História World Of Lies - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Magcon
Personagens Cameron Dallas
Tags Ação, Cameron Dallas, Drama, Magcon, Revelaçoes, Romance, Suspense, Vine
Exibições 200
Palavras 2.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PORRA VOLTEI!
ok, nem tenho desculpas por ficar meses sem postar, simplesmente não saia nada. Me desculpem mesmo, mas eu percebi que não posso deixar essa história assim! Eu preciso termina-lá e já tenho muita coisa planejada.
Espero que lembrem de mim, dessa história, do Cam e da Megan e nos aceite de volta.
Boa leitura meu amores <33333

Capítulo 28 - He Returned


Fanfic / Fanfiction World Of Lies - Capítulo 28 - He Returned

Duas semanas se passaram desde que eu levei um tiro e salvei a vida do Cam. O tempo no hospital não foi tão ruim. Cameron revezava com minha mãe para passar a noite comigo, além das visitas constantes dos meninos. Mas agora já estava de volta em casa e na ativa. Não restou nenhuma sequela do que aconteceu, além de só ter apenas um rim, estou novinha em folha.

Nessas semanas também não houve noticias sobre o Joseph, RJ ou o resto daqueles monstros. Cam pesquisou em muitos hospitais a procura de seu pai, mas não encontrou nada. A família de Joseph e o pessoal de seu trabalho já estavam notando sua ausência, fazendo Cameron viajar para vários lugares para explicar a situação, sem me envolver, é claro. Ele também começou a morar definitivamente no nosso apartamento secreto.

E nossa relação não poderia estar mais perfeita. Nós vemos todos os dias e quando não estamos juntos, estamos conversando pelo celular. Ele se aproximou muito da minha família e seu sorriso virou uma parte constante de seu rosto.

Hoje eu estava ajudando a minha mãe com algumas receitas para ela vender na feira. Ela não parou de trabalhar mesmo com o dinheiro que Joseph mandou, até porque não adiantou muita coisa. Só deu para pagarmos um tratamento para meu pai, uma escola particular para meus irmãos e algumas reformas em casa.

– Eu poderia arrumar outro emprego. – Falei enquanto massageava uma massa de pão.

– Dá última vez que você falou isso as coisas não acabaram muito bem. – Respondeu minha mãe.

A cozinha que tinha as paredes riscadas, agora estava com azulejos brancos e pretos, uma pia de mármore onde minha mãe mexia no forno e uma janela onde o Sol batia nos cabelos escuros dela.

Melanie apareceu e pegou um pedaço da massa, colocando na boca.

– Não está muito bom. – Comentou mastigando.

– Claro, está cru. – Respondi.

Não era por causa da reforma, mas a casa agora tinha um brilho diferente, tudo em seu lugar, tudo andando para frente. Com a volta da Mel o passado não atormenta mais minha mãe, já eu, bom, ainda estou lidando com ele.

– Eu quero ajudar. – Falou Melanie. – Não quero que vocês me tratem como criança.

Minha mãe foi até ela e a abraçou. Fazia isso quase todo minuto, para se lembrar de que ela estava ali, com ela, sua filha, em sua casa, protegida, feliz.

– É difícil tratar você como adolescente, já que perdi toda sua infância. – Nossa mãe murmurou.

– É moms, agora só terá que conviver com a rebeldia, os namoradinhos, os corações partidos, as tpms, a baixa autoestima, as brigas na escola. – Brinquei, as duas me fuzilaram com o olhar.

– Corações partidos? – Melanie cruzou os braços. – Duvido que eu vou passar isso.

– Todos passam Mel, todos passam. – Minha mãe deu tapinhas nas costas dela. – E estarei aqui quando isso acontecer com você... Com vocês duas, na verdade.

– Eu não v...

Fui interrompida por um garoto chegando cheio de sacolas.

– Olá flores do meu jardim. – Era o Cameron.

Meu coração ainda acelerava e as borboletas ainda voltavam ao meu estomago sempre em que o via. Ele estava de regata e bermuda, com os cabelos bagunçados. Cumprimentou minha mãe e a Mel, depois me deu um selinho.

– Oi meu amor. – Nós falamos junto.

