História Wrong Love - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Barbara Palvin, Harry, Isabele, Liam, Louis, Madge, Mahogany Lox, Niall, Zayn, Zele
Visualizações 10
Palavras 6.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oeeeeeeeee, desculpem a demora para att, gostaria de avisar que adorei o comentário no último cap, comentem quando quiserem porque isso me motiva muito <3 beijos e boa leitura

Capítulo 29 - Se eu quisesse conselhos pedia à minha mãe


Fanfic / Fanfiction Wrong Love - Capítulo 29 - Se eu quisesse conselhos pedia à minha mãe

Chego em casa, e peço para o Zayn abrir a porta, já que Amy está no meu colo e a mala na outra mão.
 – Filha, estávamos preocupados com você –diz meu pai se aproximando com cautela, seus olhos pousam em Amy e depois se voltam para Henry, é incrível como seu rosto demonstra o quão confuso e apreensivo ele está.
 – Pai, quero que conheça meus dois amores –coloco a mala em cima do sofá e sinto que ele me acompanha com o olhar –esta é Amy e aquele –indico com o polegar –é o Henry, eles vão ficar um pouco aqui.
 – Cadê os pais? –pergunta John
 – Madison foi fazer um teste na empresa da minha mãe –digo e Amy se senta no sofá junto com Henry –seja educado, por favor
 – Tudo bem, vamos almoçar.

 Subo as escadas e jogo minha bolsa na cama, separo um maiô preto e o deixo sobre a cabeceira. Tiro os sapatos e calço os chinelos, vou até o banheiro e prendo o cabelo num rabo de cavalo.

 – Seu pai achou que eles eram nossos filhos? –pergunta Zayn e eu levo um susto com sua presença. –Desculpa
 – Sim, mas não precisa se preocupar já expliquei que a Madison foi fazer a prova da campanha de lingerie
 – Eu só não quero te ver encrencada com ele outra vez –sussurrou tão próximo que seu hálito chocou-se com minha pele causando-me arrepios
 – Então você se preocupa comigo? –pergunto tentando me controlar para não beijar seus lábios
 – Sempre –sussurra e morde o lóbulo de minha orelha
 – ISABELE –grita meu pai, reviro os olhos e dou um selinho em Zayn. Saio do quarto e noto que Amy e Henry ainda estão assistindo televisão. –Eles não querem comer
 – Deixa comigo –meu pai me fita por alguns instantes e se vira, caminhando até a mesa. –Amy e Henry –os chamo parando meu corpo na frente da tela –está na hora de comer
 – Não estamos com fome, titia –diz Henry e encaro Amy, ela estava encolhida e brincava com os dedos
 – Certeza? Ouvi dizer que era batata frita –digo e os olhinhos deles brilham, suspiro e me agacho para ficar na altura de ambos –vocês não precisam ter vergonha de ninguém aqui, ok? São apenas meu pai, Melissa, Sarah e eu.
 – Desculpa, titia –falam em coro
 – Vamos, a titia precisa comer –digo e eles riem –vocês também, com certeza!

 Guio-os até a sala de jantar, aconchego ambos na cadeira, enquanto Melissa me olha atenta –vocês gostam de beterraba? Eu adoro beterraba –digo e John ri sendo seguido por Zayn, Melissa, Henry, Amy e Soraya.
 – Eu gosto de beterraba, batata, alface e tomate –sussurra Amy
 – Só batata, cenoura, beterraba e tomate –resmunga Henry. Coloco as verduras e legumes nos pratos
 – Vocês sabem comer sozinhos? –pergunto após colocar arroz, feijão, batata frita e o filé de peixe
 – Não, titia –respondem em coro outra vez. Viro a cadeira e decido dar comida a eles na boca.

 Corto tudo e começo a fazer aviãozinho para Henry e Amy, que comiam sem pestanejar. –Eu estou cheio –diz o moreno e a menina concorda.
 Meu pai, já havia se retirado, só Melissa e Zayn que nos observavam atentamente.
 – Ok, vão para a sala que daqui a pouco podemos ficar na piscina –dito brincalhona e eles correm.

 Me sirvo com arroz, peixe, batata frita, beterraba, salpicão e alface com tomate. Melissa se levanta nos deixando a sós, era estranho pensar que meu pai achou que Amy e Henry fossem meus filhos e de Zayn, porque Amy tem os olhos verdes, o Beer castanhos claros, os de Malik são escuros e os meus azuis cinzentos.

 Continuo a comer, em silêncio, já que o moreno mexia no celular. Não demorei, e logo fui até a sala, chamando-os para o meu quarto. Amy e Henry subiam os degraus segurando na parede, e eu estava atrás, caso eles tropeçassem poderia pegá-los.
 – Titia, podemos ir na piscina agora? –perguntou Henry
 – Depois que escovar os dentes eu vou buscar a roupa de banho, ok?
 – Tudo bem –concorda ele e Amy assente. Abri a gaveta e tirei de lá duas escovas fechadas, coloquei a pasta dental e dei para ambos.
 Zayn estava sentado na cama nos observando de longe, assim que terminaram de escovar, eu os desci e chamei a Soraya, e o moreno.
 – Podem olhá-los por alguns instantes? Preciso passar no apartamento para buscar algumas coisas
 – Claro, Isa –sorriu Sô gentilmente
 – Não precisa, eu tomo conta –ofereceu-se Zayn, arqueei o cenho –é sério, pode ir, já cuidei de Safaa e Waliyha –insistiu
 – Tudo bem –me rendo e ele me lança um sorriso simpático.

