História XO - Entre beijos e abraços (Reescrita) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Marco Reus
Personagens Marco Reus
Tags Ann Kathrin, Marco Reus, Mario Gotze
Exibições 176
Palavras 2.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Bom dia, boa tarde, boa noite.

Estou aqui ansiosa, esperando do fundo do meu coração que vocês gostem do capítulo. Amyce repaginou geral e sabe aquele sentimento "scrr, tô apaixonada!"? Pois é, estamos assim kkk. Enfim, não vou me prolongar aqui, perdoem se houver erros!
Obs: O link das músicas citadas ficarão nas notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Pilot - Pov. Aline Almeida


Fanfic / Fanfiction XO - Entre beijos e abraços (Reescrita) - Capítulo 1 - Pilot - Pov. Aline Almeida

 

Pov. Aline Almeida

 

Fevereiro, 2016.

São Paulo.

 

Cobertores, comida, televisão e muito chá são os meus companheiros dos últimos três dias. Sem contar no barulho que vem lá de fora, afinal, estamos em época de carnaval e o que mais existe é gente na rua se esbaldando.

A pergunta que vale um milhão é: Porque Aline Almeida não está lá?

Por que Aline Almeida bebeu horrores, teve intoxicação e ainda pegou uma chuva que só faltou cair gelo do céu. Agora cá estou eu, deitada e assistindo Miguel ir para a jaula junto com Lúcifer, mal sabe Adam, a casca de Miguel, que será esquecido por mais seis temporadas. [1]

A campainha toca, estourando um pouquinho mais meus tímpanos e eu levanto devagar para ir atender. Abro a porta e quase a fecho novamente ao ver a cara de velha da minha querida mamãe. Ela veste um vestido azul elegante e casaco por cima, saltos pretos, o cabelo loiro perfeitamente preso em um coque e a maquiagem bem feita, trás consigo uma bolsa enorme. Tudo isso e para mim ela é só uma velha emperiquitada.

— O que quer? – Pergunto sem paciência e ela revira os olhos.

— Vim ver como está, fazer uma sopa, cuidar de você, sou sua mãe e mães fazem isso. – Ela vai entrando e eu fecho a porta com uma força desnecessária.

— Não precisava vir. Estou bem. – Deito no sofá de novo e me cubro.

— Não interessa, vou fazer a sopa e você vai comer. – Ela grita da cozinha e eu reviro os olhos.

Procuro meu celular no meio da bagunça de cobertores, comida, computador, câmera e depois de muito revirar o encontro. Desbloqueio e abro de imediato minha conversa com Ann.

"Alerta perua disparado." - 20h14min.

Espero ela responder e uns segundos depois a mensagem chega.

"Para com essa birra, você gosta quando ela te dá atenção kkkk." 20h14min.

"Vá se ferrar. Obrigada." 20h15min.

“Sabe que estou brincando, dá uma chance, Aline. Te amo.” 20h15min.

“Ainda quero que você vá se ferrar. Te amo.” 20h15min.

Deixo o celular de lado e me afundo com olhos fixos na TV.

Eu podia estar na Alemanha agora, curtindo alguma festa, pegando alguém, mas não eu tinha que vim para o Brasil, pois um bom carnaval nunca é dispensado.

Quer dizer, seria bom se eu estivesse lá fora, não aqui morrendo.

Enquanto assisto ouço os sons que Paola faz na cozinha. Ela veio até aqui no primeiro dia, assim que eu disse a Franz que estava doente e por isso não ia ao bloco da empresa. Não veio ontem provavelmente por causa do marido babaca e de Alice. Sinceramente eu não a esperava hoje e nem queria que viesse mais aqui. Paola é apenas e unicamente um grande problema para mim.

Meu celular vibra e eu o pego, na notificação há o nome de Mario, abro logo.

"Ann me falou que sua mãe está aí, lembre-se de dar uma chance a ela, Aline." 20h21min.

Reviro os olhos e começo a escrever.

"Ela não ajuda, Mario. Não consigo ver em Paola uma mãe, pois ela nunca foi. Vamos parar com isso." 20h21min.

Fico esperando, vejo que ele digita e logo sua mensagem chega.

"Não vamos não. Você prometeu que ia tentar já que ela queria tanto. Sei que está doente, apenas deixe que ela cuide de você." 20h22min.

Meus olhos se enchem ao ler a mensagem e eu respiro fundo.

"Vou pensar no seu caso, mas fique sabendo que ela é uma perua intragável." 20h22min.

"Ok haha, amo você." 20h22min.

"Também te amo." 20h23min.

Bloqueio o celular e fico olhando para a tela até tomar a decisão de me levantar, coloco-o no bolso do short e vou para a cozinha. Fico na porta olhando Paola se mover pegando coisas na bolsa que trouxe e as usar para fazer a tal sopa.

