História Xeque-mate ×YoonKook× - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jimon, Vhope, Yoonkook, Yoonseok
Visualizações 122
Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Segundo: I Hate my life.


Um amor tóxico, assim que poderiam definir o relacionamento de JungKook com Park Geum Min. Eles estavam se agarrando na poltrona e eu juro de pés juntos que ouvi Jeon sussurrar "who's your daddy?" 

Eu estava sentado no sofá macio da casa assistindo simplesmente aconteceu e quase não conseguia me concentrar por causa da pegação ao meu lado. até que algum infeliz tocou a campainha e Jeon foi atender, um minuto de descanso pra boca da namorada dele, pelo menos isso. 

TaeHyung entrou correndo pela porta sem comprimentos para JungKook ou a chifrada. Ele se sentou ao meu lado e me entregou uma pequena caixinha rosa. 

– você gosta de doces? — tae me olhou com um grande sorriso, a única coisa que se passava pela minha cabeça era " OMFG, que puta sorriso lindo" — eu comprei especialmente pra você. 

— sim, eu amo doces. 

Jeon voltou com cara de poucos amigos e ficou revezando o olhar entre eu e Taehy. Logo ele soltou um longo suspiro e saiu puxando Geum para o quarto. TaeHyung soltou um riso soprado e sentou ao meu lado. 

– como você se sente hoje? — ele perguntou agora com a feição seria. — parece zangado com algo. 

— estou zangado com filme. — sim, menti. — como ela o queria tanto que quase se tornou a outra. 

— se a garota que você ama fosse completamente apaixonada por outro cara, o que faria? 

—  o amor é algo tão tolo que podemos nos apaixonar quantas vezes nos convém, eu não vou me prender a uma garota pra ser feliz,  já que podemos achar esse sentimento em quase qualquer coisa. — falei sério, me lembrando que nem de garotas eu gosto. Mais um motivo pra ser a ovelha negra. 

— me dê um exemplo. — TaeHyung disse baixinho, a voz grave e rouca ficava mais sexy. 

— você pode amar seu filho, seu cachorro ou gato, seu trabalho ou seu talento. Ainda assim, será feliz. 

— você é experto. 

‹‹†››


Já estávamos na metade de um filme de terror, isso não me assusta como acontece em clichês famosos. Eu assistia as cenas de morte com a maior cara de "eu já sabia".  

TaeHyung brincava com as mechas do meu cabelo, eu estava adorando receber cafuné. 

Jeon apareceu na sala com a vaca da namorada, eu olhei por um instante pra ela e notei que estava usando uma meia minha. Mas não qualquer meia, a meia que vovó havia me deu antes mesmo de eu me assumir. 

— o que está fazendo com isso, vira-lata? — falei entredentes, o odeio é visível na África. Eu realmente odeio que toquem no que é meu. 

— ah, cala a boca, nanico. — ela revirou os olhos e cruzou os braços, a chifrada acha que eu tenho medo. — é emprestado, Jeon rasgou as minhas.

— quando você pega algo que não lhe pertence não é empréstimo, meu amor, é roubo. 

Jeon abraçou Geum por trás e me encarou. 

— e você rato de Chernobyl, está sendo muito anti-profissional, não acha? — cruzei os braços e o olhei de cima abaixo. 

— por que você é tão rude e odeia tudo? — ele cuspiu aquelas palavras na minha cara. — e pare de me olhar assim, você é muito pequeno pra tanto ódio. E não ache que tenho medo, não é como se você fosse levantar e me bater. 

Aquilo doeu lá dentro, Jeon sambou em cima da minha ferida. 

— eu não sou rude, JungKook. — falei com olhos fechados escondendo as lágrimas. — eu trato as pessoas como devem ser tratadas. 

— que seja. 

Logo ouvi o barulho da porta se fechando e abri os olhos lentamente, eu tinha sempre que abri-los, mesmo quando a realidade é dura, eu tenho que abrir meus olhos. Nesse momento a única coisa visível era a mão de TaeHyung estendida, eu estranhei mas a segurei com força. TaeHyung me levantou, rapidamente me sustentou com a própria força e me manteve de pé. Mas eu não sentia minhas pernas. 

— o que está fazendo? — eu realmente não consegui segurar as lágrimas, elas chegaram acompanhadas de soluços. — quer me deprimir? 

TaeHyung me abraçou com força, seus lábios tocavam meu pescoço com a delicadeza de uma borboleta na flor. Mas suas mãos me seguravam com a força de um leão em sua presa. 

— eu já disse, serei suas pernas. — Ele sorriu contra minha pele, fazendo-me arrepiar. 


›› †‹‹

Estranhamente, eu estava mais animado na manhã seguinte. Estava sorrindo atoa. Após tomar banho e vesti uma roupa confortável, fui empurrando a cadeira até a sala e lá encontrei Jeon comendo um prato enorme de uvas. 

— que bom que já está arrumado para o colégio. — pera que? 

— como assim, colégio? — o encarei confuso e JungKook apenas sorriu de canto. 

— você está no terceiro ano, certo? Nenhum professor quer entrar aqui pra dar aula, você terá que ir a escola como alguém normal. 

Tá bom, essa é a melhor notícia do mundo! Após passar anos sem interagir com ninguém, agora eu, Min Fucking YoonGi, estou indo pra um colégio cheio de pessoas. 

Eu já ia saindo para contar a minha mãe o quão feliz fiquei  mas Jeon me puxou de volta. 