Eu nunca, nem em milhões de anos, nem na volta de Jesus, imaginei que algum dia eu diria isso para alguém. VOCÊ PENSOU QUE MELANIE WESTBROOK, A FECHADA, A QUE NUNCA SE APAIXONOU, A LADRA, DIRIA ISSO A ALGUÉM?

NÃO MESMO.

– Você está bem? – Ele colocou a mão na minha barriga, onde ainda tinha pontos.

– Estou. – Sorri beijando ele mais uma vez. – Onde você estava?

A gente não tornou oficial nosso namoro, mas todo mundo praticamente já sabia. Diferente do namoro falso, dessa vez não queríamos nenhuma mídia em cima de nós.

Muitos menos uma máfia.

– Ah, só dando mais umas entrevistas por aí. – Ele colocou a sacola em cima da mesa, revelando algumas frutas e verduras. – Passei no mercado também.

O genro que minha mãe pediu a Deus.

– Muita gentileza Cam. – Agradeceu minha mãe.

Melanie pulou no colo dele, que a girou no ar. Eles tinham uma relação incrível, melhores amigos inseparáveis, tão fofos que até me deixava com ciúme.

Por que ela não era assim comigo?

E só tinha passado duas semanas.

 – O que vamos fazer hoje? – Ele perguntou sorrindo.

Estava uma linda tarde de sábado lá fora. Meu pai levou meus irmãos ao parque, fez isso sozinho. SOZINHO. AH, QUE FELICIDADE! 

– Podemos ir ao cinema. – Sugeriu Mel animada.

– Melanie, meu amor, ele estava falando comigo. – Mandei um beijo no ar para ela, que bufou.

– Atividade em família, por mim está ótimo. – Cameron atropelou meus planos.

– O que?

– Isso! – Melanie comemorou.

Não é que eu não queria ficar com minha família, é que ultimamente só temos feito isso.

– Cameron! – Resmunguei.

A gente não tinha um tempo sozinhos desde a noite no apartamento. Fiquei essa semana toda aqui, com minha família, por causa da minha recuperação, então não tivemos um momento só nosso, sabe? Mais íntimo.

Eu também não quero que nossa relação vire isso, um jantar na casa da sogra. Somos jovens. Eu quero ir para festas, quero aventuras, quero transar loucamente na cozinha, no carro, na máquina de lavar roupa da casa do vizinho.

– O que? – Ele ficou confuso.

E como sair com a minha família podia ser divertido para ele? ELE É O CAMERON FUCKING DALLAS. Por que não vamos ficar loucos juntos? Beber? Pichar muros?

– Podemos conversar um minutinho? – Dei a deixa para minha mãe e Melanie saírem da cozinha.

– Algum problema? – Ele se aproximou de mim.

– Sair com minha mãe? Sério? 

– Hã? Como assim? Achei que gostaria disso.

– Estou feliz por se darem bem, só que... Estão se dando bem demais.

– Ah, entendi. Você quer um programa a sós? – Ele me prensou na parede. – Quer o Cameron só para você.

– Você já é só meu. – Provoquei. – E sim. Quero sair como uma adolescente normal com seu namorado normal.

– Normal não se aplica muito na gente, sabe, sou um grande e renomado ator de Hollywood e você acabou de levar um tir...

– Ok, já entendi. – O cortei. –Renomado e grande ator de Hollywood?  Fez o que em Hollywood?

– O que? – Ele cruzou os braços. – Está duvidando do seu namorado?

Ele ficava tão fofo bravo que tive que beija-lo.

– Eu? Claro que não.

– Ótimo. Eu preciso te contar uma coisa. – Ele ficou sério de repente.

– O que?

– Uma coisa seríssima.

– Fala.

– Você não vai acreditar.

– Cameron!

– Que tal um jantar só nós dois? Sem mães e avós?

– Argh! – Deu um tapinha em seu braço pelo susto. – Eu te amo. – Dei um beijo demorado nele, querendo que seu gosto nunca saísse da minha boca.

Melanie voltou à cozinha coçando a garganta, fazendo eu e Cameron nos separarmos. De propósito, é claro.

– Pirralha. – Murmurei, ela retrucou mostrando a língua.

