História Written Memories - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Gay, Homossexual, Lesbicas, Lésbico, Romance
Exibições 51
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Volteiiii!!!
Estavam com saudades de mim?

Capítulo 7 - 06 • Go Away


POV ASHLEY

Confesso que nunca havia sentido atração por outras garotas, a minha heterossexualidade era certa, mas após conhecer Rachel, acho que não é tão certa assim. Sentia vontade de ficar ao lado dela à todo tempo, além de sentir desejos um tanto quanto sexuais por ela, afinal, qualquer um iria ter também. Desde do nosso quase beijo naquela noite no Rover que desconfio dela (minha orientação sexual), talvez eu seja lésbica ou talvez bi, mas não posso descartar a hipótese de ser uma “Rachelssexual”.

Eu estava praticamente pronta, esperando o Rover aparecer ao sul daquela estrada. Eu usava uma roupa não tão feminina, um moletom preto, uma calsa jeans rasgada nos joelhos e um all star branco, algo nada casual do que eu sempre costumava usar.

Após alguns minutos de espera, o carro de Rachel apontou na esquina, um verdadeiro alívio para meus pés que já doíam pelo longo tempo em pé.

— Oi, baixinha. Uau, você está muito linda. — falou quando eu entrei no carro.

Beijei sua bochecha e ela retribuiu.

— Obrigada. Você também está linda.

Ela sorriu.

— Eu convidei alguns dos meus amigos, tenho certeza que vão adorar te conhecer. — puxou a marcha e o carro começou a andar.

— Duvido que eles vão gostar. Eu sou completamente desinteressante.

— Não fale isso sua chata frescurenta, você é incrível. — pegou a minha mão mas logo a soltou a levando de volta para o volante.

— Só se for incrível para você, porque ninguém me acha, nem mesmo eu acho. — levei a mão ao meu cabelo o arrumando.

— Ah você e esse seu jeito de se subestimar. — virou a cabeça para frente.

(Play na música Youth do Troye Sivan)

Chegamos na casa dela cinco minutos depois. O som estava muito alto, tive pena dos vizinhos. Alguém vomitava na calçada já tão bêbado que seu estômago não aguentava mais nenhum pouco de bebida.

Entramos na casa e o som parecia muito mais alto. Uma garota na qual nunca havia visto em minha vida, dançava freneticamente em cima do sofá sobre o efeito da música. Dois garotos se beijavam loucamente no canto da parede da sala, quase um canibalismo, enquanto três garotas davam um beijo triplo depois enfiavam as garrafas de cerveja em suas bocas com o batom já borrado por tantos outros beijos.

Rachel me guiava pela casa segurando minha mão. Andamos mais um pouco até que chegamos na cozinha onde um garoto beijava uma garota quase sem roupas em cima da pia.

— Hey John! Nada de transar na minha pia. — gritou.

— Então me empresta sua cama só por essa noite. — falou com a voz embargada por causa do álcool.

— Nada disso. Não quero dormir em cima das suas secreções. Vá para o quintal, lá é melhor, eu garanto. — respondeu.

John ajudou a garota a descer.

— Tá bom... — saiu pela porta dos fundos.

Rachel resmungou algo que não consegui compreender.

— Quer uma cerveja? — abriu a geladeira pegando duas garrafas.

Balancei positivamente minha cabeça.

— Saúde. — dissemos em uníssono batendo nossas garrafas, fazendo um brinde.

Duas garotas chegaram cambaleando e rindo feito retardadas na cozinha.

— Naomi! Lauren! Não acredito que vocês já estão bêbadas à essa hora! — abraçou as garotas.

— Quem é você?

A garota maior de olhos azuis e cabelos loiros me perguntou.

— Sou Ashley, amiga da Rachel.

— Muito prazer em conhece-la, me chamo Lauren. — tacou um beijo na minha bochecha.

O cheiro de álcool exalado pela boca de Lauren me fez querer vomitar.

— Eu sou a Naomi, muito prazer. — fez o mesmo.

— Hey Rachel, sua amiga é muito gostosa, você tem muita sorte garota. — Naomi riu alto.

— É. Ela é. Mas não tão gostosa como eu.

Eu ri.

— Vamos transar no banheiro. Tchau! — Lauren puxou Naomi pelo braço quase a deixando cair no chão.

— Cuidado para não engravidar a Naomi com esses seus dedos! — falou bem alto.

Observei as pessoas dançando feito loucas na sala.

— Acho que vou beber só essa garrafa, não quero chegar bêbada em casa.

Rachel não falou nada, apenas me observava com aqueles olhos perfeitos me deixando um pouco desconfortável. Havia preocupação em seus olhos.

— Quer ir ao meu quarto? — falou depois de um tempo.

Meu corpo congelou ao ouvir aquilo. Confesso que pensei em besteiras.

— Pra quê? — desviei o olhar para a garrafa. — pra você me engravidar com seus dedos. — tentei descontrair.

