História Wrong for you - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Joo Heon, Min Hyuk
Tags Jooheon, Joohyuk, Minhyuk, The Nanny
Exibições 535
Palavras 4.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ALO ALO
Não vou enrolar
Boa Leitura :3

Obs: Esse capitulo tá menos dramatico que o primeiro :v

Capítulo 2 - Borboleta do Mar


Minhyuk não conseguia conter animação dele e, consequentemente, eu também não.

Por todo o resto da estação ele ficou animado. Planejando cada passo e cada momento, vendo os melhores pontos e já reservando os quartos nos hotéis que ficaríamos ao longo da viagem. Sorria alegre quando alguém lhe perguntava algo relacionado a passeio que faríamos.

Por muitas vezes me procurava para pedir minha opinião, afinal, eu seria seu companheiro. Minhyuk se preocupava se tinha algo que não me agradava, sempre falando hyung aqui hyung ali, sempre afobado demais, porém, eu lhe respondia que estava tudo bem porque não tem como nada ser ruim quando ele está ao meu lado - Claro que está última parte eu omitia.

Ultimamente, penso que estou um bobo apaixonado demais. Penso na minha criança o dia inteiro, mesmo que eu já fizesse isso há muito tempo, falo com outros sobre Minhyuk sempre que tenho a oportunidade, cada ação minha é pensada para lhe agradar. Isso é ridículo para alguém da minha idade.

Quando a primavera finalmente se fez presente, deixando todo o ar mais puro e gostoso, havia chegado a hora.

Foi em uma segunda-feira em que decidimos partir na esperada viagem.

 

 

Minhyuk estava em sua carga máxima desde que estávamos em casa, correndo para todos os cantos e conferindo sua mala a todo momento, acompanhado de meu melhor amigo e meu sócio, Shin Hoseok, o pai adotado do Minnie. Ele, mesmo depois de tantos anos, não perdeu seu jeito preocupado e cuidadoso de babá, sempre cuidando de Minhyuk como se esse fosse a mesma criança de dez anos de idade. Eu não era tão diferente de Hoseok.

- Está tudo bem. Se vocês continuarem assim vão acabar a tropeçando em algum lugar da escada. – O tom calmo, quase que inexpressível, de Hyungwon se fez presente, mas não fazendo com que os dois parassem de correr. – Eu estou falando sério. Minhyuk, se você machucar eu te proíbo de ir nessa viagem. E você sabe muito bem qual vai ser sua punição, Shin Hoseok.

Os dois finalmente escutaram o ômega mais velho, parando de correr e começando a andar rápido, pelo menos assim Hyungwon não considerava tão perigoso.

- Appa, o hyung vai ficar muito tempo longe? – O meu sobrinho, pelo menos eu o considerava dessa forma, perguntou ao seu pai com aquela língua presa, bem parecida com a de Minhyuk quando o mesmo era criança.

Shin Hongseob tinha somente dez anos de idade era muito semelhante a Minhyuk, ao mesmo tempo que totalmente diferente. A criança tinha o cabelo escuro como o do pai alfa, mas era sério como Hyungwon, porém, somente mostrava essa seriedade a desconhecidos. Era um garotinho muito bom, apesar de ser as vezes marrentinho com outros, mas sempre sorria para mim graças aos mimos que eu vivia lhe oferecendo. Sua face me lembrava a de Minhyuk, tirando suas sobrancelhas grossas e lábios cheios, diferentes da delicadeza na qual a face do atual loiro se moldava, no entanto, a personalidade Hongseob era totalmente oposta. Ele era minha criança preferida – depois de Minhyuk, claro.

- Ele já te prometeu que irá voltar. Não se preocupe, Hong. – Hyungwon lhe respondeu e o garoto somente assentiu. Ele amava muito Minhyuk, mas sua personalidade mais fria não permitia que mostrasse o quanto se importava com o irmão tanto quanto deveria. – Vocês dois! Vamos logo, iremos atrasar.