– Então Cams, nós vamos ao cinema? – Perguntou ela esperançosa.

– Hoje não Mel. Vou sair com sua irmã. – Ele respondeu e eu sorri para ela vitoriosa.

Minha mãe voltou para a cozinha e nós voltamos às tarefas. Cameron começou a cortar pequenos pedaços de morangos, e eu continuei na massa da torta.

– Como está sua mãe Cameron? – A minha perguntou.

– Ah ela está bem senhora Westbrook. – Ele respondeu sem tirar os olhos da faca. – Precisamos marcar um jantar para vocês se conhecerem.

– Seria ótimo! – Respondeu minha moms.

– E eu conhecer minha outra irmã, Sierra. – Falou Melanie, ela estava comendo os morangos que Cameron cortava. – Talvez ela seja mais legal que outras.

Eu senti a indireta.

– Ela nem sabe da sua existência. – Retruquei fazendo minha mãe e Cam me lançarem um olhar mortal. – Foi mal.

– Eu não queria contar isso para elas por ligação, mas vou ir pra Chino o mais rápido possível. – Se explicou Cameron.

– Ah, está tudo bem. – Assentiu Mel.

– Elas vão gostar de você. – Tentei arrumar meu estrago.

– Quem não gosta irmãzinha? – Replicou ela, sorridente.

– Merda. Você é tão parecida comigo. – Nós duas rimos.

Eu só queria que as coisas ficassem assim para sempre. Bem. Tudo normal. Tudo como sempre deveria ser sido. É tudo que eu peço todos os dias quando acordo de manhã e olho para o rosto de cada pessoa que estava ali.

[...]

Depois de nós almoçarmos e colocarmos os doces para assar, Cameron foi embora e eu fui me arrumar. Teríamos um encontro de verdade. Eu acho que nós nunca realmente tivemos um, nunca fomos a um restaurante ou em um parque, a maioria dos nossos encontros foram secretos ou a beira da morte. Como da vez que ficamos perdidos em uma floresta de caçadores. Nada nunca planejado, mas as coisas que surgem do nada, acabando de tornando tudo. Imagine quantas histórias teremos para contar aos nossos filhos.

Eu coloquei um vestido velho que encontrei em meu armário. Eu tinha o comprado para ocasiões especiais, ou seja, nunca tinha usado. Minha antiga vida não tinha nada de especial, nada para ser comemorado.

Mas agora, há tantas coisas. Não coloquei esse vestido apenas para comemorar meu namoro, e sim, tudo o que vem acontecendo.

Ele era simples e sutil, da cor amarela que quase chegava a ser creme. Tinha um pequeno cinto que deixava meu corpo mais modelado e fazia um efeito legal nas pontas dele. Coloquei um casaquinho preto para acompanhar e um salto da mesma cor.

Desci as escadas sendo elogiada por todos, até por Melanie, que mantinha o rosto fechado.

– Filha, cuidado para não sair estourando seus pontos. – Minha mãe disse preocupada. O que será que ela pensa que eu vou fazer?

A campainha tocou, me fazendo respirar fundo. Só podia ser o Cameron. Fui até a porta e abri, dando de cara com um buque de flores.

– Boa noite. – Ele sorriu me entregando.

– Meu Deus! – Fiquei boquiaberta sentindo o cheiro subir. Eram rosas. Nunca pensei em escolher uma flor favorita, mas agora, é definitivamente essa. – Estou me sentindo uma colegial indo para o baile, obrigada meu amor.

Cameron cumprimentou meus pais com um aceno e esticou o braço para mim. Ele estava com o cabelo cheio de gel, uma jaqueta de couro sobre uma branca e sapatos sociais.

– Você está deslumbrante.

– Oh, e você está majestosamente radiante. – Nós rimos entrando no carro.

[...]

 

Eu não queria que nosso relacionamento virasse rotina. Por isso, eu tentava dizer e fazer coisas diferentes todos os dias, já o Cameron nem se esforçava, sempre tinha uma piada nova para mim. Durante o caminho, ele começou a relembrar de como me achava chata.

– Eu não sei porque ficava comigo então. – Disse.

– Porque longe de você era pior.