Acho que a bebida estava fazendo efeito.

Ela riu e balançou a cabeça negativamente.

— Meus amigos estão muito bêbados para conversar, Naomi e Lauren estão transando no banheiro da minha própria casa, John e aquela garota que eu já levei para cama estão transando também, Jennifer deve estar atrás de algum homem por aqui, então nada melhor do que você, sóbria, para conversar. — deu um gole na bebida, e não sei como isso aconteceu, mas um pouco de bebida caiu sobre a camisa dela. — merda!

— Deixa que eu limpo.

— Não, é melhor eu trocar de camisa.

Subimos a escada que levava até seu quarto onde já estivemos um dia juntas.

Tirou a camisa na minha frente e eu não deixei de olhar para seu abdômen perfeitamente definido. Ela devia malhar muito para ter um corpo assim, mas pensando bem, nunca a vi indo à alguma academia. Seus seios não eram muito grandes, mas também não muito pequenos, eram de um tamanho perfeito para ela, nem sequer se pareciam com os meus, pequenos e desinteressante peitos. Desviei o olhar quando ela me olhava. Fiquei na porta do quarto com as costas escoradas na mesma. Ela pegou uma camisa de mangas compridas e vestiu logo em seguida.

— Senta aí. — apontou para a cama e assim fiz.

— Você não vai acreditar no que aconteceu. — ela olhava cabisbaixa. Fiquei preocupada.

— O que aconteceu?

— Meus pais querem que eu vá morar no Texas com eles e eu não quero ir. — sentou ao meu lado.

— Nossa isso é meio ruim.

Eu não demonstrava, mas algo desabava dentro de mim.

— É. Gosto tanto daqui, gosto das pessoas daqui, gosto de você e agora eles querem que eu deixe isso tudo para trás. Não compreendo. — virou-se para mim.

— Vou sentir sua falta. — falei.

— Não você não vai porque eu não vou a lugar nenhum.

POV RACHEL

Recebi um telefonema hoje pela manhã dos meus pais. Eles queriam que eu viajasse para o Texas. Não aceitei ir, mas eles imploravam, daí expliquei pela milésima vez que não podia deixar tudo e todos meus amigos aqui. Eu cresci nessa cidade e sair dela assim tão de repente era como arrancar um filho de sua própria mãe. Algo sem lógica.

Não posso de maneira alguma deixar a Ashley aqui sozinha. Eu finalmente tinha achado o amor da minha vida aqui e só iria para o Texas se ela fosse comigo, porque eu sei que tudo é chato na minha vida sem ela. Mas e se eu fosse mesmo assim? Ela encontraria alguém que a ame tanto quanto eu? E se ela nunca me perdoasse?

Tantos problemas fizeram despertar a minha dor de cabeça adormecida à dois dias. Ela era, algumas vezes, insuportável, causando até náuseas e vômitos quando eu comia algo. As vezes elas passavam com remédios para dor, mas outras vezes, os remédios eram inúteis aos pés da dor. Pensei em ir ao médico, mas achei que iria passar depois que ela me deu essa pequena trégua.

Quando terminei de tomar café da manhã, vômitei tudo que havia dentro de mim. Aquilo estava me preocupando, então resolvi não contar para ninguém ainda sobre isso para não passar preocupação para elas.

Eu odiava preocupar as pessoas.

Fui ao Wild Boar trabalhar. Lá para umas onze horas, como de costume, Ashley chegou e mais uma vez fiquei o tempo todo a olhando.

Droga! Estou tão apaixonada que não consigo nem sequer trabalhar direito com aquela garota por perto. Era como se meus olhos fossem feitos de metal e Ashley era um imã que sempre me atraía quando estava por perto.

Trabalhar no Wild Boar foi a melhor coisa que pude fazer em toda minha vida.

*****************************************

— Não quero ficar aqui sozinha nesse lugar. — Ashley abraçava o tronco do corpo de Rachel enquanto fazia carinho em seus cabelos castanhos-escuros.

— Relaxa meu amor, eu não vou embora, meus pais não mandam em mim, já tenho dezoito anos e sei muito bem o que quero da vida. — beijou o topo da cabeça de Ashley.

— Quando eles querem que você vá? — sua voz era abafada pela camisa de Rachel.

— Daqui a um mês.

— Ainda falta algum tempo.

— É. Mas eu te prometo que não vou, Ashley, não vou te abandonar assim. — beijou o topo da cabeça mais uma vez. — você é a pessoa mais especial para mim e eu não vou deixar outra pessoa te roubar de mim.

— Eu sou especial para você? — levantou a cabeça e viu aqueles olhos verdes iluminados pela luz das estrelas no teto olhando fixamente para os dela.

— Você é, Ashley. — beijou a testa da garota.

 Voltaram lá para baixo, de volta para festa.


Notas Finais




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