História Y o u - KaiSoo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Jongin, Kai, Kaisoo, Kim, Kpop, Kyungsoo
Exibições 34
Palavras 1.572
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Part.3 (final)


O ser humano, mesmo que pense e queira, não tem controlo sobre nada neste mundo.


Tudo não passa de uma mais ínfima ilusão criada pelo Homem, apenas por causa de uma insignificante fome de poder - e isso é uma coisa que todos querem, infelizmente.
Porém, nada é nosso e nós não somos de ninguém; e isso não nos dá o direito de possuir ou de sermos possuídos.


A sociedade não aguenta viver sem a sua doce ganância, mas será que também poderia viver apenas desejando o bem-estar dos outros e de caridade? Não podemos querer ter, tanto como também não podemos oferecer - porque nenhum dos lados daria resultado. Algum deles acabaria por sofrer.


Mas eu queria tanto entregar-me a ele.


Kim Jongin fora o salvador da minha vida. Não apenas por me ter impedido de levar um mísero murro - não, isso ainda era o menos. Ele salvara-me desta humanidade podre, tirando-me do abismo da depressão do qual um membro da minha própria família me atirara.


Ele abriu-me os olhos para o mundo, fazendo-me ver que mesmo depois da morte de muitos, o meu sangue ainda corria nas minhas veias, que eu ainda chorava, que eu ainda andava, ou que eu ainda sorria - mostrando-me que eu ainda estava vivo.
Apenas entre quatro paredes, com ele tudo podia parecer perfeito numa questão de segundos.


Ele demostrou-me o que era amar.


Ele tornara-se claramente no meu apoio emocional.
Sim, a pessoa tão importante para mim agora era, sem mais nem menos, aquele rapaz que conheci num momento de desespero. Não demorei a apegar-me a ele; afinal de contas, a sua personalidade atrativa e otimista protegia-me como um escudo duro e forte.
E também não demorou muito para que começassemos um relacionamento amoroso - era até bastante óbvio, pelas nossas ações e conversas.


Tudo começou a girar à volta dele, assim como já nada exterior a isso importava.


O Jongin conhecia o meu sofrimento - ele também tivera um caso semelhante com a sua irmã mais nova. Por isso só nós os dois nos conseguíamos compreender um ao outro; sendo esse um dos fatores que nos juntou devido ao destino.


Mas. Existia sempre um maldito mas.


O Jongin era o meu maior apoio emocional - desde o dia em que ele me salvara e que me pedira descaradamente se poderiamos ir comer qualquer coisa juntos. Mas... Seria eu o seu apoio emocional? Seria eu a pessoa na sua vida, a única que ele queria tocar e proteger?


Tal como a minha querida mãe dizia, "Não podemos ter sempre tudo o que queremos."; eu conhecia muito bem esse provérbio, tendo perdido tudo o que mais amava. Mas reencontrara o amor e a sanidade mental ao ler a felicidade nos olhos brilhantes do meu querido Kim. 


Seria eu para ele o seu 'querido Kyungsoo'?


Eu amava-o. Apenas poder tocar na sua pele levemente morena com a ponta dos meus dedos; acariciar o seu cabelo após uma noite movimentada, já com ele adormecido nos meus braços; ouvir as suas risadas extravagantes; sentir o cheiro da sua água-de-colónia barata; rir-me dos seus roncos noturnos; ouvi-lo falar sobre a dança que ele tanto amava; estar com ele - tudo isso, para mim, era o sinónimo de perfeição. Para sobreviver, eu não precisava de mais nada sem ser entregar-me por inteiro a ele; fazê-lo saber que eu lhe pertenço.


O amor é destrutivo.


Eu sabia que não estava tudo bem. Mesmo que ele repetisse isso pelo menos umas cinco vezes ao dia - era mentira. Já não era tudo perfeito.
As chamadas telefónicas estavam cada vez mais paradas, e muitas das vezes eram ignoradas por ele. As noites de amor praticamente terminaram; aliás, ele passava cada vez mais as noites fora de casa, não me dizendo para onde ia. Os toques entre as nossas mãos; os olhares apaixonados; as promessas para o futuro - tudo terminara. Já não existia a faísca naquela relação, pelo menos do lado dele.
Enquanto isso, eu apenas chorava no meu canto, com medo da chegada do fim. A perguntar-me onde é que eu tinha errado.


"Kyungie... Eu gosto muito de ti mas... Já não dá. Isto não vai resultar."


Eu causara-lhe muitos problemas.
E no momento em que acabámos foi onde me apercebi do meu primeiro erro: eu entregara-me por completo a ele, deixando-o possuir a minha alma e o meu amor por si. Não pensara no que ele também queria, e tinha deixado o meu egoísmo atacar aquela relação. O Jongin também queria ser possuído e entregar-se a mim - e eu não lhe dera sequer uma oportunidade para isso. Ele também queria ser mimado e protegido, e era sempre eu que ficava com esse 'papel'. Estava tão focado na minha tristeza e felicidade que não reparara nos seus problemas. Agora pensando bem - eu alguma vez o ouvira com pena ou compaixão?