 Pego as chaves e destravo o alarme, agradeço pelo hotel ser duas quadras de distância. Acelero assim que o portão se abre, e viro à direita, parando no hotel.

 A mesma mulher da recepção estava lá, e quando me viu se levantou de imediato.
 – Não tem ninguém no apartamento, sinto em lhe dizer mas não poderá entrar –ela diz e eu a encaro incrédula
 – Eu sei que não tem ninguém, Madison está fazendo um teste e minha mãe voltou para o Texas. Eu preciso buscar algumas coisas do Henry e da Amy. –Digo saindo de sua frente e me encaminho ao elevador, mas ela segura meu braço, e suas unhas arranham-no com força. –Eu te dou apenas três segundo para soltar meu braço –dito e ela me encara
 – Você não pode entrar, já disse –ela insistiu, puxei meu braço com força e a empurrei, fazendo suas costas baterem no vaso com flores, que acabou se espatifando no chão
 – Sabe quem é dono desse hotel? MEU TIO! ACHA MESMO QUE EU PRECISO ROUBAR? MEU PAI É O CARA MAIS RICO DE TODA A EUROPA, MINHA MÃE TAMBÉM –grito com raiva, respiro fundo ao notar que dois seguranças me encaravam –quer saber? Vou ligar para o Antonio agora! –pego o celular do bolso e clico na foto do meu tio.

 Ligação ON

 – Olá, Isabele –ele diz contente
 – Oi, tio –digo –estou com um probleminha, minha mãe se hospedou no seu hotel com a Madison, ela tem dois filhos e eu preciso entrar para buscar algumas roupas –suspiro exausta –eles acabaram de sair do hospital, e estão lá na casa do John porque Madison teve que sair
 – Ei, respira. Estou a caminho –disse ele antes de desligar.

 Ligação OFF

 Em alguns minutos Antonio chegou com a minha tia, Rose. Diferente dele, ela era britânica. Ambos sorriram ao me ver, mas a britânica me fitou preocupada após notar que meu braço sangrava
 – O que houve, Bele? –perguntou assustada
 – Ela –apontei para a recepcionista –me machucou, ela disse que não podia entrar, porque não havia ninguém no quarto, eu expliquei que Marina viajou para o Texas e a Madison foi fazer um teste para a coleção do Victoria Secrets. Mas antes de ir, ela me pediu para buscar Amy e Henry no hospital, eles estão na casa do John, e eu preciso buscar algumas roupas, eles precisam tomar banho! –digo em apenas um fôlego. Antonio encarou a mulher, já Rose me abraçou de lado.
 – Vamos cuidar desse machucado –pediu a ruiva e eu assenti, ela me levou até o restaurante, e era simplesmente lindo! –Pode se sentar –tirou-me de meus devaneios. Rose sempre fora gentil comigo e com minha mãe, ainda mais quando meus pais se divorciaram, era incrível como sua elegância e bons modos não deixava transparecer que era uma arrogante ou oportunista (aquela que se casa por dinheiro).

 Ela passou um remédio nos arranhões, e por incrível que pareça eu me senti uma criança quando tem seu primeiro joelho ralado, respirei fundo.
 – Vai ficar tudo bem, sabe disso –ela afirmou com certa perspectiva, eu a abracei forte
 – Estavam ocupados quando eu liguei? –pergunto
 – Não, estávamos a caminho, hoje é o dia do pagamento. Por isso tínhamos que vir de qualquer forma –garantiu-me e eu sorri –vamos, você tem que cuidar de duas crianças –puxou-me suavemente.

 – Isa, me desculpe pelo ocorrido –Toni disse preocupado –prometo que não vai se repetir –respirou fundo –está tudo bem?
 – Sim, o que pretende fazer agora? –pergunto já imaginando as consequências
 – Vou demitir, é óbvio –afirmou
 – Não precisa fazer isso, eu estou bem e ela também –digo encarando-a –ela só precisa ter bons modos, se fosse outra pessoa poderia muito bem prestar queixa –ele parece refletir, enquanto Rose sorri contente, talvez até um pouco orgulhosa –eu não quero que ela perca o emprego por conta disso, já passou
 – Me desculpa, senhorita Isabele –diz a mulher que me fizera sangrar, LITERALMENTE
 – Está desculpada –sorrio –posso subir agora?
 – Claro! Um dos seguranças vai lhe acompanhar porque eu não quero que a senhorita carregue a mala pesada –ditou ele e sorri negando, mas ele insistiu.

 Entramos no elevador e o segurança estava encolhido na ponta, sequer me encarou ou desviou o olhar do espelho, e isso estava me deixando aflita.
 – O que foi? Não precisa ficar com medo –digo e pela primeira vez ele me encara
 – Foi muito gentil de sua parte falar para o senhor Miranda não demitir...
 – Eu não me preocupo com isso, por que está com medo de mim? –corto-o e ele desvia o olhar
 – Por nada –resmunga e a porta se abre, entro correndo na suíte e vou até o closet, pego as roupas de banho e coloco na minha bolsa da GUCCI. Saio do quarto e entro na caixa de metal.

 Assim que a porta se abre, meu tio vem até mim.
 – Vai ficar tudo bem com ela? –pergunto abraçada a ele.
 – Eu estou mais preocupado com você do que com ela –resmungou, sempre protetor, eu amava isso nele
 – Vou ficar bem melhor quando chegar em casa e me jogar naquela piscina maravilhosa! –digo e eles riem, Rose vem até mim me abraçando forte outra vez –está tudo bem, me desculpe incomodá-los
 – Jamais, não foi incômodo algum! –garantiu Toni, sorri e me despedi entrando no carro em seguida.

