História Writer - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber
Personagens Hailey Baldwin, Justin Bieber
Visualizações 49
Palavras 4.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - 25


P.O.V Justin Bieber

- Onde vocês estão irmão? – perguntei a Za.

- Estamos na SKT, vem logo para cá que está pegando fogo, cada gostosa. – ri.

- Acabei de desembarcar, vou passar em casa, tomar um banho e encontro vocês aí.

- Vem logo! – encerrou a chamada e eu entrei no carro.

- Como estava Paris? – Corey perguntou.

- Fria. – rimos.

Voltei minha atenção ao instagram vendo as ultimas fotos postadas por todos.

Alexis tinha postado uma foto com Harry falando no ouvido dela, uma outra abraçada com Ed e outra com a Kendall.

- Adorei Alexis! – sussurrei.

- Falou comigo Bieber? – perguntou me olhando pelo retrovisor e eu neguei.

Ela está irritada, mas um Bieber irritado é ainda pior que uma Houston irritada, espero que ela tenha feito uma boa escolha.

 

Cheguei a SKT por volta da 00h sendo liberado assim que viram o meu rosto. Meus seguranças entraram comigo e logo estávamos na área VIP junto com Khalil, Za e outros amigos nossos.

- Boa noite! – falei cumprimentando todos.

- Desamarrou Bieber? – Jessie perguntou me fazendo rir.

- Ainda não sei, por quê?

- Como não sabe? Vai deixar a loira gostosa escapar? – Za perguntou me dando um copo com whisky.

- Ela quis ir ao bar de um cara em Londres, não gostei e brigamos.

- Agora você está aqui, pagou na mesma moeda.

- Ainda pode sair daqui com um bônus. – falaram.

- Não sei não hein?! – falei receoso.

- Fiorella? – Michael chamou e uma garota de cabelo loiro escuro se aproximou.

Quando ela chegou perto de mim pude ver seus lindos olhos verdes, boca avantajada e traços finos me deixando louco.

- Prazer Fiorella! – beijei o rosto dela.

- Só na cama. – sussurrou no meu ouvido me fazendo rir.

[...]

A super gostosa rebolava no meu colo de forma sedutora me deixando louco. Apertei seu peito com uma das minhas mãos e com a outra puxei seu cabelo encostando minha boca em seu pescoço.

Ela se sentou de frente em meu colo fazendo com que nos olhássemos no fundo dos olhos um do outro me deixando ainda mais louco.

Puxei seu cabelo longo com força chupando seu pescoço e ela soltou um gemido excitante.

Sinto falta de sexo sem amor, apenas uma boa transa selvagem, que eu nunca vou ter com a Alexis.

Não se tem transas loucas com a sua namorada, porque ela quer romance e não te chupar como uma prostituta ou uma vadia. Ela não vai aceitar apanhar como elas e nem gemer sem pudor como elas.

Sempre, no final, vai ser mais uma transa sem sal.

- Vamos sair daqui?

P.O.V Alexis Houston

- Solta Cameron! – gritei sacudindo meu braço enquanto ele me arrastava para um canto.

- Pronto. – falou me encurralando contra a parede.

- Se afasta. – mandei e ele continuou me prensando.

- Precisamos conversar.

- Não tenho nada para conversar com você. – falei e ele enfiou a mão dentro dos meus cabelos tentando me aproximar.

- Eu tenho namorado. – empurrei o peito dele com força.

- Eu gosto do proibido. – aquela frase foi o suficiente para eu empurrar ele com força.

- Escroto! – dei uma joelhada na virilha dele.

- Não sou eu que estou dando moral para uma gostosa em uma boate de Los Angeles. – gritou – Você não sabe quem é seu namorado Alexis! – virei mostrando o dedo do meio e fui para o banheiro.

Respirei fundo algumas vezes e peguei meu iPhone procurando pelas ultimas noticias e lá estava ele na capa do site do TMZ com Fiorella Burck rebolando em seu colo.

Fechei aquilo guardando no bolso da minha calça e saindo do banheiro dando de cara com o Ed.

