História Yeah, maybe I love You. - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens Jackson, Mark
Tags Got7, Jark, Markson
Visualizações 48
Palavras 4.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI
Leitores novos sejam bem vindos <3
Eu mudei a capa da fanfic sdfjkdf vocês perceberam né? Pq eu sou muito maravilhosa em edição de fotos aha <3

Demorei, mas cheguei gente. Eu não consegui revisar nada, então já vou me desculpando, até pq um capitulo meu que eu não peça desculpas não existe dkfjdkf
O negocio aqui é culpa, culpa é uma sentimento muito desgraçado sabe? Nas pessoas erradas ou sei lá, certas, faz um grande estrago.
Boa leitura :)

Capítulo 15 - Culpa


Eu havia tomado um banho muito relaxante e tinha colocado as roupas mais confortáveis que achei na minha mala. Estava sentado no meio da cama, enxugando o cabelo quando Jackson entrou no quarto e começou a pegar tudo que precisava para tomar banho. Eu o observei andando de um lado para o outro, fingindo que eu não estava ali. Não olhou para mim nem uma vez.

Depois do que aconteceu no aeroporto, Jackson me ignorou o voo inteiro.

- Sei que está com raiva, mas a gente podia conversar né? – perguntei testando as aguas entre a gente, mas ele apenas me olhou torto e entrou no banho.

Quando ele voltou, meu cabelo já estava seco e eu estava com fome.

- Eu tô com fome, a gente podia pedir algo juntos. – Jackson guardou suas coisas e se deitou na cama, mexendo no celular, mas sua barriga roncou e ele deu um longo suspiro.

“Traído pela meu próprio estômago” foi o que eu ouvi ele dizer. Eu dei uma risadinha, mas ele continuou me dando um gelo, o que significava que eu tinha que usar uma tática mais agressiva.

Levantei na ponta dos pés e percebi que ele me observava indo em direção a cama dele. Ele dizia para eu parar, mas não me impediu de entrar debaixo do cobertor com ele. Eu o abracei bem forte e distribui beijinhos por todo o seu rosto e por último em seus lábios. Ele não me beijou de imediato, mas não demorou muito para corresponder. Sim, nos beijamos, mas nossas línguas nem se encostaram. Ugh, Jackson é muito difícil.

- Isso é tão injusto. – ele disse quebrando o beijo de repente, sentando-se na cama.

- O que é injusto? O fato de você preferir reclamar do que me beijar? – perguntei tentando animar o clima, mas sem sucesso. Tirar graça quando ele está falando sério? Jackson odeia quando eu faço isso.

- Por que eu não consigo negar você? Esses seus lábios rosados e carnudos ridículos! – seu tom de indignação só fez com que um sorriso se espalhasse no meu rosto.

- Eu acho que devo te informar que você fica mais fofo ainda tentado me xingar – comentei enquanto me sentava a sua frente. Ficamos em silêncio por um tempo mais longo do que eu gostaria, considerei voltar para minha cama, mas Jackson falou antes.

- Por que estava agindo daquele jeito? Você estava lá, viu como Olive estava doida... Fiquei desesperado quando vi que você estava tão calmo e otimista sobre ela! Mark, precisamos fazer algo, ela tá surtada, pode muito bem nos machucar!

- É minha culpa...

- O que?

- Eu fui um estúpido com ela, de um jeito que nem eu sabia que era capaz. Se ela veio para cá mudada ou não, o que eu fiz foi imaturo e cruel. Eu fodi tudo, Jackson.

- Você estava bêbado...

- Não inventa desculpas agora, nós dois sabíamos que eu ia me arrepender, mas eu insisti nessa porra. Eu já te disse uma vez, eu sempre estrago tudo.

- Ei, não mistura as coisas! O que estamos fazendo e o que aconteceu entre você e ela são duas coisas muito diferentes.

