História Wrong - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Choi Jin-hyuk, Fated to Love You, The Heirs
Personagens Choi Jin Hyuk, Personagens Originais
Tags By Lady, Choi Jin Hyuk, Dorama, Fated Love You, Incesto, Kdrama, Love, Romance, The Heirs, Ulzzang
Visualizações 7
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei mais voltei!
Aproveitem o cap ❤💋

Capítulo 4 - High School


Fanfic / Fanfiction Wrong - Capítulo 4 - High School

Eu entrei na sala com um último olhar de despedida para Jin e fui em direção ao professor que me olhava fixamente desde que atravessei a porta.

- Bom dia Henry! - o diretor comprimentou animado.

- Bom dia diretor, aluna transferida?

- sim, essa é especial!

- ah é? - o professor me estudou com olhar e o diretor deu alguns tapinhas na minha costa para me encorajar.

- senhorita Choi pode se apresentar ao seus novos colegas. Fiquei a vontade.

- hum... Meu nome é Lylla Choi, eu tenho 19, não, 18 anos na idade americana. Eu vim da Coréia do Sul e irei estudar aqui a partir de hoje. - gaguejei e me curvei brevemente recebendo risadas abafadas da turma.

- obrigado senhorita Choi, pode se sentar. - o diretor falou e olhou com superioridade para os alunos. - ah e antes de ir, eu queria informa-los em primeira mão que graças ao tutor da senhorita Choi, o baile de fim de ano está garantido.

Uma onde de gritos e aplausos se seguiu por alguns segundos e então todos estavam me observando.

Eu queria correr e sumir dali, mas a única coisa que fiz foi abrir minha mochila e pegar meu material ignorando tudos os olhares ao meu redor.

Eu não tinha experiência com a vida no exterior, mas pude perceber que alguns não gostaram nada daquela situação.

Eu também não gostei do que o diretor deixou nas entrelinhas ao dizer aquilo, no entanto só pude agir da forma que fui ensinada.

Respeitosa, mas não submissa.

Eventualmente o diretor deixou a sala e o professor deu início ao conteúdo.

Do começo ao fim dos 100 minutos que eu fiquei naquela sala, ouvi cochichos nada discretos sobre mim.

Ela é a filha do cara que comprou metade da cidade!

Olha o jeito que ela se veste!

Me disseram que eles são muito conhecidos no país deles....

Devem ser muito ricos pra fazer o diretor agir igual um cachorrinho...

E claro que eu não estava familiarizada com a língua e tive dificuldades em entender tudo (os cochichos e a matéria), mas baseado nas minhas deduções era um assunto que eu já havia dado no ano passado.

Quando a campainha soou anunciando o fim da aula, a sala esvaziou em questão de segundos. Eu pisquei atordoada com o número de palavras estrangeiras que ouvi só naquela manhã e coloquei minhas coisas devolta na mochila.

- Precisa de ajuda? - ouvi alguém dizer e olhei na direção da voz, encontrando um garoto loiro alto vestido com uma jaqueta do time da escola.

- qual sua proxima aula? Eu posso te levar até lá. - ele disse me olhando de cima a baixo com um sorriso torto, mas eu apenas coloquei minha mochila nas costas e neguei com a cabeça.

- obrigada eu sei onde fica. - justifiquei e dei um passo para ir embora mas o garoto bloqueou meu caminho.

- wow, gostei de você! Não precisar ser timid-

- Jason! - uma voz fiminina o interrompeu e eu varri a sala com o olhar procurando a dona da voz.

- Angelina. - o tal Jason disse soando entediado e observou uma garota loira andar até nós e me olhar do mesmo jeito que Jason me olhava segundos atrás.

Eu estava virando a nova atração da cidade... Que desconfortável.

- vamos nos atrasar. - Angelina disse ainda me olhando e depois olhou para Jason como se ele fosse seu escravo e tivesse acabado desobedecer uma ordem dela.

- vai na frente. Não estou com a suas pernas. - ele respondeu alheio ao humor da loira e eu bufei decidindo ir embora, mas Angelina me interrompeu dessa vez.

Será que era costume das pessoas interronper as outras naquela cidade?

- você é aluna nova que todos estão falando, não é? Até que é bonitinha...- ela disse com deboche e eu apenas a encarei sem expressão - mas se acha que todo mundo vai soprar açúcar no seu rabo só porque subornou o diretor pra entrar na escola fora de época, tá muito enganada.

Eu devia responder aquilo? Será que valia a pena?

Ainda bem que antes de eu decidir o professor brotou do chão e encarou angelina com desaprovação.

- Angelina. Não é essa a educação que damos aqui. Se desculpe imediatamente. - o professor disse sério, mas a garota não se abalou.

Olhei para Jason num segundo de curiosidade e ele parecia estar totalmente alheio ao clima, porque sorria amigável pra mim enquanto Angelina parecia um animal ameaçado.

- perdão se minhas palavras ofederam, mas você está avisada. - ele disse nem um pouco afetada e eu ri superficialmente.

