História Wrong imprinting - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Bella Swan, Paul Lahote
Tags Saga Crepúsculo
Exibições 70
Palavras 2.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi

Capítulo 11 - 11


Capítulo 11

Abriu os olhos, observando atentamente quem estava a seu lado e arrependeu-se imediatamente de ter olhado. Ele a observava com um sorriso no rosto, parecia até que tinha ganhado um prêmio. Passou as mãos pelo rosto e esfregou os olhos, respirando fundo, sentindo o lençol raspar por seu corpo sem roupa alguma. Tinha duas opções, levantar-se e ir embora ou ficar e terem 'a' conversa. Nas duas opções via-se sem saída e sem a mínima vontade para continuar com aquilo, com nada daquilo.

Sentou-se na cama e rapidamente quis levantar e ir embora. Não queria lidar com aquilo, queria apenas que ele não fosse tão... atraente. Tão... quente, lindo, diferente de tudo que já estivera em sua frente. Irritou-se.

"Pare de me influenciar."

"E eu por acaso consigo isso com você?"

A pergunta era genuina. Virou-se brava, os olhos mirando seriamente o rosto dele. Não deveria ter sido daquele jeito, não deveria ter acontecido tão rápido. Levantou-se sem se importar em se cobrir e começou a procurar suas roupas pelo chão do quarto. Sabia que sua calça tinha sido jogada longe, mas não estava encontrando-a em lugar algum.

"Perto da porta."

A voz baixa e sussurrada dele fez seu rosto pegar fogo. Odiava que ainda ficasse assim, ainda mais com ele e naquele momento. Respirou fundo e pensou seriamente se deveria dizer algo, afinal, dormir com um vampiro não estava em seus planos para aquela noite. Não estava em seus planos para nunca.

"Hey, você está pensando e sentindo tudo rápido demais para uma hora dessas. É cedo demais, até pra mim."

Emmett jogou-se para trás na cama, deitando-se novamente e riu quando a ouviu rosnar para si.

"Ótimo, rosne. Você me ouviu dizer ontem que isso me excitava, não? Continue!"

Leah jogou um pé do tênis de Emmet nele mesmo, ouvindo-o rir mais alto e pegar o tênis no ar antes mesmo que chegasse nele. Revirou os olhos para ele enquanto terminava de colocar a renda e depois a calça. Ele observou-a todo esse tempo com olhos atentos.

"Já vai fugir?"

"Não estou fugindo."

"Também não está ficando."

Emmett levantou-se e passou a mão pelos cabelos curtos. Viu-a lhe mirando levantar sem roupa alguma e sem vergonha de se cobrir. Riu disso.

"Tenho que ir!"

Leah virou-se pronta para sair do quarto, mas ouviu um rosnado atrás de si. Não conseguiu manter-se séria, teve que rir. Ele era enorme, forte, perigoso mesmo quando estava sorrindo, e mesmo assim portava-se como se fosse um adolescente de 15 anos contrariado. Balançou a cabeça e virou-se, voltando para perto dele.

"Eu volto... acho que depois da minha patrulha."

"Vai saber que estou por perto."

Assentiu e mordeu o lábio, sem saber se deveria beijá-lo ou simplesmente partir. Repreendeu-se por estar parecendo uma menininha de dez anos de idade sobre isso. Tinha passado metade da noite com o vampiro entre suas pernas e agora não conseguia lhe dizer 'até logo e obrigada' e ir embora? Bateu o pé no chão e virou-se, querendo ir embora, mas foi impedida por uma forte e gelada mão que a puxou pelo pescoço. Os dedos frios contra sua pele quente eram reconfortantes.

Virou-se rosnando, mas não houve tempo de dizer nada. Emmett beijou-a, tomando cuidado com seus dentes e seu veneno. Mas não controlou-se de verdade, queria beijá-la com força, e sabia que com ela poderia usar um pouco mais de força do que usava com humanos. Soltou-a e afastou-se vendo-a lhe olhar séria e virar-se para sair.

Riu disso. Mesmo com o rosto bravo, Emmett conseguia sentir que ela estava calma, feliz, e não conseguia lembrar-se quando fora a última vez que estivera tão leve com relação a alguém. Não lembrava-se quando fora a última vez que apaixonara-se assim, e simplesmente tudo ao redor deixara de importar. Encostou-se na cama e percebeu que aquele era o efeito do imprinting. Aquela euforia, aquele desejo, aquela urgência. Ela ser sua cantante lhe deixava daquele modo, mas pelo sangue também, o que sentia agora vinha dela e de si, e isso era algo totalmente diferente de tudo que já sentira em sua vida, mortal ou imortal. Sorriu, precisava de um banho e de um urso cinzento bravo para continuar com o bom dia.