 O caminho até o condomínio fora rápido, e em menos de dois minutos já estava na mansão.
 – Cheguei –grito da porta, Amy e Henry pularam em mim e me abraçaram com força.
 – Vamos na piscina? –pediu Amy e eu sorri assentindo.

 Entro no banheiro com eles, e os visto, caminho até a cozinha e cruzo a porta chegando na área de lazer. Encarei a piscina e fiquei abismada, era fundo demais e não tinha nenhuma boia, oh God!
 – Soraya –chamei-a e ela sorriu caminhando em minha direção –sabe onde tem boias? É muito fundo para eles ficarem na água
 – Tem a da Sarah, posso buscar se quiser –ela disse e eu assenti
 – Ah, cadê o Zayn? –pergunto
 – Ele saiu –disse e caminhou até a casa, suspirei e voltei a minha atenção para eles.
 Passei protetor solar e em seguida molhei os braços, a nuca, os pés e os pulsos, para que não ocorresse choque térmico, tão logo a Sô voltou com duas boias, ambas se ajustavam nos braços. Ela me ajudou a encher, uma era da Barbie e a outra da mulher maravilha. Sorri com o ótimo bom gosto que a baixinha tinha.

 – Henry, as boias são da Sarah. Se importa se for de mulher? –pergunto e ele nega, coloco a da Liga da Justiça nele, que apesar de ser feminina quase não dava para notar, só havia o símbolo.

 – Agora sim! –digo colocando-os na água. –Fechem os olhos se quiserem mergulhar –eles assentem concordando e eu me sento na borda.
 – Não vai entrar, Isa? –pergunta a senhora gentil, assinto e ela sorri –vá se trocar, eu cuido deles.
 – Obrigada! –grito já da cozinha. Subo correndo e dispo-me sem nem entrar no banheiro, coloco o maiô que estava na cabeceira e desço correndo, mas acabo tropeçando no penúltimo degrau. Sem sequer ter tempo de proteger meu rosto, ele bate com força no chão. OH SHIT! Soraya aparece ao meu lado e dá um grito ao me ver, Jesus eu estou tão feia assim?
 – O que houve? –pergunta John preocupado
 – A Isa caiu da escada, o rosto dela está sangrando! –revela a senhora, toco meu rosto e ela acertou, me levanto correndo.
 – MEU DEUS, AMY E HENRY! –grito e vou às pressas até a piscina, Henry tossia, e Amy ia de um lado para outro –Henry, vem pra cá
 – O que houve, titia? –questionou a morena
 – A titia caiu da escada, vem logo Henry –pedi e ele veio até mim –quando você mergulhar tem que fechar a boca, senão vai engolir água.

 Vou até a torneira e lavo meu rosto, encaro meu reflexo no espelho e vejo que o corte era pequeno. JESUS! Me sento na borda e destravo o celular, haviam duas mensagens de Nash e uma de Ethan.
 “Está livre à noite?” 02:00pm –Ethan
 “Por que está um clima estranho entre nós dois?” 12:57pm
 “Não quer me responder? Está chateada?” 02:02pm, ele estava online, decido responder.
 “Não estou chateada, e não está nada estranho”
 “Acho que você está ocupado demais, e eu te entendo e apoio o seu trabalho, mas é você que me ignora, eu continuo sendo a mesma Isa”
 “Estou na piscina, quer passar aqui?” 02:03pm envio a Ethan
 “Eu topo, me passa o endereço por mensagem”
 “Condomínio Kensinghton, a rua você conhece. Vou liberar sua entrada na portaria” 02:03pm
 “Espera, eu moro nesse condomínio. Qual o número da sua casa?” 02:03pm
 “18” 02:04pm. Bloqueio o celular, mas ele vibra e acende a tela mostrando uma mensagem de Nash.
 “Não estou ignorando, ando ocupado. E você também, principalmente com o Zayn” 02:04pm
 “Aham, ocupadíssima com ele! Por que não seja honesto comigo? Eu reparei na menina que estava com você, sei muito bem que estão ficando. Não dê crise de ciúme se você também ficou com outro alguém” 02:05pm. Sim eu blefei, e sim eu me arrependo só de imaginar a resposta dele
 “Como você sabe? Não acho certo você me usar quando precisa, vamos dar um ponto nisso” 02:05pm
 “Você está falando em acabar com uma amizade?” 02:06pm
 “Não é amizade, Isa. Nós ficamos juntos, e eu realmente sinto algo por você, mas abrir o jornal e ver manchetes com fotos suas e dele não é bom. É melhor nos afastarmos” 02:06pm
 “Entenda, eu não faço isso por mal, só não quero me magoar mais do que já estou. Me desculpa” 02:06pm

 UAU! Quero gritar e chutar tudo o que estiver ao meu alcance, mas ao notar que Amy e Henry me olhavam assustados eu recuei e coloquei o celular na espreguiçadeira, me jogando na piscina. Não falei nada\, eles também não.

 – O amigo mais gato chegou –gritou Ethan adentrando.
 – Depois do... –ele me cortou
 – Nem ouse terminar a frase! –ameaçou-me com um olhar, eu ri de sua pose.
 Amy e Henry se encolheram no canto, enquanto fitava Ethan.

 – Ethan, estes são Amy e Henry. E o cara mais chato é o Ethan. Um amigo americano... –ele me cortou outra vez com um grito eufórico
 – Eu não acredito que são seus filhos! –ele disse com os olhos arregalados e a boca aberta em um perfeito O.

