, então, resolvi me apresentar:

- Hey, eu sou a Piper. Piper Chapman. - tentei soar o mais natural possível, mas algo nela me deixava desconcentrada.

- Alex. Alex Vause. - uau que voz, pensei, pois sua voz era um tanto rouca  e grossa.

- Aluna nova? - queria ouvir sua voz mais uma vez então, perguntei.

- Sim, cheguei ontem na verdade. - sorriu - Você gosta de literatura? - ela perguntou e mais uma vez senti uma pontada de nervosismo em sua voz. Talvez fosse timidez, mas boa parte de mim queria que ela estivesse sentido o mesmo que eu. Mas espera, o que eu estava sentindo?

- Simmm, aqui em Litchfield os alunos que escolhem fazer literatura é porque realmente gostam. O que é muito melhor. - Ia perguntar qual tipo de livro ela gostava, mas antes que o fizesse o professor me interrompeu.

- Olá alunos, primeiramente gostaria de desejar uma boa volta as aulas e me apresentar. Eu sou o professor Bennett e como de costume no primeiro dia de aula eu gosto de de escolher um aluno novo para ler um poema ou trecho de um livro que goste. Na aula de hoje só temos uma aluna nova, a Srta. Vause. Pode vir aqui Alex. - Assim que ele a chamou ela se levantou e foi. O Sr. Bennett perguntou alguma coisa à Alex e ela apenas balançou a cabeça negativamente. - Então, pode começar.

- Eu vou ler meu soneto favorito escrito por William Shakespeare, o Soneto 18. - Aquilo me surpreendeu muito, pois era também o meu soneto favorito e  pensei em como ficaria ainda mais bonito em sua voz rouca. Saí da "confusão" de pensamentos e sentimentos que estavam na minha mente quando a ouvi recitar o "meu" soneto. - Soneto 18

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

Assim como havia imaginado, eu passei a gostar do soneto ainda mais sendo recitado pela sua voz. Não sabia explicar o que estava sentindo em relação a ela, mas a) eu precisava descobrir e b) eu realmente sentia algo. O professor a parabenizou e pediu que abrissemos nossos livros na página 16. Quando ela se sentou ao meu lado disse:

- Esse é o meu soneto favorito também. - Ela me olhou de um modo tão intenso que parecia querer ler os sentimentos mais profundos da minha alma.

- Eu gosto bastante, Pipes. - Oi? Ela me chamou de Pipes?? Não sabia se era um apelido ou se ela não havia entendido, mas preferi não perguntar, porque ninguém nunca havia me chamado assim antes e eu havia gostado.
Então, resolvi fazer algo que me aproximasse mais dela:

- Alex, como hoje é sexta e se você não for fazer nada. Gostaria de ir em uma festa de "volta as aulas" que o meu amigo Larry vai dar? Eu posso te passar o endereço se você quiser ir, claro.

- Eu iria adorar. - Ela respondeu e soou com sinceridade.

Durante o resto da aula conversamos sobre diversos assuntos aleatórios. Descobrimos que tínhamos os mesmos gostos para leitura (o que já havia ficado meio óbvio), gostávamos das mesmas bandas e filmes. Comentei com o ela que o cinema aqui não era muito tradicional, pois exibia filmes que já haviam sido lançados há anos, ela adorou e até me convidou para irmos olhar algum dia e eu aceitei, óbvio. Ela me contou o porquê de ter se mudado e que estava gostando da cidade e das pessoas. Ela era realmente muito legal e a cada minuto meu apreço por ela aumentava.

Quando o sinal tocou ela me disse tchau e eu entreguei a ela o papel com o endereço da festa. Antes de sair ela disse que foi um prazer me conhecer e que nos veríamos na festa. Eu fiquei estranhamente ansiosa para vê-la na festa.

Pov Alex

- Larry? Larry é um babaca. - Nicky me explicava quem era Larry no caminho de volta para casa, depois de eu ter contado sobre Piper e o convite para a festa. - Mas se você vai eu também vou.

- Aw sério? Obrigada, vai ser bem melhor com você lá.

- Óbvio que vai. Sou eu a melhor pessoa dessa cidade. - Ela respondeu rindo e eu não pude deixar de rir junto. Realmente havia criado uma amizade com Nicky muito grande para tão pouco tempo.

- Você conhece a Piper? - Quis parecer pouco interessada e consegui.

- Não muito. Ela anda com uma menina chamada Polly. E ano passado namorava com o Larry, mas ela terminou com ele, ninguém nunca soube o porquê, hoje são bons amigos. E ela mora atrás da nossa rua, com o pai e o irmão.

Quis fugir um pouco do assunto para não me mostrar abalada por saber que ela namorou com o Larry. Então, perguntei:

- Vamos juntas para a festa?

- Claro. Eu posso ir dirigindo, assim te aguento de porre ou vice versa. - Caímos na risada e fizemos brincadeira do tipo até chegarmos.

Quando entrei em casa meus pais me bombardearam de perguntas de como havia sido meu primeiro dia na escola nova e respondi a todas com o mesmo entusiasmo que eles e não precisei mentir para agradá-los, pois realmente estava gostando de tudo. Contei a eles sobre a festa e eles não viram problemas até me ofereceram o carro, mas eu contei que Nicky me levaria.

Foi bom as aulas terem começado em uma sexta o que a princípio eu achei estranho, mas já que a festa provavelmente se estenderia até a madrugada, foi bom.

