História World Of Lies - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Magcon
Personagens Cameron Dallas
Tags Ação, Cameron Dallas, Drama, Magcon, Revelaçoes, Romance, Suspense, Vine
Exibições 87
Palavras 2.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oioi mundo. tudo bao??
ferias chegando que delicinha né, provável que eu poste mais rápido entao, ÂNIMO GALEROUS
amei escrever este capitulo e tentei não deixar ele TÃO meloso e cliche,
so espero que gostem bjobjo

Capítulo 31 - Kiss me hard before you go.


Fanfic / Fanfiction World Of Lies - Capítulo 31 - Kiss me hard before you go.

Megan Westbrook P.O.V

 

Eu realmente não sabia como ainda havia água no meu corpo. O tanto que eu chorei dava para encher todos os oceanos existentes. Minha cara estava inchada e meus olhos vermelhos. Eu estava acabada.

Nós ficamos até umas quatro da tarde na casa do Nash, comendo e bebendo coisas brasileiras, relembrando nossos momentos e organizando nossos próximos, e também, claro, ME MATANDO DE TANTO CHORAR! MEU DEUS! Eu não sou uma pessoa sensível e chorona, mas eles diziam cada coisa que pareciam alfinetar meu coração. Eles me espremiam como limão até sair todas as lágrimas.

E porra aquilo tudo, as decorações, os discursos, os presentes... Foi incrivelmente inesquecível.

Pena que teve uma parte não muito agradável. Quando já estávamos indo embora, Nash perguntou:

“– Vocês vão namorar a distancia?”.

Eu sei que ele não fez por mal e nem sabia que aquilo causaria um impacto tão grande em nós, que estávamos evitando essa conversa desde que soubemos da viajem. Não queríamos pensar nisso, mas fomos obrigados.

– Sim, claro.

Foi o que Cameron respondeu depois de um silencio constrangedor. Eu sabia que ele apenas tinha dito a primeira coisa que veio a cabeça, e que estava com uma grande incerteza estampada.

A questão não é simplesmente namorar a distancia, a questão era: “Cameron me esperaria?” ”Eu esperaria Cameron?”.

– Ahn... – Cocei a garganta, tentando chamar atenção dele dentro do carro.

– Sim? – Ele estava concentrado na estrada.

– Sobre o que Nash disse...

– Não vamos terminar Meg. – Ele foi direto ao ponto. – Eu pensei que fosse obvio que iriamos namorar assim, principalmente depois do pedido.

– Eu sei, mas você sabe o que dizem. Eu quero que dê certo. Eu quero muito que dê. Só que a porra da distancia...

– Vai dar certo, não é como se eu fosse conseguir esquecer-se de tudo quando entrar naquele avião.

– Duvido que algum dia eu consiga. – Murmurei baixo. – Eu não quero terminar, não foi isso que quis dizer. É só que... Você tem certeza disso?

– Absoluta. – Ele sorriu torto.

– Tudo bem. – Respirei fundo. – Não. Nada bem.

– O que foi? – Franziu o cenho.

– Deixar você aqui? Sozinho? Com garotas, tipo, muitas?! – Ele riu da minha expressão.

– Ah, então essa é a sua preocupação.

– Certamente, Dallas. Acho que neste ponto do nosso relacionamento você já deveria saber como sou... Sabe...

– Exageradamente ciumenta? – Sugeriu.

– Exageradamente? – Fiquei chocada. – Não, idiota, apenas fico quando vejo um ameaça em potencial.

– Em potencial? Porra, cadê aquela famosa e famigerada confiança? – Comecei a rir.

– Famigerada. – Comecei a gargalhar. – Meu Deus. – Comecei a ficar sem ar.

– Você está me desconcentrando! – Ele gritou rindo junto comigo, enquanto dirigia.

– Ai ai... Foi mal. – Recuperei-me. – Enfim, eu confio em você. Não confio nelas.

– Megan. Não. Vai. Acontecer. Nada. – Ele respondeu pausadamente.

– Tem razão. É besteira minha. – Eu preciso controlar isso, pois não será NADA fácil deixar ele tão livre e soltinho por ai. – Certo. Tudo bem. – Respirei fundo. – Não. Nada bem.

– O que foi dessa vez?

Eu vou morrer de saudade sua.

[...]