Agarrei ele no mesmo momento lhe dando um beijo  quente e recebendo suas mãos na minha bunda em troca.

- Para onde vamos? – perguntei me afastando um pouco.

- Lá para cima, tem um sofá legal lá. – ri assentido.

[...]

Acordei com o barulho de algo caindo no chão assustada. Minha cabeça latejou e eu fechei os olhos imediatamente.

- Foi mal, não queria te acordar. – sentei assustada no sofá e quando percebi estar nua trouxe o edredom junto.

Sofá? Edredom? Nua? Droga! Que merda eu fiz?

- Te assustei? – olhei para Ed que estava trocado já segurando algo que eu ainda não tinha identificado em mãos.

- Que horas são? – levantei me vestido sem olha-lo pela enorme vergonha.

- 10h da manhã.

- Merda! – falei entre dentes.

- O que?

- Estou atrasada, deveria estar no escritório da Victoria’s Secret nesse momento. – bufei pegando meu casaco que surpreendentemente estava ali.

- Eu peguei para você lá em baixo.

- Obrigada. – agradeci abraçando ele.

- Me liga! – gritou quando eu saí correndo pela porta.

- Eu tenho namorado. – gritei da escada e ouvi a risada dele.

Assim que pisei na rua quase sendo cegada pelo sol acenei para um táxi que passava e dei o endereço do escritório, mas como vou pagar a corrida sem dinheiro.

Disquei os números de Kendall e ela me atendeu no primeiro toque.

- Caralho, estava quase surtando, já perguntaram de você umas seis vezes Alexis.

- Desculpa, eu perdi a hora, você pode descer daqui uns dez minutos? – pedi.

- Está sem dinheiro para o táxi e com a mesma roupa? – riu.

- Exatamente.

- Até já. – encerrei a chamada.

Não tinha nada sobre nenhuma traição minha na internet, já Justin, eu era a mais nova chifruda do mundo, mas saber que foi chumbo trocado me deixava mais aliviada. Mesmo estando furiosa.

Vi o nome dele na minha tela e suspirei pesado atendendo.

- Oi. – falei de má vontade.

- Você pode estar em Los Angeles domingo para o Grammy? – perguntou.

- Não.

- Não?! Como eu vou então?

- Sozinho.

- Como sozinho? – perguntou indignado.

- Você é o mais novo solteiro de Hollywood Justin Bieber, meus parabéns. – fingi uma falsa animação.

- Eu não traí você!

- Não minta! – quase gritei.

- Diz que você pode me perdoar, eu estava com raiva.

- Eu também traí você. – falei sem mais delongas.

- O que? – gritou me fazendo rir levemente – Não ria Alexis, que brincadeira sem graça.

- Tão machista! – ri mais – Eu traí você sim Justin, em um sofá e foi incrível.

- Sua vadia! – falou indignado e eu gargalhei.

- Você é um galinha! – falei ainda rindo.

- Como pode pagar na mesma moeda? – ele realmente estava bravo.

- Você achou mesmo que eu ia ser traída mais uma vez e ia chorar não é?! Eu deixei de ser idiota Bieber!

- Esteja domingo no Grammy! – encerrou a chamada me deixando feliz por não estar chorando como uma grande idiota como todas as vezes que alguém me machucou.

Kendall estava na porta do prédio me esperando, pagou a corrida e me abraçou.

- Fiquei preocupada! – beijou minha bochecha.

- Eu estava com o Ed, Justin admitiu que me traiu, eu traí ele também, admiti também, ele ficou muito bravo e ele me quer domingo no Grammy.

- Como você está? – perguntou quando entramos no elevador.

- Estou bem, pela primeira vez em anos me sinto no controle da minha vida, entende?!

- Entendo perfeitamente. – trocamos um sorriso – Se você se sente assim significa que está no caminho certo. Agora sobre o Grammy, não sei...

- De qualquer forma eu preciso terminar com ele. – falei sentindo a tristeza me invadir.

- Você se ama o suficiente para isso? – perguntou enquanto descíamos do elevador me fazendo rir.