 – Não são, relaxa –digo indo até as crianças –são meus sobrinhos
 – Eu nem sabia que você tinha irmã –ele riu
 – A Madison é uma irmã para mim, vem, entra logo –o chamo e ele tira a blusa, revelando seu maravilhoso tanquinho. –Está namorando? –pergunto e ele arqueia o cenho lançando um sorriso malicioso –credo! Não! –digo e ele ri
 – Não, ninguém depois da Victoria –ele suspira e eu o abraço
 – Vai ficar tudo bem –o aperto –vamos brincar de tubarão.
 – Vamos, você é a...
 – Se você terminar essa frase eu te mato Ethan Mcmourry! –ele ri e se afasta, indo para a parte mais funda da piscina
 – Eu sou o tubarão, se eu pegar alguém, essa pessoa será o tubarão. Não pode sair da piscina, nem afogar o coleguinha –ele disse com voz de bebê, eu ri negando
 – Entendi –Amy e Henry falaram em coro
 – Ok, vamos começar –digo e ele começa a mergulhar vindo em nossa direção.

 Amy gritava abobada e supercontente. Henry não ficava atrás, eu os observava e cada grito me deixa feliz. Não reparei quando seus olhares se esbarraram nos meus, e quando me dei por conta Ethan estava na minha frente, sorrindo galante. A distância entre nós era pouca, já era possível sentir seu hálito batendo em meu rosto. O empurrei e fui até o fundo da piscina, mergulhei e fiquei submersa por longos segundos, acabei me lembrando do dia que conheci Nash e JJ, a louca da Stassie havia me empurrado e eu caí na água. Sacudi a cabeça afastando qualquer pensamento relacionado a Nash. Mergulhei de vagar até eles e pude ouvir o quanto Amy gritava, sorri e abri os olhos, suas perninhas se balançavam freneticamente. Fui até Henry e o encurralei na borda.

 – Te peguei –falo e ele dá um grito sorrindo. –Não precisa ir até o fundo –aconselho e ele assente, o menino vai até o meio e mergulha, suas boias não o deixava afundar, então dava para perceber que ele estava se aproximando. Amy deu um grito quando o tubarão tocou em seu braço, e eu caí na gargalhada com a cara do Henry, tadinho ele se assustou!
 – Que tal de briga de galo? –sugeriu Ethan, sorri desafiadora para ele, que possuía o mesmo sorriso galante nos lábios
 – Eu topo! Já vi a mamãe brincar com o Gilinsky na piscina do Nash –respondeu Amy
 – É, eu gosto –concordou Henry
 – Não pode machucar pra valer, é só empurrar, ok? –digo e eles assentem, coloco Amy em meus ombros e o moreno faz o mesmo com o Beer. –Prontos? –Ethan me encarava com uma expressão feliz
 – Sim –responderam em coro, sorri e segurei as pernas da menina, enquanto o moreno fazia o mesmo com Henry.

 Estávamos no meio na piscina, não tinha perigo porque eles continuavam com a boia, decidi fazer cosquinhas no Ethan que começou a rir, se desequilibrando e derrubando Henry em seguida. Amy gritou outra vez, comemorando a vitória.
 – Você trapaceou –Ethan resmungou após trocarmos de parceiro. –Não valeu!
 – Valeu sim, vocês caíram –sorri e mordi o lábio com força. Segurei as pernas do menino e o round começou.

                                    [...]

 Já havia se passado algumas horas, mas ainda estávamos na piscina, Nós fazíamos guerrinha contra o Ethan, que não revidou nenhuma vez, apenas se defendia.
 – Vamos lanchar, estou com fome! –digo e eles me encaram como se eu fosse um E.T.
 – Você vive com fome –disse Ethan e as crianças riram –vamos, também estou.
 Saímos da água e eu entreguei uma toalha a Henry, Amy e Ethan. Sequei Amy, enquanto Ethan fazia o mesmo com o meu afilhado. Sento a morena na espreguiçadeira, e seco meu corpo, mas sinto o olhar de Ethan queimar sob mim, balanço a cabeça e volto a me secar, enrolando outra toalha em meus cabelos. Olho para Henry que estava com frio, já Mcmourry apesar de estar com os lábios roxos, não aparentava sentir frio. Junto as toalhas e coloco ambas na máquina de lavar. Entro com a menina no colo e meu amigo faz o mesmo com o pequeno Beer.

 – Tem um banheiro à esquerda, pode se secar ou tomar banho. Estarei lá em cima com eles –digo e ele se vira, subo com os dois e entro no closet, pegando na mala dois moletons e duas blusas de manga curta. Dentro no banheiro, os coloco na banheira, lavando-os.

 Não demoro, pois eles estão com frio e cansados, visto-os e entro no box depois de me certificar de que eles estão na cama assistindo tevê. Tiro o maiô e o coloco no cesto junto com as outras roupas sujas, assim que saio, enxugo e enrolo-me na toalha, indo direto ao closet me vestir. Pego uma calcinha e um vestido, não estava afim de colocar sutiã.

 – Oi –disse Zayn na maior cara de pau ever!
 – O que está fazendo aqui? –pergunto após me recompor do susto.
 – Tive que sair, não deu tempo de te avisar –explicou
 – O que houve? Sabe que pode me contar, não é? –digo sincera e ele suspira pesado, era estranho vê-lo assim
 – Nada –resmunga, vou até a penteadeira e coloco meus brincos de diamante, presente de Rose do ano passado.
 – Vamos descer –digo despertando-o.

 Descemos com Amy e Henry, enquanto o Ethan estava no sofá, claramente no tédio.
 – Está aí há muito tempo? –pergunto me aproximando dele, e ele sorri
 – Sim, vamos comer! –ele pede e eu assinto, já que também estou com fome. Nos dirigimos até a sala de jantar, e sentamo-nos nas cadeiras confortáveis, com Amy à minha esquerda e Henry à direita, Zayn ao lado dela e Ethan na minha frente.