— Não fique de pés descalços, Aline. Sente-se. – Ela diz sem tirar seus olhos da cenoura que está cortando.

Caminho até os bancos da ilha e me sento em um deles. Me mantenho apenas a observando. Paola termina de cortar as cenouras e as põe numa vasilha onde já tem abóbora. Vejo que ela só trouxe essas duas e beterraba, pelo visto sabe do que gosto.

Depois de jogar tudo na panela para cozinhar ela lava as mãos, as seca e vem até mim. Olho para ela com as sobrancelhas arqueadas e Paola se senta no banco ao lado do meu.

— Quando vai voltar para a Alemanha? – Pergunta e vejo em seus olhos certa expectativa.

— Amanhã mesmo, Franz vai para o Rio e eu vou voltar. – Respondo.

— Eu sei que é difícil pra você, que passamos muito tempo separadas, mas eu te peço, por favor, vamos até minha casa.

Viro o rosto para o lado oposto ao dela e respiro fundo. Será que Paola não entende o quanto é horrível ir até lá e fazer a linha educada?

— Pare de me pedir isso. – Digo exasperada. — Não é difícil, é quase impossível, é horrível, é simplesmente a última coisa que quero fazer na vida. Não, melhor, é a única coisa que nunca quero fazer.

Respiro fundo e ela desvia o olhar, percebo que seus olhos brilham e suponho ser por causa de lágrimas.

— Até quando vai ser assim? – Pergunta sem me olhar. — Até quando vai continuar me afastando? Não vê que faço tudo para recuperar o que tínhamos? – Agora ela vira-se para mim e me lança um olhar suplicante.

— Pare de tentar, não vai adiantar de nada.

Levanto do banco e ando para fora da cozinha.

— Aline... Aline! – Ela me chama de volta e eu paro na porta. — Não pode me culpar por tudo, sabe que seu pai teve grande influência em tudo que aconteceu.

— O que aconteceu com o casamento de vocês é problema de vocês e eu não jogo a culpa só em você. – Olho para ela. — Mas o meu pai, diferente de você, não me deixou por nenhum segundo, após o que aconteceu. Ouça, não ligo que o tenha traído, pois sei que Franz não é um santo, mas não suporto o fato de você querer enfiar a família que construiu dentro da minha vida. Pare com isso, Paola. Apenas pare!

Torno a me virar e caminho rápido, desta vez para o quarto que fica no fim do corredor. Me tranco ali e fico andando de um lado para o outro. Respiro fundo repetidas vezes e o som frenético que há lá fora, nesse último dia de festejos, faz a minha cabeça querer explodir em pequenos pedaços. Sento-me na ponta da cama e alcanço meu celular que está em meu bolso. Olho a tela e há notificações de mensagens e postagens no instagram, desbloqueio a tela, limpo tudo e abro minhas músicas. Procuro dentro da minha mala por um fone e acho, entro debaixo das cobertas e coloco os fones nos ouvidos.

Encolhida ali, enquanto Alessia Cara soa em meus ouvidos, eu observo uma chuva se iniciar lá fora e molhar o vidro lentamente, gota a gota. Penso nas pessoas que agora devem estar correndo para fugirem e não se molharem, as pessoas que não correm, apenas continuam a pular e dançar, mas dessa vez acompanhados pela chuva. Muitos com problemas maiores que os meus, outros sem problema algum e uns que talvez passem pelo mesmo.

Estou cansada, se pudesse apagava os últimos seis meses da minha vida. Por quê? Porque a minha querida mamãe resolveu que queria buscar uma reconciliação comigo. A própria afirmou que não é tarde demais. Mas talvez seja, pois eu não consigo olhar para ela e não pensar nos 14 anos que passei sabendo apenas que ela estava viva e vivendo em algum lugar desse mundo com um cara bonito e uma filha, porém não vinha me visitar, não me mandava um postal, uma carta, sinais de fumaça, ou qualquer coisa que fosse.

Porque ela tinha que voltar agora? Pelo amor de Deus, alguém me diz!

Eu não devia estar chorando. Não devia nem ter a deixado entrar. Vim para o Brasil seis meses atrás, em Setembro, era aniversário do meu pai e eu gosto de estar sempre presente. No entanto, logo depois dos parabéns ele disse que alguém queria me ver e depois disso a minha vida virou um caos completo. Paola passou a me encher, sempre dizendo querer conversar, passar um tempo comigo e recuperar o tempo que perdeu. O jeito que falava isso me fez até pensar, mas justamente pensar é que fode tudo para o lado dela, pois é pensando que eu sempre me lembro de tudo que eu não tive por ela não estar comigo.

É difícil, muito difícil ter que ficar olhando pra ela e vê-la tentando ser aquilo que não foi durante tanto tempo, durante o tempo que precisei de verdade.

