História (Semi-Hiatus) Would you? - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe
Tags Verkwan
Visualizações 83
Palavras 1.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Inesperado


Fanfic / Fanfiction (Semi-Hiatus) Would you? - Capítulo 3 - Inesperado

Would You?

 

 

No dia seguinte quando foi trabalhar Vernon sequer viu a figura de Seungkwan. Isso era estranho só porque eles haviam se encontrado na faculdade pela manhã. Ao contrário do que pensou Seungkwan não havia dito nada. A seu ver, o rapaz aparentemente mais velho o ignorou naquela manhã. Não que fosse grande coisa, Vernon já estava acostumado com esse tipo de coisa. Triste, não? Só que pra ele não era bem assim.

Após uma longa caminhada do ponto de ônibus até a universidade, Vernon só esperava que pudesse ver Seungkwan novamente. Não porque havia despertado algum sentimento, mas sim porque queria compreender melhor a razão dos acontecimentos do dia anterior – e tentar esclarecer os pensamentos que o deixaram tão ansioso naquela noite.

Passou pelos grandes portões cinza e foi direto para a entrada principal que levava para as escadas que davam direto em seu andar. Ele poderia pegar as outras entradas, mas estas possuíam um grande fluxo de pessoas e queria evitar esbarrar em corpos naquela manhã. Por mais que estivesse vivendo ali por um bom tempo, Vernon ainda não havia se acostumado com o fato de que as pessoas se esbarravam umas nas outras e não pediam desculpas. Era só levantar e seguir em frente como se nada tivesse acontecido.

Viu Seungkwan descendo as escadas ao longo que ia em direção a elas. Olhou para os lados procurando saber se alguém iria achar estranho aquele ato. O que Seungkwan estivera fazendo na universidade antes de os portões abrirem?

Quando levantou a mão para o aceno, Seungkwan sequer olhou em sua direção. Vernon por um momento se sentiu constrangido. Será que não era pra ter feito aquilo? De qualquer forma ele olhou para trás pra ver a figura inquieta de Seungkwan olhando para os lados como se estivesse sendo perseguido por alguém.

Suspirou.

– Ei, Vernon. Acorde, você tem trabalho pra fazer – ouviu a voz de seu patrão e esqueceu-se de que estava sentado olhando para um ponto fixo no chão. – Ou você está passando mal?

Balançou a cabeça, coçando os olhos em seguida. Vernon não havia dormido direito naquela noite, então era visível e notável seu cansaço. Nem ao menos fizera questão de disfarçar quando afundou o rosto em sua bolsa em todas as suas aulas. A sorte era que nenhum professor havia chamado sua atenção.

– Não – respondeu rapidamente se levantando. – Desculpe, só estava distraído.

O homem mais velho soltou um murmúrio um pouco suspeito. Vernon pensara que ele havia pensado outras coisas – ouviu dizer que os rapazes ficam avoados normalmente quando estão apaixonados ou coisas do tipo.

– Ei, não é o que está pensando – disse meio desesperado. – Só não dormi direito essa noite.

E ele repetiu o ato, mas dessa vez com mais intensidade.

– Tem a ver com o rapaz que estava com você aqui ontem?

Vernon pensou.

– Mais ou menos – respondeu, semicerrando os olhos. – Por quê?

– Ele já viu aqui... Umas duas vezes. Isso quando você não trabalhava – disse. – Só que desde que você chegou ele passou a vim mais vezes.

Como é?

– E...?

– Bem, ele sempre fica desabafando umas coisas comigo. Isso porque eu só faço o trabalho simples. Se não ele com certeza o faria com você.

– Ah, sim...

– Ele mencionou você um dia desses.

Se Vernon fosse um cachorro, suas orelhas teriam se enrijecido na mesma hora, sinalizando de que estava alerta a tudo o que acontecesse.

– Te surpreende?

– Sim – e muito. – O que ele disse?

– Que eu me lembre foi no meio de um desabafo. Ele falava sobre as pessoas quietas da faculdade e acabou que você entrou no meio. Ele estranha o fato de que você nunca desce pra comer.

Vernon riu.

– Não é novidade. Achei que fosse coisas mais grave – disse praticamente num suspiro de alívio. – Ele disse mais alguma coisa?

– Não sei, pergunte à ele – e os olhos cansados do homem idoso sorriram ao ter uma visão do lado de fora da casinha de vidro. – Olhe, não é ele bem ali? – apontou para a parede transparente.

Vernon virou a cabeça, tendo a visão de um Seungkwan se deitando no jardim de folhas secas. Arqueou as sobrancelhas. Então ele costumava fazer desabafos com seu patrão? Mas por qual razão? E por que toda aquela ignorância durante a manhã? E por falar nisso, nem ao menos Wonwoo havia visto o rapaz.

Suspirou, saindo da casinha e indo em direção ao corpo deitado. Ele estava perto do que deveria ser a plantação de lírios. Esta que se fora por conta da estação. Vernon teria que esperar a primavera chegar para vê-los de novo.

– Ei, saia daí – Seungkwan disse, abrindo os olhos. – Está bloqueando a luz.

– O que está fazendo aqui? – Vernon perguntou. – E por que me ignorou hoje de manhã?

– Não importa. Agora saia daí.

Vernon revirou os olhos. Por mais que não o conhecesse direito, ele se lembrou de como fora tratado da última vez em que estavam naquela mesma posição.

– Importa sim. Por que estava lá antes de todo mundo entrar? Você sumiu o dia todo também – cruzou os braços, ainda na mesma posição. Não iria ceder aos desejos de Seungkwan de novo, ainda mais quando não sabia o que iria acontecer. – Wonwoo estava lá hoje.

