História Would you like some coffee? - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Visualizações 106
Palavras 1.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 30 - 30


POV Camila

O clima estava exageradamente quente, eu parecia uma gelatina prestes a derreter a qualquer momento, não sei como Sofia aguentava correr aquele campo, ela era o oposto de mim na verdade, eu tinha uma coordenação motora péssima até para andar, imagina correr atrás de uma bola. Ela vestia, uma camiseta da Lauren, na verdade, uma fã made, a camiseta enorme nela escrito Jauregui atrás com o número 96, era bem criativo, ela sempre usava nos treinos, achava que dava sorte. 

Haviam umas garotas do time que ficavam zoando ela, por falar que conheceu Lauren Jauregui, e brincou com ela, bom, era verdade, quantas vezes perdi minha ex-namorada para a irmã mais nova? 

Era engraçado de imaginar que ali naquela arquibancada, como nos filmes, as mães eram na maioria solteiras, que geralmente iam aos treinos para ver o treinador super gato, era engraçado, o nome dele era Jacob, sempre vinha com investidas para cima de mim, era bonito, porte atlético, carismático, eu havia saído umas três vezes com ele, mas nunca chegou a rolar nada demais, acho que nunca me permiti “seguir em frente”.

Foi então, que Lauren chegou, ela usava um vestido branco longo casual, com alguns detalhes pretos, seus cabelos presos em um rabo, e seus olhos verdes tapados pelos óculos escuros. Ela veio caminhando em direção a arquibancada, na pose mais confiante possível atraindo olhares como sempre, e para minha surpresa se sentou ao meu lado, fazendo com que eu inalasse seu doce perfume.

- Boa tarde Camila.

- Olá Lauren, que bom que veio.

- Como a Sofia está grande, ela está cada vez mais parecida com você, e está usando uma fã made minha, quanta fofura – ela sorria para Sofia que corria rápido pelo campo, toda concentrada que nem havia notado que Lauren a encarava bem ali – ela é muito boa, é capitã?

- Não, a capitã é aquela loirinha da trança francesa, ela é a Lindsay, digamos que ela gosta de implicar com Sofia.

- Por que?

- Acho que é inveja, sei lá, são crianças.

- Na idade dela eu dei meu primeiro beijo – Lauren falou dando de ombros – e eu soquei a primeira pessoa na minha vida.

- Já badgirl nessa idade Jauregui? – Ela olhou para mim e começou a rir, aquela risada de bebê que eu tanto amava. O apito alto se fez presente e as meninas pararam de correr pelo campo, e Sofia juntou suas coisas vindo correndo em minha direção assim que desci da arquibancada.

- Oi Kaki – ela me abraçou forte, até notar que Lauren estava em pé ao meu lado. Seus olhinhos brilharam e seu sorriso se abriu tão genuinamente que foi contagiante até para mim.

- LOLO! – Lauren a ergueu no ar e começou a girá-la sorrindo junto – eu estava com muita saudade.

- Eu também pequena, eu também. O que acha de um sorvete?

- Yaaaay adoro sorvete – as duas estavam em sua própria bolha. E Jacob se aproximou de mim lançando seu olhar mais galanteador, e eu sorri para ele em retribuição.

- Oi Mila.

- Hey Jake – ele deixou um beijo em minha bochecha.

- Vamos sair de novo? Um jantar talvez, eu pago tudo e prometo que vai gostar – ele parecia confiante em suas palavras. Olhei para frente e Lauren agora, dava autógrafos as crianças do time. Durante os anos em que eu fiquei se ela, eu queria me deixar seguir um relacionamento, e sinceramente, eu queria poder sentir algo por Jacob, mas eu não conseguia, porque ele não era ela, ninguém nunca seria ela – por favor Mila.

- Hoje as 19:00.

- Be-beleza, eu passo na sua casa – ele parecia feliz, e saiu contente de lá. Olhei ao redor e percebi que Lauren e Sofia já não estavam mais ali, ótimo, deixada para trás pela irmã e ex-namorada que te odeia.

