História Wonderwall - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Fluffy, Narusasu, Naruto, Sasuke, Sasunaru, Yaoi
Visualizações 97
Palavras 1.286
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Naruto não me pertence. nem a música "Wonderwall" (Oasis).
Sentiram saudades?! Eu tava só o pó já T_T toda vez que acho que vou parar de gostar desse casal tenho umas recaídas horríveis iojisaojioj já até acostumei.
Sempre quis escrever uma fic agridoce que não chegasse ao fundo do poço, sabem. A gente anda apanhando muito das fanfics iojoajsxaj então considere o seguinte: talvez você se sinta bem ou mal lendo essa one, dependendo do seu estado de espírito, mas eu posso garantir que o final é feliz (porque eu não faço mais finais tristes IODAJIOASJJSC).
Boa leitura!

Capítulo 1 - Existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer


Because maybe
You're gonna be the one that saves me

 

                O tom azul do céu naquela manhã parecia melancólico. Por mais que o Sol brilhasse e aquecesse tudo ao redor, Sasuke se sentia frio, como se uma barreira intransponível impedisse que o calor da estrela chegasse até ele.

                Sentou-se em um banco de frente para uma frondosa árvore, a mais bela do pátio do hospital, e os doze anos de idade pulsaram em forma de ira em seus punhos fechados. Era incapaz de assimilar muitas coisas, e, se pudesse, seria ainda mais estúpido, se isso significasse a redução exponencial de sua dor.

                Os olhos estavam fixos em algum ponto no tronco da árvore quando começou a chorar. Não chorava de fato, mas as lágrimas transbordavam e escorriam por seu rosto, fartas, como um golpe certeiro em seu orgulho.

                — Ei! Nunca vi alguém da nossa idade por aqui... O que houve?

                Embora o garoto curioso estivesse ao seu lado, sua voz soou longínqua, como uma lembrança antiga que Sasuke jamais esquecera. O som melodioso – quase cantado – fez com que despertasse do transe. Em seu estado normal, ignoraria o desconhecido xereta, mas aquele não era um dia normal. E talvez – só talvez – precisasse mesmo externar o que sentia, antes que pudesse parecer uma pessoa tola que chora por motivos fúteis.

                — Eu vou morrer.

                Não havia drama em sua declaração, mas uma profunda lamúria que era irritante até mesmo para ele. Irritante, porém sincera, e não fazia parte de seu plano de vida atual perder tempo mascarando emoções. A reação de seu interlocutor, no entanto, não chegou nem perto do que esperava.

                — Ah, não me diga!

                O tom e a postura debochada fez Sasuke entrar na defensiva. O garoto era loiro de olhos azuis, mas qualquer coisa que pudesse remeter a seres divinos e anjos acabava no tom cerúleo de suas íris. O sorriso, a expressão, e todo o resto que compunha a figura que encarava Sasuke de braços cruzados era a personificação de um diabinho recém-fugido de seu doce e quente lar.

                Sasuke se levantou, indignado, e já se preparava para dizer qualquer coisa cruel que enxotasse o curioso dali, quando o menino o pegou pelo braço com uma agilidade inumana:

                — Vem comigo.

                E saiu arrastando Sasuke para fora do hospital.

                — Tá maluco?!

                — É rápido! Sua mãe nem vai notar!

                Com o cenho franzido, Sasuke seguiu Naruto em sua corrida que, inexplicavelmente, os levou até a banca de jornal da esquina.

                — Deixa eu adivinhar. Te disseram que sua doença não tem cura?

                Ainda intrigado, Sasuke aquiesceu.

                — E como isso nos trás até aqui?

                — Veja isso.

                E apontou para uma manchete do jornal estadual, onde a foto do ônibus tombado ilustrava o acidente que ocorrera na tarde do dia anterior, deixando doze mortos e cinco vítimas gravemente feridas.

                — Isso é o que acontece o tempo todo. Pessoas morrem. É a única certeza que nós temos na vida, cara. Ou você achar que todos os doze mortos tinham doenças incuráveis?  Se você deixar de viver só porque acabou de descobrir uma coisa óbvia, só vai se provar mais idiota do que parece.

                As últimas palavras foram ditas enquanto um bico de descaso se formava em seu rosto e Sasuke até teria achado graça, se não estivesse profundamente chocado. Após um breve estado de absorção das palavras que lhe foram ditas, piscou duas vezes e encarou o garoto, encontrando uma força indistinguível naqueles olhos azuis tão bonitos.

                — Quem é você?

                — Eu nem me apresentei! Me chamo Naruto! E você?

                — Sasuke.

                Naruto estendeu a mão e Sasuke aceitou cordialmente o cumprimento, sentindo a boca secar. Começaram a caminhar lentamente de volta para o hospital.

                — Por que me disse essas coisas?

                Naruto suspirou e colocou as mãos atrás da cabeça, parecendo bastante confortável em andar pela rua parecendo alguém preguiçoso o bastante para se apoiar nos nós dos dedos.