Hoje eu já não preciso. Tenho meus 25 anos nas costas, sonhei, realizei e continuo realizando muita coisa. Moro na Alemanha, trabalho com aquilo que mais amo, capturo a vida com as lentes das minhas câmeras. E ainda tenho amigos que jamais pensei em ter, jogadores e modelos. A minha vida é tudo aquilo que eu conquistei, e nenhuma dessas coisas dependeu dela, se teve alguma dependência foi por parte do meu pai e também por isso eu o amo e respeito tanto. Meu pai esteve sempre comigo e me apoiou desde que ela disse que iria embora para seja lá que país ou cidade.

Respiro fundo e seco meu rosto com a palma de minhas mãos. Olho para o teto e tento me concentrar na música, mas o cheiro da sopa já chega aqui e eu confesso que estou com fome. Porém, só vou sair daqui quando ela se for. Não me leve a mal, mas eu prefiro não ter que olhar para Paola.

Pego o celular para mudar de música e uma mensagem de Mark chega, eu a abro.

"Mathias está com saudades e eu também!" 21h02min.

Um sorriso brota em meu rosto.

"Joga água benta nele, deve estar possuído! Kkkkk, também estou com saudades!" 21h02min.

"Quando você volta? Precisamos de você aqui, Ally." 21h03min.

"Volto amanhã, nem que eu tenha que atravessar o oceano a nado!" 21h03min.

"Mds, o que aconteceu? Kkkk." 21h03min.

"Quando eu chegar aí a gente marca com a Ann e eu conto tudo. Ok?" 21h04min.

"Ok, já estou curioso!" 21h04min.

"Eu sei hauaha." 21h04min.

"Vou dormir, estou acabado, a noite foi longa haha." 21h05min.

"Boa noite, xo!" 21h05min.

"Xoxo." 21h05min.

Saio da conversa e vejo que Ann e Mario me mandaram mensagens. Mas eu fecho o aplicativo, mudo a música e bloqueio o celular de novo.

Ann, Mario e Mark são com certeza os meus melhores amigos. Os conheci há três anos, quando fui trabalhar para o Bayern, foi um momento difícil em que eu precisava decidir pra onde ia e a Alemanha pareceu brilhar em neon para mim, sempre gostei de viajar para lá, de assistir os jogos dos clubes de lá, de sentir o frio que falta te congelar. Eu me tornei a Bávara mais louca que pude e neles, Mario, Ann e Mark encontrei pessoas maravilhosas que sempre estavam ao meu lado, seja para festas, ensaios improvisados ou conversas importantes. Desde então aconteceu muita coisa, eu saí do clube e hoje trabalho para duas agencias de modelos. Gosto do meu trabalho, mas o melhor momento para mim é quando eu posso sair e fotografar o mundo em seu curso natural. Faz parte de mim, ver que tudo pode ser bom, pode ser feliz, pode ser triste e pode ser os dois, como a minha vida ou parte dela.

El perdedor, do Maluma, começa a tocar e eu só fecho os olhos e ouço a música. Canto baixinho e me deixo levar, amo músicas latinas e as que fazem parte do reggaetón com certeza são as minhas preferidas. Só não levanto da cama por que os lençóis estão bem mais confortáveis que o chão frio, porém não deixo de cantar e fazer uma espécie de dança, mesmo estando deitada.

Dois toques na porta interrompem meu show, eu paro e espero.

— A sopa está pronta, vá logo comer enquanto está quente. Eu já estou indo embora, até mais, Aline.

Não respondo nada e ouço o som de seus saltos atravessando o corredor de volta a sala.

Levando da cama, guardo o celular no bolso e arrumo os fones no ouvido, saio do quarto e sigo para a cozinha. Paola já saiu do apartamento e eu agradeço por ela não enrolar. Pego um prato fundo e uma colher, me sirvo com a sopa e sento ali mesmo num dos bancos da ilha para comer. E enquanto Ginza, do J Balvin, toca em meus ouvidos, eu como a sopa de Paola e tento não pensar nela no geral, apenas no fato de que amanhã há essa hora eu estarei em um avião, voando de volta para a minha Alemanha.


Notas Finais


Capítulo por Mands. Edição e formatação por Mands.

Músicas citadas pela Aline:
A da Alessia Cara não diz o nome, mas eu estava escutando "Here" com o Troye Sivan: https://youtu.be/P7YASQm6L9Q
Maluma - El Perdedor: https://youtu.be/PJniSb91tvo
J Balvin - Ginza: https://youtu.be/zZjSX01P5dE


[1]: Referência ao último episodio da 5° Temporada de Supernatural.


E então? O capítulo foi bem voltado pra relação da Aline com a mãe e eu quis ressaltar também as amizades dela.
Começamos bem diferente da outra, eu sei, mas, ai scrr kkkk.
Comentem, okay? Amamos vcs, até o próximo!


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