- Outra pessoa me fez de idiota perante o mundo Kendall, isso é muita maldade, ele sabia que era a única coisa que ele não poderia fazer e foi exatamente o que fez. – assentiu.

- Ela chegou! – Philip gritou quando eu entrei na sala.

- Eu cheguei! – falei animada e todos riram – Vamos assinar esse contrato? – perguntei me sentando ao lado de Kendall.

- Vocês podem ficar com o contrato para os advogados avaliarem e depois assinarem me mandando pelo correio.

- Perfeito. – sorri.

- Hoje vamos tirar as medidas de vocês apenas. – assenti.

Fomos guiadas para uma sala que funcionava como estúdio fotográfico. Uma moça tirou todas as minhas medidas, viu minha altura e quanto eu calçava marcando em uma prancheta.

- Peso perfeito! – falou quando eu desci da balança.

- Obrigada! – trocamos um sorriso.

- Tudo certo Vilma? – perguntou e ela assentiu.

- As duas estão perfeitas, não precisam nem tirar e nem por.

- Ótimo meninas, espero o contrato então e sem atrasos Alexis. – fiquei roxa de vergonha.

- Não vai se repetir. – sorri sem graça.

Saímos do prédio logo pegando um táxi e em pouco tempo estávamos no hotel.

- Vou pedir para trazerem nosso almoço no quarto. – assenti entrando no banheiro.

- Como foi com o Harry? – perguntei.

- Não foi, somos só amigos. – respondeu entrando no banheiro – Você sofre de traições e eu de todos quererem só amizade comigo.

- Qual o nosso problema? – perguntei molhando o cabelo.

- Não tenho ideia Lexi. – rimos.

Kendall saiu do banheiro e eu voltei a me concentrar na minha mente perturbada.

Ele cantou uma música de uma banda que eu odeio, usando o maldito clichê dizendo: “Eu nunca vou te decepcionar”. Mas ele fez o que na primeira oportunidade? Me decepcionou. Qual a lógica de prometer algo que você não vai cumprir?

- Justin. – falou colocando só a cabeça para dentro com o iPhone na mão.

Sequei minhas mãos pegando o iPhone o colocando no viva-voz.

- Fala!

- O jatinho vai estar no aeroporto às 23h e você chega aqui no sábado as 10h30 mais ou menos, vou te pegar no aeroporto.

- Pode cancelar, eu vou de voo normal. – encerrei a chamada e ele retornou – O que é?

- Você tem certeza que não quer o jatinho ou é pura birra?

- Realmente não quero I will never let you down. (eu nunca vou te decepcionar.) – falei e ele riu sem humor.

- Quem é imaturo agora Alexis?

- Ainda é você bebêzão.

- Eu te amo Alexis! – suspirei.

- Não. – pedi.

- Podemos resolver, os dois cometeram um erro.

- Você fez a única coisa que não podia fazer e sabe disso, eu estarei aí para dar um final definitivo a essa história sem futuro. Até sábado. – encerrei a chamada.

Joguei o celular na tampa do vaso e voltei para terminar o meu banho.

Posso estar exagerando, lógico que posso, mas esse relacionamento não tem futuro e eu preciso encerrar ele antes que eu me machuque de verdade.

Namorar no mundo da mídia é para grandes e eu não quero fazer parte disso como eles, eu apenas quero ser uma modelo, afinal sou uma péssima escritora.

Saí do banheiro enrolada na toalha e fui direto para o armário. Vesti minhas peças intimas, calça legging, camisa xadrez enorme e vans. Arrumei tudo na minha mini Céline deixando separada com meus óculos de sol.

Abri minhas malas em cima da cama e joguei tudo dentro delas as fechando e colocando em pé perto da porta junto com a da Kendall.

- Vamos comer. – Kendall falou.

Tiramos uma foto na varanda antes de tudo para compensar as diárias e uma dos nossos pratos também marcando o hotel.

- Pronto, diárias pagas. – falei rindo e começando a comer.

- O que o Ed falou antes de você sair de lá?

- Me liga! – respondi dando uma garfada.

- E você respondeu o que?

- Eu tenho namorado.

- E agora? – perguntou.

