História Yakuza Chronicles - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Amor, Angst, Aventura, Bromance, Clã, Criminal, Drama, Família, Humor, Investigação, Máfia, Mistério, Novela, Original, Rivalidade, Romance, Saga, Shounen, Slice Of Life, Suspense, Tokyo, Trama, Yakuza
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Palavras 2.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Há uma probabilidade de 70% que eu poste outro capítulo ainda hoje, se não, amanhã de madrugada.
Boa leitura!

Capítulo 23 - Suposições


Fanfic / Fanfiction Yakuza Chronicles - Capítulo 23 - Suposições

Após a conversa, os gêmeos subiram para o terraço junto de Tsune e Jad, estes estavam perto da borda.

–Jad-san, o que está acontecendo? –Hiro perguntou olhando para o horizonte esfumaçado, um dos portos de Tóquio se espalhava em ondas de chamas enormes e uma fumaça negra subia aos céus, podia-se ouvir severas explosões vindas de lá por conta dos motores, automóveis, navios, etc.

–Hiro-kun, vamos entrar o ar vai ficar poluído por causa da fumaça. –Tsune ordenou.

Todos entram no bar, Jad ligou a TV do bar e colocou no noticiário;

Não há suspeitos, apenas pode-se ouvir um tiro momentos antes... oh... lá vem mais um sobrevivente... –Jad desligou a TV.

–Muito bem rapazes, vamos dormir, já está tarde. –Jad falou tentando desviar o assunto.

–Ahm, vocês podem ficar com o último quarto à direita, é confortável como os outros. –Tsune sugeriu.

–Hay... –os gêmeos responderam em uníssono e se encaram por um momento.

Ambos se dirigiram ao quarto, era um quarto belíssimo com um lustre de Dragão Japonês, pode-se dizer que era exatamente igual ao de Jad porém este contia uma grande janela de correr que dava acesso a sacada e encarava a iluminada Tóquio. Algo que realmente incomodou Hiro foi o fato do quarto ter uma única cama de casal.

–Não precisa ter vergonha de dormir comigo... –Juck falou enquanto tirava os sapatos. –Quando éramos crianças nós dormíamos agarradinhos... Até o dia em que você se isolou de todos.

–Ahm... Okay... Só mantenha a distância, sabe...

–Sem problemas.

Ambos deitaram, relaxaram e alí dormiram um de costas para o outro.

Minutos depois, Bar;

Jad estava bebendo sentado na banqueta e Tsune organizava a prateleira de bebidas.

–E por que você acha que eu deveria confiar nele? –Jad perguntou.

–Ora você viu que não há dúvidas de que ele é o irmão de Hi... digo, Rishter. –falou Tsune.

–Mas e se ele estiver infiltrado ou algo do tipo?

–Não vejo essa possibilidade, você viu o quão perecidos eles são, e Juck esteve procurando por Rishter este tempo todo. Se está tão desconfiado deixe que ele revele suas verdadeiras intenções.

–E quando menos percebermos ele já revelou nossa localização para sabe-se lá quem nos odeie e nos queira mortos.

–Vai ter começar a confiar nele se quiser continuar na posse de Rishter, agora que tem o irmão ele pode querer voltar para casa a qualquer momento.

–Hmph... Eu acho mentira o fato de eles serem os filhos de Inferi. Pode haver tantos Rishters e Jucks pelo Japão.

–Então você vai chamar isso de coincidência mesmo após serem citados no testamento?

–Sei lá né...

–O fato de Hir... digo, Rishter ser filho de Tankaichi e estar sonhando com uma tal montanha de dinheiro não quer dizer que ele está envolvido no roubo dos quinze bilhões?

–Faz sentido... Apagaram a memória dele para que ele não contasse a ninguém ou não deixasse pistas.

–Pode ser, já que Tankaichi preservou a existência dos dois, então a Yakuza não interrogaria Rishter.

–A questão é, por que Rishter se envolveu nisso?

–Lembrando que são suposições.