 – Vou fazer uma chamada de vídeo pelo FaceTime com as meninas –digo e ele me olha atento –vou falar sobre você, é claro que você terá muito o que explicar para ela, mas...
 – Eu não quero –ele pronuncia e eu o encaro perplexa, não entendendo sua fala
 – O quê? –falo após dar um pedaço de bolo para Amy
 – Eu não sei se é a decisão certa a fazer –ele respira fundo –já passou quase um ano, ela está bem sem mim, eu não quero atrapalhar
 – Não acha que ela merece explicações? Ela te esperou por muito tempo, Ethan! –minha voz sai ranzinza, mas não me importo –já que você está aqui, porque não dá um ponto final na sua história com ela? –sugiro e ele pende a cabeça para trás.
 – Tudo bem, semana que vem preciso buscar o restante das coisas, posso passar lá –balbuciou e eu assinto, é melhor do que nada!

 Termino de dar comida para eles, e decido comer apenas uma fatia de bolo. Eu estava muito ansiosa para conversar com elas, e saber como está a nossa sala. Elas ainda precisam de nota para passar de série, como já tinha feito as provas e fechei as matérias com notas altas, acabei sendo liberada mais cedo.

 Logo que comi, Ethan se despediu e foi para casa. Eu, Amy, Henry e Zayn fomos para o quarto.

 “Vocês estão podendo falar?” –envio para In
 “Sim, a Lavz já chegou, só falta a Victoria sair do banho. Os meninos também estão aqui”
 “Eu vou te ligar agora”

 Ligação ON

 – Fala aí, gatinhas –digo após todos aparecerem na tela, com exceção da Vivis.
 – Como está sendo passar esses dias com seu pai? Já tentou fazer alguma pegadinha? –pergunta Marco abraçado com a Lavz, parece que eles se acertaram
 – Por enquanto está indo tudo bem, só ás vezes que ele fica no meu pé –digo e eles sorriem –Marco você fala como se eu fosse bem zoeira, quem fez uma mistura muito louca e explodiu o tubo de ensaio? –pergunto retoricamente e eles caem na gargalhada, aquele dia foi épico.
 – Ele não disse nada sobre misturar óxido nitroso e dióxido de enxofre com o bico de Bunsen ligado –explicou-se nos fazendo rir outra vez
 – Agora sabemos o que NÃO fazer, não é Marco? –ele ri sem graça e nós rimos ainda mais
 – Advinha quem eu encontrei ontem à tarde? –pergunto após me certificar que Vivis não estava ali.
 – Quem? –pergunta Math
 – O Bibby? –disse Lavz
 – Não, o Ethan –digo baixinho –nos encontramos por acaso no Nando’s, um restaurante da cidade –todos me olhavam atentos, principalmente Lavinia
 – O que ele falou? –pergunta In
 – Explicou que foi assaltado quando chegou, aí ele foi preso porque estava sem documentos, e que não tinha como provar que a Claire é inglesa, ele me pareceu sincero –fito o teto me lembrando
 – Titia, podemos dormir? –pergunta Amy, vejo que Henry está quase dormindo também. Tiro o notebook da cama e coloco-o sobre a mesinha de centro, acomodo os dois na cama e ligo o ar.
 – Vou ficar naquela porta, ok? –aponto para a sala de jogos, e eles assentem, fecho as cortinas e apago as luzes depois de me certificar que eles estavam cobertos. Minha cama era de casal, então eles poderiam dormir numa boa. Entro na sala com o notebook na mão –voltei –sorrio e vejo que Vivis estava sentada ao lado da In
 – Novidades? –pergunta ela
 – Não e vocês?
 – O Gabriel perguntou de você –diz Vivis
 – Sério? Ele não se cansa? –respondo sem ânimo
 – Como foi a prova? Sua mãe disse que é hoje –pergunta Matheus mudando de assunto
 – Eu tenho certeza que me sai bem, estava fácil
 – Vai menina prodígio! –pronuncia In zombeteira, rio e vejo que Marco, Vivis, Math e Lavz bocejam, pelo fuso horário eles devem estar bem cansados
 – São que horas aí? –pergunto e a In sussurra “01:30am”. –É melhor dormirem, amanhã nos falamos com mais calma
 – Ok, beijo te amamos –se despedem e eu encerro a chamada, bocejando também.

 Ligação OFF

 – O Ethan é seu amigo ou algo a mais? –pergunta o moreno, me ajeito no sofá e encaro o teto
 – Ele era namorado da Victoria, e melhor amigo do Taylor
 – Por isso vocês estavam juntos na cafeteria?
 – Sim, ele veio para cá ano passado, mas assim que chegou perdemos o contato –respondo –foram os piores meses da minha vida –sussurro e uma lágrima escapa, respiro fundo evitando lembrar de tudo, mas sinto o nó se formando em minha garganta
 – Quer falar sobre isso?
 – Hoje não, que tal jogarmos? –ele sorri pegando o controle.

                                            [...]

 – ISAAAAAAAAAAAAAAAAAA –grita alguém, me controlo para não bater na pessoa, pois Amy começou a chorar com o susto e Henry também.
 – Calma, meus amores –digo acariciando-os –eu estou aqui, vai ficar tudo bem –mesmo fazendo cafuné, Amy não cessa o choro. Henry voltou a dormir depois de poucas palavras e alguns cafunés.

