História Written Memories - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Gay, Homossexual, Lesbicas, Lésbico, Romance
Exibições 42
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 5 - 04 • Ask Out


 O final de semana na casa da avó tinham sido menos chatos por causa de Rachel. Ela, praticamente, salvou as duas noites de insônia de Ashley, mesmo não estando presente fisicamente ao seu lado. O corpo da garota de olhos castanhos se acalmava apenas por ouvir a voz de sono da garota quando ligava para ela as quatro da manhã. Elas agora estavam mais próximas uma da outra e Ashley acabou decidindo que era hora de seus pais conhecerem Rachel.

Ligou as sete da matina para a garota informando sobre o horário que ela poderia passar na sua casa e também a acalmou em relação aos pensamentos negativos que Rachel tinha sobre seu pai. Três da tarde foi o combinado.

Quando o ponteiro maior acertou o doze e o menor o três, não demorou muito para se ouvir o barulho do Rover preto estacionando em frente à casa dos Navarros, quase que pontualmente.

Ashley que observava tudo pela janela do quarto correu ao ouvir a campainha tocar. Quase derrubou a mãe com a velocidade que ía em direção a porta. Se certificou que estava arrumada e que seus cabelos não estavam assanhados com a pequena corrida do quarto até a sala e quando sentiu-se segura, abriu a porta e se deparou com uma Rachel de jaqueta de couro preta por cima de uma camisa também preta do Snow Patrol e uma calça jeans mais uma vez preta bem colada no corpo, com o braço esquerdo encostado na parede da casa e um palito de dente na boca que brincava com o sorriso sexy da garota.

— Oi baixinha. — se aproximou dando um beijo estalado na bochecha de Ashley fazendo a garota arrepiar.

— Oi... Altinha. — retribuiu o beijo.

— Você está linda... — Ashley vestia um short não tão curto e uma camisa verde-escuro longa que mais parecia um vestido nela.

— Obrigada. — sorriu com as bochechas coradas. — você também está muito linda.

— E olha que eu nem me produzi muito. — brincou.

— Vem, entra. — apontou para a sala e Rachel assim fez.

Rachel observou bem a casa.

— Você deve ser a Rachel, não é? — Blanca a cumprimentou.

— A própria. — riu. — muito prazer em conhece-la senhorita Navarro.

— O prazer é todo meu. Vem, pode sentar aqui. — apontou para o sofá. — você quer alguma coisa para comer ou beber? — perguntou.

— Não, obrigada.

— Blanca, querida, você não viu a minha caixa de ferramentas... — o homem alto e de cabelos grisalhos apareceu na porta da frente. Parou em pé, observando Rachel que fez com que a garota temesse.

— Devem estar na garagem onde você sempre as deixa. — disse a mulher, logo apresentando Rachel para ele. — essa aqui é a Rachel, a amiga da Ashley.

— Oi, Rachel! — o homem disse simpático, muito pelo contrário do que a garota havia pensado que era. — Ashley falou muito sobre você ontem.

— Ah... foi mesmo? — olhou para Ashley que observava no canto da sala. — eu também falei muito sobre ela para os meus pais pelo telefone.

Ashley sorriu para a confissão da garota.

— Gostei da sua camisa. — apontou. — gosta de Snow Patrol?

— Eu amo esses caras.

Blanca interrompeu o princípio de uma longa conversa que os dois iriam ter.

— Parece que vocês vão se dar muito bem. — disse a senhora indo para a cozinha. — ah, lembrei de uma coisa. — recuou. — sua caixa de ferramentas está debaixo da mesinha velha.

O senhor Navarro iria voltar para a garagem quando a garota de olhos verdes chamou a atenção dele.

— Problemas com o carro? — Rachel perguntou.

— É o carburador que deve está com algum defeito. — respondeu tendo cuidado para não sujar a porta com as mãos meladas de óleo de motor.

— Eu posso ajudar, se quiser.

— Sabe mexer em carros? — perguntou surpreso.

— Claro que sei. Quem precisa de um mecânico quando se tem Rachel Owen. — disse convencida.

— Então... já que você está dizendo, pode vir me ajudar.

Ashley resolveu se manifestar.

— Não acredito que você vai me deixar aqui sozinha. — falou cruzando os braços e com uma carranca no rosto.

— Se quiser pode vir com a gente. — disse.

— Não, obrigada.

— Qual é? Não vou embora para sempre, só vou dar uma força no carro do seu pai. Eu já volto, tchau.

Já volto quer dizer: só vou voltar daqui a uma semana, na linguagem de Rachel.

Não que Ashley quisesse que Rachel desse toda a atenção para ela, mas ela sentia-se abandonada naquele momento.

*****************************************

Já faziam duas horas que Miguel e Rachel conversavam e bebiam cerveja na garagem com gargalhadas e assuntos aleatórios ecoando pelo quintal. Eles realmente estavam se dando bem, pareciam até pai e filha.

Ashley apenas os observava sentada na grama, debaixo de uma árvore do quintal e um livro em seu colo. Tinha perdido a concentração por causa da presença de Rachel, isso sempre acontecia desde quando se conheceram. Era inevitável não a olhar. Aquele sorriso branco fazia com que Ashley sorrisse de volta e seu coração batia mais rápido quando a garota também a olhava, causando um acidente entre o verde e o marrom que explodiam originando os tons que coloriam seus universos mentais.

Faziam apenas uma semana que as duas haviam se conhecido, Ashley agora sentia algo maior por Rachel. Talvez ela não quisesse ser mais a amiga dela, mas sim, alguma coisa a mais.

