História Worse Than Hell - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


HEYA!
Bom, se vcs pararem para analisar, eu já tenho uma fic com esse mesmo nome, no entanto, essa aqui, é uma versão remasterizada, como uma espécie de teste, pois estou pensando em postar um livro decorrente desta história.
Aqui, alguns fatos são BEM paralelos, e eu espero que vc, leitor(a), tenha uma mente aberta, e lembre-se que isso é apenas uma historia literaria, e que em nenhum momento eu quis ofender religiões ou algo do tipo.
Os personagens desta obra são 100% meus! ^^
Eu espero que vcs gostem!
XOXO

Capítulo 1 - Capitulo 1


CAPITULO I

Tudo havia começado na Capital do Universo, no sétimo céu, a residência do Altíssimo, o local chamado de Araboth. 

Escuro por fora de Seu templo de glória, levemente frio e apenas com a luz de Si. O templo era grandioso, com grande claridade e repleto da glória celeste. 

Com Suas mãos, Ele formava a sua primeira criação, feita a sua imagem, seu filho de sangue, o primogênito da criação. Moldado a barro, o bebê se mostrava ainda imóvel e não vivido, com seu corpo de areia.

Suas mãos deslizavam pelas delicadas curvas de seu pequenino corpo, como se dançassem ao som de uma melodia celestial. 

Levantou Sua mão direita e fez-se uma luz nascente dela, tão forte que o Senhor fechou seus olhos azulados. E perante seus olhos, naquele momento, estava a mais linda criaturinha, o menininho mais bonito que Ele poderia ver, mas ainda morto.

Sua pele era branca, os cabelos louros como ouro, a semelhança a Seu Pai. Um delicado bebê, a semelhança a seu Pai, com a exceção ao par de asas que carregava a suas costas. Eram seis asas pequeninas, três de cada lado, brancas e cobertas pela glória divina, brilhavam mesmo quando ainda estava morto. 

Com um sopro vivido, o garotinho abriu os olhos azulados celestes, onde as inexistentes estrelas residiam antes mesmo de sua criação no céu.

Deus chorou de alegria ao vê-lo ganhar vida. Ele estava vivo, como ele, e agora, poderia depositar Seu amor em seu filho único.

Os olhos se abriam, lentamente, confusos e admiráveis. Aquele bebezinho, sem nome, sem identidade...

- Não tereis medo, pois tu serás o primeiro de muitos. – Deus repousou Sua Mão a cabeça dourada de seu filho, que sentiu a força divina de todo o Seu Poder Angelical. 

A pobre e inocente criaturinha estava consciente agora. Sorriu para seu Criador, que se emocionava a cada pequeno progresso que fazia agora como ser vivo. 

Sentiu suas asas latejarem com entusiasmo para um voo raso de iniciante. Com seu coração inundado pela alegria e amor, bateu-as pela primeira vez, em um brilho resplandecente. 

Seu criador alegremente o assistiu a ficar de pé pela primeira vez, erguendo sua mão para ajuda-lo. Logo, pôs-se de pé. 

- Aprenderás a voar hoje, e subirás até os confins do universo, para resplandecer Meu nome, e espalhar a graça que em tu resides. 

O bebezinho sorriu. Com um sorriso encantador, sereno e inocente, ele disse os primeiros louvores em nome de seu Criador. 

Deus viu o quão bom era o coração de seu filho primogênito. 

Bateu as minutas asas e pôs-se a voar em rodopios, dizendo o nome de seu Criador em harmoniza e felicidade. Deus sorria ao vê-lo. 

Um bebezinho gorducho com bochechas rosadas e olhos cintilantes, Seu filho. 

Sua dança no ar era majestosa com o bater de suas minutas asas, que exalavam o brilho da criação divina. Ele rodopiava ao ar, descia e subia consigo mesmo, voando ao redor de seu Pai.

- Tu serás a semente da misericórdia. 

O bebezinho parou a sua frente, ouvindo Suas palavras sagradas.

- Tu serás o mais brilhante, tu serás o misericordioso guerreiro que conduziras teus irmãos. 

O garotinho chorava de felicidade ao ouvir tais palavras provenientes da boca de seu pai.

