História Wrong imprinting - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Bella Swan, Paul Lahote
Tags Saga Crepúsculo
Exibições 73
Palavras 1.675
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi galera, então é isso acabou, eu não sei o q falar. Eu quero agradecer todos vcs por lerem a fic.
Goodbye W. I.

Capítulo 14 - 14


Capítulo 14

Paul encostou-se na parede do fundo do quarto, seus olhos mirando a cama à sua frente. Queria poder fazer algo e curá-la logo, deixá-la melhor; porém, o médico dissera que ela estava com algumas costelas contundidas, ombro deslocado e um braço quebrado. O impacto fora forte, e eles tiveram que dizer que ela havia batido o carro e que batera o peito contra o volante. O médico não acreditara na história, mas como Charlie, o Xerife, estava contando-a, preferiu apenas balançar a cabeça e fazer os exames necessários.

Por alguns segundos Charlie e Paul fitaram-se, os olhos sérios de ambos não ajudava em nada, eles sabiam, mas de algum modo naquele olhar ambos entenderam que já não poderiam ficar com a mesma briga, com a mesma discussão. Bella estava entre eles, Bella seria a mediadora de tudo aquilo, e eles teriam que lidar com aquilo caso quisessem que ela continuasse sã e entre ambos.

Olharam para a porta que dava para o corredor do hospital ao ouvirem vozes questionando onde era o quarto de Isabella Swan. Após alguns segundos, a porta abriu-se devagar e uma cabeça espiou e voltou a sumir.

"É aqui."

Ouviram Jacob dizer e logo mais cinco pessoas abarrotavam o pequeno quarto, fazendo com que Paul ficasse irritado e Charlie olhasse torto para todos eles. Entretanto, ao ver Billy, Charlie ficou ainda mais bravo, chegando perto do homem na cadeira de rodas e falando baixo:

"Precisamos conversar."

E saiu do cômodo, deixando Billy olhando para Paul. O moreno não precisou falar nada para que Billy soubesse o que estava acontecendo. Charlie agora sabia de tudo e isso geraria uma incrível briga entre eles. Virou a cadeira naquela direção e seguiu para fora do quarto enquanto ouviu os rapazes perguntando juntos se Bella estava bem e se já tinha acordado.

Por um segundo Charlie ponderou se deveria realmente gritar, xingar, berrar com Billy, mas de nada adiantaria, nada tiraria de si a sensação de que fora traído pelo melhor amigo.

"Você soube todo esse tempo com quem ela estava namorando."

Billy aproximou-se de Charlie após essa acusação e lhe disse também em voz baixa.

"Ela também sabia. Sabia dos riscos. De ambos os lados."

Charlie olhou desacreditado para o homem na cadeira de rodas, era como se ele realmente estivesse justificando-se, e não pedindo desculpas por ter escondido algo tão importante dele.

"Billy, você deixou..."

"Eu não deixei nada, Charlie. Entenda, tudo isso é muito maior do que sua filha adolescente querendo namorar um imortal e estar atrelada eternamente à Paul agora. São vidas, tribos e clãs milenares em jogo. Não é um simples namoro adolescente."

"Era minha filha que estava em jogo, Billy."

"É a vida de meu filho que está em jogo, Charlie."

Por vários minutos eles apenas se fitaram, cada um com sua razão. Cada um com sua certeza. Charlie sentou-se em um dos bancos próximos à porta do quarto de Isabella. Sua cabeça doía e girava, estava a horas tentando processar tudo que Bella contara, tudo que acontecera, e segurava-se para não ir caçar Edward Cullen ele mesmo. Mesmo que já soubesse que de nada adiantaria baleá-lo, talvez a situação de atirar no maldito lhe desse algum tipo de satisfação.

"Quando ela me contou sobre aquele acidente, que mentiu sobre ter caído da escada... quis matar o Cullen... e a família inteira dele. Mas vê-lo empurrá-la, a força dele e a velocidade... como ela conseguiu amá-lo?"

Billy parou a seu lado, olhando-o e vendo como Charlie parecia ter envelhecido alguns anos. Viu-o enterrar o rosto nas mãos e suspirar.

"Eu poderia lhe dizer que isso é o que eles fazem... mas o sangue de Bella o atraiu e ela se apaixonou, Charlie. Assim como Jake por ela, e agora ela e Paul." Viu Charlie soltar mais um suspiro derrotado; sorriu disso. "Sei bem que Paul não é o melhor candidato a namorado que um pai deseja para uma filha, mas ele vai protegê-la. E amá-la. Ele vai amá-la como nunca amou ninguém, e nem nunca mais amará."

Por um momento Charlie levantou o rosto das mãos e observou Billy, vendo o semblante triste dele. Não precisou perguntar para saber que ele havia encontrado a outra metade dele e que perdê-la deixou-o naquele estado, quase matando-o. Respirou fundo e viu à frente alguém vindo rápido. Viu Sam e Emily vindo rápidos pelo corredor, mas então levantou-se ao ver quem vinha atrás deles.

"Não vai chega perto de Isabella, monstro."

Sam colocou-se na frente de Charlie que olhava Emmett de forma raivosa.

"Charlie, ele é um dos nossos agora."

Por um momento Charlie não entendeu, mas então viu alguém vir de detrás de Emmett e segurá-lo pelo braço por apoio. E foi quando viu, o mesmo olhar de devoção no rosto de Leah para Emmett, que vira no rosto de Paul ao olhar para Bella. Tentou registrar que ali ele via um vampiro e uma lobisomem, e que eles olhavam-se de forma carinhosa. Balançou a cabeça e sentou-se, aquilo era demais por um dia só.