{...}

Olhei para o relógio e estava quase na hora do Jacob chegar, e nada de Sofia em casa, minha mãe estava na casa de minha avó, então eu não podia deixar a casa antes que ela chegasse. Eu passei horas no celular falando com Lucy e Vero que estavam em lua de mel em Veneza, elas me ajudaram a escolher a roupa e falamos de Lauren também.

A campainha tocou, e eu pensei que fosse Jacob, mas quando abri me deparei com Lauren segurando Sofia dormindo em seu calo, talvez a cena mais fofa que eu poderia ver no dia.

- Acho que se divertiram muito, não é? – Ela me olhava de cima a baixo e eu me sentia envergonhada com suas esmeraldas me encarando de tal forma.

- Sim, foi um ótimo dia, er, você está muito bonita – ela foi entrando em casa e colocando Sofia no sofá, a enrolando nos cobertores e travesseiros ali – onde vai?

- Eu... – naquele momento ouvi batidas na porta e era Jacob, vestido com um blazer lindo, segurando uma rosa em uma mão. Ele mantinha aquele sorriso de sempre no rosto – oi Jake.

- Oi Mila, vamos?

- Espera só um minutinho – ele assentiu e eu me virei para Lauren que ainda me encarava – olha, eu ia deixar Sofia na casa da vizinha, pode deixa-la pra mim?

- Ah, eu fico com ela, não tem problema.

- Certeza Lauren? – Ela assentiu – obrigada, eu não volto tarde – beijei a testa de Sofia, e acenei para Lauren, me virando para pegar a rosa de Jake e suas mãos. Ele abriu a porta do carro para mim e aquilo me lembrou ela, que toda vez que saíamos naquele Mustang ela fazia questão de abrir a porta – droga.

- O que disse?

- Nada, obrigada Jake.

POV Lauren

Era o cara do treino do futebol. Olhei para o sofá e Sofia dormia serenamente, decidi então leva-la para seu quarto, que seria mais confortável que o sofá. E seu quarto, era totalmente diferente do que de anos atrás, aquele lugar que antes era lotado de bichinhos de pelúcia era agora tomado por pôsteres de artistas pela parede, troféus de futebol, unicórnios pela parede e era bem bagunçado, roupas para tudo que é canto, parecia o meu, exatamente com o meu.

Fui correndo rapidinho para meu quarto e peguei meu violão, que sempre ficava dentro do carro, e voltei. E junto com meu caderno e caneta, tinha que terminar uma música que eu havia começado a escrever, me sentei no sofá, e dedilhei os acordes no violão, deixando minha voz sair livremente.

... So I'm sorry to my unknown lover

Sorry that I can't believe that anybody ever really

Starts to fall in love with me

Sorry to my unknown lover

Sorry I could be so blind

Didn't mean to leave you

And all of the things that we had behind

Ooh

Ooh

Ooh

(Então, me desculpe, meu amante desconhecido

Desculpa se não consigo acreditar que ninguém jamais

Se apaixonou por mim

Desculpa, meu amante desconhecido

Me desculpe por eu ter sido tão cega

Eu não pretendia te abandonar

Nem tudo aquilo que tínhamos

Ooh

Ooh

Ooh)

- Lolo? Por que está chorando? – Sofia apareceu nas escadas coçando seus olhos na tentativa de espantar o sono. Eu nem tinha percebido que minhas lágrimas caiam. Ela se aproximou de mim e sentou no chão cruzando as pernas em formato de borboleta.

- A música me emociona as vezes Sofi.

- É uma linda letra, como você consegue escrever suas músicas tão bem?

- Bom Sofi, geralmente são poesias que ganham melodias, as letras vêm na cabeça e eu apenas as ponho no papel.

- Posso tentar? – Ela pediu sorrindo e eu assenti, e ela logo saiu correndo pegar papel e caneta toda alegre. Voltou novamente e se sentou no tapete e me ajeitei ao seu lado.

- Sobre o que quer escrever?

- Eu adoro unicórnios.