–Vamos ligar os pontos, mãe desaparecida na época do roubo e Hiro sonhando com uma mulher de seringa... Isto não te questiona algo?

–Não só Rishter estaria envolvido mas também a mãe? E por que uma mãe apagaria as memórias do próprio filho?

–Nunca saberemos a verdade senão a encontrando, já te contei que Pairo está vivo?

–Uh, sério!? –perguntou surpresa.

–Sim, Tai me disse que ele está em coma em um lugar secreto, bem, antes de Pairo ser baleado ele quis me contar algo...

–Talvez seja a chave para tudo..

–Ei, Tsune, posso te pedir que deixe esta conversa em segredo?

–Sem problemas, mas me prometa que quando a hora chegar você irá contar a verdade para ele.

–Na hora certa...

–Como está seu ferimento?

–Está cicatrizando, dói quando eu fico de bruços na cama.

–Agora, estou preocupada com os trabalhadores do porto...

–Não se preocupe, ninguém trabalha lá de noite.

–É melhor ser verdade.

–Enfim, vou ir dormir.

–Boa noite.

Jad vai para o quarto, enfim tinha um quarto só para si e poderia dormir na beliche de cima.

Por causa da grande onda de calor que saía do porto de Tóquio e subia para a atmosfera, nuvens surgiram sobre a cidade e logo uma tensa tempestade rapidamente se formou. 

Vários minutos depois;

–"Droga... eu falei para ele manter a distância." –Hiro pensou, Juck estava dormindo abraçando seu abdômen. –"Nós sempre dormíamos assim?" –questionou-se. Se sentia desconfortável por estar sendo abraçado por outro garoto, ainda mais na cama o que deixava tudo mais constrangedor.

Começou a chover, os relâmpagos iluminavam o quarto janela adentro. Um frio intenso surgiu no quarto por causa do ar condicionado que estava no modo Verão por conta do calor, nem os cobertores puderam manter-se tão quentes como antes. Hiro aceitou o ato de ser abraçado para sentir-se aquecido, também logo aceitou o fato de que não teria nada de mal em dormir abraçado com seu irmão gêmeo.

No mesmo instante, em um bordel randômico de Tóquio;

Patrick estava em uma dança particular com uma prostituta qualquer;

–Rebola mais, gostosa... –falou enquanto acariciava os seios da prostituta.

–Ei! Não é permitido tocar nelas! –um guarda interviu.

–Ou senão o que? –Patrick retrucou continuando com o ato.

–Ou iremos colocá-lo para fora! –exclamou o guarda.

–Pode tentar! –levantou da poltrona e jogou a prostituta na parede, começou a masturbá-la por fora da calcinha.

–Não vou me repetir! –exclamou mais uma vez e pegou o bastão em sua cintura. –Tire as mãos dela!

–Ooh, não está vendo que ela está gostando? –ironizou aos gemidos da prostituta.

–Eu se avisei! –segurou o braço livre de Patrick e o puxou para fora do quartinho, fazendo-o cair de joelhos diante de si.

–Seu imundo... como ousa me tocar... –lentamente fechou o punho esquerdo e deu um potente gancho nos testículos do guarda. –E agora? –ironizou ao ver o guarda cair de joelhos segurando o genital e gemendo de dor.

–G-guardas! –o caído berrou com todas as suas forças.

Vários guardas chegaram instantes depois.

–Lá fora... –falou Patrick, os guardas entenderam.

Saíram do bordel pela saída se incêndio, no caminho não paravam de se encarar, discretamente. Chegaram em um beco onde alguns capangas de Patrick o esperavam sobre a tempestade que caía.

–M-merda... –falou um dos seguranças ao perceber que estava em menor número em relação aos capangas.

–Meu guarda-chuva. –falou Patrick, instantes depois um capanga joga um guarda-chuva de flores para Patrick.

–Eeh? Vai nos enfrentar com isso? Vou enfiar essa merda no seu cú. –ironizou um dos seguranças.