- Tu serás a criatura que carregará a luz para a escuridão e para podridão do universo, e por isso, te batizo de Lúcifer, A Estrela da Alvorada. 

Aquilo...Foi o pior erro que o senhor já cometeu.

Aquilo foi o inicio do nosso fim.

~\\~

 

A Lei do mais forte é predominante há milênios. Dos primordiais tempos do Éden, até o fim de toda a existência decorrente do Apocalipse. Tudo será pela Lei do Mais Forte.

Estamos no ano de 1999, no Vaticano, Itália. Uma cidade estruturada a base da força católica e da história sangrenta que a envolve. A força catolicista em tempos antigos, os tempos primordiais, era absoluta. Tudo em nome de Deus. Tudo em nome da Lei Divina dos Céus. Tudo pela Lei do absolutista de Deus. Tudo a base da lei do mais forte.

Quando as pessoas olham através da janela veem o caos e a destruição que esse mundo se tornou  ao decorrer dos milênios... O que fazia com que as pessoas se questionassem: “Há pessoas que eu possa verdadeiramente confiar aqui?”.

Isso não trará informações significativas, apenas estou tentando prender sua atenção em mim, e na história que eu irei te narrar quando você fizer a virada de páginas. Se aprofunde. Se apaixone. Eu não irei segura-lo. Irei larga-lo no espaço. No nada.

O carro negro, o belo e lustroso Impala sessenta e nove cruzava a cidade de Roma, se infiltrando no trânsito que se alastrava a partir de todos os pontos turísticos possíveis. Com o céu de cor mel, todo o alaranjado, invadia as janelas, fazia os bancos esquentarem e fazerem a mulher sentir um calor infernal.  Por vezes, os dias do escaldante verão na Itália era ameno e amigável, traziam os turistas a frente da grande cúpula da Capela Sistina.

Que carro antigo. A dona se assemelhava. Com suspiros cansados e uma dor que invadia sua cabeça, ela respirava fundo, buscando de alguma forma ocultar os barulhos externos.

Mayllane era seu nome. Bela. Um pouco cética. Um pouco religiosa. Entre os dois termos ela se avaliava como sendo uma incógnita mulher, em plenos trinta anos de idade.

Os cabelos eram brilhantes e com certeza chamativos. A nascente era ao topo de sua cabeça, o que fazia com que sua testa pudesse parecer um tanto quanto grande. De cor esbranquiçada, ela despertava o interesse e a admiração daqueles que olhassem para ela. Com uma cor pálida como neve, grudada em sua carcaça de carne, ela encantava a todos, como um Anjo do Senhor. O que quero dizer? Ela sofria de albinismo. E, ela era um ser que merecia ser admirado.

Alemã. Nasceu em Berlim. Fora adotada. May cresceu diante da Lei do Absolutismo dentro da Igreja Católica, aonde foi criada, aprendendo sobre o cristianismo.

Para quê? Ser uma exorcista.

Mesmo que pareça estranho, anormal, diferente, esquisito, usual, entre outras milhares de palavras que podem descrever sua peculiaridade como mulher, era isso que ela fazia e a razão pela qual foi criada.

As pessoas se preocupam muito com sua saúde física. Você se alimenta bem? Você se exercita? Você pratica alguma coisa? Isso é completamente irrelevante! As pessoas são tão ligadas a seu corpo e prazeres carnais que se esquecem: Como está seu espirito? Você tem feito algo para cuidar dele ultimamente?

Mayllane Charles enxergava isso. Enxergava o além, a visão através da janela, que as pessoas não gostariam de ver. A verdade sempre estava lá, você apenas não quer vê-la. Acredite. A verdade está do lado de fora, mas cabe a cada um ir busca-la da forma que achar correto.

Com a cabeça explodindo, ela virou o carro bruscamente e pisou no acelerador na forma de chegar a sua casa o mais rápido possível, mesmo que o barulho do arrancar de pneus fizesse sua cabeça latejar. Passando através dos carros, as cafeterias italianas passavam despercebidas. Elas eram apaixonantes. O cheiro do café e dos doces no ar formavam o clima mais agradável possível. Postes antigos, negros, com todas as suas curvas, como se formassem uma escultura irregular estavam por todas as partes.