- Eu sou o mais velho aqui, mas já reparou que eu causo mais problema do que qualquer um? – uma risada sem humor escapou pelos meus lábios, enquanto eu mordia o inferior tentando suprimir o incomodo formigamento no meu nariz.

- Mark...

- Não me entenda mal, não quero que sinta pena de mim e não estou me fazendo de vítima. Era por isso mesmo que não queria que BamBam abrisse a boca. Queria me resolver com ela, a sós, num lugar mais calmo. Eu fiz a cagada, eu resolvo. Mas agora todos estão preocupados, estamos tensos e eu tive uma conversa horrível com o Jaebum, sério, ele nem me deixou falar direito.

- Ele gritou?

- Sim... Mas ele pediu pra isso não atrapalhar nosso clima amanhã no programa, ok?

Jackson ficou me encarando com aqueles grandes olhos redondos, ele tinha uma ruguinha na testa e mantinha a boca entreaberta como se quisesse me dizer algo, só não sabia o que.

- O que foi? Só tô chateado, não é o fim do mundo, eu vou superar. – falei rindo e bagunçando seu cabelo.

- Eu sinto que ela vai fazer uma coisa muito ruim.

- Vamos esquecer isso por agora, tá bem? – perguntei acariciando sua bochecha. Aos poucos a ruga foi se desfazendo e seus lábios formaram uma pequena linha que se tornou um sorriso. Ele virou o rosto e beijou minha mão, fazendo uma trilha de beijos pelo meu braço até chegar no meu ombro, onde parou e me abraçou.

- Pizza?

  ···

Aquela noite nós pedimos duas pizzas de sabores diferentes, eu comi a minha e comi a do Mark, mais precisamente roubei mordidas do pedaço que ele tinha em mãos. Ele batia na minha mão, mas depois dava aquela risada aguda que eu adorava. Não falamos de assuntos desagradáveis, ligamos a tv e assistimos um filme do Tim Burton, criamos teorias enquanto aproveitávamos a quentura um do outro debaixo do cobertor, com meus braços em volta dele, a mão dele fazendo carinho no meu cabelo e nossas pernas entrelaçadas.

Acabamos falando sobre nossos medos bobos da infância e descobrimos que tínhamos medo de palhaço. Bem, eu ainda tenho, mas ele não precisava saber. Mark tinha medo de ônibus e adultos quando era pequeno. E ri tanto. Ele disse que os dois eram grandes demais e intimidadores, por isso ele andava sempre agarrado na Tammy quando sua mãe não estava por perto.

A gente se beijou. Por minutos, por horas, eu nem sei, porque desde a Tailândia toda vez que isso acontece eu perco a noção de tempo. Não fomos muito além disso, mas Mark gemeu enquanto seus lábios eram sugados pelos meus, puxou meu cabelo e arranhou o meu braço ao mesmo tempo que eu tinha certeza que estava tentando se controlar. Ele mordeu meu lábio inferior, soltou e mordeu de novo, nós dois sorrimos e eu queria gritar para o mundo que eu tinha ganhado Mark Tuan, porque cada célula do meu corpo tinha certeza disso.

Eu não sou tão ambicioso a ponto de querer que ele me diga ‘eu te amo’, mas Mark estava se apaixonando por mim. Sim, ele estava. Eu sabia, mas ele sabia?

Conversamos mais um pouco antes de dormir, Mark falou bastante aquela noite e eu apenas ria ou comentava algo breve. Adorava quando ele guardava algumas coisas para contar para mim. Eu brincava com seus dedos e continuava tocando em suas mãos, massageando ou apenas alisando enquanto ele falava. As mãos dele possuem uma textura que eu gosto muito.... Ok, isso é só uma desculpa.

Na manhã seguinte eu o acordei com selinhos, não porque eu queria ser romântico, mas porque eu acordei com uma ereção.

- Good morning~  - eu sorri quando ele finalmente abriu os olhos.

- Por que está em cima de mim? – ele perguntou tentando se mexer – Oh.

Eu apenas sorri e Mark começou a rir.