Aquilo deveria ter sido o suficiente, já que Seungkwan desistiu de “relaxar” e levantou-se, agitando algumas folhas. Vernon nem se lembrara de varrer o jardim. Só de pensar nisso suas costas já doíam no dia seguinte.

– Eu fui resolver umas coisas – ele respondeu sem ao menos olhar Vernon nos olhos. – Algum problema?

Como ele podia ser tão legal num dia e no outro estar daquele jeito? Ah, alguma coisa havia acontecido.

– Só por isso você me ignorou? Eu queria ter falado com você.

Seungkwan suspirou, colocando a mochila nas costas.

– Sobre...?

– Sobre ontem – Vernon respondeu visivelmente seguro. Não era bom para começar assuntos como aquele. – Não ficou muito claro pra mim.

– Como assim? – Seungkwan indagou levantando as sobrancelhas. Ele girou os olhos no ambiente como se pensasse. – Sobre eu ter te pago um sorvete?

– Sim... – foi a vez de Vernon girar os olhos no ar. – Não leve pra o lado pessoal, só fiquei confuso porque a gente não se conhece direito...

Seungkwan riu nasalmente, abaixando a cabeça ao fazê-lo.

– Gosto de agradecer as pessoas desse jeito. Eu te ofendi?

Vernon arregalou os olhos, balançando as mãos na frente do peito.

– Não, não! Eu só tinha ficado perdido mesmo. É que é um jeito estranho de agradecer, só isso.

Seungkwan fechou a expressão, parecendo ter ficado ofendido.

– Ah, sim... – ele respondeu com uma sobrancelha arqueada. – Bem, eu tenho que ir.

Vernon não o impediu. Só que, caso não o tivesse feito, ele não teria ficado com mais um buraco de dúvidas na cabeça. O que havia acontecido para que Seungkwan estivesse agindo daquela forma? E por que Vernon estava tão ineteressado em saber? Aquilo não o envolvia, certo?

Pelo menos era o que ele achava

 

 

No dia seguinte, Wonwoo e Seungkwan voltaram a conversar. O mais estranho de tudo é que Seungkwan sequer havia colocado os olhos em Vernon. Ora, não que ele estivesse querendo forçar algo, mas era muito estranho. Imagine que uma pessoa é super gentil com você em um dia – ou metade dele – e no seguinte ela te trata como se você fosse um completo desconhecido.

Eles não haviam trocado intimidades, mas mesmo assim Vernon sentiu que havia algo especial ali. Era sua primeira vez fazendo algo “divertido” (teria sido se ele não tivesse ficado tão quieto) com alguém. Só que, como alguns dizem, nem tudo têm um final feliz.

Quando estava sentado no mesmo lugar de costume durante o almoço, viu o rapaz de bochecha grande passar por sua sala procurando por alguém – provavelmente Wonwoo – e sequer lhe lançou um aceno, como se Vernon fosse invisível (era impossível não notar sua presença daquela forma).

Como se não bastasse, ele decidiu sentar em um canto qualquer das fileiras da frente pra esperar pela pessoa a qual estava procurando. A vontade de Vernon naquele momento foi de descer as escadas e falar com ele à força, mas seria completamente mal-educado se o fizesse e também sua introversão não deixava. Ele simplesmente bufou, terminando seu almoço – que estava mais para um lanche – e esperando a próxima aula.

Na hora da saída, Vernon esperou todos saírem para não ter que esbarrar nas pessoas – ele odiava isso. Passando pelas portas, ele vê Seungkwan em uma discussão um tanto séria para um corredor. Diga-se de passagem, que os professores de seu curso não eram lá os melhores e sempre acontecia aquele tipo de coisa, mas Vernon nunca havia visto casos como aquele no meio do corredor e numa hora como aquela.

Decidiu passar reto e não dar importância, indo direto para seu trabalho relaxar. Quem relaxa trabalhando, afinal? Pelo menos Vernon conseguia. Era como se o cheiro das plantas e de terra molhada servisse como calmantes.

– Vernon! – seu patrão cumprimentou. – Estava começando a achar que você não ia vir.

Por falar nisso, Vernon era a única pessoa que trabalhava ali.

– Desculpe o atraso – respondeu.

– Conversou com ele?

– Ele quem? – Vernon perguntou, juntando as sobrancelhas. Só depois que ele foi se lembrar de quem se tratava a pergunta. – Ah, sim... – e então pensou. – Não sei. Acho que não foi nem uma conversa aquilo.

A conversa não se estendeu e os dois – Vernon e seu patrão – ficaram em silêncio durante todo o resto do dia até a hora em que Vernon atingira seu horário.

– Até amanhã – disse ao se despedir.

Andou respirando fundo até seu prédio. Pensou em ir àquela sorveteria novamente pra ver se encontrava por acaso com Seungkwan, mas algo dentro de si disse para não ir. Seria aquilo um aviso ou algo do tipo? Pra se ter ideia, sempre que Vernon não atendia àquele tipo de sinal alguma coisa ruim acontecia consigo ou com algo ou alguém à sua volta. Podia ser assustador para qualquer pessoa, mas ele já estava acostumado.

– Vernon!

Ele só não esperava, também, que fosse encontrar Seungkwan em frente ao seu prédio.


Notas Finais


aeee mais um cap
bem, pessoas
as tretas começaram e... é isso XD

eis a playlst da fic: https://www.youtube.com/playlist?list=PLo1xtvu0bkHzKm6BAzlIgiAmkoVoh1iCi

um bom final de semana e feliz dia dos pais já adiantado skaopksaposk
see you SOONyoung!


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