Rachel sentia-se apaixonada desde que viu a garota sentada em uma das mesas que davam vista a praça da cidade naquela segunda feira passada. Mas não tinha certeza se Ashley sentia o mesmo, pois, por mais que seu gaydar — seu detector de pessoas no armário ou fora dele — funcione bem, ele as vezes falhava ou ficava indeciso. Ela não tinha medo de amar, a única coisa que ela realmente tinha medo era de Ashley não ser a sua garota dos sonhos.

Levantou-se e caminhou em direção aos dois para participar da conversa na curiosidade de saber o que tanto os fazia rir.

— Sobre o que estão conversando? — puxou e sentou em um banquinho ao lado de Rachel.

— Sobre quando você fez xixi nas calças na frente de todo o mundo na terceira série.

Esse era um assunto que Ashley odiava tocar, pois a constrangia muito, mesmo que já tenham se passado oito anos e considerando que ela era apenas uma criança com problemas urinários.

— Pai! — disse incrédula ao saber que seu pai estava falando para Rachel sobre o maior mico de sua vida.

— O que foi? Isso foi à anos atrás e você deveria deixar de se envergonhar por causa disso, aliás quem nunca molhou as calças? — bebeu um gole da bebida.

— Tipo, todo mundo faz xixi nas calças, Ashley. E quando você estiver velha vai voltar a fazer, então não tem com que ficar desconfortável. — os olhos de Rachel a fitavam.

É... Rachel tinha razão, mas o assunto ainda iria fazer Ashley ficar com vergonha e ainda mais sair contando isso para as visitas é meio que expor seus problemas urinários.

— Está bem. Mas, vamos mudar de assunto, por favor.

— Não vai dar, tenho que ir... um compromisso me espera. — levantou.

— Vai encontrar a sua namorada? — o pai de Ashley fez o mesmo.

— É... Não é bem isso. Eu não tenho namorada... ainda! — olhou para Ashley e sorriu de lado fazendo as bochechas da garota ficarem rosadas.

— Então, nos vemos depois. — Miguel recolheu as garrafas de cerveja que os dois haviam bebido e saiu pela porta que dava entrada para a casa.

— Seu pai não é um monstro como pensei. — levou a mão ao cabelo.

— É. — se levantou. — eu não quero ser intrometida, mas... para onde vai?

— Tenho que atualizar minhas séries atrasadas. — apontou os dois dedos indicadores para Ashley.

— Sério? Você fica perdendo sua preciosa vida assistindo séries? — falou sem acreditar.

Ok. Mas Ashley também perdia sua vida lendo livros vinte e quatro horas por dia.

— É. O que é que tem? — falou.

— Isso não é viver. Você tem que sair para, sei lá, festas ou ter uma vida social ou... qualquer coisa. Suas séries, você pode revê-las quando quiser, deixar para assistir a outra hora, mas a sua vida não. A vida não tem replay, cada segundo que passa não volta mais e você não pode pausa-la e deixar para depois, o tempo está sendo derramado nos seus olhos e você não o ver, mas o relógio pode vê-lo e ele conta todas as suas horas perdidas. A vida é só uma e depois disso não haverá outra para você desfrutar e fazer tudo o que não fez na outra vida.

— Uau. As vezes você nem parece a Ashley Navarro que eu conheço. — ergueu as sombrancelhas.

— Só estou falando a verdade. — disse meio convencida.

— Você também não vive a vida como ela foi feita para ser vivida. Estranho não? — revidou e as verdades atingiram Ashley.

Seria muita hipocrisia se ela não concordasse com as palavras de Rachel.

— É. — olhou para baixo.

— Então, tudo bem, já que somos duas garotas que não sabem viver, então vamos aprender a viver. O que quer fazer hoje à noite? Assaltar um banco, beber e dançar a noite inteira até crescer calos gigantes e doloridos nos nossos pés, usar drogas até ter uma overdose... você escolhe.

— Hum. — resmungou. — se nós assaltassemos um banco, seríamos presos e iríamos se condenadas a ficar juntas bom um tempo atrás das grades; se dançarmos e bebermos à noite inteira, provavelmente, não iríamos voltar para casa, porque o alto teor de álcool no nosso sangue iria nos matar e usar drogas até ter uma overdose nos levaria as mesmas consequências do álcool, então não escolho nenhuma das alternativas que você propôs.

— Ashley Navarro: a maior estraga prazeres de todos os tempos. — falou em um tom alto. — Não estava falando sério. Mas, já que você estragou a minha geniosa pergunta, então, que tal irmos hoje à noite ao parque de diversões aqui perto?

— Isso é meio infantil.

— Mas é divertido. Então o que acha? — perguntou.

— Legal, mas não sei se meus pais vão deixar. — cruzou os braços.

— Senhor Navarro. — o homem voltava para pegar a caixa de ferramentas. — você deixaria a sua querida filha sair comigo hoje à noite ao um perfeitamente infantil parque de diversões à dez quarteirões daqui? — chamou a atenção do homem.

— Claro, se vocês voltarem cedo. — saiu.

— Então... hoje às nove eu venho te buscar. Não se atrase, está bem? — deu alguns passos para trás.

Ashley assentiu com a cabeça.

 Não que ela já tivesse namorado alguém em um parque de diversões, mas ela achava aquilo um pouco romântico. Não, ela achava romântico a Rachel e ela em um parque de diversões.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.
Amo vocês, bjs.


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