- Então escreva sobre unicórnios – ela assentiu e começou a escrever no papel, eu voltei a dedilhar no violão, calmamente, montando o resto da música em minha cabeça, anotando tudo o que vinha em meu caderno. Olhei para o lado, as folhas que Sofia havia levado e uma me chamou atenção, então eu comecei a ler.

Era algum tipo de projeto, relacionado ao orfanato onde eu era voluntária, pareciam estar arrecadando dinheiro para o lugar, mas estavam passando por dificuldades? Por que Izzy não me disse nada? Acho que era pra ser um show beneficente, algo do gênero, mas nada pronto.

As horas foram passando e como Camila disse que faria, chegou cedo, Sofia estava na sala comigo, enquanto eu a ensinava a tocar violão, e eu prontamente me levantei segurando o papel de antes.

- Achei que não iria aguentar cuidar da Sofia – Camila falou risonha e a pequena a olhou com raiva.

- Ei Kaki, eu não sou tão mal assim.

- Eu sei, agora vai tomar um banho, beleza? – A pequena largou o violão no chão e subiu as escadas correndo. Camila retirou os saltos dos pés jogando em um canto qualquer, e prendeu seus cabelos em um coque frouxo – ah, eu vou me trocar, já volto – assenti e voltei pegar meu violão arrumando as coisas para ir embora, arrumei a sala do jeito que estava no estado inicial, e Camila desceu com um moletom e shorts, já sem maquiagem de antes, foi a cozinha voltando com café em mãos e se sentou no sofá em sinal para que eu me sentasse também – Obrigada por ficar com ela essa noite.

- Como foi sua noite?

- Foi, normal, Jacob é um ótimo amigo.

- Um amigo que lhe dá flores? Ah vai lá, foi um encontro, conta como foi.

- Talvez para ele eu não seja amiga... foi divertido, ele é um cara legal, simpático, romântico, carinhoso e bonito, acho que é até um sonho. Nós jantamos, e depois fomos ao cinema, ele tentou me beijar, mas eu não deixei, acho que ele ficou frustrado por isso eu vim mais cedo, mas enfim, e a sua noite como foi? – percebi que ela queria mudar de assunto o mais rápido possível então eu segui.

- Passei horas ensinando Sofia a tocar violão, talvez ela peça um de presente, ela adorou – ela começou a rir com a língua entre os dentes, fazendo com que eu sorrisse automaticamente com aquilo, eu odiava o fato de não conseguir realmente odiá-la – ah, Camila, o que isso aqui? – Peguei o projeto nas minhas mãos e a entreguei, fazendo com que me encarasse novamente.

- É algo que eu estava planejando, para ajudar o orfanato, cortaram a verba e está difícil manter o lugar aberto.

- E por que Izzy não falou nada? Aquele lugar faz parte da minha história.

- Ela falou que você iria querer doar dinheiro, e ela não ia aceitar.

- Então nós seguimos sua ideia no papel – falei convicta em minhas palavras. Eu aceitaria fazer um show beneficente. 

- Show beneficente? Eu não sei daria certo, isso requer todo um comitê, patrocínios, organização, e tudo isso em um mês, se não o lugar vai fechar permanentemente.

- Vamos tentar, eu posso fazer o show, as meninas podem ser o comitê, e os patrocínios conseguimos com meu pai – me levantei empolgada – Camz, não é impossível – eu estava tão animada que nem tinha percebido que a chamei pelo apelido.

- Está falando sério? Obrigada, obrigada, obrigada – ela me envolveu com seus bracinhos finos e me apertou, como se eu pudesse fugir a qualquer momento, eu até queria, mas não conseguia. Então apenas a envolvi com os meus, tentando de alguma forma achar conforto novamente, nos mesmos braços que me deixaram em pedaços.

- Ah, e-eu tenho que ir – me soltei de seus braços e vi que ela estava vermelha – amanhã nos juntamos com as meninas pra combinar tudo – peguei meu violão, e Camila abriu a porta para mim – tchau Camila.

- Tchau Lauren.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que estejam gostando <3


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