 

 

Nós finalmente compramos as malas e fomos em casa enche-las. Não fazia ideia de quanta roupa colocar, mas pus o suficiente para um mês.

– E qual curso vai lecionar? – Perguntava minha mãe enquanto me ajudava. – Como isso aconteceu?

– Eu recebi uma carta de uma das universidades de lá. Eles me aceitaram. – Eu já mentia com certa facilidade.

– Aceitaram? Você havia se inscrito? – Ela me enchia de perguntas a cada minuto e estava louca de preocupação.  

– Sim mãe, só não te contei porque tinha certeza de que não entraria.

– Mas Brasil? É tão longe Megan.

– Fica tranquila, tenho lugar para ficar, terei professores para me ajudar com o Português e sei me cuidar. – Finalizei fechando o zíper da última mala. – Vai dar tudo certo.

– Estou orgulhosa de você filha. Muito. Sei que isso é para seu próprio bem e vai ajudar muito no seu futuro. Mas tem certeza? Isso não é meio repentino?

– Eu tenho certeza de que quero ir. – Forcei um sorriso e ela retribui, compreendendo.

– Tudo bem. Já tem 19 anos, já pode tomar suas próprias decisões.

Minha mãe fez um incrível jantar de despedida, e duvido muito que a comida brasileira ganhe da dela. Conversamos e rimos bastante, sem nem tocar no assunto viagem, só queríamos aproveitar cada segundo juntos, mas infelizmente quando percebemos, já era noite...

E a hora havia chegado.

Depois da comida, fui até a sala onde meus irmãos e Cameron estavam esperando. Já carregava minhas duas malas ao chão, aumentando totalmente minha visão de que A VIAJEM ERA MESMO REAL. IRIA ACONTECER. ESTAVA ACONTECENDO.

– Acho que a hora chegou. – Falei abrindo meus braços.

O Adeus. As despedidas.

A pior parte de todas always forever and ever.

Nick e Ben correram para meus braços, juntamente com meu pai. Os pequenos pediam para trazer presentes e para contar exatamente de tudo como é lá. Eles estavam mais animados do que eu, que só conseguia chorar e dizer o quanto sentiria falta de cada um.

– Foi muito doloroso quando percebi que eu nunca conseguiria pagar uma faculdade para você. – Meu pai desatou a falar. – Só que como sempre, a senhorita não precisou de mim. Conseguiu isso sozinha... Algo que tem feito desde os 14 anos.

– É claro que eu preciso de você, pai. – Disse dentro de seu abraço.

– Eu quero que realize todos os seus sonhos, todos aqueles que você esqueceu e deixou para trás... – Ele olhou para o Cam. – Eu nunca vou conseguir agradecer este garoto o suficiente por ter te ajudado a voltar a sonhar.

Eu segui seu olhando encontrando um Cameron corado e super orgulhoso.

– Vá em paz, querida. Você merece o mundo todo, estaremos sempre aqui te esperando. – Ele depositou um beijo em minha testa. – Amo você pequeno raio de sol.

– Eu também amo você. – Nós abrimos nosso abraço para minha mãe, Cam e as crianças entrarem. – Todos vocês.

Apenas uma pessoa não entrou no abraço em família. Ela estava encolhida do canto da sala fazendo o maior esforço possível para não chorar.

– Melanie... – Caminhei até ela.

– Não quero falar com você. – Virou o rosto.

Ela tinha problemas com o abandono que nós nunca iremos entender. Imagine quantas vezes já enfrentou isso, quantas vezes todo “Olá” terminou com um “Adeus.”

– Eu sei que estou indo embora, mas não pense que estou te abandonando. Eu nunca faria isso.

– É o que todos dizem. – Ela demonstrava tanto controle por fora, mas as lágrimas berravam para cair. – Eu pensei que seria diferente dessa vez. Só que é sempre a mesma coisa, em algum momento sempre vão embora.

– Olha ao redor, Mel! Você está em casa, com sua família, sua verdadeira família. Não precisa mais ter medo. – Ela se esforçava para acreditar. – Enquanto eu estiver fora, você sempre terá nossos pais aqui, e Cameron também.

– Você tem mesmo que ir para tão longe? – A lágrima finalmente escapou e eu limpei rapidamente.

