História World Behind My Wall - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schafer, Tokio Hotel, Tom Kaulitz
Exibições 41
Palavras 1.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores! Novo capítulo!
A pedido de Bill, Kate foi falar com o Tom. O que não sabemos é como as coisas vão caminhar daqui pra frente, então, continuem acompanhando e não deixem de comentar sobre o que acharam do capítulo.
Beijoooooooos!

Capítulo 20 - Uma chance


Adentrei o quarto onde a luz ofuscante do sol pairava sobre o cômodo. Tom estava surpreso com minha presença ali. Caminhei em sua direção sentindo minha respiração acelerar por nervosismo. Ele estava sentado na cama procurando sua camisa entre o cobertor. Estava com a cara péssima e uma ressaca clara e evidente.

Eu teria que ser curta e grossa e jogar a real numa boa. Mas ao mesmo tempo eu não queria me dar por vencida. Meu orgulho não me permitia fazer isso. As palavras de Bill ecoavam na minha cabeça e aquilo me dava um dedo de coragem para prosseguir com aquilo.

- Desculpe pela minha cara péssima – ele olhou para mim passando a mão nos cabelos e fazendo um coque.

- Não estou surpresa – rebati.

Ele pareceu estar desapontado. Eu não sentia pena, mas sentia que talvez, eu pudesse agarrar o fio de esperança que dentro de mim não tinha morrido. Como eu sou trouxa!

- Tom, - eu suspirei tentando encontrar as palavras – eu estou aqui, somente pelo Bill e unicamente por ele. – percebi sua expressão de desapontamento – Porque ele pediu e creio que posso fazer isso.

- Fazer o que? – ele disse com a voz rouca.

- Tentar descobrir que bicho te mordeu para ter se transformado dessa maneira. – eu ri de uma forma estranha – Na verdade, você já foi assim, mas pelo que sei tinha mudado – acrescentei – Agora voltou com tais atitudes.

- Kate... – ele tentou falar, mas eu estiquei a palma da mão o interrompendo.

- Deixe-me terminar. – me escorei na poltrona – Bill está preocupado com você Tom. – percebi quando ele revirou os olhos sacudindo a cabeça – E não faça essa cara de desleixo, você sabe o que ele já passou com você quando estava bebendo feito um gambá em todas as festas sem nenhuma necessidade. – ele arregalou o olho surpreso – Não pense que eu não sei.

Ele permaneceu em silêncio, a cabeça baixa e ouvindo cada palavra.

- Eu não tenho nada a ver com você e a Ria – eu disse o nome dela em voz alta e isso fez com que ele abrisse a boca para rebater, mas novamente estiquei a mão. – Eu até acho que estou superando isso - menti. – O que eu quero pedir Tom é que você não volte a beber dessa maneira – eu olhei para ele de cima a baixo. – Será que você entende o que causa no seu irmão e até mesmo no Gus e no Georg quando fica assim?

Ele permanecia em silêncio desviando rapidamente o olhar para os cantos do quarto, pensativo.

- São atitudes infantis como essa que deixam seu irmão no estado que ele estava hoje quando falou comigo.

- Bill exagera Kate – ele passou a mão no rosto. – Ele sempre faz isso, diminua em oitenta por cento tudo o que ele disse.

- Ainda sobram vinte por cento de bebedeira e atitudes de criança. – apontei o dedo para ele. – Escuta Tom, você já é um homem, tem discernimento total dos seus atos. Acho que não preciso estar aqui te falando tudo isso, porque você sabe, mas estou fazendo porque eu não quero ver Bill reviver o passado novamente.

- Sobre a Ria – ele se inclinou para frente. – Me desculpe, por tudo. Eu não queria, na verdade eu sou um idiota mesmo sabe...

- Escuta Tom – eu passei a mão sobre a testa. – Vamos focar no Bill.

- Precisamos falar disso – ele pegou minhas mãos. – Aquele dia você saiu e não me deu nem chance de explicar.

