História YanAngel - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Pentagon (PTG)
Personagens Yan An, Yeo One
Tags Anjos, Ptg, Sobrenatural, Yanone, Yeoan
Visualizações 55
Palavras 945
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Sobrenatural

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, universes. Eu estava sem nada para fazer, tenho anotados alguns enredos para fanfics do Pentagon e eis que essa ideia pareceu ser a mais certa.

Espero que gostem. Nos vemos nas notas finais. Boa leitura!

Capítulo 1 - Para cada lágrima um beijo.


Yan An era um anjo da guarda. Não um simples anjo, mas sim um que tinha habilidades de curar as dores do coração. Aquelas dores aparentemente irremediáveis para os corações humanos, que diante o desespero rezavam para que os seus problemas fossem embora, eram o que aquele anjo mais gostava de curar. Sentia-se eficiente, sentia-se bem, sentia-se em paz.

Yan An já havia curado muitas pessoas, todas crianças. Ele adorava lidar com elas e elas o amavam também. Ele não só era um anjo puro e inocente como parecia com uma criança em todos os termos. Isso os aproximava de tal maneira, que sempre quando ele tinha que se afastar para que a troca de anjos acontecesse, ele se sentia triste. Mas aquele era um dever cumprido. Sua missão era curar e ir embora. Não podia contestar as ordens. Ele continuava a olhar pelas crianças durante um bom tempo, até que estivessem crescidas e encaminhadas em suas vidas, mas sem mais interferir em suas preces.

Só que agora Yan An havia sido designado para curar um adulto. Seria a primeira vez em toda a sua existência que curaria um adulto.

"Para cada lágrima que ele derramar, um beijo deverá ser dado."

Para cada lágrima que aquele humano derramasse, Yan An teria que secá-las com um beijo. O toque de um anjo. Seu beijo milagroso curaria as dores daquele coração machucado.

Mas quando Yan An conheceu Yeo Changgu, notou que o humano estava não apenas machucado como dilacerado. Por um momento, o anjo duvidou de suas habilidades de cura. Como consertar um coração que já parecia não ter mais tantos pedaços?

Assim que viu a primeira lágrima de Changgu caindo, Yan An apressou-se para secá-la. Foi o gosto mais salgado que ele já havia provado. Um choque. Continha tanta dor e sofrimento que Yan An nem notou as várias outras lágrimas que o jovem derramara no curto espaço de tempo. Aquilo o assustou imensamente. Duvidou de si próprio.

Yan An voltou para o céu naquela noite para conversar com o guardião de todos os anjos, Arcanjo Chamuel.

- Não sei se consigo fazer isso. - O anjo confessou, desolado.

- Por que duvida de suas habilidades, Yan An?

- Porque toda aquela dor, todo aquela angústia... Como é possível um simples anjo como eu apagar aquilo tudo?

- Você sabe que você não apaga as dores de ninguém, você só faz eles perceberem que existem outras coisas que podem ser mais importantes do que o sofrimento. Esse é o seu destino, Yan An, não tente mudá-lo.

E, escutando isso, o anjo desceu à Terra para acompanhar o seu humano desprotegido mais uma vez.

Changgu caminhava em um parque quase deserto, era tarde da noite e apenas quem voltava do serviço e morava naquela área ainda caminhava por ali. Ele decidiu sentar em um dos bancos, e após alguns segundos, retirou a carteira do bolso e de dentro dela uma foto com quatro pessoas.

Foi então que Yan An entendeu. Changgu estava sozinho no mundo agora. Havia perdido os pais e a irmã em um acidente de carro semanas antes de onde apenas ele saiu sobrevivente. Sentiu compaixão e não pensou duas vezes antes de se ajoelhar diante o humano e secar a primeira lágrima que escorreu. Dessa vez secou todas quanto fossem possíveis. Guardou parcialmente dentro de si aquela dor. Precisava forçar o humano a compartilhá-la.

Dia após dia, Yan An secou as lágrimas de Changgu e ficou feliz ao ver que elas diminuíam. O humano já conseguia viver mais livremente, com as lembranças do fatídico dia sendo apenas aquilo: lembranças. Só que por mais que Yan An tentasse, a dor não ía embora. E começou a doer dentro de seu ser também.

Até que certa noite, enquanto Changgu havia parado diante a sua própria casa, considerando vendê-la e se livrar de tantas lembranças ali de sua família, uma lágrima solitária escorreu e pousou salgada no canto de seus lábios.

No automático, o anjo Yan An curvou-se para secá-la. Já havia beijado inocentemente os lábios de várias crianças quando elas choravam copiosamente, principalmente depois de caírem e ralarem o joelho, e aquilo nada lhe provocava a não ser o alívio por ver os soluços passando. Mas agora era diferente. Aquela lágrima pousada no canto dos lábios de Changgu fez surgir um sentimento arrebatador dentro de si.

O anjo sentiu como se um coração tivesse crescido em seu peito para suportar tanto conflito. Era imenso o amor que sentia por aquele humano. Não era pena, compaixão, piedade. Aquele novo sentimento o assustou completamente e ele se afastou, ficando atrás de algumas árvores como se pudesse ser visto. Estava se sentindo exposto.

A imagem do Arcanjo Chamuel apareceu em sua mente.

- O que é isso?! - O anjo questionou o superior.

- Esse é o verdadeiro e mais puro sentimento que um ser pode sentir.

- Mas isso não está certo!

- Ao invés do humano ser tocado por um anjo, você foi tocado por ele, Yan An. Não é errado.

- Mas um anjo sentir tais coisas? É pecado!

- Amar alguém não é pecado algum. Assim como Deus nos colocou no mundo, ele colocou as almas gêmeas. Suas almas formam um laço agora.

- Mas eu sou um anjo! - Precisava frizar aquilo.

- É raro acontecer, mas o sentimento mais puro surgiu em seu novo coração. - Yan An espantou-se, nunca tinha escutado falarem sobre aquilo no céu. - Você passará a viver como um humano de agora em diante. Você terá uma nova missão, e a sua existência passará a ser chamada de vida. A sua própria vida.

- Como isso é possível?

- Deus está lhe dando essa oportunidade de curar de vez a dor e a solidão desse humano.

- E qual é a minha nova missão?

- Fazer Yeo Changgu feliz.


Notas Finais


E é isso. Gostaram? Vou tentar encher esse site de fanfics do Pentagon, embora eu não goste muito de como eu escrevo. Acho que teriam melhores autores por aí pra desenvolver minhas ideias T_T

Pentakisses & hugs e até a próxima.


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