E isso pelos vistos tornara tudo deprimente e azedo.


O Jongin fartara-se de mim.
Fartara-se dos meus momentos de tristeza, da minha melosidade, das minhas mudanças de humor ou dos meus problemas.


Antes chamava-me egocêntrico apenas na brincadeira; agora ele berrava-me isso aos ouvidos, enquanto eu lhe implorava de joelhos e repleto de lágrimas para ele não me deixar - que ele era a única pessoa que eu tinha.


Lamentei-me ao ouvir a porta da rua a ser fechada com força, deixando os meus soluços consumirem todo o som daquele pequeno apartamento. O meu choro era tão doloroso; as lágrimas queimavam-me os olhos e o ar que eu tentava arrancar à força dos pulmões arranhava-me a garganta. A dor que antes tinha em relação à minha progenitora aumentara em dobro. O Jongin tinha desaparecido da minha vida tão rapidamente tal como tinha aparecido.
O meu segundo erro era mais que óbvio: tê-lo conhecido naquela fria manhã.


O Jongin tinha-me feito suportar a morte da minha mãe; e agora, como é que eu iria suportar duas grandes perdas sozinho?


O ser humano tem de se agarrar a qualquer coisa que o proteja, instintivamente. Para aprender a suportar a dor que a vida traz, os bebés são ensinados desde pequenos a suportar pequenos arranhões ou a enfrentarem o choro. Quando crescem, já sabem que a vida não é um mar de rosas e tentam preparar-se mentalmente para os acontecimentos mais marcantes e violentos - no entanto a mente humana ainda não está pronta para isso.
São poucos os que conseguem encarar a dor e a morte que a vida carrega às costas, encurralando os actos de desespero e evitando a sua própria morte. São poucas as pessoas que não precisam de amor - ou apoios emocionais.


Eventualmente, eu não era uma dessas pessoas. A minha sanidade era fraca e vulnerável; a qualquer género de movimentação ou nervosismo, já estava a desfalecer de ansiedade. Era uma pessoa fraca, que precisava constantemente de ser protegido por alguém que me amasse. Alguém que eu amasse.


Mas as duas únicas almas que eu mais precisava comigo abandonaram-me - e eu estava perdido como uma criança recém-nascida abandonada à frente da porta de uma casa. Desnorteado. Sozinho. Carente. Porém, eu não queria amar mais ninguém para além daquelas duas pessoas - e eu só conseguiria estar com uma delas.


Eu precisava do Kim Jongin.


Corri para fora do meu apartamento, nem me apercebendo que estava apenas de meias. Era de noite, e o ar gélido do futuro inverno entranhava-se na minha pele como um pedido mudo para que eu não fosse atrás dele. A minha respiração estava ofegante, e a pele da sola dos meus pés começava a aparecer através do tecido das meias, rasgando-as com força no asfalto. Não sabia para onde estava a ir - mas eu tinha de fazer aquilo.
O Kim Jongin era meu.


Não me lembro de como é que cheguei ali; aquele local tão importante e marcante; aquela passadeira. O primeiro e último sítio onde nos veríamos.
E ali estava ele, de costas para mim, mesmo no outro lado da rua; inundado pelas luzes fracas e coloridas que provinham dos semáforos e dos postes de eletricidade.


Um sorriso largo percorreu o meu rosto - se eu corresse até ao outro lado conseguiria ainda apanhá-lo.


E assim o fiz. O meu terceiro e último erro: não olhei para os dois lados antes de atravessar.


Um carro, provavelmente a ser conduzido por algum condutor embriagado, chocou contra mim, sem ter chances de parar a tempo. Sangue, carne e terror na voz do condutor e causador da maior parte do problema - tudo era o típico cenário de um atropelamento normal.
Só havia uma diferença: era eu que estava a morrer e não outra pessoa. Aquilo não era um filme ou uma invenção - era a realidade. O que nos faz chegar à famosa conclusão do 'não acontece só aos outros e ninguém está livre do perigo.'


Ironia à parte - eu sacrifiquei a minha vida por causa da minha busca por proteção. Era hilariante a maneira de como eu tinha sido atropelado enquanto o que eu mais queria era refugiar-me no peito do meu namorado para que isso não me acontecesse.


Nasci sozinho e acabei sozinho.


Eu perdera tudo o que mais era de importante para mim, tal como me perdera a mim mesmo na penumbra.


"O ser humano não tem controlo sobre nada; por isso precisa claramente de proteção. Quando não a tem, luta para sobreviver - ou então simplesmente morre."


Notas Finais


Eu tentei fazer um final com sentido. Ou ser filosófica. Juro. MAS FALHEI OUTRA VEZ NÃO FOI?! T-T
Votem e ajudem aqui a tia Sofia~ ☆ '3'
Vejam as minhas outras fics please e esqueçam tudo do que leram até aqui. Ficou uma bosta
Vou esforcar-me mais daqui em adiante '^'/ Até à próxima ♡

P.s- Sorry se estraguei o nosso amado KaiSoo... Não foi de propósito T-T
O Kyung deprimente tmb me põe triste :'(


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