Os jornais disseram que Paris era o lugar mais romântico do mundo. Mayllane discordava. Para ela, as cafeterias italianas sempre se tornavam um ótimo lugar para conversar com seu parceiro, ou com seus amigos.

Estava perto de sua casa. Sim. Ela finalmente poderia deixar-se descansar sob a cama grande e espaçosa que estava em seu quarto, desarrumada, com os edredons brancos gélidos. Poderia ser um cochilo de quinze minutos, era o que ela precisava.

Saiu do trânsito, enquanto admirava o Coliseu através da janela do carro, no horizonte, com sua silhueta alaranjada, bela e colossal, que sobreviveu através dos séculos, com o canto dos olhos avermelhados.

Tudo bem, talvez ela morasse longe. Um pouco, apenas.

Morava nos arredores de Piazza Barberini, entre os prédios de cor opaca, que eram pintados pela cor mel do sol. Ela detestava aquela vizinhança. Muitos turistas, muita gritaria, crianças e adolescentes escandalosos que não sabiam falar baixo. Detestou desde que tinha os quinze anos, mas nada pudera fazer, a não ser ficar com a antiga casa.

Sua casa. A casa de estilo barroco com um pouco de modernismo. Era linda. No entanto, não tinha nada de especial, como a modernidade das casas nova-iorquinas ou a elegância londrina. Mas ela gostava mais de sua simples e perfeita casa italiana, que estava ali, desde que fora criada pelo seu pai, Frederick.

Mayllane morava em um sobrado de cor amarelada opaca clara, desde que pudesse se lembrar. Com a entrada, com uma leve e delicada entrada, com os pequenos degraus de madeira pintados de branco que rangiam ao som dos estalos de seus sapatos de salto alto, ele encontrava um som reconfortante.

A porta era antiga, bem estruturada, com desenhos simétricos. Escura. De mármore. Era uma cor linda e bastante bem articulada com o ambiente da casa de uma mulher solteira.

Mayllane não tinha filhos, e tampouco era casada. Na verdade ela não se envolvia em relacionamentos há tempos.

Sua casa, tão majestosa por fora e reconfortante por dentro. Estava louca para adentra-la. Quando estava na esquina, ela já dava seus suspiros de alivio. Estava ansiosa, e dava um sorriso de orelha a orelha sozinha, boba.

Desacelerando o carro, um pouco, ela tomava cuidado para conseguir estaciona-lo na garagem externa de sua casa, visto que sua própria garagem, que estava atrás de uma grande porta branca, estilo americano, estava completamente cheia e lotada de coisas velhas, nas quais, no entanto, ela ainda não queria jogar fora ou desfazer-se delas de uma forma mais apropriada.

O Impala sessenta e nove se ajustava, com um pouco de facilidade aos padrões de largura daquela garagem, entre a garagem do jardim de May e da cerca do vizinho, um senhor de meia idade, o Seu Botichelli. Era simpático, mas um pouco rabugento quando ousavam pisar em seu gramado ou colher suas flores sem sua permissão.

Dando ré, Mayllane teve a calma de estacionar o carro de forma correta. Não queria sequer um arranhão. Ela não precisa ir ao mecânico mais vezes. Ele, na verdade, acharia estranho. Mayllane era o tipo de pessoa que não deixa nada passar, inclusive as revisões do carro.

Estacionando, ela finalmente achou um meio termo entre a perfeição que procurava e a necessidade que o carro poderia ter em ser estacionado direito, e logo puxou o freio de mão, dando o ponto final a sua decisão.

Encostou-se ao assento, dando um longo suspiro, de olhos fechados, enquanto o sono possuía-a. Estava praticamente pronta para dormir ali, o sobretudo de cor bege que estava no banco de trás daria um ótimo cobertor, era quente e reconfortante e a aquecia nos dias de inverno.

Como estava cansada. Estava cansada do trabalho. Estava cansada de seus relacionamentos. Estava cansada de si. Estava cansada de tudo. Só... Tudo.