Paul acordou de manhã e soube no exato segundo quem estava respirando a seu lado na cama. Levou ainda alguns segundos para lembrar-se da noite passada, mas agora que estava acordado, lembrava-se cada segundo. Virou a cabeça e observou Isabella dormindo. Sorriu vendo o rosto dela, como ela abria a boca minimamente e como o cabelo caia em seu rosto e cobria seu olho esquerdo.

E foi vendo Isabella dormir que Paul sentiu. Primeiro foi a realização de que tinha, de fato, dormido com sua imprinting, isso por si só já era algo de grandes proporções. E de desastrosas proporções. Logo após foi a realização das coisas que sentiram durante o ato, e conseguira sentir os sentimentos de Isabella intensos demais. E por fim, ela acordar ali. Não lembrava-se qual fora a última vez que acordara do lado de alguma garota, mas aquilo definitivamente não era algo que ele costumava fazer.

Sentou-se na cama, se descobrindo e saindo dela procurando um shorts ou uma calça. Precisava sair daquele quarto, da casa. Não queria enfrentar Isabella e os sentimentos da noite anterior. Precisava afastar-se de tudo aquilo, não pedira, não queria, e não lidaria com aquilo agora.

Saiu do quarto e encontrou sua mãe sentada na mesa do café, os olhos brilhando para ele. Pensou algumas vezes antes de falar algo e decidiu que seria melhor não dizer nada, passar reto e que o resto que se fodesse. Não queria lidar com ninguém. Queria correr, espairecer e tentar entender o porque de em um momento não conseguir se ver sem Isabella, e no outro não conseguir ficar perto dela.

"Onde pensa que vai?"

Sua mãe perguntou alto, Paul já tinha chegado na porta de entrada da casa. Virou-se e respirou fundo antes de responder.

"Correr."

"E a garota, a... Isabella?"

Paul passou a mão pelos cabelos curtos e olhou para o corredor escuro. A porta do quarto estava fechada como ele deixara, e queria que ficasse daquele modo até que ele voltasse e não estivesse tão... tão... nem ele mesmo sabia como estava. Paul não tinha ideia do nome que poderia dar para esse sentimento confuso, complexo, idiota e carente que sentia. Eram coisas demais.

Balançou a cabeça e virou-se.

"Uma hora ela sai."

"Você é um imbecil."

Ouviu sua mãe gritar de lá de dentro e deu de ombros. Não era hora de lidar com ninguém, queria apenas correr, só isso. Andou até a orla da floresta perto de sua casa e tirou o shorts que colocara, deixando-o pendurado em uma árvore. Quando voltasse, o pegaria. Pulou e transformou-se rapidamente, suas grandes patas cinza batendo no chão de terra e logo ele ganhou velocidade. Precisava disso, precisava fugir daquilo tudo e precisava fazer agora.

Abriu os olhos quando sentiu algo que lhe parecia uma urgência absurda de se mover e sentou-se na cama. Primeiro precisou se orientar porque não lembrava-se de onde estava. Então, antes mesmo que conseguisse pensar em algo, ouviu um grito de uma mulher:

"Você é um imbecil."

Passou a mão no rosto e jogou-se deitada na cama. Já sabia onde estava e o que tinha acontecido. Estava na casa de Paul e aquela que gritara, com certeza, era a mãe dele. Respirou fundo, começando a identificar que aquela urgência de se mover vinha de sua parte do cérebro que era dele. Não precisou fazer muito esforço para entender o que estava acontecendo. Mordeu o lábio e pensou por alguns segundos, tentando não ficar brava. Entretanto, duas leves batidas na porta interromperam seus pensamentos. Cobriu-se rapidamente e disse baixo que a pessoa poderia entrar.
Conhecia a mãe de Paul de uma das noites de fogueiras, e ela sorriu ao lhe ver. Ela tinha um sorriso que lembrava o de Paul, mas a pele menos morena e os olhos verdes, destacavam de forma absurda. Pensou em dizer algo, mas ela falou primeiro.