                — Eu fui desenganado pelos médicos quando tinha seis anos. — Comentou casualmente. — Minha mãe ficou desesperada e não queria me deixar ser uma criança normal. Até que ela mesma notou que, mesmo que eu sempre tivesse que tratar a doença, eu estava vivendo. E não sobrevivendo. Então parou de me tratar como um moribundo e já faz seis anos que isso aconteceu. Você percebeu que eu ainda não morri, certo?

                Sasuke balançou a cabeça com desdém e Naruto respondeu com um soquinho no braço.

                — Você não tem medo?

                — Tenho. Bastante. Mas é algo natural. Eu posso me curar hoje e morrer atropelado amanhã. O resultado é sempre o mesmo.

                — Suas palavras oscilam entre otimistas e depressivas. — Sasuke constatou, com um suspiro cansado. — Não sei se gosto de você ou te odeio muito.

                Naruto riu alto.

                — A vida é especial. Você pode acordar e fazer exatamente as mesmas coisas todos os dias, mas sempre haverá algo novo e diferente que não estava ali no dia anterior. As pessoas estão vivendo o tempo todo e passando por experiências diferentes, mesmo que seja apenas um sonho ou um anime novo. Isso tudo é incrível, e a gente só aprende a valorizar quando enxerga que nada dura pra sempre. Foi isso que meu padrinho me disse quando soube da minha doença, e eu nunca esqueci. — E sorriu com toda a sinceridade que possuía.

                Preso a um estado profundo  de introspecção, Sasuke apreciou o sorriso. E, curiosa e felizmente, foi como se a luz que Naruto emitia ultrapassasse até mesmo a barreira que o calor do Sol não conseguia superar.

                — Onde você mora? — Naruto perguntou casualmente.

                — Na Avenida Dois. — A voz de Sasuke era distante.

                — Amanhã à tarde vou buscar meu videogame novo. Posso levar na sua casa pra gente jogar.

                Naruto tinha uma sobrancelha arqueada, e sua expressão era a de quem fazia uma arriscada tentativa temendo o fracasso. Sasuke achou graça.

                — Pode ser.

                Quando chegaram ao hospital, Naruto deu-lhe um meio aceno de despedida, indo em direção àqueles que Sasuke supôs serem os pais dele. Sasuke então o segurou pelo braço.

                — Por que está fazendo isso?

                — Isso o quê?

                — Falando essas coisas... Tentando manter contato. Por quê?

                Um suspiro resignado, acompanhado de um par de olhos azuis se fechando por alguns segundos, foi a primeira resposta que recebeu. A segunda resposta veio em seguida:

                — Porque não quero deixar você sozinho.

 

                Dez anos depois...

 

                — Me conceda a honra.

                — Porra, Naruto...

                Sasuke estava muito vermelho. Naruto gostava demais daquela expressão tímida no rosto do todo poderoso Uchiha Sasuke e era incapaz de parar de perturba-lo ou morreria de abstinência sem vê-lo vermelho daquele jeito.

                — Vai lá Sasuke! — Suigetsu incentivou.

                Revirando os olhos, deu um passo a frente e quase caiu em cima de Naruto quando Karin o empurrou para que acelerasse o processo. Ignorando o fato de que não sabia o que fazer, acabou por segurar levemente os dedos de Naruto enquanto caminhavam para o salão de festas lotado.

                — Como se sente? — Naruto perguntou com um sorriso bobo, segurando-o pela cintura enquanto entravam no ritmo da música lenta.

                — De modo geral, ansioso. — Sasuke admitiu, seguindo o ritmo da dança e pousando as mãos no ombro do amigo. Naruto estava realmente muito bonito e, olhando de perto, era um pouco complicado de lidar com a dose extra de ansiedade.

— Eu também. Mal ou bem, a gente teve uma rotina durante quatro anos e agora tudo vai mudar.

                — E eu nem achava que viveria o bastante para me formar na faculdade. — Sasuke riu nostálgico. — Não planejei nada a esse respeito.

                — Eu também não.

                E Sasuke percebeu tarde demais que Naruto não falava do mesmo assunto que ele. Só pode assimilar o fato quando seus olhos se fecharam automaticamente ao mesmo tempo em que Naruto o beijou. Então soube que esperara a vida inteira por aquele momento.

 

And after all
You're my wonderwall


Notas Finais


Ficou curta, eu sei, mas toda vez que tentei me estender nessa fic sentia como se estivesse enchendo linguiça, então essa é a fic no modo original <3
Eu não me esqueci da parte dois de “Sobre a amizade estranha e o apocalipse”, kay? Tenham fé hahaha
E pra quem pescou a referência, sim, tem dupla interpretação essa história.
Tenho mais um roteiro de shortfic pronto, me enviem energias pra eu conseguir escrever porque tô me empolgando de novo nsaoixjiosaj
Beijocas!


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