- Toma banho comigo? – perguntei beijando seu pescoço lentamente enquanto “subitamente” me acomodava entre as pernas dele para conseguir qualquer tipo de fricção.

- Não, eu quero dormir... – suas mãos faziam carinho nas laterais o meu corpo enquanto ele aproveitava a atenção que eu lhe dava.

- Mas Mark! – reclamei baixinho me esfregando nele sem precisar dizer mais nada.

- Você sabe se virar sem mim. – ele colocou suas mãos por dentro da minha blusa, tocando minha costa com suas mãos largas. Eu não podia vê-lo, mas sabia que ele estava sorrindo, só estava me tentando.

- Temos que levantar e de qualquer forma temos que tomar banho, hm? – levantei o rosto esperançoso, mas ele balançava a cabeça de leve em negação. – Ok, o seu sono é mais precioso.

- Yes! – ele soltou uma risadinha e se afundou no edredom.

  ···

- Cadê o Mark? – Jaebum perguntou quando me juntei a eles no restaurante do hotel.

- Não sei e bom dia pra você também – falei sentando a lado de Youngjae.

- Como não sabe, estão no mesmo quarto. – Jaebum soou meio irritado e já havia me arrependido da minha resposta.

- Ah, como ele está? – Jinyoung serviu-se de frutas – Mark tem essa mania de querer fazer todo mundo achar que ele tá de boas com as coisas, mas eu já conheço ele há muito tempo, sei que a cabeça dele tá a mil.

Jinyoung é um amigo muito valioso.

- Vocês brigaram? – Yugyeom se direcionou para Jaebum antes que eu pudesse dar uma resposta a Jinyoung.

- Um pouco.

- O que vamos fazer em relação a Olive? – BamBam perguntou.

- Eu não faço ideia, não a conheço, então ela é imprevisível para mim.

- Será que a gente pode comer numa boa sem falar dela? – perguntei servindo um pouco de dimsum para mim e Youngjae.

Por que eu escolhi logo dimsum? Por que dimsum é tão fofo e delicioso?

- Vamos nos atrasar se Mark não descer em 10 minutos. – Jinyoung falou enquanto procurava algo no celular. – Estou lingando para ele.

- Oh! Hyung o que aconteceu? – Jaebum perguntou quando nosso manager apareceu no salão e se jogou em uma das cadeiras.

- Tudo foi cancelado! – ele disse puxando seus cabelos, o que eu fiz questão de fazer ele parar e arrumar seu cabelo no lugar. Jinyoung cancelou a ligação e todos prestaram atenção em nosso manager.

- Como assim?! – Jaebum perguntou se inclinado para tentar vê-lo já que estava no fim da mesa.

- Houve um problema na encanação do auditório que alugamos, estava tudo alagado e acabou danificando alguns pontos da fiação.

- Porra, não podemos dar um jeito?

- Não temos como conseguir um lugar para o fanmeeting assim do nada. – Jaebum abaixou a cabeça na mesa, escondendo seu rosto com os braços. Hyung odiava quando algo que envolvesse nossas fans desse errado, ele se sentia culpado mesmo que não tivesse culpa.

- Você disse que tudo estava cancelado, a gravação do programa também? – perguntei servindo um pouco de suco para ele.

- O apresentador pegou uma infecção e eles disseram que iriam remarcar. Eu sinto muito garotos.

- Não é sua culpa hyung – Youngjae que parecia ainda um pouco atordoado, o tranquilizou.

- Viemos a toa para o Japão... – BamBam comentou chateado.

- Podemos fazer uma live no v-app! – Yugyeom sugeriu tentando animar a gente.

- É uma ótima ideia. – Jinyoung concordou e todos concordaram logo em seguida.

- Vocês tem o dia livre, descansem ou saiam para fazer algo.