– Sim... Mas... É só fisicamente, porque você sabe né? Nos falaremos o dia todo! Eu quero saber de tudo, entendeu? Quero saber da escola, das suas amigas novas, das festas que vai ir, das roupas que vai vestir, dos corações que vai quebrar... – Ela deu risada.

– Vou sentir sua falta. – Me abraçou. – E isso não quer dizer que eu te ame, ok?

– Claro que não.

A gente era mais parecida do que pensei.

– E nem que vou ficar te mandando mensagem querendo saber de tudo, ok?

– Aham.

– E muito menos irei vigiar o Cameron para você, ok?

– Ah, sério? – Fingi tristeza. 

– Ta, isso já está ficando muito meloso, vai logo. – Desfizemos o abraço em risadas.

Eu me levantei, peguei minhas malas e caminhei até a porta. Cameron seguiu-me e antes de sair, viramos para trás.

– Até logo gente, eu ligo assim que der. – Acenei.

Vários “Tchaus” ecoaram e nós finalmente atravessamos a porta, em direção ao Aeroporto Internacional de Los Angeles.

Bem, foi aonde eu pensei que íamos.

[...]

 

(PLEASE. Dê play na música Let her go – Passenger)

 

– Não diz que está me sequestrado igual daquela vez. – Falei furiosa dentro do carro.

Eu tinha certeza que não estávamos indo para o aeroporto. Eu amo Cameron, mas tem horas que só quero jogar ele de um penhasco!

– São dez horas, ainda temos 6 horas juntos. – Ele rebateu com um sorriso malicioso.

– Quanto mais prolongarmos isso, mais eu quero ficar.

– É só um mergulho, vai ser rápido.

Eu pensei que íamos à praia de Santa Monica, que não era tão longe dali. Só que ele resolveu ir logo à casa do lago do Carter, que eram quase duas horas de viagem.

Agora só tínhamos 4 horas juntos.

Aquele lugar continuava a mesma coisa, sério mesmo, ainda tinha algumas bagunças da nossa última festa. Foi aqui que tudo começou. Foi aqui nosso primeiro beijo. Foi aqui que encontrei a Melanie. Foi daqui que Cameron fez o pedido de namoro. E mesmo Joseph me levando a noite, eu só tinha boas lembranças desse lugar.

Nós descemos no gramado gigante e na maior escuridão. Ao redor eram só matagais e árvores, sem vizinho algum. Corri para perto de Cam imediatamente.

– Eu não trouxe biqui... – Comecei a falar até que ele rasgou minha camiseta. Sim. RASGOU COM AS PRÓPRIAS MÃOS.

Depois de rasgar minhas roupas, tirou as deles. Ficamos só de roupas intimidas, que, por ironia do destino, estavam combinando. Eu peguei na mão dele e atravessamos a casa, sem nem entrar nela, apenas indo direto ao lago.

– Atravessamos a cidade só para pular em um lago? – Disse com os pés em frente aquela água escura. Não dava para encher nada do outro lado.

– Não gostou? – A única luz que havia ali, era da lua, iluminando cada traço de seu rosto.

– Eu amei. – Sorri. – Sério, Cameron, que foda!

– Na contagem ok? – Assenti me preparando. – Um, dois, tr... – Eu o empurrei.

Só esqueci uma coisa: Estávamos de mãos dadas.

Quando ele caiu, me levou junto.

O baque com a água gelada me machucou toda a escuridão me deixou em pânico, até que suas mãos me puxaram para perto de si.

– Vai com calma Pequena Sereia. – Zombou de mim.

Eu comecei a tremer então me enrolei em seu corpo.

– Sempre vou me surpreender com seus músculos. – Murmurei passando a mão sobre sua barriga. Nunca vou me acostumar.

Ele enrolou minhas pernas em volta dele e começamos a marejar por todo o lago. Ficamos assim agarradinhos em nosso próprio mundo.

– Aconteceu tanta coisa em menos de um ano... – Comecei a falar com a cabeça em seu peito. – Foi o melhor ano da minha vida.

– Se passarmos mais an...

– Espera. “Se” passarmos? – O interrompi. – Para de falar como se estivesse me perdendo.

– Sempre que amo você, eu amo como se estivesse te perdendo.

– Mas você não vai me perder. – Encarei seus olhos. – Entendeu?

– Eu espero que um dia eu consiga te abraçar sem sentir que terei que dizer “adeus”.