- okay perdoo você. Em troca eu peço que não use essa lingagem de baixo calão comigo, porque eu não estou acostumada com sua lingua e dificilmente vou entender o que está dizendo - respondi educamente e sorri para o professor - obrigada por tudo.

Ao sair pude ouvir Jason rindo e Angelina brigando com ele e suspirei cansada.

Porque eu estava aqui mesmo?

Parecia que eu estava presa em um sereado Americano clichê... Eu me sentia muito cansada de repente.

As aulas seguiram entediantes e complicadas na linguagem e eu tentei não me deprimir completamente antes de chegar o fim do dia.

No intervalo o tal Jason não parava de olhar na minha direção e Angelina fazia o mesmo só que me fuzilando internamente.

Eu tinha certeza.

Depois de tomar a caixa de leite e comer meia maçã, estava pronta pra me levantar e procupar o banheiro feminino quando o garoto (que se eu não me engano) vi na aula de cálculo sentou a minha frente.

- você tem certeza que uma caixa de leite e meia maçã vai ter manter em pé pelo resto do dia? - ele perguntou estudando minha bandeija e estudei seu rosto.

Ele era uma das poucas pessoas morenas naquela cidade. Sua pele pálida constrastava com seu cabelo negro como a noite e seus olhos eram tão azuis que quase me hipnotizaram.

- eu vou sair mais cedo. Estou matriculada só nas disciplinas obrigatórias - expliquei o encarando com estranheza.

- ah ta. Meu nome é Jared, o seu é Lylla, não é?

- sim...

- legal. Sabe, eu sei que vai parecer muito interesseiro da minha parte, mas eu notei que você é boa com números e tem uma atividade em dupla da matéria que fazemos juntos... Então, você topa ser minha parceira? - ele soltou tudo de uma vez e eu demorei alguns segundos para compreender o que ele falava.

Números, atividade... Fazer dupla. Esses eram as palavras chave da conversa.

- você não é bom com números? - perguntei só pra ter certeza e ele sorriu de uma maneira culpada e sagaz.

Ele tinha um sorriso grande e dentes muito brancos... Era um sorriso bonito.

- sou péssimo! - ele exclamou e mordeu o lábio inferior ainda sorrindo - e aí? Vai me ajudar?

- tudo bem. - concordei depois de suspirar.

Afinal eu não tinha motivos para dizer que não pois ele havia sido muito sincero e eu o admirei por isso.

- legal! Então, amanhã eu tenho um horário vago depois do intervalo, podemos começar amanhã.

- pode ser... - sorri para sua expressão ansiosa e a campainha tocou de novo anunciando o fim do intervalo.

As pessoas começaram a se mover em ritmo acelerado novamente e eu olhei para Jared quando ele me cutucou no braço.

- que aula você tem agora?

- gramática - respondi com um gemido.

Essa era a aula que eu mais temia...

- a minha também. - ele disse animado e se levantou pegando a minha bandeija e a dele - Vamos juntos!

- okay... - respondi constrangida e comecei a caminhar ao seu lado.

- seu sotaque é engraçado! A quanto tempo sabe falar inglês? - ele perguntou curioso e eu me concentrei em responde-lo enquanto desviava dos outros estudantes no corredor.

Jared se revelou uma ótima companhia nos resto das aulas. Ele me apresentou seus amigos (que eram incrivelmente interessantes também) e fiquei feliz por achar um lugar no qual me sentia bem.

Quando as aulas acabaram eu encontrei o secretario chefe me esperando em seu enorme carro preto e fui levada até um restaurante italiano.

Assim que cheguei fui conduzida a ala VIP e encontrei Jin olhando a carta de vinhos com a testa franzida.

- appa - eu disse para chamar sua atenção e me sentei na cadeira que o mordomo puxou para mim - obrigada.

- como foi a escola? - ele perguntou depois de sorrir em comprimento.

Aparentemente ele estava preocupado com meu desempenho na escola.

- intensa. - respondi tentando soar normal, mas a testa de Jin franziu de novo.

- intensa? Por que intensa? Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou preocupado e eu sorri pra tranquiliza-lo.

A ultima coisa que eu queria era dar uma de filinha mimada e me queixar da vida para Jin.

- não. Eu só estou tendo um pouco de dificuldade com a língua, mas acho que é questão de prática. E o seu trabalho como vai? - respondi o mais verdadeiramente que pude.

- intenso.

- problemas?

- não chega a ser problemas, só muito trabalho. A empresa ainda está se erguendo por aqui, isso exigi um pouco mais de esforço.

- entendo...

Os assuntos banais foram surgindo, mas eu me senti feliz porque conversávamos em coreano. Quando a comida chegou continuamos a conversar normalmente até que ele tocou no nome da vovó.

- sua avó já entrou em contato com você? - ele perguntou casualmente e observou minha reação.

- não. Minha operadora não funciona aqui e eu ainda não encontrei uma rede Wi-Fi...

- o secretário Cullen vai cuidar disso pra você. Não quero priva-la do amor dos seus avós. - ele disse baixo e eu assenti com a cabeça.