- Espere! A gente tem que achar o chapéu de praia do Minnie! – Hoseok gritou aparecendo na grande escada apenas para falar e depois sumindo no corredor novamente.

- Hoseok ta parecendo mais nervoso que o Minhyuk. – Comentei rindo. Eu já estava pronto a muito tempo, com minha mochila nas costas e mais uma mala já dentro do porta-malas, somente esperava Minhyuk terminar de se aprontar. – Aposto que está sendo difícil para ele, quer dizer, deixar o Minnie ir sozinho em uma viagem.

Hyungwon me olhou daquela forma que antes me dava medo, por causa de seus olhos inexpressivos e estranhamente profundos, mas os quais eu já havia me acostumado depois de tantos anos. – Ele não está sozinho. Minhyuk tem a você, Jooheon.

Por um momento, eu achei que ele sabia. Achei que Hyungwon sabia de cada pensamento que rondou minha cabeça desde que Minhyuk completou 19 anos, cada desejo escondido que eu tinha pelo seu filho, todo o amor que meu coração se enchia ao pensar na criança que crescerá rápido demais para minha percepção. Hyungwon sabia que eu amava Minhyuk, pelo menos é o que meu cérebro acusava.

- Cuide dele, por favor. – O Chae continuou a falar, me deixando estático perante suas sentenças. – Está sendo difícil para Hoseok assim como está sendo difícil para mim, deixar minha criança sair depois de tanto tempo sobre os meus cuidados não é nada fácil, mas me sinto mais tranquilo ao pensar que ele está com você. Eu sei, Jooheon.

Ele sabia. Eu sei que ele sabia, é confuso como minha própria cabeça. Me sentia em uma corte onde o réu – e provável culpado – era eu, enfrentando ao juiz sem nenhum advogado para livrar meu pescoço. Hyungwon sabia.

- Eu sei que você pode cuidar dele com todas suas forças. – Ou talvez fosse somente coisa da minha mente. – Você é uma das pessoas que mais ama Minhyuk. Sei que poderá traze-lo de volta.

Eu não sabia se ele sabia ou não, mas cumpriria seu pedido com esmero. Protegeria Minhyuk mesmo se ele não pedisse.

- Agora, pode ir para o carro, eu irei apressa-los. – Hyungwon falou antes de ir em direção aonde vozes gritadas se originavam, Hoseok e Minhyuk eram tão parecidos que poderiam ser considerados pai e filho biológicos. – Vá com o Tio Heon, Hongseob.

Não fiquei muito tempo ali, sai da casa e fiz o que foi me pedido acompanhado do garotinho de olhos afiados. Ele não falava tanto, mas não era como se eu não tivesse acostumado. Hongseob tinha um modo de se expressar muito contrário ao de Minhyuk, era mais silencioso e só falava quando era necessário, sempre escolhendo bem antes de falar. Era uma criança muito inteligente.

Coloquei minha mochila no porta-malas junto a minha outra mala e, em um vislumbre rápido, consegui notar uma pecada bola também no porta-malas, me recordando do momento semanas atrás onde fomos em um parque e brincamos com a mesa, fazendo embaixadinhas em uma típica brincadeira de criança. Claro que eu e Hoseok acabamos transformando aquilo em uma competição e nos tornamos mais... intensos ao longo da brincadeira, determinados em fazer mais embaixadinhas do que o outro. No final, Hoseok ganhou e comemorou do modo mais adulto possível, mostrando a língua e pulando em uma dança de vitória. Foi um bom final de semana, apesar de não ocorrer com tanta frequência quanto gostaríamos por causa da agenda de todos.

Peguei a bolinha e fui em direção a criança sentada nos degraus do caminho para a entrada da Mansão Chae, ele sorriu simples ao me ver sabendo o que aquela bolinha na minha mão significava.

- Quem deixar cair primeiro, vai ter uma punição que o ganhador decidirá. – Falei vendo o garoto se levantar e se pôr na minha frente.  