–Que vulgar! Vou cortar sua língua fora! –exclamou Patrick. Logo segurou o guarda-chuva com as duas mãos e lentamente retirou o cabo que revelou-se ser uma grande lâmina cilíndrica (no formato de um parafuso). Tal lâmina era muito conhecida no submundo criminoso de Tóquio por ser ágil e mortal, justamente pelo fato dela ter um formato sulcado em espiral que permite atacar de quaisquer maneira. Se ela perfurar seu corpo e atravessá-lo, mesmo que não tenha sido em um ponto vital, considere-se morto pelos fatos citados acima. Poucos têm a chance de empunhar esta lâmina por ela ser muito rara e caríssima.

–I-inacreditável... –um segurança falou boquiaberto.

–Recuem por suas vidas! –outro ordenou.

–Ahahahaha... É melhor não fugirem ou então iremos botar esse bordel de cabeça para baixo! –exclamou Patrick, fez uma cara de mau. –Se conseguirem me colocar no chão eu irei embora e nunca mais irão ouvir falar de mim!

–Heh, é melhor nós pouparmos nossa vidas. –retrucou outro segurança.

–Myco-san, acenda o molotov. –ordenou Patrick.

–Mas está chovendo! –respondeu

–Deixa pra lá... Agora, venham e lutem ou irão ter um prejuízo bem maior do que o hospital!

–Quem quiser pode se retirar, os homens de verdade me acompanhem! –encorajou um dos seguranças.

De 12, ficaram somente 3, suas pernas tremiam ao se aproximar de Patrick.

–Podem vir. –falou Patrick.

–Quem vai primeiro? –perguntou um dos seguranças com a voz trêmula. Não obteve resposta dos outros dois então se dispôs e se aproximou.

–"Pobre homem..." –pensou um dos capangas de Patrick.

–Ah! –correu até Patrick tentando dar-lhe um soco, este correspondeu desviando para o lado e colocando o pé na frente, fazendo-o cair de bruços, ergueu a temida lâmina e cravou no chão ao lado do rosto do segurança, por um triz ela fez um pequeno corte em dua bochecha.

–Fique bem aí. –Patrick ordenou, o segurança obedeceu e deitou no chão. –Vocês dois, venham ou ele morrerá.

–Certo. –falaram em uníssono. –Você vai primeiro. –falou um deles.

–M-mas--

–Ou eu mesmo te colocarei no chão! –ameaçou.

–Merda. –se aproximou de Patrick. –P-por favor não me mate!

–Sabe, são raras as ocasiões onde tenho piedade então sinta-se sortudo. –a auto estima do segurança foi ao ápice após ouvir aquilo.

–Uh! –ergeu os punhos e lentamente foi em direção a Patrick, de olho na lâmina. Colocou toda a força em seu punho destro e o alvejou conta o rosto de Patrick, um simples desvio de cabeça foi o bastante. Tentou dar-lhe um chute na barriga mas este foi seu pior erro, Patrick facilmente desmembrou seu pé na tentativa. –Aahh! Aaah! –caiu no chão berrando de dor e tentando estampar o sangramento com a mão. –V-você disse q-que não me mataria! –queixou-se.

–Eh? Eu te matei? Eu prometi que não te mataria, não prometi não te machucar. –retrucou, olhou para o outro segurança, porém, este aproveitou a distração e fugiu. –Vocês não são de nada, ainda se consideram seguranças? –ironizou.

–P-por favor me leve ao hospital! –implorou.

–Myco-san, ligue para a ambulância e diga que tem um maldito segurança sangrando no beco atrás do MaiJimBo.

–Certo. –pegou o smartphone e curvou o corpo para não molhar o celular.

–Sinceramente... Vou parar de arrumar briga com guardinhas, eles não me divertem... O único que poderia me divertir é... Ah... Dhedalus... –olhou para o céu e encarou a chuva. –Mas que cheiro terrível é esse? –questionou-se ao sentir o cheiro de queimado que se espalhava no ar, mesmo com a tempestade intensa, as chamas do porto mal se apagaram. A chuva entrando em contato com o metal e o plástico queimando causou um odor de "queimado" que se espalhava pela cidade. –Maldito Dhedalus... –praguejou já presumindo o que teria causado o fedor.