- Explicar? – eu debochando e lembrando que ele não me deu um bom motivo para ficar e ouvir ele naquele dia. Ele simplesmente se calou.

- É, sabe, eu acho que viajei com o lance da Ria – ele olhou para mim. – Não deveria ter feito o que fiz.

Jura?

- Hum. – murmurei.

- Queria mais uma chance. – ele me encarou.

Não faça isso Kate sua molenga!

- Chance? – olhei para ele tentando disfarçar o pânico.

- Isso.

Eu não posso resistir a isso, porque ainda sinto algo muito forte por ele, mas não posso mais ser a palhaça dessa história.

Levantei-me soltando sua mão e caminhando em direção a porta. – Não sei se posso fazer isso Tom – suspirei profundamente. – Mas comece pelo seu irmão. Mude e voltaremos a conversar sobre isso. – eu disse saindo por fora sem olhar a expressão dele para não me arrepender.

 

****

 

Kate! – Jamie gritou enquanto eu tentava cruzar a sala sem ser vista, sem sucesso.

- Que foi? – eu disse dando dois passos para trás.

- O que ele disse? – ela se aproximou expressando curiosidade.

- Tudo menos o que eu queria ouvir.

- Sério? – ela revirou os olhos.

- Sim – eu disse assentindo. – Mas eu nem vou me preocupar com isso, vou dizer pro Bill que eu tentei.

- Ele não admite estar errado. – Bill apareceu de braços cruzados com a expressão desapontada.

- Eu falei umas coisas para ele – eu me aproximei colocando a mão em seu ombro. – Mas ele voltou no assunto da Ria.

- Ria – ele olhou para mim. – Preciso resolver isso.

- Desencana Bill – Jamie olhou para nós.

- Eu vou resolver isso ainda hoje. Isso está tirando meu sono. – ele mordeu o lábio pensativo.

- Relaxa Bill – eu disse sorrindo. – Eu estou ok.

 

BILL P.O.V.

 

- Você começou essa palhaçada você vai terminar – eu disse entre dentes. – Quer ficar pedindo desculpas para a Kate e continua agindo assim! – eu quase gritei.

- Bill, calma, tu surtou cara! – Tom esticou as mãos para cima.

- Vá atrás dessa maluca da Ria e corta as asinhas dela já – eu balancei a cabeça. – Acaba com isso logo – olhei para ele. – Você não gosta dela Tom, eu sei, te conheço – apontei o dedo para ele.

- Tá! – ele disse em tom grave. – Vou fazer isso.

- Hey – Gustav sussurrou abrindo a porta. – Vou pegar a Linda no aeroporto. – ele fechou a porta.

- Meu Deus, eu esqueci que a Linda vinha – eu disse caminhando rapidamente para sair do quarto. – Tom, vamos fingir que somos pessoas normais e que estamos vivendo em paz, nada de assuntos do tipo Ria.

- Tudo bem. – ele assentiu.

Na sala, as meninas caminhavam de um lado para o outro organizando as coisas. Hellen estava sentada segurando um saco térmico na cabeça.

- O que houve? – eu perguntei.

- Estou morrendo de enxaqueca. – Hellen disse de olhos fechados.

- Posso sentar aqui? – ouvi Tom dizer para Kate enquanto fazia sinal para sentar ao seu lado e ela assentiu um pouco hesitante. Lancei um olhar de morte para ele que me ignorou completamente.

- Eu nem lembrava da visita da Linda – Ann disse se sentando ao meu lado.

- Você foi a pessoa que mais insistiu pra que ela viesse e agora não se lembra da visita – Lucy disse rindo.

- Vamos fingir que não aconteceram coisas aqui para que ela não fique assustada. – Kate disse.

- Gustav conta tudo pra ela – Georg riu. – Ela já sabe.

- Vamos fingir que ela não sabe – eu disse. – Vamos fingir que tudo está bem – direcionei meu olhar para Tom que estava de cabeça baixa. Eu desejava, naquele instante, que sua consciência estivesse mais pesada que uma pedra.



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