 Pego-a no colo e vou até a varanda.
 – Vai ficar tudo bem, foi só um susto –ajeito seu corpo ao meu e abro a porta de vagar, saio do quarto e vejo que Sarah estava prestes a bater na porta. Sua expressão adquire um misto de confusão e desespero. –O que houve?
 – Quem é ela? –pergunta a baixinha
 – Amy, filha de uma amiga minha –respondo e ela me encara por alguns instantes, mas entra no quarto batendo a porta com força.

 Vejo que Amy já está dormindo, decido coloca-la de volta na cama. Saio do quarto com o celular na mão, e ligo outra vez para o JJ.

 Ligação ON

 – Oi, Jack –digo após a chamada ser atendida
 – Oi, Isa –ele responde com a voz embargada
 – Tudo bem? Você mandou aquelas mensagens e eu fiquei preocupada
 – É que eu estava um pouco bêbado, me desculpa –disse o loiro
 – Cadê o Matt?
 – Dormindo, bebemos muita caipirinha, aquele troço é bom demais, ISA! –ele gritou meu nome, me assustando. Ri de sua animação
 – O Brasil é maravilhoso
 – O que houve entre você e o Nash? Ele está mau humorado demais
 – Ele acabou com a nossa amizade, Jack –minha voz soa chorosa e sinto que minhas lágrimas estão prestes descer –eu não sei o porquê dele fazer isso
 – Ele não me falou nada, só que vocês não conversam mais –resmungou
 – Eles estão juntos, Jack? –pergunto receosa, parte de mim sabia que as prováveis palavras de Johnson poderiam me magoar.
 – Eu não sei, Isa –ele suspira e não fala nada por longos e tortuosos segundos –eu acho que não é nada sério, ele não parece feliz.

 – Ele já está decidido, preciso desligar –fungo e me sinto uma tola por estar chorando, qual é ISABELE? ELE É SÓ MAIS UM CARINHA QUE ENTROU NA SUA VIDA!
 – Você está chorando, Isa? –pergunta preocupado, finalizo a ligação e jogo o celular no sofá com muita raiva. EU TE ODEIO, NASH GRIER!

 Vou até a área da piscina e me sento na borda, colocando meus pés na água quente. É Isabele, sem amigas, sem amigos, quase sem pai, só falta sua mãe te abandonar.

 Por que a minha vida tem que ser tão complicada? Deus não poderia deixar meu pai comigo por mais alguns anos? A Sarah é tão nova, eu não quero vê-la triste, mesmo sabendo que será inevitável. E quanto a mim? Eu não sei o que fazer, parte de mim quer ficar agarrada a John, e a outra parte fugir para o Alasca e só voltar quando tudo estiver passado.

 É bem verdade que estou mais próxima dele, e que querendo ou não sua ausência será dolorosa, -como fora alguns anos atrás- então por que agora? O último ano do ensino médio deveria ser o divertido, com as melhores pegadinhas, festas, ir ao baile com o menino mais bonito da classe, e todo esse clichê. Quanto às pegadinhas, meu grupo era o melhor! E já que todos estão em outro continente eu não sei como será, se aqui tem alguma regra ou se eles punem com rigor brincadeiras ‘simples’.

 – No que tanto pensa? –papai pergunta, ele estava ao meu lado, com os pés na água –uma libra se eu acertar, ok?
 – Eu topo, mas se errar vai ficar me devendo um favor!
 – Tudo bem –ele sorri –está pensando no caos que sua vida está –tosse e coloca a mão no peito, como se estivesse com dificuldades para respirar –em mim, na sua mãe, talvez até na Sarah –ele me fita
 – Como sabe?
 – Pode passar longos e longos anos, seu olhar nunca vai mudar, muito menos aqui. –Sua mão repousa no meu coração –não se preocupe, eu deixei tudo organizado
 – Isso só me assusta, eu não quero te perder –digo num fio de voz
 – Você não vai, eu vou estar sempre com você, te guiando lá de cima –sinto um arrepio percorrer meu corpo, e tiro as pernas da água
 – Eu não estou pronta, pai
 – Nem eu, bebele –ele fala e sorri de canto, o abraço com força sentindo meu corpo se arrepiar ainda mais –eu te amo, nunca deixei de amar
 – É impossível não me amar –dou um sorriso tímido quando seus olhos me fitam semicerrados.
 – Vamos entrar, o jantar está quase pronto
 – Tudo bem.

 Ao passarmos pela porta, encontramos uma cena atípica, Sarah e Amy brigando no sofá, o Henry ria como uma hiena toda torta, ele estava na outra poltrona. E o Zayn bufava com o celular na mão.
 – O que está acontecendo? –pergunto num tom alto, e a Amy já está com os olhos embargados, preste a chorar. Sarah ria debochada da situação –não ouviram? Eu fiz uma pergunta!
 – Eu estava assistindo tevê com o tio Zayn, aí ela chegou, puxou o controle e fez assim –Amy imitou o possível gesto de Sarah, dando um tapa em seu braço –fez dodói, titia –a menina fala chorosa
 – É verdade, Sarah? –pergunto e ela arregala os olhos me encarando –é verdade? –reforço a pergunta e a garota assente abaixando a cabeça. –Peça desculpas agora!
 – Não mesmo
 – Sob hipótese alguma você vai levantar a mão para eles, ouviu? Você tem oito anos, eles têm 5! Se você quisesse mesmo assistir televisão era só ir para o seu quarto.
 – Peça desculpas, Sarah –meu pai ordena firme.
 – Não.
 – Sobe agora! Só desça quando estiver arrependida –John dita autoritário, e ela ri com escárnio
 – Eu estou muito decepcionada com você, Sah –digo, e ela para no degrau se vira e me encara, mas logo balança a cabeça com raiva e volta ao trajeto.
 – Depois ela se acalma, é apenas ciúmes –aconselha meu pai –quem está com fome? –pergunta meu pai, Amy e Henry levantam os braços pulando freneticamente, céus!