- Nossas fans-

- Todos já foram avisados, vamos devolver o dinheiro se não conseguirmos algo para amanhã. Dei um prazo até o fim da tarde, se não tiver retorno, voltamos para Seul amanhã cedo. – ele se levantou – E antes que eu esqueça, sobre o vídeo... A empresa vai emitir uma nota onde explica que tudo não passou de um ataque de uma sasaeng, não se preocupem ok? - ele deu um breve aceno e nos deixou.

Ficamos em silêncio por tempo, todos absorvendo as novas informações, mas nesse meio tempo algo surgiu na minha mente ou melhor, alguém.

- A gente podia ir acordar o Mark. – sugeri com o sorriso mais cínico do mundo.

  ···

- Agua? – BamBam perguntou diminuindo o número de opções em sua mão.

- Ele vai matar a gente, tá doido? – Youngjae bateu no peito do mais novo.

- Podemos ligar um som bem alto que nem nos desenhos... – Yugyeom sugeriu, mas já desistindo pelos olhares que recebeu da gente.

- Bater, gritar e pular na cama. Simples e irritante. – os olhos de Jinyoung brilhavam tamanha era a maldade.

- O que há com a sua cara? Assustador – me escondi atrás de Jaebum que apenas ria do momento psicopata de Jinyoung.

- Ah! Devíamos fazer a live agora! – BamBam gritou e pulei em cima dele.

- Parece que você quer que o Mark fique sabendo! – BamBam se desvencilhou e pegou o celular que usávamos para fazer as transmissões.

- Já tem gente? – perguntei dando alguns pulinhos no mesmo lugar.

- Oh! Elas estão aqui~ - Youngjae acenava animadamente, mas Jaebum o empurrou para aparecer.

- Ah, hi... Eu queria começar me desculpando com nossas fans japonesas. Nos desculpem pelo imprevisto, queríamos muito ver vocês e... É uma coisa muita chata, mas queremos recompensar vocês de alguma forma, então-

- Vamos acordar o Mark neste exato momento! – sussurrei perto do câmera sem conseguir conter minha animação.

- É, É, vamos acordar o Mark, então sshh. – JB colocou o indicador nos lábios e piscou para elas.

- Aaaah, shim-koong!!

Todos deram suas saudações às ahgases e entramos de fininho no meu quarto com Mark. BamBam e Youngjae estavam se esforçando ao máximo para não rirem e era uma fazendo “shh” para o outro. Jinyoung liderou todos até perto da cama de Mark, onde ele dormia, mais ainda, feito um anjo. Sua franja estava um pouco partida e ele mantinha os dois braços para cima, um alvo perfeito para um ataque de cocegas. Sua boca estava levemente entreaberta e seus olhos estavam se mexendo.

- Eu acho que ele tá sonhando! – Yugyeom comentou aproximando a câmera do rosto de Mark – Vocês conseguem ver? Ah, hyung é tão esquisito!

Foi muito difícil não rir quando Jaebum e Youngjae foram para cada lado de Mark fazer caretas e tirar fotos, eu mesmo não resisti e fui. Tinha uma pequena gotinha de saliva querendo escorrer pelo canto da boca de Mark, para qual eu apontei e fiz uma careta de nojo. Ah... A melhor foto. Porém, mesmo assim, mesmo com o cabelo bagunçado, o rosto meio amassado e a trilha de baba, Mark ainda era o homem mais lindo do mundo para mim.

- É só uma brincadeira, nós amamos o Mark. – Jinyoung falou fazendo uma mini reverencia, mas pegando um dos travesseiros logo em seguida e correndo para se posicionar para dar um golpe certeiro no rosto de Mark. Youngjae quase riu altíssimo, seu rosto já estava vermelho de tanto que ele estava segurando o riso, e ele descontava em mim. Uma risada suprimida, um tapa no meio peito.

Então nós estávamos assim:

Jinyoung, Jaebum e BamBam com os travesseiros, Youngjae e eu iriamos gritar. Yugyeom ficou segurando o celular.

Jaebum levantou a mão e contou.

1, 2, 3.

