História Wrong Love - Capítulo 1


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Categorias Magcon
Personagens Aaron Carpenter, Brandon Rowland, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Christian Collins, Connor Franta, Crawford Collins, Daniel Skye, Dillon Rupp, Hayes Grier, Hunter Rowland, Jack and Jack, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Jacob Sartorius, Jacob Whitesides, JC Caylen, Kian Lawley, Mahogany LOX, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Personagens Originais, Sam Pottorff, Sammy Wilkinson, Shawn Mendes, Taylor Caniff, Trevor Moran
Tags Amber, Jack, Magcon, Oldmagcon
Exibições 19
Palavras 1.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu espero que vocês gostem, é a minha primeira fic, não sei se está realmente boa, mas enfim....

Capítulo 1 - First Chapter


Fanfic / Fanfiction Wrong Love - Capítulo 1 - First Chapter

First Chapter

Sentei-me em um banco afastado na lanchonete e fiquei assistindo à única mulher que amaria na vida me deixar por outro homem.

Amber estava com um vestido florido, e linda de morrer. Sua beleza sempre fora ao mesmo tempo frágil e levemente forte e, ali, através daquela tela, parecia etéria, quase sobrenatural.

Ela mordia o lábio inferior. Lembrei -me daquelas manhãs de preguiça, quando, depois de acordarmos, Amber vestia uma blusa qualquer que batia exatamente no meio de suas coxas. Nós nos sentávamos á mesa do café e quando ela me fitava, mordia o lábio daquele jeito.

Meu coração parecia estar se rasgando em dois.

Você acredita em amor à primeira vista? Nem eu. mas acredito numa grande atração à primeira vista, mais que física. Acho que de vez enquando - em uma ou duas ocasiões da vida - nos sentimos fascinados por uma pessoa, de forma muito profunda, primordial e imediata, um encanto mais que magnético. Foi assim com Amber. Às vezes não passa disso. Em outras cresce, esquenta e se transforma numa chama gloriosa, que sabemos ser verdadeira e destinada a durar para sempre.

Muitas vezes nos enganamos, achando que o fascínio inicial vai durar eternamente.

Pensei, com ingenuidade, que ficaríamos juntos. Eu, que nunca havia de fato acreditado em amor e sempre fizera de tudo para escapar de seus grilhões, soube na mesma hora - bem, depois de uma semana na verdade - que aquela era a mulher que acordaria ao lado todos os dias. Era a mulher que eu protegeria, mesmo que fosse necessário sacrificar a minha vida. A mulher - sim, sei quanto isso parece banal - sem a qual não conseguiria fazer nada, que tornaria importantes até as coisas mais corriqueiras.

Eu sei, tão meloso que dá vontade de vomitar né?

Um homem com cabelos muito bem cuidado estava falando algo para mim, mas o sangue latejando em meus ouvidos tornava impossível entender suas palavras.

Eu tinha os olhos fixos em Amber. Queria que ela fosse feliz. Não era hipocrisia, aquela mentira que contamos a nós mesmos com frequência porque, na verdade, se o nosso amor não nos quer mais, desejamos que seja infeliz. Eu estava sendo sincero. Se acreditasse mesmo que ela iria ser feliz sem mim, deixaria que partisse, por mais doloroso que fosse. Mas não acreditava que Amber seria mais feliz, apesar do que tinha dito ou feito. Ou talvez isso fosse outra racionalização, outra mentira, que eu contava a mim mesmo.

Amber mal me olhou, mas vi sua boca enrijecer. Ela sabia que eu estava fitando-a, mas tinha seus olhos fixos no namorado. Seu nome, eu descobrira recentemente, era Travis. Odeio esse nome. Travis. Era provável que as pessoas o chamasse de Trav.

O Cabelo de Travis era comprido demais e ele tinha aquela barba por fazer que algumas pessoas consideram modernas e outras, como eu, abominam. Seu olhar estava tranquilo e satisfeito ao ver os pais de Amber conversando até parar.... Bem, em mim. Deteve-se por um segundo, me avaliando, até chegar á conclusão de que eu não valia o esforço.

Por que Amber voltara pra ele?

Uma garota estava atrás dele, pude ver que era a irmã dela, Julie. Ela estava de pé segurando uma mala, com as duas mãos e, nos lábios, um sorriso sem vida, mecânico. Nunca nos conhecemos, mas eu tinha visto fotos suas e ouvirá as duas falando ao telefone. Ela também parecia perplexa com aquilo. Tentei tirar seus olhos, mas eles pareciam estar a um quilômetro de distância.

Voltei a olhar para o rosto de Amber e foi como se pequenos explosivos detonassem dentro do meu peito. Tinha sido uma péssima ideia. Eu senti meus pulmões começarem a falhar, tornando difícil respirar. Chega.

Eu tinha que ver isso com os meus próprios olhos, acho. Descobri da pior forma possível que precisava disso. Meu avô tinha morrido de um infarto fulminante fazia cinco meses. Nunca tivera problemas de coração e, para todos os efeito, estava em ótima forma. Lembro -me de estar sentado na sala de espera do hospital, de ser chamado ao consultório do médio e de receber a notícia devastadora - e de me perguntarem, ali e na funerária, se eu queria ver o corpo. Recusei. Pensei que não queria me lembrar dele deitado numa maca ou num caixão. Preferia guardar a lembrança de como ele havia sido.