– Cameron. – Segurei seu rosto. – Para com isso.

Ele concordou e me deu um beijo demorado. Nós ficamos mais algum tempo ali juntos, no silencio absoluto, apenas valorizando nossa aproximação, já que daqui algumas horas ela não existirá mais.

Foi um mergulho rápido, apenas para ter um lugar onde passar essas últimas horas. A dor que eu sentia era tão grande que cada vez que puxava o ar, parecia ser minha última respiração.

Voltamos para carro ainda molhados e pegamos a estrada....

Que agora ia realmente para o aeroporto de Los Angeles.

[...]

 

“–  Voo número 6548 com destino para São Paulo – Brasil. Pronto para decolar em uma hora.”

Respirei fundo após sair da fila do check-in e do despache das malas. Era minha primeira vez no aeroporto. Eu sempre sonhei em estar ali, em saber que eu iria voar. Mas toda a graça se perdia quando eu olhava para os olhos tristes do meu namorado.

Eu queria que aquele aeroporto explodisse.

– Já estamos indo para o portão de embarque, sabe que não pode ir conosco. – Joseph falou para o Cameron. Pois é, esse babaca estava aqui desde que chegamos, com meu passaporte e passagem em mãos.

– Pode indo que eu já vou. – Respondi para ele dar licença.

Ele compreendeu o momento, por incrível que pareça, e nos deixou a sós.

– Vai me ligar todo dia? – Perguntei me aproximando dele. – Vai me mandar foto do que está fazendo a cada minuto? Vai gravar vídeos para mim? Dizer que me ama pelo Skype?

– Você sabe que vou. – Respondeu ele.

Ficamos em silencio, se preparando. Nós combinados de agir normalmente, como se fosse apenas uma viagem, apenas alguns meses fora. Iria ser menos doloroso.

Não precisávamos agir como se eu nunca mais fosse voltar.

– Até logo. – Sorri amarelo. Pronto. Uma simples despedida.

Ele me puxou e me abraçou tão forte que senti algo quebrando dentro de mim.

Talvez tenha sido apenas meu coração.

– Até logo. – Sussurrou de volta.

Era isso que eu queria. Sem choro. Sem drama. Apenas uma garota indo conhecer outro país, que volta logo logo. Eu me soltei dele e comecei a caminhar, mas depois de três passos, minhas pernas bambearam e eu voltei correndo.

NÃO TEM COMO ISSO SER SIMPLES.

– Eu amo você, ta legal? Amo muito mesmo. – Pulei em seus braços.

– Eu amo mais. Boa sorte, meu amor. Eu sei que você consegue.

PUTA MERDA. SE SEGURA MEGAN.

– Faça muitos filmes e ganhe muitos Oscas. Sempre estarei com você, Dallas.

– Meg, você precisa ir.

– Ok, ok. Estou bem, volto logo, você sabe. Não precisa de drama. – Me soltei dele e depois o abracei de novo.

– Megan. – Comecei a soluçar.

– Desculpe.

Eu estava dilacerada. Meu corpo doía igual quanto levei um tiro. Ele me colocou de volta no chão, beijou minha testa e disse tchau. Eu notava seu esforço para agir naturalmente e o amei mais por isso.

Dei um último beijo em seus lábios e me virei indo embora. Para longe dele. Para bem longe.

Dessa vez caminhei em direção ao embarque e não olhei para trás.

[...] And you let her go. 


Notas Finais


musica: https://youtu.be/RBumgq5yVrA

tcho explica

Dividi a fanfic em duas partes, a parte "A" com 30 capitulos, e a parte "B" com mais 30, finalizando em 60 capítulos. A parte "A" termina aqui. Vai ter uma longa passagem de tempo, umas reviravoltas, e muita mudança que dava até para fazer uma segunda temporada. MAS NÃO. Planejei isso faz tempo e será assim. O próximo capítulo já vai ser a parte "B".
É IGUAL NAS SÉRIES PESSOAL. Tem lá a primeira parte, depois vem o Hiatus, e então a segunda parte. certo?

bora mostrar para megan como é as coisas por aqui no brasil. BORA CAUSAR.
vai ser muito divertindo gentejsjsjssjs
IN BRAZIL THE ZOEIRA NEVER ENDS
comentem favortiem esplhem
beijo
amovcs @torturedallas.


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