Quando chegamos, ele abriu a porta para mim e me acompanhou até lá dentro. O restaurante era muito chique, acho que nunca entrei em um lugar como aquele. Não sabia nem como me comportar.

Cameron não fez reserva, mas assim que o gerente percebeu que era o Cameron, nos deu uma mesa.

– Impressionante. – Comentei me sentando.

O restaurante tinha grandes lustres sobre o teto, paredes com quadros antigos e musica ao vivo. Musica clássica. Ew.

– Boa noite Sr. e Sra. Dallas. Serei o garçom de vocês está noite. – Um moço esguio e ruivo nos entregou o cardápio. – Por favor, ofereço este champagne por conta da casa.

Nós aceitamos e logo ele despejou aquele liquido borbulhante em nossas taças.

– Obrigada.

– Com licença. – Ele sorriu reconfortante e saiu com sua roupinha de pinguim. 

– Eai, o que vai querer? – Cameron perguntou enquanto eu lia.

– Por que a maioria dos pratos é em outra língua? – Ele riu. – Aqui tem batata frita?

Cameron chamou o garçom e fez o pedido:

– Por favor, dois La Filette e duas porções de Fritas. – O garçom anotou o pedido e logo saiu.

– O que é La Filette?

– Picanha.

Eu imaginei um pratão de arroz, feijão e carne, mas sei que nesses restaurantes vem um grãozinho da picanha junto com desenhos de molho e uma salsinha em cima. Como se estivéssemos em uma galeria de arte.

– Tenho novidades. – Cameron inspirou fundo. – Você conhece a Netflix, certo?

– Ah, sim. Os da série. – Só havia conhecido há uns quatro dias. RSRS.

– Isso, então... Eles querem fazer uma série sobre mim! Tipo, sobre minha vida! – Ele exalava animação.

– Cameron! Isso é incrível! Meu deus! Estou tão orgulhosa de você! – Me segurei para não bater palmas.

– Eu sei, isso é insano!

Sabe quando você ama tanto uma pessoa que parece que é a única no mundo que sente aquilo? Todos os casais do mundo ficam sem graça, porque parece que amor deles nem chego aos pés do seu.

Sempre sinto isso quando ele sorri.

– Você merece Cam.

– Tudo isso é graças a você. Você é minha inspiração Megan. – Vou chorar.

– Já que estamos falando de emprego, preciso contar uma coisa. – Mordi o lábio.

– Pode dizer, estou aqui.

– Eu quero voltar a trabalhar. – Ele ficou um tempo em silêncio.

– Mas eu...

– Não, eu não quero que você me banque! Eu quero ter minhas próprias conquistas.

– Tudo bem, eu entendo. Só não quero que você arrume qualquer coisa, não quero que trabalhe em bicos, que duram apenas alguns meses. Quero que você tenha algo definitivo, uma profissão, uma vocação. – Ele sorriu de lado. – Por que não faz uma faculdade?

Quando fui reagir a isso, o garçom voltou com o nosso pedido.

– Aqui está: Frango a milanesa com Fritas. – A voz estava diferente.

– Mas nós pedidos La... – Cameron perdeu a voz e eu, o chão.

Não era o nosso garçom. Era o Joseph, com a barba e o cabelo maior, até com a mesma roupa do outro garçom.

Ele colocou a mão na tampa de aço que fechava nosso prato, e a retirou, mostrando o tal “Frango a milanesa”.

Eu e Cameron gritamos.

Era simplesmente um pulmão. Sim, um pedaço de pulmão no prato! Com sangue seco espalhado na carne roxa. Aquilo deveria estar no congelador por meses.

Ouvi dizer que você quer fazer uma faculdade, Megan? – Ele mostrou sua porção de dentes.  


Notas Finais


AVISEM O BONDE QUE EU VOLTEI.
eu espero muito que tenham sentido aquela emoçãozinha de sempre, e que me queiram de volta. Porque se tudo der certo, vou voltar a postar regularmente.
deixem aquele famoso comentario que me incentiva muito!!!
amo vcs, nunca se esqueçam disso, vcs são importante p mim sz
ate mais

meu user mudou: antigo @heirdallas e NOVO @torturedallas


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