História Yeah, maybe I love You. - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens Jackson, Mark
Tags Got7, Jark, Markson
Visualizações 118
Palavras 2.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Aquela noite em Namyangju - Parte 2


[Jackson?]

[hey... o que foi?]

[A mãe do Yugyeom me falou sobre um museu que tem aqui perto. É de comida orgânica, a gente deveria ir lá! ^^]

[ooh, agora?]

[Não quer ir?]

[é muito estranho a gente falar por mensagem quando você pode vir aqui no quarto]

[A porta tá trancada...]

[sério? Yugyeom deve ter feito issoㅋㅋ]

[O que vocês tanto fazem aí? Estão no quarto desde depois do almoço...]

[estávamos só conversando... estamos descendo, vamos todos juntos okay? Yugyeom disse que quer mostrar um lugar pra gente depois]

[Tá bem.]

Jackson está estranho desde hoje cedo e eu não faço ideia do que aconteceu, se eu fiz algo ou se o problema não é comigo, mas se não fosse ele teria dito. Realmente é muito ruim se sentir assim já que ironicamente ele estava na mesma situação dias atrás, mas não acho que ele esteja me ignorando ou afastando, só está estranho... Queria pode ajudar, mas não tivemos um tempo sozinhos ainda. Aliás, faz tempo que não ficamos um longo período sem brigas ou chateações, parece que não conseguimos ficar numa boa como antes, tem sempre alguma coisa acontecendo... É triste e cansativo.

Nos reunimos na sala e notei na hora que o rosto dele estava meio inchado, não tenho certeza se estava dormindo ou se estava chorando, preferi pensar que era a primeira opção, mas não era a hora certa para perguntar nada a ele e mesmo que eu o fizesse, duvido que ele me diria, então resolvi deixar para lá e coloquei na cabeça que não voltaríamos para casa num clima ruim, minha missão era fazer aquela tarde ser maravilhosa.

Puxei Jackson pelo braço e saímos andando na frente, mostrei para ele algumas fotos do museu e das coisas que teriam lá e fiquei feliz porque ele parecia animado. Resolvemos pegar um taxi, mas no caminho até o ponto Yugyeom nos mostrou algumas coisas na vizinhança, o garoto estava realmente nostálgico e comentei com Jackson que ali realmente parecia um bom lugar para crescer, era diferente de onde eu vinha e também era diferente de onde Jackson vinha.

As pessoas que viram Yugyeom crescer o cumprimentavam alegremente, mesmo que ele aparecesse por lá uma vez ou outra, faziam questão de nos parar para nos desejar sorte e pedir para que cuidássemos bem dele.

Quando chegamos ao museu, realmente ficamos fascinados, era enorme e bastante iluminado por grandes janelas, havia bastante gente naquele dia então pelo menos passamos despercebidos. Jackson parecia estar em transe com a quantidade de coisas que haviam ali, não sabia por onde começar a olhar e apesar de não ser bem um programa que eu consideraria divertido, prometi a ele que visitaríamos todos os cantos do museu.

Segurei na mão de Jackson e o puxei para dentro de uma sala que estava exibindo algum tipo de documentário sobre os procedimentos que Namyangju utilizava nas plantações e da diferença e importância de produtos orgânicos. Parece chato, mas o vídeo era em 3D e tudo fica melhor em 3D. O fato é que aprendemos muito e me senti de volta a escola, só que dessa vez com Jackson.

- Teria sido divertido se a gente tivesse crescido juntos e tivéssemos frequentados a mesma escola e a mesma série.

- Você acha? - ele perguntou não tirando os olhos da projeção.

- Sim, eu acho! - respondi segurando em seu rosto para que ele olhasse para mim.  Nós rimos.

Continue sorrindo.

- Eu colaria de todas as suas provas.

- Na verdade, acho que eu que teria que colar de você, não era um aluno tão aplicado assim.

- Você sabe muito bem que eu dava as minhas escapadas das aulas, então estaríamos ferrados se quiséssemos passar de ano dependendo um do outro.

Saímos da sala e vimos uma placa falando sobre arvores de Bordo e resolvemos dar uma olhada. Se o interior do museu era lindo, o lado externo era mais ainda. Passamos por algumas plantações e aproveitamos para tomar suco da pêra feito na hora, já que era a especialidade dali. Deus, eu estava me sentindo muito saudável.

Assim que chegamos perto das arvores de Bordo, tiramos uma foto juntos e eu tirei outra de Jackson sozinho. Havia um cara explicando sobre o processo de retirado da seiva, mas não demos muita atenção porque as arvores eram lindas demais.

Voltamos para dentro e resolvemos ir no restaurante, fizemos um pedido para nós dois e realmente a comida tinha um gosto melhor, era mais apurado, mais saborosa. Em seguida Jackson insistiu para irmos na parte de vendas e ele comprou algumas frutas e vegetais que foram sugeridos a ele. Ele me disse que era um presente para a mãe de Yugyeom.