Youngjae e eu gritamos sons muito esquisitos, mas altos o suficiente para Mark acordar em segundos, sobressaltado e assustado, ele chutou o ar e seus olhos se arregalaram. Eu quase tive pena, mas Jinyoung atacou o rosto de Mark logo em seguida, enquanto Jaebum e BamBam atacavam o resto do corpo. Youngjae caiu no chão rindo provavelmente da cara que Mark fez, enquanto que Yugyeom falava que nós éramos muito malvados, mas dava pequenas risadinhas.

Mark meio que gritava e meio que ria enquanto se encolhia do ataque de travesseiros. Jaebum até mesmo lhe deu tapas na costa como punição por ter ficado mais tempo dormindo.

- MARK VOCÊ TÁ NO V-APP!! – Jaebum gritou apontando para Yugyeom.

- AAARHG, JÁ ACORDEI! – Mark escorregou da cama e fugiu para a minha, onde eu o prendi e comecei uma mini sessão de cócegas. Ele se contorceu e proferiu vários palavrões cortados ao meio, mas a risada era tão boa.

- Já chega, já chega, vamos perder todas as nossas fans. – Yugyeom disse rindo e levando o celular a Mark para dar “bom dia”.

- Ah... – Mark colocou uma máscara antes de começar a falar – Pessoal, isso não foi bullying ok? Nós apenas somos péssimos gratuitamente uns com os outros. – todo mundo riu e eu sutilmente coloquei meu braço em volta da cintura dele quando me sentei ao seu lado – Me desculpem por me apresentar com essa cara horrível, vamos nos encontrar quando eu for o Mark bonito novamente!

- Vamos deixar o Mark se recuperar agora. Ah, não se preocupem com o que aconteceu no aeroporto, está tudo bem! Encontramos vocês em breve~ - Yugyeom anunciou o fim da live e nos despedimos.

Jinyoung explicou sobre o cancelamento de nossas atividades quando Mark já estava mais acordado. Eu estava sentado atrás de Mark e o abraçava, meu queixo estava em seu ombro, mas ele não me tocava, nenhum sinal de afeto, o que seria completamente normal porque todos estavam acostumados com isso, mas Mark ficou na dele.

- Então eu posso dormir o dia inteiro?

- Pode. – Jinyoung deu uma risadinha.

- Eu estava pensando em irmos para a piscina – Jaebum falou enquanto arrumava a bagunça no quarto.

- Quero comer primeiro – Mark disse virando um pouco seu rosto para me olhar. Seus olhos estavam bem redondinhos mesmo que ele tivesse acordado a pouco tempo. Era como se ele estivesse me pedindo permissão ou me convidando para comer com ele.

- Ah, nós já comemos, mas podemos pedir serviço de quarto e eu te acompanho. – respondi baixinho, desejando que estivéssemos só os dois no quarto.

- Okay! – ele se levantou e expulsou gentilmente cada um do quarto.

- Estaremos na piscina! – BamBam lembrou antes de Mark fechar a porta.

Mark encostou tua cabeça na porta, fechando os olhos. Eu pensei que a qualquer momento ele iria surtar por causa da brincadeira que fizemos, mas ele começou a rir, não muito alto e também não muito escandaloso.

- Vocês são horríveis. – ele disse abrindo os olhos e caminhando na minha direção. – Aposto que a mente maligna foi você – ele sentou-se ao meu lado e encostou sua cabeça em meu ombro – Foi tudo vingança por causa de hoje cedo? Você é tão infantil Jackson Wang.

- Eu fiquei irritadinho sim, bobagem, mas eu só queria mexer com você. – falei entrelaçando meu mindinho no dele.

- Eu meio que estou feliz de você ainda se comportar assim.

- O que quer dizer?

- Ainda somos amigos... Nada muda não é?

- Está preocupado com isso?

- Não queria que as coisas mudassem só por que estamos fazendo isso.

Isso.