Ela rapidamente abriu os olhos, na tentativa rápida de acabar de uma vez por todas com aquilo e entrar em sua casa. Esticou o braço e buscou sua bolsa preta, de couro. Abriu a porta do carro, e os saltos fizeram o barulho único de estarem tocando o cimento de sua calçada. Fechou a porta do carro com fúria de uma mulher cansada. Andando até a porta de sua casa, as flores de seu jardim pareciam admira-la, enquanto os arbustos começavam a grudar-se em sua parede. Buscou as chaves, e com a cabeça abaixada, abriu a porta, com dificuldades.

O por do sol dificultava sua visão de ver as coisas. A luz era quente, e ela podia sentir, mesmo que estivesse de costas e mesmo que a cor alaranjada apenas tocasse seu cabelo, suas costas e as pernas esbranquiçadas.

Era quente e abafado, a cor mel batia na porta a sua frente, enquanto ela buscava abrir a porta de sua casa, testando as milhares de chaves que haviam em seu chaveiro. Uma por uma, e a cada nova chave, um pouco menos de paciência e mais sono.

Finalmente, depois de milhares de tentativas desesperadas, ela conseguiu. Empurrou a porta com força, adentrou em sua casa, e logo após isso, bateu-a com força, enquanto se apoiava na mesma, de costas.

O suspiro de alivio havia chegado.

O clima não era quente, não era abafado, era frio e bastante refrescante. Mayllane retirou os saltos altos e os colocou ao lado da porta, abaixo de seu pendura roupas e ao lado do cabideiro de estilo europeu, cor mármore, que segurava suas jaquetas e blusas.

Era um tanto quanto estranho e anormal para ela que retirasse os saltos. Ela estava com eles amarrados a seus pés como se fossem correntes de sofrimento, quando digo isso, me refiro ao trabalho da pobre mulher, e de outros mais estressantes que as pessoas ao redor do mundo são obrigadas a participar, como clubes de escola intensivos.

Atrás de si, estava a porta, agora já fechada que abafava o som que vinha de fora, como uma mascara que oculta uma voz. Três sofás beges, um, ficava ao seu lado, de costas a uma enorme janela. Os outros dois cada um ao lado do sofá que ficava a janela. Uma mesa de centro. Algumas revistas sobre moda que Mayllane nem chegará a folhear sequer, e um copo de café vazio, apenas as marcas nas bordas internas indicavam que o liquido saboroso havia desaparecido há um bom tempo. Uma planta ficava entre os sofás, ao canto do cômodo. Tinha uma tonalidade de verde morte, ainda sim, era muito bonito e combinava com o ambiente, ao contrário das flores mortas que se encontravam em cima do balcão da cozinha. Mayllane tinha uma espécie de bancada. Era uma parede aberta ao meio, com bancos altos de um lado, e um fogão e bancadas de mármore do outro. Uma parede amarela clara, claramente desgastada.

May não tinha uma sala de jantar, tudo o que ela tinha era uma mesa dobrável e cadeiras que ficavam no jardim, tomando o irradiante sol de verão ou a tempestuosa chuva de inverno.

Olhou pela janela aberta, sem persianas, sem cortinas, apenas a noite podia para-la de que um brilho tomasse conta da sala, e mesmo assim, havia vezes que luzes insistiam em piscar e se acender como se estivessem em uma festa.

Ela não podia fazer muita coisa em relação ao barulho externo. Era um bairro turístico e agitado. Era mais do que normal que houvesse grande movimentação, mas nada que pudesse impedi-la de ter uma boa noite de sono. Calmantes e soníferos sempre a ajudavam nesse quesito. Um armário repleto de remédios.

Mas ela sabia que naquele dia, seu cansaço era maior do que a importância que ela sempre dava aos barulhos de sua rua. Os taxis. Os carros. As crianças. A gritaria. O barulho em geral.

Então, ela subiu até seu quarto, pela curta escadaria a frente da sala e trancou-se em seu quarto.

Às vezes tudo que uma pessoa precisa é descansar. Deixe-a descansar a sua própria maneira.

∞∞∞

A duas quadras dali, um apartamento havia sido vendido há poucos dias.

Era o apartamento número vinte e três precisamente, que ficava no quinto andar. A porta, branca, desgastada com algumas partes de sua madeira caindo aos pedaços na região de seus pés. Os números, dourados e lustrosos, como se fossem uma luz neon de algum motel barato, aqueles de estrada, com cheiros estranhos e vasos entupidos.