Começamos a jogar com a bola, chutando-a para cima sem deixar que a mesma encostasse no chão. Por vezes eu quase perdi, entretanto, salvei a bolinha e a joguei novamente para o garoto. Por fim, Hongseob deixou cair e eu ri vitorioso.

Corri atrás de Hong assim que ele tentou fugir, o segurando e fazendo cosquinha em si de modo com que risse sem parar. Isso era tão nostálgico para mim.

Parei quando notei que a criança já estava ficando sem ar. – Essa foi sua punição, Hong. Treine mais e um dia será como o Tio Heon.

A criança riu junto e mostrou a língua, estando mais descontraída depois da brincadeira. – Tio Heon.

- Sim?

- É verdade que o Minnie hyung vai voltar ou não?

Levei minha destra até seus fios e os baguncei com um sorriso. Hongseob era uma doce criança. – Claro que sim, Hong.

- E você? Vai voltar também?

- Sim, eu vou. Eu te prometo que eu e Minnie iremos voltar.

Hongseob sorriu de leve antes de levar sua atenção até a porta de entrada da mansão Chae. Eles finalmente ficaram prontos.

- Vamos? – Minhyuk gritou animado com suas duas malas em mãos. Tinha em seus lábios os típicos sorrisos brilhantes e bonitos. E em seu corpo, a igualmente típica veste – no caso, uma camisa cheia de desenhos – na cor amarela.

- Vamos. – Lhe respondi mais baixo, mas da mesma forma animado.

Eu não estava pronto para aquela viagem, não emocionalmente ou psicologicamente, porém, iria embarcar naquela aventura por Minhyuk. No final, tudo foi sempre para ele.

 

 

 

 Depois de muitos abraços e pedidos por parte dos pais preocupados para que eu cuidasse de seu filho, nos embarcamos em nosso voo com destino a Jindo, que era apenas uma escala, a primeira parada no nosso tour.

Em média, toda essa travessia demoraria 4 horas, sem contar com a parada no aeroporto de Jindo para pegar a escala. Chegaríamos no litoral de Jindo pelo crepúsculo, mas tudo bem pois pelo menos poderíamos descansar pela noite da viagem. Aviões são tão cansativos.

Nós já estávamos sentados há algum tempo quando a voz passou as devidas instruções e o avião finalmente começou a decolar, causando uma certa turbulência, mas nada que fosse muito preocupante.

- Ei, hyung! – Minhyuk estava entediado, claro. Quase que meia-hora sem o loiro imperativo fazer nada era como um verdadeiro inferno para o mesmo. – Vamos ver um filme?

Eu aceitei sua sugestão me esticando um pouco em sua direção para alcançar seus fones de ouvido conectados ao seu tablet, usando-os para não incomodar a senhora que sentava do meu outro lado. Eu nem ao menos sabia sobre o que se tratava, perdi o interesse em prestar atenção em qual filme assistiríamos depois de Minhyuk ficar tanto tempo escolhendo.

Quando o filme finalmente começou, eu não me preocupei em perguntar o gênero do mesmo e apenas me foquei, respondendo uma hora ou outra os comentários que Minhyuk fazia durante o longa. Ele não conseguia ficar calado, mas não é como se isso me incomodasse depois de tantos anos.

Depois de duas horas, o filme finalmente se encerrou, com um final que eu considerei desinteressante e Minhyuk concordou comigo, reclamando da forma como deram brecha para uma continuação que provavelmente não aconteceria pelo incrível falho que foi o longa inteiro.

- Perdemos tempo assistindo essa merda. – Ele comentou e novamente eu estranhei as palavras de sua boca. Era tão estranho ver minha criança falando palavrões. – Segurei para não ir no banheiro durante o filme todo para ele acabar dessa forma, que droga!

- Não foi tão ruim assim, só foi chato. – Falei entregando os fones para o loiro, que guardou em sua mochila junto ao tablete.

- Foi horrível! Aposto que você só gostou por causa daquela mulher que não sabia o que era roupa, ficou pelada quase o filme todo.