Mas, conforme o tempo passava, comecei a ter problemas para aceitar sua morte. Meu avô era tão vibrante e cheio de vida! Dois dias antes de ele morrer, tínhamos ido a um jogo de hóquei do New York Rangers - meu avô comprava is ingressos para a temporada inteira - e a partida fora prorrogada. Gritamos, torcemos e, caramba, como ele podia estar morto agora? Parte de mim começou a se perguntar se não teria havido algum engano ou se aquilo tudo não era uma grande farsa e talvez meu avô ainda estivesse vivo. Sei que não faz o menor sentido, mas o desespero consegue mexer conosco e, se damos a ele algum espaço, respostas alternativas começam a surgir. Outra parte de mim ficou obcecada pelo fato de eu nunca ter visto o corpo do meu avô. Não quis conhecer o mesmo erro outra vez. Mas, para continuar com a comparação ruim, agora eu tinha visto o cadáver. Não havia necessidade de checar o pulso.

Tentei desligar o mais discretamente possível, o que não é muito fácil quando se está em uma chamada de vídeo praticamente com a família dela, não me importei muito, desliguei e, assim que o fiz guardei meu celular em meu bolso, eu precisava caminhar, levantei-me da mesa rapidamente e sai cambaleando da pequena lanchonete para o ar cálido de verão. Verão. Será que não tinha passado disso? Um romance de verão? Em vez de dois jovens lascivos buscando fazer amigos em outro país, éramos dois jovens procurando solidão na internet -ela para aprender a falar inglês, e eu, para aprender a falar português - que se conheceram, apaixonaram-se loucamente e, agora que o outono estava chegando.... Bem, o que é bom dura pouco. Todo nosso relacionamento teve esse caráter irreal, os dois distantes de suas vidas normais e sujeitos ao lugar-comum que acompanha essas Situações. Talvez por isso tenha sido tão extraordinário. Talvez o fato de só termos ficados juntos nessa bolha afastada da realidade tenha tornado nossa relação melhor e mais intensa. Talvez eu estivesse apenas exagerando.

Por trás das portas do bar que eu acabara de passar, ouvi gritos animados e aplausos. Aquilo me arrancou do meu estupor. Travis e Amber estavam juntos, eu teria que conviver com o fardo de ter perdido o amor da minha vida, e sinceramente, eu não precisava ver mais nada.

Dirigi-me para o meu carro. Olhei para o vazio assim que cheguei nele. Nada ali, a não ser claro, espaço vazio. Havia árvores ao longe. Os prédios ficavam do outro lado do morro. Ambos tinham lanchonetes antigas no térreo. Eles ainda cultivavam alguns produtos orgânicos que usavam em seus lanches.

Senti meu celular vibrar e, não me importei muito em verificar quem era, o coloquei no ouvindo...

"-oi, Jack... -soltei um suspiro alto o suficiente para fazer as pessoas me encarar

-olá.... Amber, parabéns para você, fico feliz

-encostei-me na porta do carro e, forcei um sorriso como se ela fosse ve-lo

-Por que você me ligou? Mesmo depois d'eu ter deixado claro que não queria mais falar contigo -eu senti um pouco de raiva em sua voz

-eu ainda amo você, Amber -balancei a cabeça negativamente enquanto meu coração virava pó e era levado pelo vento.

-eu sei disso, Jack -pude escuta-la respirar fortemente

-e você ainda me ama? -perguntei com um pouco de esperança evidente em minha voz

- não Jack, eu estou com o Travis e o amo -ela estava com voz de choro, podia ser algo da minha cabeça, mas deixei de lado

- eu queria lhe pedir algo -a escutei respirar fundo várias vezes e, logo retornou a falar - acabou, Jack, siga em frente. Você vai ficar bem.

Eu não disse nada.

-Jack?

- o que foi? -deixei uma lágrima escapar e, senti-la escorrer pelo meu rosto

-prometa que vai nos deixar em paz -continuei em silêncio - prometa-me que não vai vir aqui atrás de nós, nem telefonar ou mandar e-mails.

A dor no peito aumentou, incisiva e pesada.

-prometa, Jack. Prometa que vai nos deixar em paz -disse autoritária

-ok, eu prometo!"

Sem mais uma palavra, Amber desligou. Fiquei ali encarando as pessoas no parque por mais uns instantes, tentando recuperar o fôlego. Quis ter raiva, não dar bola, deixar pra lá e pensar que era ela quem estava perdendo. Tentei isso tudo. Cheguei até a tentar ser maduro em relação àquilo, mas sabia que era uma técnica de enrolação para não precisar encarar o fato de que ficaria com dor de cotovelo pelo resto da vida.

Permaneci ali, encostado no carro, até perceber que todos do parque tinham ido embora, então virei-me e, abri a porta fo meu carro adentrando o mesmo, sentei-me respirando fundo. Coloquei o sinto e, liguei o carro partindo para algum lugar longe dali.

Faria o que Amber me pedira. Iria deixa-la em paz. Pensaria nela todos os dias, mas nunca telefonaria, não tentaria me aproximar nem a procuraria em qualquer rede social. Manteria a promessa.

Por seis anos.



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