- Daqui doze horas eu provavelmente não vou ter mais. – riu.

- Você tem certeza?

- Acho que sim. – falei terminando de comer.

- Então vamos voltar para Los Angeles, você termina o que tem a fazer e depois vamos para Nova York, a semana de moda nos espera. – assenti animada me levantando.

- Eu queria mais que traições me esperassem. – ri não tendo autopiedade de mim.

 

Algumas horas depois...

- Justin te traiu com aquela garota Alexis? – começaram a gritar na minha tentativa de chegar ao carro que eu aluguei.

- Vocês terminaram?

- Como você lida com duas traições em tão pouco tempo?

- O que você está fazendo em Los Angeles?

Alguns policiais afastaram todos aqueles urubus me ajudando a guardar minhas malas e depois entrar no carro.

- Obrigada! – agradeci ao policial que sorriu.

- Vá com cuidado. – assenti.

- Bom trabalho.  – sorriu batendo a porta.

Andei pelas ruas quentes de Los Angeles com a janela aberta deixando que aquele ar tirasse todo o sufoco que eu sentia.

Entrei na minha rua e tinham alguns paparazzis do outro lado da rua esperando a minha chegada. Parei o carro no meio fio e desci indo direto para a casa dos meus pais. Entrei sem bater, a porta graças a Deus estava aberta.

- Cheguei! – gritei jogando a bolsa no chão e andando pela casa que continuava igual.

Na esquerda todos os sofás aconchegantes, os tapetes, nossos porta retratos, quadros, obras de arte e as poltronas dos meus pais
Segui pelo extenso corredor chegando a sala de jantar com sua longa mesa e cadeiras demais para uma família de quatro pessoas. Mamãe sempre exagerada.
Passei pela sala de tevê com o sofá super aconchegante que eu,  Nori escolhemos junto com as almofadas.
Cheguei finalmente a minha parte favorita da casa, a área externa, com a grande churrasqueira, a piscina, a grama bem verde e a minha casa na árvore, eu a amo, muito, sempre foi o meu refugio feliz, quando eu brigava com os meus pais ou quando a vida estava dura demais, pena que eu me esqueci dela cedo demais achando que a minha vida está indo muito bem.

Me aproximei da árvore e subi as escadas empurrando o alçapão em cima da minha cabeça. Entrei com certa dificuldade e fechei o tampo me sentando.

Deitei no chão e olhei o teto com várias estrelinhas penduradas que minha mãe fez de origami quando eu era pequena.

Antes onde haviam brinquedos de crianças agora tem bobagens, eu preferia os meus brinquedos, eu gostaria de voltar a ser criança e deixar de ser a garota sempre traída, isso é feio.

Vou ficar estereotipada a atrair canalhas, como se a culpa fosse minha. – bufo impaciente.

- Alexis? – ouço a voz da minha mãe e fecho os meus olhos bem apertado.

Eu não quero que ela saiba que eu estou aqui, porque ela vai saber que eu tenho problemas. Ela sempre me encontrava aqui quando eu ralava os joelhos, brigava com Nori ou simplesmente estava chateada com alguma coisa.

- Eu te achei querida! – ela falou como fazia quando eu tinha 10 anos e serviu para que lágrimas rolassem pelo me rosto.

Ela entrou e fechou a portinha colocando minha cabeça apoiada no peito dela.

- Pronto, eu te peguei, agora você pode se soltar, libere tudo! – sussurrou beijando minha cabeça – Mamãe finalmente está aqui querida. – sussurrou ainda beijando a minha cabeça.

Eu não sei por quanto tempo eu chorei, nem porque eu chorei tanto, não era a minha vontade, mas eu estou ficando fraca nesse aspecto de me manter forte.

Sentei-me enxugando todo vestígio de lágrimas que pudessem ter sobrado e olhei para a minha mãe que me encarava com sua expressão doce. Onde foi que ela se meteu durante todos os anos da minha adolescência.

Eu senti a sua falta! – gritei por dentro. Ao invés de falar eu mordi meus lábios e me perdurei em seu pescoço sentindo seu cheiro de verbena, não sei por que ela gosta tanto dessa erva, mas é muito cheirosa.