— sobre ontem, me desculpe por te dizer aquilo... Eu só não estava com cabeça pra aquilo. — Jeon parecia realmente arrependido, logo puxou algo de debaixo da mesa. Era uma mochila preta em forma de caixão, não vou mentir, adorei. — err, foi eu que comprei e... Se você abrir, tem meias novas pra você. 

O encarei por um instante e logo deixei um sorriso escapar. Jeon ficou alguns minutos sem reação e isso fez o meu sorriso morrer. 

— obrigado pelo presente, eu até gostei. 

— agora vai se fantasiar de menino, poço de ódio, você tem 5 minutos.

› ‹†› ‹

Eu realmente estou indo pra uma escola, eu realmente estou indo! Mesmo que fosse na favela ainda, eu estava indo. Assim que vi as paredes em um tom pêssego, fiquei feliz, era o colégio! Tudo bem que está meio acabadinho, mas tinha tantas pessoas passando pelo portão negro do colégio. 

Quando JungKook estacionou, peguei minha mochila no banco de trás e esperei Jeon pegar minha cadeira de rodas. Ele fez a mesma coisa que fez quando cheguei no meu novo amargo lar, Jeon me segurou com força como se eu fosse cair. Eu me senti como o titanic, afundando em águas escuras e geladas, me sinto assim quando Jeon me toca, isso porque raras vezes ele faz isso.  

Após me ajudar a entrar no colégio, Jeon foi embora. Como eu havia ganhado cadeiras novas, essa é automática e menos cansativas, eu só fui controlando tudo com o joystick. 

Passei na direção e peguei alguns papéis, minha grade de aulas e algumas informações básicas. No decorrer da minha caça a minha sala, percebi que todos me olhavam como se eu fosse um alien. Eu tentei controlar, até que comecei a ouvir os cochichos. 

" ele não anda" 

" dizem que os pais dele são ricos e o mandaram pra cá porque estão com vergonha" 

Cansado de ouvi asneiras, acelerei e fui procurando por o número 107, sala B. Sem sucesso, claro. Tentei pedir informações mas todos me ignoravam. 

Eu já estava quase ligando pra o Rato vim me buscar, porém, avistei uma garota que chamou minha atenção. Não foi pelo tamanho dela, ou por se vestir como uma boneca gótica do século passado e sim porque notei que uma de suas pernas era uma prótese. Fui até ela, a garota estava sentada no chão lendo um livro mas levantou o olhar quando notou minha presença. 

— desculpe incomodar, mas você poderia me dizer onde fica a sala 107 B? — falei com firmeza, caso contrário eu começaria a chorar como uma criança. 

— hmm, tudo bem. — ela falou, sua voz parecia tão suave. — nos somos da mesma sala, olha que legal! Me chame de Mon.  

— hmmm, ok? 

Ela me levou até minha sala, me ajudou a escolher uma classe e até ficou sentada na minha mesa conversamos comigo. Gostávamos da mesma banda, The cure, e até tínhamos a mesma música favorita. Se eu gostasse de garotas, casaria com ela. 

— então, você tem namorado? — ela perguntou com um sorriso travesso nos lábios. 

— como você... 

— meu Gaynômetro  apitou. 

— bem, meu namorado não me liga a três dias e não foi me visitar nos meus três meses de coma então... 

— nossa isso é-

— todos em seus lugares, silêncio e a aula começou. 

›› †‹‹

A noite deitado na minha cama, eu ouvia Elvis no pequeno rádio que ganhei da minha mãe. Eu sempre dormia vontade o cobertor que havia ganhado da minha vó mas Jeon havia o colocado pra lavar hoje,  Parece estranho pra vocês certo? Eu sou apegado as coisas sem valor, coisas pequenas. Acontece que, quando você nasce em berço de ouro, você tem tudo. Isso com o tempo se torna algo tão insignificante, logo você passa a valorizar coisas sem valor, pois elas são raras. 

Peguei meu celular no criado mudo e tomei coragem para discar o número de Hoseok, chamou e logo ele atendeu. 

— oi, amor.

eu não posso falar agora, YoonGi. 

— por que? 

estou no trabalho. 

Olhei para o relógio no canto, eram 00:00, Hoseok nunca ficava até tarde. 

— mas... 

Ouvi uma voz feminina ao fundo. 

— quem é? 

minha chefe, YoonGi. Ela pediu para eu desligar, tchau. 

Ele desligou e eu só fiquei encarando o telefone, Jeon entrou no meu quarto e ficou me encarando, ele com certeza ia me dizer algo importante mas ao me ver quase explodindo, ficou nervoso. 

— que está bem? — perguntou, a voz dele não oscilou ou afinou. JungKook mantinha a postura até mesmo quando não sabia o que fazer. — sabe, sexo faz bem pra acalmar os nervos...

— SAI DAQUI SEU RATO SAINDO DE CHERNOBYL MONTADO EM UMA BARATA COM RABO DE CACHORRO E ORELHAS DE ELEFANTE, SAI DA MINHA FRENTE RESTO DE ABORTO.  — joguei um travesseiro nele e logo JungKook saiu correndo pra fora do quarto. — eu te odeio, seu babaca. 

JungKook está certo, eu sou um poço de ódio. 

Odeio tudo e todos, sou uma máquina de ódio, por isso todos se afastam. Se odeio minha vida? Hahaha

mas quer saber, eu não dou  a mínima. 

Ou me ama do jeito que sou, ou me odeia. Estou fodendo pelo que pensam de mim. 



Notas Finais


Se pudessem descrever o Yoongi da fanfic o que diriam?

Sabe esse filme que o Yoongi citou? Assistam é bom e a fanfic é baseada nele.

Já estão com medo pessoas que já assistiram o filme?


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