- Talvez. – Falei divertido recebendo um tapa fraco do jovem em meu ombro, mas logo o mesmo estava rindo comigo. – Não exagere, Minnie. Ela não ficou pelada o filme todo, só metade dele.

- Você não presta, hyung.

Você não imagina o quanto, Minhyuk.

- Licença, hyung. Eu vou no banheiro e já volto. – Minhyuk se levantou, esquivando do meu corpo e o da senhora que estava ao meu lado, finalmente chegando ao curto corredor de assentos e indo em direção ao cujo dito banheiro.

Peguei meu celular e comecei a jogar um jogo idiota, não tendo muito o que fazer por estar off-line. Demoraria somente um pouco para que finalmente chegássemos ao aeroporto, eu podia esperar mais um pouco tranquilamente e creio que Minhyuk também.

 

 

 

Após pegarmos a escala e ficamos mais uma hora dentro do avião até posarmos no litoral de Jindo, mais especificamente em Songho-Ri.

O lugar era bonito. O céu nunca me pareceu tão azul e o ar era tão agradável que eu tive vontade de parar nossa viagem naquele momento e permanecer sentindo a brisa fresca pelo resto da minha vida. As pessoas aparentavam serem bem agradáveis e receptíveis a turistas como nós, sempre dando boa tarde e sorrindo quando passava por nós e dando respostas simpáticas quando pedimos informações para chegar até o porto.

Minhyuk estava feliz, seu sorriso brilhante combinando perfeitamente com o local tão deleitoso. Sua camisa amarela com estampas divertidas parecia combinar ainda mais com seu corpo magro com aquele cenário simples ao fundo. Há todo momento virando-se para mim e comentando sobre algo, as vezes sobre como as flores eram bonitas, apesar de serem exatamente iguais às que víamos nas floriculturas de Seoul, ou como os moradores eram legais e também como gostaria de experimentar tal iguaria, mas não o fazendo por saber que iriamos atrasar se parássemos.

Por fim, conseguimos chegar no porto depois de andarmos uma distância longa demais para minha idade. Não sou um velho, porém, não tenho mais a mesma energia sem fim de um jovem adulto como Minhyuk que nem ao menos se cansou.

Não foi difícil acharmos a nossa barca considerando que ela era uma das três paradas no porto, esperando passageiros. Eu fui resolver sobre nossas passagens para embarcar enquanto que Minhyuk se divertia com sua câmera em mão, eternizando a paisagem do crepúsculo em suas fotografias como o bom estudante – agora já formado – de fotografia que era. Afinal, o verdadeiro objetivo dessa viagem era exatamente este, utilizar seu talento para fotografia de modo prático enquanto visitava as ilhas.

Conversei com um dos responsáveis pela barca e resolvi todas as pendencias. Logo, um outro funcionário pegou nossas poucas malas e levou para o quarto que ficaríamos já que a viagem para chegar até a ilha demoraria uma noite, chegando apenas pelo amanhecer.

Por breves segundos de distração, perdi a localização de Minhyuk e logo me desesperei. Não havíamos nem começado nossa viagem direito e eu já tinha o perdido. Droga!

Comecei a procurar o garoto por todos os cantos enquanto que o porto enchia consideravelmente, muitos turistas querendo embarcar nas balsas que ficavam cada vez mais luminosas de acordo com o cair da noite se aproximando.

Andei por todos os lados, até mesmo perguntando a alguns se tinham visto um garoto de amarelo com cabelo da mesma cor, não recendo respostas satisfatórias até que um senhor me informou que viu alguém com essas características próximo da ponta esquerda da barca. Corri para o local sem pensar duas vezes.

Ele estava lá. Com seu típico sorriso, câmera pendurada no pescoço e sua aura naturalmente brilhante, porém, não estava imperativo como sempre, muito pelo contrário, estava concentrado demais.

- Min... – Lhe chamei baixo, com medo de tira-lo de seus pensamentos, me colocando ao seu lado com cuidado.

- Olhe, hyung. – Ele falou no mesmo tom. – Borboleta do Mar.