- Eu estou aqui. – sussurrou acariciando as minhas costas.

- Quem sequestrou a minha mãe? – perguntei voltando ao meu lugar longe dela.

- Eu vou me separar do seu pai. – falou naturalmente.

- Como assim? – perguntei confusa.

A única coisa que eu achei era real na minha vida ainda, minha família, não é, eu realmente estou um caco.

- Ele está, estava, não sei bem, me traindo com uma das executivas da empresa. – falou mordendo os lábios – Sabe eu não estou preparada para ser solteira, eu amo o seu pai, mas isso já é demais para mim. – sussurrou e eu vi seus belos olhos verdes encherem de lágrimas.

- Você merece mais, muito mais! – sussurro beijando a testa dela – Vem morar comigo em Nova York, a gente aluga um apartamento maior, moramos nós três, vai ser bom para você, você pode abrir uma empresa de decoração como sempre quis e você faz isso tão bem. – eu a estava confortando agora – Você é linda mamãe, vai encontrar alguém, afinal suas garotinhas já estão grandes o suficiente, não é?! – pergunto.

- Não para mim. Elas sempre serão meus bebês. Acredito que vai ser melhor assim. – sussurra.

- Isso acontece a quanto tempo mãe? – perguntei.

- Não acho que você precise saber disso querida. – senta me encarando.

- Quanto tempo? – insisto.

- Há uns oito anos, mas eu sei a cinco. – contou.

Agora eu sei onde ela estava na minha adolescência.

- Ele já sabe que você vai deixa-lo?

- Meu advogado mandou os papeis do divórcio para ele assinar hoje. – contou – Prefiro que vocês duas não estejam em casa quando ele chegar, depois eu vou encontrar vocês no hotel, minhas malas já estão prontas e Beth está fazendo as da Nori agora.

- Eu vou distrair ela, não se preocupe, qualquer coisa você deve me ligar. – assentiu.

- Não vai acontecer nada além de um belo final para um relação desgastada.

- Estou orgulhosa de você! – ela sorri com o elogio.

- Agora sua vez de me contar o motivo das lágrimas. – riu levemente.

- Acho que a minha vida não se tornou o que eu esperava, eu estou decepcionada apenas.

- O que ele fez? – perguntou olhando no fundo dos meus olhos.

- Me traiu com uma garota bem fácil, me disse palavras não muito agradáveis, faltou com a lealdade de melhor amigo que sempre dissermos ter, na verdade eu acho que ele é apenas um bom jogador e eu sou um bom jogo. – sorri.

- As relações não são muito fáceis, mas sei que você merece mais, você merece a felicidade plena, acordar todos os dias mal-humorada, mas ir dormir com um belo sorriso nos lábios, porque ele mudou o seu humor, você merece que alguém seja o seu mundo e ser o mundo de alguém. Infelizmente Justin já tem o mundo dele e já é o mundo dele. Justin com certeza é um garoto muito especial, mas vocês foram rápidos demais e não acredito que isso seja um grande amor, eu sei que ele é o amor da sua vida, mas infelizmente querida, nós nunca ficamos com o amor das nossas vidas, é difícil demais lutar contra a corrente ou você terá força o suficiente para se erguer toda vez que ele cometer um erro descabido, porque vai acontecer, você merece paz e não ter que moldar alguém para ser a sua paz em um futuro distante.

- O que você quer dizer? – pergunto.

- Deixe a vida moldar vocês, se deixem seguir em frente, a vida vai se encarregar ou não de uni-los de novo.

- Então você acha que eu devo terminar com ele definitivamente? – pergunto.

- Nada na vida é definitivo querida, a não ser a morte.

[...]

- O que você quer comer? – perguntei a Nori que estava no chuveiro.

- Hambúrguer, batata frita e Milk-shake. – falou com os cabelos azuis em baixo da água.

- Ok.

Fiz os pedidos e deixei um encomendado para a minha mãe para mais tarde, comer vai ser bom.

- Porque a mamãe está tão estranha? – perguntou já vestida.