Após tomar meu banho fui escolher que roupa usar e a todo momento lembrava de Piper e de como havíamos nos dado bem. Tínhamos combinado de ir ao cinema, mas embora não tenha parecido um convite sério eu estava presa na esperança de que ela acreditasse que foi. Como não sabia como as pessoas aqui se vestiam para as festas decidi escolher uma roupa não muito extravagante, mas também não tão simples. Optei por um vestido preto que ia até um pouco acima do meu joelho e uma sapatilha também preta. Deixei o cabelo os cabelos soltos e decidi não pôr nada de maquiagem. Pus meus óculos e fui conferir o resultado no espelho e cheguei à conclusão que: preto é realmente a minha cor.

Assim que fiquei pronta me despedi dos meus pais e agradeci aos elogios. Quando sai pela porta, Nicole já me esperava com a janela do carro aberta. O carro era preto e grande. Quando entrei ela soltou o comentário:

- Caramba Vause, o que é a noite perto da escuridão que você é?

- Você está bonita também Nicole. - e realmente estava, usava uma saia preta que ia até o meio de sua coxa e uma blusa branca aberta nas costas.

- Vamos?

- Iupi. Rumo a festa do Larry Banana.

Durante todo o caminho rimos de coisas bobas e fazíamos piadas. A casa do tal Larry não era tão longe. Quando entramos na festa, que estava bem cheia, procurei encontrar Piper, mas acho que ela ainda não havia chegado. Entramos em uma sala que dava para ver a porta em que os convidados estavam chegando. Lorna, Tystee e uma outra moça estavam sentadas em um sofá, decidi me juntar a elas enquanto Nicky buscava as bebidas "já que não posso beber, trago as bebidas para vocês" ela disse. Lorna me a apresentou a outra moça que estava junto a elas, Sophia era seu nome.

Ficamos conversando durante um bom tempo e eu estava sempre atenta a porta esperando Piper chegar. Nicky ainda não havia voltado, provavelmente estava conversando com alguém que encontrou no caminho. Já estava achando que ela não viria quando a porta se abriu e ela entrou. Acho que esqueci como se respirava enquanto olhava para ela, mas não conseguia entender o porquê dessa reação e porque ficar tão nervosa quando conversava com ela, no entanto de uma coisa eu sabia: ela estava linda. Mas não um simple linda, estava de tirar o fôlego. Usava um short que tinha um tom de azul escuro e minúsculas bolinhas da mesma cor o decorava, sua blusa era preta transparente que deixava a mostra sua barriga e um belo salto que a deixava mais alta.

Assim que ela fechou a porta seus olhos encontraram os meus e antes que eu pudesse sussurrar um ''oi" um menino alto de cabelos castanhos a abraçou por trás. Eu até poderia achar ele bonito se o fato de ele estar abraçado na Piper não me incomodasse tanto.

- Aquele é o Larry. - Nicky disse ao me entregar um copo com cerveja.

- Desculpe, o que disse? - Perguntei me virando para ela.

- Aquele. - Ela apontou com a cabeça para o sofá onde Piper estava sentada com o braço do menino no seu ombro. - Abraçado com a Piper. Ele é o Larry.

Aaaah então, esse é o Larry? Ele é realmente um babaca. Espera, por que eu estou com raiva do Larry?? Por que essa situação está me incomodando tanto??? Decidi que ia lavar meu rosto. Então, perguntei a Nicole:

- Onde fica o banheiro? - Enquanto aguardava a resposta virei todo o copo de cerveja.

- Vai com calma, Vause. Subindo as escadas, primeira porta à direita.

- Já venho. - No caminho virei mais alguns copos e quando entrei no banheiro estava um pouco tonta.

Pov Piper

Entrei na festa procurando por Alex. E no momento em que entrei ela me olhou. Nos encaramos durante alguns instantes, mas fomos interrompidas quando um Larry muito bêbado me abraçou e me levou para sentar em um sofá. Fiquei tentando olhar para Alex e esperar que ela olhasse de volta, mas ela conversava com uma amiga. Enquanto conversavam Alex virou um copo e subiu. Decidi ir atrás dela. No caminho ela bebeu um pouco mais até chegar no banheiro. Bati na porta e a ouvi dizendo com sua voz rouca:

- Ocupado. - Ainda não sei certo o porquê de eu estar ali e muito menos de ter questionado a seguinte pergunta:

- Sou eu, a Piper. Posso entrar? - Ela não respondeu. Apenas abriu a porta e eu entrei. O banheiro era grande e ela estava apoiada na borda da banheira. Ainda não havia reparado no quão linda ela estava. Ela quebrou o silêncio perguntando:

- Banheiro legal, huh?

- É.

- Então, Larry é seu namorado? Formam um belo casal. - Ela comentou com uma certa irônia, mas devia ser a bebida ou não sei. Alex me deixava confusa em relação ao meus sentimentos e a tudo que eu acreditava ser o certo.

- Na verdade não. Ele está bêbado e me abraçou, não sei porquê. - Respondi.

- Hum. De qualquer jeito não é da minha conta. Eu vou descer agora. - Mas ela não podia descer eu precisava contar a ela tudo o que eu estava sentindo. Mesmo que eu não tivesse certeza do que era. Durante o banho eu pensei muito a respeito e cheguei à conclusão que era mais que amizade. Mas eu era covarde quando se tratava de meus sentimentos e ela não deveria sentir o mesmo que eu, então eu apenas disse:

- A gente se vê. - Ela sorriu e então saiu me deixando ali sozinha olhando para as paredes.

Acho que no momento que ela saiu eu realmente me dei conta do que sentia por ela e prometi a mim mesma que na próxima oportunidade que eu tivesse, eu contaria.

Fiquei sentada pensando no que diria a ela quando a oportunidade chegasse, mas fui interrompida quando a porta se abriu e Alex entrou, trancando-a.

   


Notas Finais


O próximo capítulo vai ser a parte dois desse. Se estiver muito confuso me avisem.
xoxo


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