Direcionei meu olhar para o mesmo lugar que Minhyuk e pude entender sobre o que ele falava. No casco da balsa estava gravado em letras de forma e brancas “Borboleta do Mar”, um tanto quanto desgastado pelo tempo que deveria estar ali.

Da mesma forma na qual Minhyuk estava perdidos em pensamentos, eu fiquei. Em meu cérebro, vendo aquele nome, comparei minha criança a uma borboleta. Minhyuk era bonito demais e vivia por sua liberdade, desde criança querendo se destacar e se aventurar por lugares que a maioria dos outros teriam receios. Sendo astuto demais, mas ainda assim não perdendo sua beleza, sua aura que encantava a todos. Alguns sentiam inveja de si e outros, os como eu, desejavam ter ele cada vez mais próximo.

Mas, de certa forma, não era a mais correta comparação considerando que Minhyuk nunca esteve preso em um casulo. Minhyuk nasceu livre e belo, nasceu para voar, pulando totalmente a fase de lagarta e casulo. A minha criança somente cresceu, somente se tornou mais belo e livre. Isso me agradava ao mesmo tempo que trazia um estranho aperto no coração.

Borboletas não ficam paradas, não experimentam exclusivamente de uma flor. Elas voam por toda sua vida por vários lugares, vendo e conhecendo novos jardins em um ciclo eterno de aventura. O mesmo podia se dizer de Minhyuk.

Mesmo que não tivesse tantos detalhes que impedissem minha aproximação com o jovem adulto, eu ainda não poderia ter Minhyuk somente para mim, pois uma borboleta nasceu para voar e quem ama, liberta. Eu deixaria Minhyuk ir, só para vê-lo feliz.

Feliz e longe de mim, mas iria valer a pena.

 

(Click)

 

Meu olhar foi atraído pelo som inesperado e a primeira coisa que vi foi Minhyuk com seus longos dedos posicionados na câmera enquanto que seu orbe direito era escondido pela câmera.

- O que está fazendo?

- Você estava tão bonito, hyung. Não resisti e tirei uma foto. – Minhyuk explicou tirando a câmera de seu rosto e a deixando novamente pendurada. – Estava concentrado e com esse cenário deu uma foto perfeita.

- Não faça isso. – Respondi emburrado. Odiava tirar fotos, nunca fui o mais fotogênico do mundo e a idade só me fez desgostar ainda mais.

- Não seja uma criança birrenta, hyung. – Minhyuk surpreendentemente jogou seus braços em minha volta, me fazendo prender a respiração como um adolescente. – Vamos entrar no barco?

Apenas assenti e me desvencilhei de seu abraço, no entanto, mais uma vez Minhyuk me surpreendeu quando segurou minha mão e a puxou, nos mantendo juntos ao andar no meio das pessoas que também embarcavam. Ele fazia com que meu interno entrasse em uma profunda confusão, eu não conseguia entender como minha criança causava essas coisas em mim. E, sinceramente, eu não queria realmente entender, apenas sentir.

 

A noite deixava o mar negro sobre os nossos olhos, a única claridade em meio a agua era a nossa iluminada balsa. Ainda que o mar estivesse negro, o céu ainda possuía uma beleza que eu nunca pude apreciar em minha vida.

As estrelas se destacavam ainda mais longe de tantos prédios e poluição visual da cidade, tornando o clima romântico para os demais na balsa. Isso, claro, era péssimo para minha atual situação.

- Minnie, vamos nos deitar, eu estou cansado. – Falei tentando convencer Minhyuk a sair do convés cheio de casais apaixonados curtindo a noite. No entanto, a minha criança era teimosa demais e via aquilo como ótimas fotografias. – Você vai ter muitas outras noites para fotografar, vamos para o quarto, por favor.

Minhyuk bufou e revirou os olhos, claramente contrariado. – Tudo bem, hyung. Mas só dessa vez porque eu sei que você deve estar cansado de andar o dia todo, velhinho.

Ele perdeu o respeito por mim? Criança petulante.