Ali viviam dois jovens, recentemente haviam chegado a Roma e estavam se adaptando a nova vida, como dois amigos, um ao ombro do outro, era algo lindo e perfeitamente meloso, algo como um romance forçado, mas ao mesmo tempo, muito químico. Vamos dizer que era um “romance químico”.

Cain Gilbert Prussia. Tinha trinta e três anos. Sofria de albinismo e tinha olhos vermelhos como os de um coelho ou o sangue deles. Ele era um alemão. Havia nascido em Munique, há muitos anos atrás. Atualmente, não possuía nenhum membro de sua família que considerasse velho. O único parente sobrevivente que tinha, era seu irmão mais novo: Abel. Um loiro de olhos azuis carrancudos e intimidadores, mal humorado que morava em Berlim, e que era casado com uma italiana, Lavine. Tudo havia sido bem mais fácil para Abel.

Cain se perguntava como o irmão de vinte e dois conseguiu se casar primeiro do que ele. Ele era um rapaz bonito, elegante, muito sexy e tinha uma ótima laia. Ah, ele era um galinha. Está era resposta que as mulheres davam a ele, logo após ouvirem “Foi só sexo”. E elas respondiam: “Você é um canalha! Como pôde fazer isso comigo?!”. Era até divertido ouvir as discussões, porque elas sempre estavam certas e ele concordava com tudo como se fosse um completo idiota.

Cain passava noites em boates, vendo garotas bonitas dançarem. Leva-as para casa. Transavam. E então, no dia seguinte, acordar com um “Me liga” em seu braço, escrito a base de um batom vermelho.

Mas ninguém poderia culpar aquelas garotas. Deus... Como era atraente. O corpo era esbelto, com uma quantidade de curvas que as mulheres gostariam de contar, era como uma obra de arte. No entanto, ele era trabalhador, mas nem um pouco organizado. Cain Prússia era inigualável. Nenhum homem poderia ser igual a ele.

Por outro lado, seu colega era bem diferente dele. Metódico. Organizado. Inteligente. Essas eram as características que descreviam Dante Vargas.

Italiano. Um pouco baixo, com 1,70. E tinha vinte anos. A diferença de idades às vezes não importa muito, visto que o “pequeno” Dante poderia ser bem mais maduro do que Cain.

Dante tinha os cabelos castanhos tão escuros como carvão, às vezes era fácil confundi-lo com o negro de suas roupas. Era engraçado e irônico, pois sua mãe tinha uma pele morena e os cabelos eram ruivos como sangue. Os de Dante, bom, eram escuros e repicados e a pele era levemente morena. Não se comparava com a beleza de sua mãe.

- Você acha que o sofá deveria ser branco ou bege? – Perguntou Cain, enquanto estava sentado ao chão vazio do apartamento.

- Eu acho que deveríamos ter um lugar para sentar. – Dante completou com firmeza e frieza, com os olhos abaixados, olhando a tela do computador portátil.

O rosto do albino se escureceu em tristeza momentânea, enquanto ele torcia sua cabeça para o lado, semicerrando os olhos avermelhados.

- O quê? – Dante continuou – Eu não me importo com a decoração da casa...

- É um apartamento. – Cain disse, eu voz rouca e raivosa.

- Que seja.  – Vargas respondeu em indiferença – Você pode pintar as paredes com um arco-íris se quiser... – Ele virou-se par Cain, e com os olhos semi fechados disse – Só não me deixe ver essa porcaria.

Dante era intimidador. Direto e nada conservador. Era certo que ele não conhecesse ou processasse seus sentimentos tão perfeitamente como a maioria das pessoas consegue fazer ao decorrer de sua vida.

Era um tanto lastimável. Ele tinha vinte anos, e não conseguia nem controlar-se de uma forma adequada. Surtos de raiva, piores do que um cão.

No entanto e felizmente, Cain era o único que conseguia trazê-lo de volta. Ele era passivo ao estresse, mas o sentimento negativista não o afetava. Passava uma sensação de serenidade e calmaria, a mesma de quando católicos se sentam nos bancos duros e gelados das Igrejas enquanto a missa não começa.

