História World of Lizards - Interativa - Capítulo 36


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 36 - Olhares há muito tempo esquecidos


Os giganotossauros rugiam com força ao mesmo tempo que desviavam dos projéteis que eram atirados.

E os projéteis que eram acertados sobre eles pareciam apenas retardá-los.

- Essas coisas são fortes! - exclama Cassandra, apavorada e ainda atirando.

- Tentem algum ponto fraco deles! - grita Dimitry, sinalizando com sua arma.

Adrian e Tangram estavam atrás de uma pedra, atirando e ao mesmo tempo tentando não ser acertados pelos projéteis.

- Temos que levá-los para longe! - diz Talita, atrás de uma árvore. A albina parecia tentar se manter séria, mas aparentava muito nervosismo.

Cassandra estava também atrás de uma grande pedra, e um dos giganotossauros vira-se na sua direção, rugindo.

Ela tenta atirar mais, porém sua munição havia acabado, assim como as dos outros.

- Droga, droga, droga, droga! - repete Talita.

- Vocês deveriam ter economizado mais. - diz Tangram, carrancudo.

- Não fale nada! Você está sem munição também! - diz Adrian, irritado.

- Claro! Vocês gastaram tudo! - replica o ruivo.

- Porcaria! - exclama Cassandra, ao ver os giganotossauros se aproximando.

Então ouvem-se tiros. Um dos giganotossauros ruge de dor, tendo recebido um tiro no olho.

Lá estava Jonathan, tremendo, mas tentando ser corajoso.

- Que diabos esse menino tá fazendo aqui?! - exclama Talita. - Alguém mande ele para casa!

- Jonathan, saía dai! - diz Dimitry, bem preocupado e pálido.

O garoto de apenas uma orelha estava bem assustado, mas ele corria e continuava a atirar nos locais onde o dinossauro parecia sentir mais dor.

O resto do grupo o observava, estupefatos.

Então ele corre até onde Tangram e Adrian estavam, entregando a pistola para o ruivo ainda fumegando.

Adrian parecia estar furioso, mas Tangram dá um sorrisinho, pega a pistola e atira com a última bala contra o outro olho da criatura, o deixando completamente cego.

O outro giganotossauro ruge novamente, como se sentisse a dor de seu irmão ferido. Entretanto, antes que atacasse seus agressores, um rugido ultrapassa as redondezas, deixando todos de cabelos em pé.

Um barulho cheio de ira e ferocidade que parece atrair os lagartos gigantes. Eles acabam se afastando, parecendo pouco se interessarem nos humanos que tentaram matá-los.

Todos ainda estavam em choque e com os ouvidos doendo.

Porém Tangram continuava a sorrir, dizendo:

- Devem odiar ouvir isso, mas uma criança de 7 anos foi mais sensata que todos vocês.

Adrian volta para perto do esconderijo e anuncia, irônico:

- Sensata? Mesmo?

O abrigo deles havia sido destruído pela passagem dos dinossauros, provavelmente por causa de um deles ter ficado completamente cego. O teto havia desabado, assim como parte das paredes.

Dimitry suspira.

- É...parece que teremos que migrar. - conclui ele. - Precisaremos de mais munição também.

- Migrar? P...para onde? - murmura Cassandra, indo até Jonathan e o abraçando com força, verificando se ele estava bem.

Jonathan sorria, orgulhoso de si mesmo.

- É uma boa pergunta. - diz Talita. - Quem sabe a gente ache uma cidade próxima e consequentemente achemos um novo lugar para passar o resto de nossas curtas vidas também.

- Você está sendo sarcástica? - pergunta Dimitry.

A albina dá um sorriso gelado, parecendo confirmar a pergunta.

- B-bem...deve haver algum jeito. - diz Adrian, tímido e parecendo exausto.

- Bem, mexam suas bundas. Vamos logo pegar o que restou de nossas coisas. - diz Tangram, correndo até a casa. - Lerdos.

- Quem você chamou de lerdo, seu imundo? - diz Adrian, o seguindo com raiva. Cassandra dá leves risadas com isso, estando acostumada com tais cenas. Afinal, aqueles dois realmente pareciam se amar.

Enfim, todos procuram nos destroços por suas coisas, embora parecesse que Talita procurava com mais intensidade por algo especial.