- Sua raiz já está aparecendo.- comentei mudando de assunto. Muito cedo para assuntos complicados.

- E?

- Podemos pintar o cabelo, eu andei pensando em voltar para o preto.

- Oooh, eu apoio totalmente! – ele sentou-se propriamente e mostrou dois joinhas para mim com o sorriso mais bobo que eu já vi.

- Gosta do preto?

- Você fica mais bonito do que com o loiro – ele sorriu pendendo a cabeça para o lado.

- O loiro não é bacana?

- É, mas o gosto mais do preto.

- Você vai continuar loiro? – Mark riu, se jogando na cama.

- Casais fazem até isso juntos?

- Só estou perguntando... Você disse “casais”?

- Nooo.

- Asshole.

Mark deu uma gargalhada e eu o acompanhei dessa vez.

Mark realmente é muito, mas muito, de lua.

···

BZZZZZZZ

BZZZZZZZ

- Alguém tá te ligando Mark! – Youngjae gritou enquanto comia dois yakitori de uma vez.

- Mark, olha a bola! – Jinyoung alertou quando Mark desviou a atenção do jogo para Youngjae, e antes mesmo dela acertar a cabeça de Mark em cheio, JB já estava rindo como um louco.

- Waaa, ponto pra gente! – Yugyeom abraçou BamBam.

- Você está bem? – Jackson perguntou tentando suprimir uma risada porque Mark parecia confuso, como se tivesse ficado retardado para sempre.

- Pode rir idiota. – Mark se desvencilhou de Jackson e saiu da piscina. Pegou uma toalha para secar o cabelo e deu uma corridinha para tentar pegar a ligação, mas a pessoa desligou assim que ele chegou perto.

Mark tinha 8 chamadas perdidas e algumas mensagens de voz. Todas as ligações feitas por números diferentes e desconhecidos.

- Algum problema? – Youngjae perguntou se esticando para tentar olhar a tela do celular.

- Não, era engano. – Mark bloqueou o celular e avisou que não queria mais participar do jogo e que voltaria para o quarto. Jinyoung tentou convence-lo a ficar, mas Mark foi assim mesmo.

Quando ele apertou o botão do elevador para o andar de seu quarto, o celular começou a vibra novamente, mas dessa vez era uma mensagem. Mark pensou duas vezes antes de visualizar, mas a curiosidade venceu.

[você tem que sofrer Mark, você tem que sofrer]

Mark nem precisou pensar muito para entender quem estava mandando as mensagens. Não adiantava nada pensar que aquilo não passava de uma insatisfação, um coração partido. Aquilo poderia ser o começo de um inferno na vida deles, e Mark estava sentindo-se totalmente perdido.

- Merda!

···

- Eu não quero ir, tá frio lá fora! – Mark tentava se desvencilhar de Jackson que o arrastava pelo corredor.

- Você ficou nesse quarto o dia todo!

- E? Eu faço isso sempre!

- Mark, estamos no Japão, você adora aqui! – os dois pararam para esperar o elevador, mas Jackson não largou da mão de Mark. – Não vamos demorar, só quero te tirar um pouco daqui. – Jackson empurrou a cabeça de Mark com o indicador.

- Aish...

- Como sua mãe te aguentava hein? Reclamão desse jeito, cacete!

- Eu não sou o único irritante aqui. – Mark entrou no elevador e apertou o botão para fechar as portas, então Jackson praticamente pulou dentro, e bateu em Mark, começando uma mini briga onde ninguém conseguia acertar, apenas defender.

Mark estava rindo, era esse o plano.

···

- Você quer comer alguma coisa?

- Hmm, pão de banana seria legal...

- Já tá um pouco tarde pra gente achar um lugar que venda, mas tem uma sorveteria ali na frente. – os dois riram e Mark entrelaçou seu braço no de Jackson.

- Eu espero que ninguém veja a gente.

- Estamos de preto dos pés a cabeça.

- Nada suspeito – Mark riu quando eles entraram na sorveteria.