- Quando ela chegar ela vai explicar tudo, não me bombardeei smurf. – riu assentindo.

- Pega o lanche enquanto tomo banho. – assentiu.

Ele estava nos meus pensamentos o banho todo, junto com as palavras da minha mãe. Nada na vida é definitivo querida, a não ser a morte.
Morrer, bom ponto, e seu voltasse a encontra-lo com 80 anos? Isso não seria legal.

Na minha vida tudo é definitivo, então se eu disser adeus, será para sempre, eu preciso saber como me sinto quando colocar meus olhos nele.

 

Olhei a hora no meu iPhone e marcava 23h53, minha mãe ainda não tinha chegado e eu estava muito ansiosa, porque o celular dela estava desligado.

- Para de balançar a perna! – Nori falou da mesa, ela fazia a lição.

- Eu estou me sentindo sufocada. – enfiei meus dedos nos cabelos que já precisavam de manutenção no loiro e suspirei.

- Porque não liga para ele? Vocês precisam conversar logo. – neguei com a cabeça.

Voltei a me concentrar na tevê e ela a fazer a lição de casa. Olhei para o meu iPhone e ele olhou para mim dando uma piscadinha como quem dia: “Liga logo para ele”.

Bufei e apertei o botão do meio vendo a nossa foto juntos me odiando por não ter trocado essa droga ainda.

- Oi? – perguntei quando o telefone foi atendido e eu ouvi uma sequencia de gemidos intensos me deixando boquiaberta.

- Mais forte Justin! – gemeu me deixando indignada por ele ter feito isso comigo.

Encerrei a chamada na mesma hora sentindo meu rosto esquentar na mesma hora.

- O que houve? – Nori perguntou.

- Nada. – sorri mordendo meu lábio inferior.

- Com quem você estava falando? – perguntou deitando no meu colo.

- A Kendall me ligou sem querer eu acho, porque ficou mudo. – menti.

- Entendi. – falou – Quando for mentir, olho nos olhos da pessoa, esse é o mínimo. – falou se levantando.

- Nori...

- Cheguei meninas! – minha mãe entrou segurando cup cakes – Tudo bem aqui?

- Tudo mãe. – sorri e ela retribuiu.

- Agora vocês vão me contar o que está acontecendo? – Nori se juntou a nós comendo cup cakes.

- Na verdade a mamãe vai te contar, eu vou dar uma volta. – me levantei.

Calcei meus vans, coloquei um boné e óculos escuros.

Em poucos minutos estava na rua que para a minha sorte não tinha nenhum paparazzi. Aleluia eles descobriram que tem família!

A noite estava fresca me deixando mais livre para pensar.

Andei por mais ou menos uma hora até chegar ao píer. Sentei-me com as pernas para fora do mesmo agarrando a madeira a minha frente e apoiando o queixo na mesma.

Minha cabeça fez um calculo dos últimos meses, cada lembrança, risada, toque, conversa, foi tudo real, foi bom, mas terminou mal, eu sempre disse a ele para não pensar no final, porque o final é sempre doloroso e eu infelizmente estou certa, eu queria um vez na vida estar errada sobre as coisas, mesmo só saindo coisas ruins da minha boca com relação a relacionamentos, eu por dentro era tão otimista, eu achava que no final íamos terminar como ele sempre me disse, casados, felizes, com filhos em um belo vinhedo. Esse tipo de vida combina com ele, mas eu não combino com a vida dele. Somos incompatíveis totalmente compatíveis. Somos estranhos.

Deitei-me no chão de madeira e olhei para o céu que estava bem estrelado, de acordo com o meu avô, isso significa um dia ensolarado, as estrelas sempre espalham luz.

Suspirei sentindo o cheiro de maresia e fechei meus olhos tentando relaxar o meu corpo.

- Você deveria saber que é bem perigoso uma moça bonita como você sozinha em um lugar desse, imagina se um astro pop aparece e a seduz quebrando seu coração em milhares de pedaços no final, como ele fez em todas as suas outras relações. – suspirei abrindo meus olhos e o vendo me encarar em pé.