 John coloca Amy em seus ombros e Henry nos braços e começa a correr pela sala, fazendo todos rirem, até Melissa.
 – O que houve, querida? Me aparenta tão triste, foi a prova que te deixou assim?
 – Não Melissa, é apenas cansaço.

 Meu celular começa a tocar, e eu o procuro pelo sofá entretanto não o encontro. Ele para, e após alguns segundos o mesmo som ecoa.
 – Aqui, Isa –Zayn joga, e eu dou um grito
 – FDP! –digo em português e meu pai ri, junto a Melissa.

 Vejo no ecrã o número desconhecido.

 Ligação ON

 – Alô? –digo após colocar uma mão no ouvido, o barulho da sala me impedia de ouvir –alô?
 – Shhhhhh –ouço do outro lado da linha, e tão logo a ligação é finalizada.

 Ligação OFF

 Decido bloquear o número, para que não fiquem me passando trote de madrugada.

 – ISAAAAAAAAAAAAAAA –grita Gabriel
 – Oi –grito sem ânimo
 – Credo, e aí? Como foi a prova?
 – Estava fácil, o resultado sai na quarta.
 – Que ótimo –ele bagunça meu cabelo –vamos jantar –diz me arrastando até a sala.

 A mesa estava quase completa, só faltava a Sarah. Fitei meu pai e ele assentiu, permitindo que eu subisse.
 Subo correndo, ignorando os tropeços, e bato na porta com a respiração ofegante, ela me encara e fecha a porta. Bato outra vez e ela abre estressada.
 – Eu não vou pedir desculpa –resmunga brava
 – Eu só ia te chamar para comer –digo e ela arqueia o cenho, ergo as mãos em rendição e me viro pronta para ir embora, porém ela me abraça com força, e sinto suas lágrimas molharem minha blusa. –O que houve, Sah? Eu sei que você é melhor do que isso!
 – Não fala nada, por favor –pede e eu a abraço com força, ela suspira e eu vejo que o choro já cessou.
 – Lava o rosto, vamos comer.

 Ela entra no banheiro e eu me sento na cama, é um amor louco entre a cama e eu. Assim que sai, me certifico de que não há nenhum vestígio de choro em seu rosto. Descemos correndo.

 – Até que enfim, já ia ligar para os bombeiros –solta Gabriel
 – Hã? –digo confusa
 – Você nunca recusa comida, principalmente estrogonofe e batata –responde papai e todos riem.
 – Credo, pai!
 Após o silêncio se formar, eu encaro o prato diante de mim, e sinto o olhar de Sarah fixo na Amy, que sorria contente por tomar sorvete, ela e o Henry já tinham comido, Melissa e Soraya se certificaram dessa tarefa. Desvio o olhar para a baixinha e seus olhos cinzentos pousam em mim, assinto e ela se levanta, dando a volta na mesa.
 – Desculpe-me Amy, não queria te machucar –a baixinha suspira e Amy me encara, assinto outra vez e a gêmea boa abraça minha irmã caçula
 – Está perdoada, Sarah –diz a pequena e sábia.
 – YAAAAAAAAAAAAAAAAS –grito animada, e todos riem –que orgulho das minhas meninas! –digo emocionada
 – Isa –me chamou Zayn –preciso resolver alguns problemas
 – Quer que eu vá? –pergunto e ele nega, desviando o olhar –o que houve?
 – Preciso resolver um problema, amanhã eu te ligo –ele diz e se afasta, logo sumindo do meu campo de visão. Isso foi muito estranho, Zayn.

 Meu celular toca outra vez, e vejo que é a Madison.

 Ligação ON
 – Alô, cherry –digo puxando um sotaque fajuto e ela ri escandalosamente
 – Espero que tenha cuidado bem dos meus filhos –ela resmunga e eu gargalho
 – Cuidei melhor deles do que de mim –murmurei e posso apostar que ela sorriu alegre. –Quer que eu os leve agora?
 – Uhum, se não for incomodo
 – Estou saindo, quando chegar vai me contar as fofocas! –ela gargalha e encerra a ligação.

 Ligação OFF

 – Amy, Henry –os chamo –precisamos ir, sua mãe já chegou
 – Posso ir com você, Isa? –pede Gabriel e eu dou de ombros ele corre até a sala e volta com a chave do carro na mão.
 Pego-a –obrigada, plebeu –digo e ele me fuzila. –Coloca a Amy no banco e se certifique que o cinto está preso. Faça o mesmo com o Henry –grito do topo da escada, entro no quarto e retiro a bolsa do closet, verifico se a carteira com os documentos estão ali, se há dinheiro e chiclete. Desço correndo e tropeço no último degrau, mas alguém me segura e eu sussurro um obrigado de cabeça baixa.
 – Vamos logo –resmunga Gabriel, e então nossos olhares se chocam, era ele que havia me salvado do tombo maravilhoso.

 Entro no carro e me sento no banco do motorista, acelerando em seguida.

 Chego no hotel em menos de dois minutos, vou até a garagem e estaciono no bloco C. Vejo pelo espelho que Amy está quase dormindo, e Henry estava com os olhos focados na janela.

 – Vem, crianças –abro a porta e tiro os cintos, eles “pulam” e eu travo o carro no alarme. Faço o caminho tão conhecido por mim.