–Patrick-sama, o recepcionista disse não ter ambulâncias disponíveis por causa do ocorrido no porto, o que faremos? –falou Myco.

–Deixe-o aí mesmo, deixe que ele se arraste de volta para a boate. –Tirou o Rayban do bolso e o colocou porque seus olhos ardiam. –Vamos voltar para o Jigoku.

Manhã seguinte, 09:40.

Ainda estava frio. Frio o suficiente para Hiro praguejar baixo ao despertar. A chuva havia passado totalmente mas a temperatura permanecia baixa. Mexeu-se na cama verificando o lado onde Juck teoricamente estaria, apenas teoricamente pois o espaço antes ocupado por ele estava vazio. Afundou o rosto no travesseiro e puxou toda a coberta para si. 

Passou a relembrar a noite anterior, fora agradável dormir ao lado do irmão. Calma aí, irmão não. Conhecido, este era o termo mais adequado.

Pensou em ficar dormindo mais um pouco, mas por uma intuição, rapidamente levantou contra todo seu desejo de ficar alí quentinho. Colocou o chinelo de pelúcia verde que ganhara de Tsune um tempo atrás. Foi até o banheiro (do quarto) e lavou o rosto se encarando no espelho por um momento. Molhou o cabelo e o jogou para trás. 

No mesmo instante, Bar;

Jad falava ao telefone com Law;

–'Você tem noção de quantas pessoas inocentes podem ter morrido? –Law reclamou, podia-se ouvir alguns ruídos estranhos ao fundo.

–'Sim eu sei, eu não imaginaria que ele faria algo tão terrível... –disse Jad.

–'Na próxima vez diga para seu amigo rever suas ações! –desligou.

–Que grosseiro... –murmurou.

–Jad-san. –Hiro chegou ao bar. –Cade o Juck?

–Ah, ele foi ajudar Tsune a comprar alguns mantimentos. –guardou o celular. –Vamos descer para tomar café.

No mesmo instante, Submundo;

–Você tem noção do que fez!? –Law encarou Dhedalus.

–Eu não ligo. –respondeu Dhedalus.

–Como pôde envolver pessoas que não tinham nada a ver?

–É justamente por não terem nada a ver por eu não ter que prezar por suas vidas.

–Quer saber? Minha vontade era revelar este lugar para meus superiores... Mas não quero comprometer sua relação com Jad.

–Você já compromete tudo pelo simples fato de estar aqui.

–Que se foda! –se retirou às pressas da sala.

Horas depois, Marietta's;

–Onde essa mulher se meteu agora!? –Jad questionou-se após mais uma tentativa falha de ligar para Tsune.

–Já fazem horas, vamos procurá-los. –Hiro sugeriu.

–Não, não podemos ficar muito nas ruas, o ar está completamente poluído.

–Então deve ser por isso que ainda não voltaram.

–E se eles estiverem presos em algum supermercado (Paciência não é o ponto forte de Tsune), ou até pior, podem ter passado mal por causa da poluição.

–E então, o que faremos?

O celular de Jad começou à vibrar.

–Quem é agora... –atendeu o celular; –'Alô?

–'Jad-kun, sou eu, Dhedalus.

–'Ah, o assassino em massa, como vai?

–'É melhor rever nossas posições, rapaz!

–'Ops! O que você quer?

–'É a Tsune, ela precisa de você.

–'O que aconteceu? –ficou sério.

–'Venha até o Submundo, é muito sério, e pode trazer seu garoto, as prostitutas só trabalham em fim de semana e pela noite. Está muito quieto por aqui hoje.

–'Já estou aí. –desligou e guardou o celular.

–Algo errado? –perguntou Hiro.

–É a Tsune, algo aconteceu com ela, vamos ao Submundo.

Continua...



Notas Finais


Espero que tenham gostado :y


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