- Veja como fala, criança. Eu estou alguns anos na frente, mas não estou idoso.

- Você fala na maioria das vezes como se fosse.

Levei minha mão até seus fios e os baguncei infantilmente, recebendo reclamações de Minhyuk. Logo, fomos para os nossos respectivos quartos, que eram separados, e a noite se terminou daquela forma.

 

 

- Hyung... acorda, hyung!

Abri meus olhos lentamente encontrando o dono daquela voz sentando em minha cama com um sorriso radiante demais para aquela hora da manhã. O sol nem ao menos se fazia presente na janela do quarto.

Resmunguei e me virei para o outro lado, escondendo meu rosto em um pedido silencioso para que Minhyuk me deixasse dormir. – Não seja preguiçoso, hyung!

Minha coberta foi puxada e minha criança novamente me empurrou para que eu acordasse. As vezes ele era tão irritante!

- O que foi, Minhyuk? – Questionei com a voz extremamente rouca tentando novamente abrir meus olhos que insistiam em se fechar.

- Vamos ao convés, hyung. – Senti sua mão segurando meu braço direito e me puxando, fazendo com que eu finalmente me movesse e me sentasse na cama esfregando as costas de minha mão nos olhos. – Eu quero ver o sol nascendo.

Quem sou eu para lhe negar um pedido?

 

 

O mar estava mais claro do que na noite passada, ganhando um tom azul apagada, como se estivesse borrado, mas eu sabia que era por causa da pouca neblina que ainda tomava a área por ser um pouco mais de cinco da manhã.

Estava frio e por sorte eu tinha uma blusa de frio de pijama ao meu redor, mantendo-me quente e confortável. No entanto, o mesmo não podia se dizer de minha criança.

- Minhyuk, vamos voltar e pegar um moletom para você, está muito frio. – Falei ao ver o loiro se encolher procurando calor. – Não seja teimoso.

- Não precisa, hyung. Não está tão frio e logo o sol vai nascer. Não quero perder isso. – Ele respondeu fazendo uma péssima atuação ao fingir que não sentia frio.

Bufei e fiz menção de retirar minha blusa de frio, entretanto, ele notou qual era minha intenção e segurou minha mão antes que eu fizesse. – Não precisa, hyung. Venha comigo.

Seus dedos novamente se prenderam em volta do meu pulso e me puxaram pelo caminho que ele desejava. Subimos a escada que tinha na balsa e chegamos no convés superior, Minhyuk me soltou e encaminhou até a ponta e se sentou ali, com os pés pendurados para fora.

- Saía daí! É perigoso. – Eu disse um tanto quanto exaltado ao pensar na possibilidade de Minhyuk cair dali. Minha mente novamente me pregando peças ao ver o jovem adulto como uma criança que precisava ser protegida o tempo todo. – Minnie...

- Fique tranquilo, hyung. Eu não tenho mais onze anos de idade, fique tranquilo. – Minhyuk se virou para falar sorrindo abertamente ainda que eu pudesse ver seu corpo tremendo discretamente graças ao vento frio que se tornara mais forte graças à altura na qual nos encontrávamos, fazendo seu cabelo se mover e voar em seu rosto, escondendo seus olhos. – Venha aqui, hyung.

Fiz o que ele me pediu. Andei vagaroso até onde ele estava e me sentei ao seu lado, os dois observando a grande faixa azul a nossa frente como se fosse a coisa mais interessante de todos os tempos, e de fato, talvez fosse.

Depois de um certo tempo, levei meu olhar discretamente para o garoto sentado ao meu lado e pude notar que este ainda tremia. Em um ápice de coragem, me levantei somente para sentar novamente, mas desta vez atrás de si, colocando minhas pernas do lado de seu corpo e passando meus braços protetoramente a sua volta para lhe passar calor.

- Obrigado. – Escutei ele sussurrar, se ajeitando de maneira mais confortável em meio corpo, colando suas costas em meu peito e se permitindo aquecer sobre meu calor. Seu cheiro doce fazia com que o alfa dentro de mim se revirasse e pedisse, implorasse, para ser liberto e tomar conta de maneira certa do ômega.