Ela enfim acha, e observa os outros para ver se ninguém a estava espionando.

A albina dá um abraço apertado na pelúcia cheia de poeira que agora segurava.

 

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O leproso, o loiro e o husky siberiano andavam pelas ruas da cidade destruída, com os humanos afastados entre si. O leproso estava de fato cumprindo sua promessa.

Ocorria pouca conversação. Ambos sentiam que palavras naquele momento não serviriam muito, afinal. Ainda se sentiam como meio inimigos, talvez. Não ajudava o fato de Luke rosnar de vez em quando para o mascarado. Ethan tentava ignorar tal fato.

Finalmente, sente que seria bom falar algo, nem que fosse algo curto.

- Como foi? Digo, no começo do apocalipse? - pergunta ele, com as mãos enluvadas nos bolsos da calça. - Por que você está sozinho?

- Não estou sozinho. - diz Jake. - Eu tenho Luke.

O husky late, como se concordasse com o dono.

- Me refiro à sua família biológica. - esclarece o leproso, parecendo desconfortável de repente. Aquele garoto não era tão fácil de conversar. Ou talvez ele mesmo estivesse enferrujado em falar com outras pessoas. Não era fácil ser quase sempre repelido por causa de sua doença. - Tudo bem se não quiser falar…

- Eu tenho um irmão. Um soldado. Chamado John. - fala o adolescente. - Havíamos nos separado pouco antes de tal apocalipse acontecer.

Ethan retira as mãos dos bolsos.

- Então está procurando por ele? - pergunta.

- Sim. Ou ao menos tentando. Como ele estava no exército, já imaginava que o governo iria precisar dele nessas situações de crise. Mas todos os abrigos do governo que achei estavam destruídos. Entretanto, continuo esperançoso.

O leproso se cala, pensando no que ele havia dito. Será que ainda poderia se ter esperança em um mundo cheio de lagartos assassinos como esse? Decide não comentar nada.

Porém, fica paralisado ao sentir algo por trás de sua cabeça. Era o cano de uma arma. Uma arma potente, provavelmente.

Ambos se viram. Luke late ferozmente, como se fosse atacar os estrangeiros que agora estavam diante do pequeno e peculiar grupo.

Eram dois adultos. Um homem e uma mulher, com a mulher segurando uma espingarda. Era uma mulher vigorosa com pele clara, cabelos ruivos vermelhos presos em uma trança e olhos da cor de grama molhada. Usava um sobretudo usado e de cor arroxeada, com algumas marcas de garra. Obviamente havia sido usado várias vezes.

O homem ao lado dela era mais velho, tendo cabelos marrons já com fios grisalhos nas pontas, uma pele bronzeada e meio enrugada pelo sol, além de olhos negros como piche. Apesar do apocalipse em que se encontravam, trajava roupas elegantes, embora estas estivessem meio sujas.

Jake saca sua lança e facão ao mesmo tempo, os apontando para os desconhecidos.

- Para trás! - grita ele. Luke continua a latir.

O homem dá uma careta em direção à mulher ruiva ao seu lado.

- Mulher, pelo amor de Deus, abaixe essa arma! São só jovens! - exclama ele.

A mulher ruiva semicerra os olhos, abaixando a espingarda.

- Pensa que jovens ficam mais confiáveis nesse apocalipse? Ou pessoas em geral? - pergunta ela.

- Nem todos serão como aqueles homens que achamos. - responde o homem, dando um olhar para Ethan e Jake. Um sorriso se forma em seu rosto enrugado. - Peço perdão. Minha amiga é bem cuidadosa em relação a estranhos.

O leproso engole em seco.

- Quem são vocês? - pergunta ele.

- Uma boa pergunta. - concorda Jake, abaixando seu facão e sua lança ao sentir que a tensão passava lentamente. O husky siberiano vai para perto de seu dono, desconfiado.

O homem sorri mais, ajeitando os cabelos meio grisalhos com as mãos, como se fosse fazer uma palestra a milhares de pessoas. Certamente fazia antes de tudo aquilo acontecer.

- Me chamo Victor. - diz ele. Faz um gesto em direção à mulher ruiva. - E essa é Clarisse.



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