Mark escolheu um picolé mesmo com o frio e Jackson comprou um smoothie. Os dois saíram da sorveteria e resolveram andar até um parque não muito longe dali. Jackson ocasionalmente roubava uma mordida do picolé, e Mark já nem tentava impedi-lo já que até a primeira mordida foi dele.

A rua estava bem calma e eles também estavam calados. Simplesmente andaram lado a lado, aproveitando tanto a tranquilidade da paisagem quanto a companhia um do outro. Porém, o coração e a mente dos dois estava longe de estarem tranquilas.

Os dois sentaram-se numa parte isolada do parque mesmo que ele aparentemente estivesse vazio. Encostaram-se no tronco de uma grande arvore de cerejeira, até mesmo conseguiam ver algumas estrelas no céu. Romântico, mas no momento errado.

Mark abraçava seus joelhos enquanto mexia com algumas pétalas de cerejeira que caídas na grama e Jackson estava sentado com as pernas esticadas, brincando com os dedos e pensando se deveria ou não tirar Mark de seus devaneios, até que Mark começou a cantarolar ‘Blue Bird’, o que fez Jackson rir, encantado com a aleatoriedade de Mark.

- É aquela abertura do Naruto?

- É... Argh, é tudo culpa do BamBam! – Mark reclamou, mas riu mesmo assim. – Por que tem tantas folhas no chão? Não é nem outono.

- Vai ver elas estão caindo por você, é uma coisa bem difícil de não acontecer.

- Oh my God – Mark começou a rir e colocou a mão no rosto, e Jackson aproveitou para tirar seu celular do bolso e filmar Mark – O que está fazendo? Não me filma! – ele pediu ainda rindo um pouco, mas tentando chegar até o celular que Jackson mantinha longe de suas garras.

- Só estou gravando sua risada, é fofo. Olha pra cá, hey Mark!

Mark estava escondendo o rosto nas mãos, então Jackson colocou seu indicador no ângulo da câmera e balançou como se estivesse mexendo no cabelo de Mark.

- C’mon, dá só um sorriso! – Mark sabia que era inútil ignorar Jackson, então ele levantou a cabeça e sorriu para Jackson. Foi genuíno apesar da pressão e Jackson se apaixonou mais um pouco, porque Mark sorrindo para ele com os olhos brilhando e as flores de cerejeira voando com o vento...

- Para de me olhar com essa cara de bobo. – Mark finalmente pegou o celular e parou a gravação. – A gente deveri-

Os lábios de Jackson estavam no de Mark. Eles estavam num lugar aberto, público e estavam se beijando.

- Você... Tá... Doido? – Mark perguntou no meio daquele beijo bagunçado que estava recebendo, porque os dois estava quase rindo, mas Jackson não parava de beijá-lo. – Para... – Mark empurrou Jackson com cuidado – Pode aparecer alguém, nunca se sabe, não vamos ser descuidados agora. Já temos problemas demais.

Jackson se afastou, mas não tanto. Ele ainda conseguia sentir a respiração de Mark em seu rosto e agora que eles estavam mais próximos, estavam mais aquecidos.

Por algum motivo ou por motivo nenhum, eles ficaram se olhando.

- Olive descobriu meu número e me ligou o dia todo, deixou mensagem, recados. Ele tá perdendo a sanidade e é minha culpa... Eu tô com medo. – Mark falou tudo de uma vez e sua voz quase quebrou no fim, mas ele ficou firme. Jackson sorriu porque ele sabia que Mark estava escondendo algo e sabia que ele só contaria quando se sentisse confortável, por isso ele o levou para sair.

- Vamos dar um jeito. – Jackson abraçou Mark e deixou que ele chorasse.

Mark estava tão frágil quanto as flores de cerejeira.


Notas Finais


Queria que vocês prestassem muita atenção nessa culpa do Mark :')
Hoje é aniversário do Youngjae lá na Coréia já, então, parabéns neném <3
Até mais~~


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