"Meu filho é um imbecil de primeira, não sei quem o ensinou a ser desse modo, apenas... não ligue. Se quiser, tem café na mesa, tenho que ir trabalhar."

"Ok. Obrigada."

Ela assentiu e fechou a porta novamente deixando Bella sozinha. Teria que matar Paul quando ele voltasse, não via outra saída. Queria entender o porque dele surtar daquele modo. Balançou a cabeça e esperou ouvir o carro da mãe de Paul sair da garagem para só então se levantar e começar o dia. Tinha plena certeza de que seria um dia infernal pelo modo como começara, não queria nem ao menos imaginar como ele terminaria. Porém, não tinha muito o que poderia ser feito, Bella já tivera dias piores, poderia lidar com aquele. Ao menos era isso que ela queria pensar.

Conseguia acreditar em tudo após cem anos vivo, mas Jacob Black estar lhe esperando para conversarem sobre Isabella, era algo totalmente fora de seus padrões. Para Edward aquilo não era algo ameaçador, apenas estranho. Aproximou-se, mas ficou a uma distância segura para que pudesse ouvir seus pensamentos e não fosse pego de surpresa caso ele se transformasse. Viu-o de braços cruzados encostado em uma árvore. E sabia tudo que ele falaria apenas pelo modo como ele estava comportando-se e como parecia pensativo.

"Sua atitude com Bella... acha que ela não está feliz?"

Jacob viu Edward olhá-lo sério e respirar fundo como se tentasse explicar as coisas para alguém que não entenderia. Balançou a cabeça, ele não estava ali para conversar, ele estava ali para provar-se certo, apenas isso. Cruzou os braços no peito e olhou para o lobisomem.

"Bella só esteve feliz ao meu lado, Jacob, sabe disso." Olhou-o sério, sua mente ouvindo a dele quase que vazia de pensamentos. "Sabe disso melhor do que ninguém."

A raiva inflamou em suas veias, e sentiu sua pele formigar do modo que fazia quando estava pronto para transformar-se, mas Jacob começava a entender o jogo dele, começava a ver quem Edward Cullen era, e talvez dali conseguiria entender do que ele seria capaz para ter Bella de volta.

"Tudo."

Encararam-se por alguns minutos. Jacob não importava-se que Edward visse e ouvisse as coisas em sua mente, ele queria que o vampiro soubesse que Bella poderia não estar plenamente feliz, mas ela estava tentando, e ela estava conseguindo aos poucos. Estava aos poucos melhor que estivera do que quando estava com ele. Que Paul mesmo sendo um imbecil e fazendo-a nervosa boa parte do tempo, estava conseguindo fazê-la feliz.

"E nunca é com você. Não cansa de correr atrás dela como um cachorro sem dono?"

Jacob sorriu e aproximou-se um passo de Edward, olhando-o com superioridade.

"E você, não vai cansar de vê-la escolher um lobo e não sua eternidade condenada?"

Edward calou-se. Por um lado Jacob tinha razão, Bella sempre estaria condenada se ficasse à seu lado; porém, isso não poderia impedi-lo de tê-la. Ela era sua, e sempre seria, até o dia de sua morte. Balançou a cabeça e virou-se para ir embora, mas antes deixou um recado com Jacob:

"Diga ao seu irmão de matilha que Bella é, e sempre será, minha. Ele verá isso mais cedo ou mais tarde."

Jacob não conseguiu responder, Edward desapareceu pela floresta assim que terminou de falar. Jacob começou a ficar preocupado com a segurança de sua matilha, com a segurança de Bella e como isso afetaria a matilha em seu todo. Paul daria a vida por Bella, e ele também, sem dúvida alguma; entretanto, existia um fator que poderia colocar tudo a perder: Sam. Sam poderia decidir que Bella não era prioridade, que ele não arriscaria a vida de toda sua matilha para salvá-la, que era dever apenas de Paul. Sentiu um arrepio passar por todo seu corpo. Não, Sam não deixaria um membro de sua matilha sozinho, não deixaria-o para trás, fosse quem fosse. Porém, Jacob preferia pensar que ele poderia sim fazer isso, e precisava de uma estratégia para estar pronto para assumir seu lugar como Alpha, caso isso acontecesse. Não seria fácil, não seria certo, mas de modo algum Paul seria o único a defender Bella.

Jacob morreria por ela, e se fosse necessário mataria muitos por ela também.

Notas Finais


Bye


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