 Após alguns minutos, a porta do elevador se abre, e entro no quarto sem bater. Madison estava deitada na cama, de camisola. Amy e Henry correm na direção de sua mãe, enquanto Gabriel baba admirando o corpo de Maddie.
 – Limpa aqui –aponto para sua boca e ele ri de forma escandalosa –ela tem namorado, pode tirar o cavalo da chuva –digo e ele gargalha
 – Ter namorado não impede nada, até porque ele não está aqui –resmunga baixo indo em direção a Madison –você é a mãe dessas coisinhas fofas? –ele diz com o sotaque puxado.
 – Sim, ele se comportou? –pergunta ela, se referindo a Henry
 – Sim, perfeitamente bem. –Diz com um longo sorriso, na verdade era assustador –você é tão jovem e bonita, não aparenta ser mãe, muito menos deles
 – Pois é, a Isa disse a mesma coisa
 – Espera, ela deu em cima de você? –ele pergunta surpreso
 – QUEEEEEEEEEE? –gritamos em coro, não me seguro e começo a rir, Amy e Henry nos acompanham na risada, e Gabriel fica sem graça.
 – Sou Gabriel
 – Não, você é o Coringa –digo e ele manda o dedo do meio, dou um tapa em sua cabeça e aponto disfarçadamente para as crianças.
 – Ok, acho melhor eu ir embora –ele diz e Madison me encara
 – Se quiser pode ficar, vou pedir pizza –ela diz
 – Obrigado pelo convite –ele diz e ergue o olhar para mim –mas acho melhor eu ir, vocês querem fofocar e eu vou atrapalhar
 – Você que sabe –digo e ele se levanta caminhando até a porta. –CONTA TUDO! –peço num tom alto
 – É pra já! –ela diz com um sorriso feliz –ficamos fazendo testes por longas horas, só paramos por cinco minutos a cada 4 horas para comer ou beber. Eu consegui! É oficial, eu sou modelo da nova campanha de lingerie! –pula animada na cama –o ruim é que hoje é o último dia que poderei comer pizza, a partir de amanhã eu vou começar uma dieta receitada pelo médico

 – Quem vai ficar com as crianças? Já procurou alguma babá?
 – Eles vão ficar na escola perto da casa dos meus pais
 – Ah sim. Sabe a mulher da recepção? ELA QUASE ARRANCOU MEU BRAÇO FORA! –mostro o braço arranhado e ela arregala os olhos
 – O que houve? Eu liberei sua entrada na recepção, disse que você poderia subir a qualquer horário já que ficaria com meus filhos e precisaria buscar roupas
 – Ela não queria me deixar subir, aí cravou suas garras em mim –respondo e ela ri
 – Ela foi demitida?
 – Não, meu tio queria, mas eu não me sentiria bem com isso –afirmo e ela sorri orgulhosa
 – A prova estava difícil?
 – Não, muito pelo contrário –sorrio a abraçando –já falou com a tia Meredith?
 – Sim, ela vai passar aqui amanhã cedo, vamos matricular os gêmeos na escola
 – Isso é ótimo, vou falar com a minha mãe para depositar na sua conta
 – Não precisa, eu tenho um pouco guardado
 – Não quero ofendê-la, mas já pesquisou a mensalidade? Taxa de Matricula? Materiais? Admita e aceite a nossa ajuda –digo e ela sorri dando de ombros
 – Obrigada
 – Tenho que te contar uma coisa, é sobre o Nash
 – Eu já sei, Gilinsky me contou –suspira a morena –me desculpe, achei que não quisesse falar sobre isso
 – Eu não entendo, por que ele fez isso? Tudo que ele falou em Paris não se passa de mentiras? Ele está com outra, Maddie!
 – Isa, tente entende-lo –ela diz calma –você também está com o Zayn, já imaginou o quão difícil é abrir o jornal e ver vocês juntos? Dê tempo ao tempo. Nash está bravo porque acha que você está o fazendo de trouxa!
 – Eu...
 – Respira, amanhã é um novo dia. Nunca é tarde para se desculpar, ok? –ela sussurra enquanto afaga meu cabelo.

                                   [...]

 Meu celular apita, e vejo que é uma mensagem. Ignoro. 02:30am, John vai ficar louco! Olho para a cama de Madison, ela estava dormindo assim como as crianças. Apago a luz e saio do quarto com a bolsa na mão, aperto o botão do elevador enquanto procuro as chaves.

 A porta se abre, e eu entro sem olhar, procurando as malditas chaves! Olho ao redor e encontro um casal se pegando, reviro os olhos, desistindo de procurar. Coloco as mãos no bolso da jaqueta e encontro-as. Desço até o subsolo, destravo o alarme e entro no carro.

 Respiro fundo repetidas vezes e ligo o carro, faço o trajeto de casa e estaciono o carro na garagem, mas logo saio, caminho até o barzinho que avistei quando estava em Londres pela primeira vez.
 Entro no local e encontro vários caras bêbados, algumas mulheres na mesma situação, e um grupo de amigos conversando, aparentemente sóbrios. Sento na banqueta e peço ao barman uma vodca com limão.
 – Espero que não se meta em problemas –diz ele
 – Relaxa –digo após virar todo o líquido
 – Vai com calma, gatinha –murmura um bêbado com um bafo insuportável
 – Vaza –minha voz sai um tanto séria –outra –o copo desliza até o cara, e ele me fita preocupado –se eu quisesse conselhos pedia à minha mãe, faça o que eu estou mandando! –resmungo séria e ele se vira, preparando a bebida
 – Acho melhor ir com calma –soa uma voz conhecida por mim
 – EU JÁ DISSE QUE NÃO PRECISO DE CONSE... –me corto encarando o rapaz sério na minha frente –Ethan?



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