"Sente-se aqui, Emmett, precisamos conversar."

Essa foi a deixa para todos os outros entrarem no quarto, abarrotando-o ainda mais e deixando-o quase impossível de respirar. Emmett sentou-se ao lado de Charlie, e pela primeira vez viu-o como símbolo de autoridade, como um pai que daria um sermão.

"Farei o papel do pai de Leah, pois sabe que ele está... bem, não sei se seria certo usar morto, você também está, não é?" Emmett apenas concordou olhando dentro dos olhos de Charlie. O semblante do homem era sério, apesar de também cansando. "Ele não está aqui e acho que... acho que seria o mais certo lhe dizer que ela não é uma garota para que a use e a jogue fora. Creio que sabe que ela mesma o fará em pedaços caso isso aconteça."

Emmett riu baixo disso e concordou acenando.

"Não preocupe-se, Charlie. Não querer ser despedaçado."

"Ótimo." Charlie bateu as mãos nas pernas e levantou-se, mas antes de entrar no quarto de Bella, olhou Emmett novamente e perguntou. "Não sente vontade de beber..." Olhou para os lados. "Meu sangue, sangue deles ou o de Leah?"

"Sim, o tempo todo. Mas não bebo de pessoas importantes para mim."

Charlie concordou balançando a cabeça, mas ao mesmo tempo estava com a sensação de que ele poderia estar com muita fome, e isso não era uma boa coisa. Porém, qualquer pensamento deixou sua cabeça ao entrar no quarto e ver que Isabella estava despertando. Empurrou algumas pessoas para os lados e chegou até a cama dela, vendo que Paul estava do outro lado, os olhos observando sérios Bella movendo-se devagar, abrindo os olhos bem lentamente.

Por alguns segundos Bella apenas tentou registrar o que estava acontecendo e de quem eram aquelas mãos que estavam segurando as suas. Viu Charlie de um lado e sorriu, virou a cabeça devagar e com dificuldade para o outro lado e viu Paul. Conseguia sentir que tinha algo estranho com seu ombro e seu braço, e que respirar parecia a coisa mais difícil a ser feita.

"O qu..."
"Não, Isabella, o médico disse que não seria uma boa ideia querer falar." Charlie alertou-a, e virou-se para Quill. "Chame um médico."

O garoto sumiu pela porta e quando Charlie virou-se para voltar a falar com Isabella, viu-a com os lábios colados aos de Paul. Aquilo não era nada do que esperava da recuperação dela. Tossiu e viu que eles se afastaram, mas que Bella não parecia estar com vergonha alguma. Logo após o médico chegou e observou da porta o número de pessoas dentro do quarto.

"Bom, preciso examinar a paciente, então..."

Aos poucos as pessoas saíram e apenas Charlie e Paul ficaram; entretanto o médico ficou olhando Paul, esperando que ele saísse. O moreno cruzou os braços, esticando os ombros e olhando sério para o médico.

"Se vai tocar na minha namorada, eu vou ficar."

Charlie olhou para o rapaz e sorriu fraco enquanto balançava a cabeça. Billy tinha razão, ele a protegeria, mesmo se fosse de um médico querendo examiná-la. Charlie assentiu para o médico que olhava-o e viu-o chegar perto de Bella para examiná-la. Não sabia quantas vezes aquilo já se repetira, mas tinha certeza que não seria a última vez que veria aquela cena.

Duas semanas depois Bella já conseguia andar sozinha e pegar as coisas com o braço do ombro deslocado. Mesmo que Charlie tivesse lhe dito que não seria uma boa ideia sair, Bella disse que precisava ver o lado de fora da casa, estar entre outras pessoas e simplesmente esquecer o que acontecera. Entretanto, a verdade é que ela queria fazer uma ligação.

Assim que chegou à varanda, Bella puxou o celular do bolso e discou um número rapidamente, esperando dois toques e sabendo quem atenderia.

"Está no viva-voz, Bella." Alice disse.

Por um segundo Bella ficou sem reação, mas então lembrou-se de tudo que queria falar e de todas as coisas que queria falar. Precisava de uma vez por todas terminar aquele assunto. Respirou fundo, mesmo sentindo dores imensas no peito por conta de suas costelas.

"É, na verdade... só quero dizer: Adeus."

Sua voz estava calma, não estava irritada, não estava nervosa, apenas queria dizer adeus, algo que eles a privaram quando foram embora. E agora parecia que ela simplesmente estava livre. Respirou fundo mais uma vez, olhando para o carro que parava na rua em frente de sua casa e sorriu.

Desligou o aparelho e colocou-o no bolso, seu braço engessado doendo com o movimento, e o ombro que havia sido deslocado latejando brevemente. Paul aproximou-se e viu-o olhá-la questionador.

"Falando adeus."

Ele assentiu e beijou-a, devagar, sorrindo logo após.

"Então, acredito que isso seja um 'olá'?"

Bella riu e assentiu, beijando-o mais uma vez.

"Interessante esse péssimo imprinting, não acha?"

Ele apenas riu, abraçando-a como conseguia. Bella estava certa de que Paul não seria fácil, de que eles ainda teriam um longo caminho pela frente, e dessa vez ela iria com calma, a eternidade era apenas um mero detalhe agora.

Fim

Notas Finais


Então, valeu a pena??


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...