Coloquei-me de pé rapidamente ele veio na minha direção me abraçando inesperadamente me deixando alarmada.

- Não quero que me toque. – pedi com a voz falha.

- Por quê? Assim vai ficar mais difícil partir? – deu um sorriso sacana se afastando.

- Como me achou? – mudei de assunto.

- Nori disse que você saiu para dar uma volta e eu sei que o único lugar que você iria em Los Angeles é o píer. – assenti – Agora responda a minha pergunta, por favor. – ri levemente.

- Não fica mais difícil partir, só não quero que me toque depois de estar com aquela coisa há uma hora atrás. – falei duramente e ele me olhou surpreso.

- Como?

- Ah então você não atendeu o celular descuidadamente para eu ouvir o seu sexo selvagem? – falei com humor e ele franziu a testa.

- Eu não atendi celular nenhum. – falou seco.

- Então a sua gatinha é loba, cuidado. – falei em um humor negro o fazendo revirar os olhos – Minha deixa... – falo tentando me afastar e ele segura meu braço – Já pedi para não me tocar.

- Desculpe é que você...

- Você está dormindo com ela ainda, porque está vindo atrás de mim Justin? Onde está o mínimo de decência que eu achei que você tinha.

- Não existe decência no amor Alexis.

- Ah não?! Que tal respeito? Amor? Compaixão? Lealdade? Fidelidade? Cumprimento da palavra? O que você acha dessas coisas? – falei cruzando os braços.

- Você pediu por aquilo e você fez o mesmo, porque do choque?

- Eu fiz depois de você, eu não ia ser a garotinha sofrendo de novo não é mesmo?! A gente caí, se levanta e acha que não vai mais cometer a mesma merda de erro, mas o que eu fiz? Me entreguei para um completo babaca sem compaixão. Aonde ele me levou? Ao fundo do posso. Mas nunca dura muito, minha vida é cheia de homens fracos, nunca foram meu principal alvo de felicidade, não preciso de um homem para ser feliz.

- Falou a auto suficiente.

- Cala a boca! – falei irritada – Acabou, definitivamente, para sempre, você é livre para comer quem quiser, até a vaca da sua ex, se já não fez isso, me entendeu querido ou quer que eu desenhe?

- Alexis...

- Você ainda teve a capacidade de destruir meu lugar favorito em Los Angeles. Obrigada! – dei as costas a ele.

- Antes de você ir, você vai me ouvir. – falou irritado, mas eu permaneci de costas.

Ouvi seus passos no chão, mas eu não tinha força para andar, minhas pernas viraram gelatina.

Justin segurou meu braço forte e me fez olha-lo no fundo daqueles olhos caramelo que ardiam em ódio.

- Como você pode? – perguntei sentindo uma pedra se alojar na minha garganta ao invés de um nó – Era um bar, uma noite de amigas, você destruiu tudo. – soquei o peito dele com força que me abraçou prendendo meus braços.

- Xiu... Eu te amo. – sussurrou.

- Não me diga isso! – gritei assustando-o e socando seu peito com ainda mais força – Você não sabe o que é o amor Bieber, não diga que ame alguém até saber o que é.

- Eu não sei o que é o amor? – perguntou divertido.

- Na verdade o que aconteceu, foi que você na primeira oportunidade, virou a esquina e desapareceu. – falei apertando as mãos em punhos, eu queria bater nele, mais tanto, que ia desfigurar a cara dele.

- Eu estou aqui. – falou segurando o meu rosto e mantendo nossas bocas próximas.

- Não, você não está aqui Justin. Você não é meu, você é do mundo, mas eu fui sua, mas agora eu sou do mundo. – o empurrei para longe de mim.

- A gente pode dar um jeito.

- Não pode, você fez a única coisa que sabia que eu nunca perdoaria. – engoli seco.

- Se eu não posso dizer que te amo... Prefiro não dizer nada. – explodi em gargalhadas o fazendo me olhar confuso.

- Você se transformou em tudo o que eu odeio Justin!

- Você vai voltar para mim Alexis, todas sempre voltam, é só questão de tempo.

Continua...

 



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