História Y o u - KaiSoo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Jongin, Kai, Kaisoo, Kim, Kpop, Kyungsoo
Exibições 32
Palavras 1.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Part.2



Tudo parecia morto e oco.


Como é que alguém pode conseguir ao menos sorrir, sabendo que por todo o mundo pessoas morrem, sofrem e choram a cada segundo que passa? Estamos constantemente presos à dura ignorância, e fechados de todas as verdades que voam à nossa volta.


E será que realmente queremos saber?


O ser humano é naturalmente egoísta: se temos tudo o que temos, então mais nada importa. E não era totalmente mentira; pelo menos oitenta por cento da população é assim, mesmo que não reparemos.
Só que quando os problemas não são nossos, ignoramo-os; e por vezes não temos um pingo de pena ou caridade.
Até as melhores pessoas podem ser as piores em certos momentos.


Eu pensava nestes factos a caminho do trabalho.


Estava a ter um dia péssimo: acordara sem o despertador (o que me atrasou), não tinha comida em casa, o meu velho carro estragara-se (fazendo-me caminhar 3km em pleno outuno), e a minha mãe falecera à cerca de duas semanas atrás. Estava tudo um enorme desastre.


Comecei a encolher-me dentro do casaco devido ao frio - para melhorar o meu dia, estavam pelo menos 6°C, e eu odiava dias gelados.


A morte da minha mãe ainda estava bem clara na minha cabeça.
Não houve um dia depois disso que eu não tivesse pensado ou sonhado com ela; afinal de contas, tinham sido anos de preocupação com a sua vida e doença, e isso não desapareceria de um dia para o outro.
A morte da nossa mãe é uma das coisas mais horríveis da nossa vida, disso podem ter a certeza; quem não ficaria triste com a perda da pessoa que sempre cuidou e tratou de nós, sem pedir nada em troca? Pelo menos era este o meu caso.


Eu estava sozinho.


Olhei para a multidão que agora se amontoava no meio de uma passadeira, comigo no meio. Sem saber o que fazia, parei de caminhar, mesmo no meio da estrada. O sinal do semáforo ficou novamente vermelho, mas os carros não conseguiam passar comigo lá - mesmo não querendo saber da minha existência, ninguém queria causar um homicídio desumano.
Os apitos começaram a soar ruidosamente, causando um grande impacte sonoro na vida das pessoas que por ali passavam.
Nasceram murmúrios nas pessoas que olhavam para aquele cenário esquisito - quem era aquele imbecil parado num lugar tão inconveniente?; se calhar era isso que falavam.


Mas eu não liguei.
Apenas olhei para os meus pés, tentanto controlar a tristeza e amargura que consumia lentamente o meu coração.


"SEU IDIOTA! SAI DO MEIO DA ESTRADA!" - um grito mais forte e rouco salientou-se no meio do barulho, dando-me a entender que vinha de um condutor enfurecido que queria passar. Dirigi o meu olhar para um dos carros; um velho gordo com um boné saiu de um Mercedes vermelho, com uma cara zangada. Andou com passos largos até mim, e com as mãos fechadas em punho; nem assim eu me mexi - "Não me ouviste, ou estás surdo?! Sai da merda da estrada! Há pessoas que querem passar!"


Não lhe liguei.
A minha mente estava presa na minha mãe e na maneira de como ela sorria ao me ver a ir para o trabalho - este que me tinha tirado o último momento com ela.


"Estás a ignorar-me?! Ora, seu fedelho!" - vi o seu punho a ir finalmente contra a minha cara e esperei pelo impacto fechando os olhos. Eu sabia que merecia aquilo. Estava a perturbar a sociedade com os meus problemas.


Mas não cheguei a sentir a dor chegar à minha cara. Entreabri os olhos, notando a tensão que ali se instalava, e arregalei-os ao ver o que se passava.


Um rapaz parara o murro do velhote, apenas agarrando-lhe o braço.


"Não é preciso violência, senhor." - arrepiei-me ao ouvir aquela voz rouca sair diretamente daqueles lábios deliciosamente carnudos - "Aposto que não quer ir preso por agressão física." - não pude evitar corar no meio de todos os sentimentos deprimentes que tinha. Acabara de ser escandalosamente salvo por um desconhecido, e este que não era nada de se deitar fora.


O velho bufou, e voltou para dentro do carro - entretanto o sujeito já me tinha puxado pelo braço para fora da estrada, deixando todos os que antes estavam impacientes suspirarem de alívio. Até eu suspirei de alívio, mesmo sendo o causador de todos aqueles problemas; eu não estava com um controlo total da minha mente até aquele homem me dirigir um murro - eu de forma alguma o queria ignorar. Mas ignorei. Tudo graças à minha mãe e a sua morte, e ao stress que estes me causavam.


"Ei, está tudo bem? Ias causando agora uma grande confusão! Tens noção disso?"


E foram aquelas palavras que deram início a tudo.


O meu 'salvador' ainda permanecia ao meu lado, com uma das mãos a agarrar-me a manga do meu enorme blusão.


Nunca mais me esquecerei daquele grandioso momento; mesmo ele tendo sido rodeado com a tensão que ainda permanecia da adrenalina do último momento. Aquele sorriso claro e simétrico percorria a minha mente a mil, e os seus olhos arregalados magoavam-me a alma por alguma razão desconhecida. Eu podia sentir com clareza - ele estava preocupado comigo; como à muito tempo ninguém estava.


Era como se nos conseguíssemos comunicar apenas com olhar, e com isso não tive a preocupação de lhe agradecer por me ter salvo - ambos sabíamos que eu estava grato. Mesmo que a culpa fosse inteiramente minha, sem alguma razão aparente.


De um momento para o outro, ele sorriu-me ainda mais, tornando as ruguinhas que tinha na zona dos olhos ainda mais salientes; e eu retribui-lhe da mesma forma.


Eu estava a sorrir com toda a minha sinceridade, como há anos não o fazia. Nada era forçado. Não tinha de esconder nada.


E não parecia que à uns minutos atrás eu tinha acabado de parar um trânsito, e quase levado um murro de um condutor furioso; pois o tempo para mim parara quando aquele desconhecido entrara na pequena história da minha vida. E todo aquele simples ser humano transformara o meu 'eu' insignificante talvez um pouco mais... Vivo.


Ele era apenas um rapaz que me salvara - mas eu sentia que ele era o tal apoio emocional de que eu tanto precisava.


Notas Finais


Sinceramente, eu n sei se vcs perceberam o real significado deste cap O:
O Kyung ta triste cm a morte da mãe; a caminho do trabalho, no meio de uma passadeira, pára pk ta a pensar na morte dela; os carros não conseguem passar por causa dele, e por causa disso, um velhote menos paciente saí do carro com a intuição de o 'pôr dali para fora' à pancada; mas o Kai aparece e salva-o, tanto daquela confusão como da sua solidão. Ou seja, o Jongin representa uma espécie de resíduos da felicidade e esperança do Kyung; assim como também é uma personificação do seu anjo da guarda e liberdade
Sou uma chata, eu sei ^-^'
Mas eu amo fics filosóficas ♡


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