Não queria perdee o contato com meus avós.npensar neles fazia meu coração doer...

- eu... Obrigada.

- não precisa agradecer. - ele disse gentilmente e eu voltei a comer minha sobremesa.

Quando terminamos o chefe foi pessoalmente perguntar o que achamos do prato, mas eu estava tão alheia que apenas deixei Jin falar por nós dois.

- vou deixar você em casa antes de voltar pra empresa. - Jin disse quando já estavamos no carro e eu encoli os ombros.

Eu ia ficar sozinha naquela casa o resto do dia?

- na verdade, eu queria dar uma olhada nas lojas, comprar alguns livros... - eu comecei, mas deixei minha voz morrer quando a expressão de Jin ficou rígida.

- eu não acho uma boa idéia Lylla. Não me agrada o pensamento de você andando por aí sozinha... Me dê algum tempo e eu poderei ir com você.

- tudo bem. - sorri para mascarar minha decepção.

- eu só temo pela sua segurança... - ele justificou pegando minha mão e eu só assenti.

- eu entendo.

Desse momento em diante o silencio reinou no carro, mas a mão de Jin não soltou a minha. As vezes o secretário nos lançava olhares que foram ignorados por mim e quando chegamos em casa eu me despedi superficialmente antes de sair do carro e entrar em casa sem olhar para trás.

Eu tomei um longo banho, coloquei uma roupa confortável e fiquei assistindo TV até pegar no sono. Quando acordei a noite já havia caído e o relógio marcava nove horas.

Estranhei o silêncio da casa e saí a procura de Jin.

Será que ele ainda estava na empresa?

Encontrei a luz do escritório acesa e entrei depois de bater na porta.

Jin estava com um copo de bebida na mão e olhava a fotografia da minha mãe enquanto chorava silenciosamente.

- Jin... - eu chamei sua atenção e ele desviou o olhar da foto apenas para me encarar.

- onde você esteve? - ele perguntou ainda chorando e de alguma maneira eu soube que ele não estava falando comigo.

Mesmo assim eu me aproximei e peguei sua mão.

- eu estava aqui o tempo todo. - sussurrei tirando a bebida de seu alcance. Passei as mãos em suas bochechas para enxugar as lágrimas e sorri o olhando nos olhos.

- eu a abandonei... Não suportava olhar pro seu rosto tão indentico ao dela. - ele confessou de repente e embora tenha doído ouvir aquilo eu já tinha ouvido outras vezes da boca da vovó.

- Você está muito bêbado. Precisa descansar. - sussurrei de volta e tentei o levanta da cadeira, mas ele agarrou meus quadris e me olhou suplicante.

- primeiro diga que me perdoa.

Era embaraçoso, muito embaraçoso e desconfortável o jeito que suas mãos quentes se encaixavam ao meu redor.

Eu tentei não pensar nelas e me concentrei em responde-lo.

- eu te perdoo. Agora levanta. - o pegando suas mãos e o guiei até seu quarto olhando em seus olhos durante todo o percurso.

Quando chegamos ao quarto eu liguei apenas o abajur e sentei Jin na cama.

Tirei seu colete, a gravata, as meias e o deitei gentilmente na cama.

- durma um pouco. - sussurrei o cobrindo com o cobertor e quando desligei o abaju sua mão cobriu a minha me impedindo de ir embora.

- fique comigo. - ele pediu e me puxou em sua direção me fazendo tropeçar e cair em cima dele.

Como uma pessoa bêbada tinha tanta força eu não sei, só sei que de repente me percebi deitada ao lado do meu próprio pai de um jeito muito embaraçoso.

A escuridão ocultou minhas bochechas rubras, mas não ocultou o calor que vinha delas. Quando eu pensei que Jin já havia adormecido, ele ergueu a mão e segurou meu rosto sentindo a temperatura então seu rosto se aproximou do meu.

Meus olhos se arregalaram quando seus lábios colidiram com os meus e as palmas das minhas mãos subiram contra o peito dele, mas eu não me afastei. Sua língua brincou com os meus lábios, exigindo entrar. Eu desistir e, hesitante, toquei sua língua com a minha. Eu não tinha certeza do que fazer e olhei para Jin com os olhos arregalados, mas ele aproveitou a vantagem e fez sua língua e lábios forçarem a minha boca.

Era estranho e errado permitir esse tipo de intimidade, mas não foi desagradável. Perdi a noção do tempo enquanto ele me beijava, exigente e possessivo, sua mão quente no meu rosto. Sua barba por fazer esfregou contra os meus lábios e pele, mas o atrito fez formigar ao invés de me incomodar. Eu podia sentir a sua força contida quando seu corpo pressionou contra o meu. Eventualmente ele se afastou, os olhos escuros de desejo. Eu tremi, não só do medo.

Foi assim que tudo começou, quando eu tentei ajuda-lo e ele roubou meu primeiro beijo esquecendo tudo no dia seguinte, me dando a oportunidade de esquecer também.

Pena que era impossível.


Notas Finais


Perdoem os erros e até a próxima o/
Prometo que não demoro tanto dessa vez!
❤💋


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