Seria errado dizer que Cain Prússia era apenas “aquilo”. Ele era um furacão internamente, segurado por uma carcaça de pele, na qual usava para apanhar e bater. Tudo nele funcionava como uma máquina espetacular. Mas sua mente era uma engrenagem confusa que nem mesmo ele conseguia entender.

- Ok... – O albino deu ombros e com os passos largos e desajeitados proclamou – Tudo bem.  Tudo bem. – Ele fez bico com os lábios levemente carnudos e rosados – O que acha de irmos visitar a May? – Ele sorriu como bobo, com os lábios cerrados.

- Não.  – Dante respondeu.

- Mas por quê?! – Prússia parecia uma criança choramingando por não ganhar seu brinquedo. Correu até Dante e ajoelhou-se, ficando a sua altura, enquanto o moreno estava sentado ao chão.

- Porque eu não quero e, além disso, ela não deve estar em casa.

- Vamos! – As palavras motivadoras e falhas de Cain foram acompanhadas por um leve soco ao ombro do Vargas. – Não seja chato!

- Vamos fazer um acordo então. – Essas eram palavras traduzidas como “Me convença, seu imbecil”. Dante fechou o notebook e o deixou a seu lado. Seu rosto levantou-se, em uma pose convencida.

- Tudo bem... – Cain cerrou fortemente os lábios, e os olhos se direcionaram para o alto. – Tudo bem... E se...

 Ele pausa procurando uma sugestão enquanto consegue ver uma das sobrancelhas de Dante se arqueando em desprezo e em convencimento.

– E se a chamarmos para jantar? – Prossegue - Será uma ocasião ótima para se conhecerem! – O rosto de Gilbert se iluminou de repente.

Vargas olhou desconfiado e pessimista diante dos olhos do esperançoso alemão.

- Vamos, não seja um rabugento... – Cain prosseguiu com os olhos brilhantes – Diga que sim...!

O italiano suspirou e abaixou a cabeça.

- Meu Deus, como você é chato... – Ele disse, balançando-a negativamente – Certo. Podemos fazer isso, mas eu apenas irei porque quero que pare de me perturbar o dia inteiro.

- Valeu!

O albino levantou-se de súbito, com o rosto iluminado por pura alegria, enquanto sorria a seu colega que lhe lançava um olhar irritado.

- Irei mandar uma mensagem ‘pra ela! – Cain retirou o celular do bolso e com os dedos rápidos, digitou.

 

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Para: May

De: Cain

Estamos indo comer no Pizza Placce :D

Quer ir comer com a gente? Vai ser as 8!”

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- Se eu fosse ela, eu não iria. – Dante disse.

- Que péssimo. – Cain abaixou os ombros – Você é chato mesmo!

- Teria sido mais fácil ter pedido a pizza! – O italiano começou a gritar. – Por que temos que ir até um estabelecimento comer essa droga de pizza?!

- Ei! – O albino chamou sua atenção – 1º A pizza é muito boa! 2º Ir comer em restaurantes faz com que pareçamos mais sociáveis! 3º Haverá muitas mulheres na pizzaria e 4º Ela é minha amiga e eu não a vejo há séculos! – Cain diz, gesticulando com as mãos, jogando-as em pleno ar – Por que você sempre tem que complicar as coisas, Dante? – O maior coloca as mãos na cintura enquanto um olhar de desânimo e tristeza tomava conta de si.

- Você não vai entender... – O moreno se levantou e deixou o notebook em cima da bancada. – Você nunca entende nada porque tem a mentalidade de uma criança de cinco. – Ele bufa. – Eu vou tirar um cochilo. Não taque fogo em nada.

O Vargas anda, com passos pesados e lentos até o final do corredor, a direita na segunda porta, onde estava seu quarto.

Ele fechara a porta com força, batendo-a, fazendo com que os ouvidos de Cain doessem.

- Não precisa quebrar a porta! Eu paguei por isso! – O albino reclama, gritando.

- Ah! Cala boca! – Dante rebate com um grito agressivo de volta.

O encontro estava marcado. Tudo o que precisavam fazer, é esperar a noite chegar.



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