Por um momento, eu pensei que na realidade eu fosse um adolescente, e talvez realmente fosse, no entanto, só ficava dessa forma quando estava com Minhyuk, Ele me deixava mais jovem. Era errado, mas impossível de se conter uma vez que começou.

Eu não iria conseguir parar se continuasse com aquilo. Eu seria verdadeiramente e totalmente errado para Minhyuk.

Continuei abraçado ao garoto, observando a neblina no mar aos poucos desaparecer e dar lugar a uma paisagem azul e vivida. O sol logo se fez presente, nascendo no horizonte e dando a vista mais bonita que eu já vi em toda minha vida, principalmente por ter Minhyuk junto a mim daquela forma, ainda que por parte dele não fosse nada demais.

Poucos minutos foram necessários para que todo o mundo se esquentasse e a balsa começasse a acordar, tendo várias pessoas caminhando no convés de baixo. No entanto, nós continuávamos daquela mesma forma, juntos e apreciando a vista. Era errado e mágico, eu não conseguia entender como mexia tanto comigo.

- Hyung... Nós estamos chegando. – Minhyuk me puxou para fora de meus pensamentos apontando para o mar onde eu pude ver uma faixa de terra. Aquela era a Ilha de Baegyado.

Fiz menção afastar para me levantar, porém, ainda que breve, a mão de Minhyuk segurou o meu braço para me manter no mesmo lugar e logo depois soltou. Pude ver Minhyuk se levantar rapidamente e envergonhado, logo indo arrumar suas coisas para que desembarcássemos.

E assim, nós iniciaremos nossa verdadeiro viagem que, se fosse como o prologo da mesma, iria ser um grande desafio para mim, mas se fosse por Minhyuk, então eu passaria por isso sem pensar duas vezes.


Notas Finais


QUASE 300 FAVORITOS EM UM CAPITULO, VOCÊS QUEREM ME MATAR?
SE QUEREM, ENTÃO PARABENS. VOCêS CONSEGUIRAM

Sério, eu tô muito emocionada. Vocês são as melhores pessoas do mundo. Todo mundo sendo uma fofura nos coments e apoiando quando eu pensei que ia rolar uma treta enorme por causa da diferença de idade entre Minnie e Jeon, mas não. Mais uma vez vocês me surpreenderam.

Mas sobre o capitulo agora:
Fiz ele escutando 2NE1 e Baby da Winner, ou seja, isso aqui é um capitulo feito durante o meu luto. Eu estou muito triste, não tô sabendo lidar porque eu tava quase entrando no fandom de ambos, ai rolou essa trágedia. Quero morrer. Sempre que eu começo a interessar em um fandom rola alguma bosta.

Fui gostar de EXO, escolhi o Luhan como bias ai ele saiu :(
Fui gostar de 1D, o Zayn saiu.
Fui amar Super Junior, olha lá o hiatus sem fim.
Comecei a curtir F(X), tchauzinho Sulli
Eu tenho uma praga, não é possivel.

De toda forma, esse capitulo foi menos dramatico que o outro. Eu quis mostrar que o Jooheon, ainda que tenha virado um bobão apaixonado, ainda consegue ser alguem normal com piadinhas e deixar claro a amizade que o Minhyuk considera com seu hyung. Ou seja, aquela cena ali no barco super gay não passou de amizade para o Minnie, embora o Jooheon tenha se derretido todo.

Hongseob claramente inspirado no meu amorzinho da 24K, amém. A proposito, se você vai no fansign da 24K em BH, se mostre amor, vamos ir juntas <3 Juro que eu sou super amorzinho e sou louca pra fazer amizades kpoppers na minha cidade.

A viagem começou e já teve um fanservice, sei não gente. Acho que o Minhyuk vai liberar a passagem para o Jooheon antes de chegar na segunda ilha fkdsghsgjksgns brinks

Bom, acho que é só isso mesmo.
Tchauzinho povão :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...