Nos demos por satisfeitos do museu na mesma hora que recebi uma ligação de Jaebum pedindo para que nós os encontrássemos na entrada no museu. E assim o fizemos.

Nossa próxima parada era surpresa, resolvemos deixar a visita ao complexo de estúdios de Namyangju para outro dia. Yugyeom nos levou de volta até o seu bairro e disse que o lugar que queria mostrar era onde passara bastante tempo quando criança. Andamos bastante e logo Youngjae começou a reclamar que não chegávamos nunca, Jackson então saiu em defesa de Yugyeom, dizendo a Youngjae para respeitar nosso “guia turístico”

- Woah, não acredito! - Jaebum foi o primeiro a perceber onde Yugyeom tinha nos levado. Correu na nossa frente em direção ao campinho de futebol que se tornava mais visível a cada passo.

- Tem um jogo acontecendo! - Jackson se grudou na tela que cercava o campo.

- Eu costumava vir depois da aula com alguns amigos, apesar de não ter crescido nesse bairro, conheci ótimas pessoas.

- Nós deveríamos jogar uma partida, o que acham? - BamBam sugeriu.

- Eu tô muito cheio pra ficar correndo, vou só assistir - Youngjae falou entre risadas.

Nossa conversa foi interrompida pelos gritos de JB que já estava na arquibancada torcendo para o time de camisa vermelha.

- Alguém está animado. - Jinyoung comentou rindo.

Decidimos que primeiro veríamos o jogo e depois se ainda quiséssemos faríamos uma partida.

Nos juntamos a Jaebum na arquibancada e minutos depois estávamos loucos, foi incrível como um simples jogo num campinho no final da rua nos fez esquecer das nossas vidas e quem éramos e representávamos.  Gritamos, torcemos, nos contorcíamos e nos apertávamos a cada momento de tensão, nos abraçávamos e pulávamos comemorando um gol. Foi muito engraçado, sou do tipo que as vezes prefiro só observar a bagunça ao invés de participar, então as memórias que criamos naquele lugar, de Jaebum e BamBam gritando com as bocas cheias de churros, de Youngjae fazendo dancinhas com cada gol, de Jackson fingindo ser técnico e dando dicas aos jogadores que apenas riram da idiotice dele, de Jinyoung que torcia para o adversário e ria da nossa cara quando marcavam gol, mas ao mesmo tempo comemorava com a gente quando nosso time marcava, e  de Yugyeom que narrava o jogo todo como um idiota, vou levar para sempre.

Em dias assim, sinto como se estivesse em casa.

Quando o jogo terminou estávamos exaustos e eram por volta das 19:00, decidimos ir direto para casa de Yugyeom e o assunto ainda era o jogo, eu não participei, mas ria de quase tudo que falavam, aliás Jackson estava com uma luz forte, o que me deixou aliviado e feliz, no entanto não por muito tempo. Enquanto descíamos a rua ouvimos um disparo alto e paramos de andar na mesma hora e alguns até mesmo protegeram seus rostos.

- Que merda foi essa? - Jaebum falou tentando ver se enxergava algo mais a frente.

- Foi tiro? - Youngjae perguntou visivelmente assustado.

- Não é nada, deve ter estourando algo, só isso. - BamBam respondeu voltando a andar - Mas acho melhor nos apressarmos.

Assim que voltamos a andar houve mais disparos e gritos começavam a ser trazidos pelo vendo, as pessoas que estavam na rua e outras que saíram conosco do campo correram de algo que nem sequer víamos.

- É, talvez seja sim alguma coisa. - BamBam falou e não demorou muito conseguimos ver o que tanto causava terror. Cerca de cinco homens armados estavam travando um tiroteio com a polícia e vinham atirando sem nenhuma consciência para liberarem caminho para a fuga.

Corremos no meio das pessoas, sem saber para onde estávamos indo. Jackson segurou forte na minha mão para que eu não me desvencilhasse deles. Olhava para trás e os disparos não paravam apesar de serem longe, eram altos. Consegui ver o pânico no rosto das pessoas e o que mais queria era ir para bem longe daquilo tudo. Não queria me perder, então corri o máximo que consegui para acompanhar Jackson, mas alguém me empurrou e quase caí no chão. Nossas mãos se soltaram e ouvi ele gritar meu nome e via que ele tentava voltar para me buscar, só que as pessoas estavam empurrando muito e logo perdi ele de vista.

Houve mais um disparo e tive quase certeza de ter ouvido a voz de Jinyoung e BamBam, mas não via mais ninguém. Comecei a me desesperar, mas só parei de correr quando avistei um lugar para me esconder.

Mas que merda, merda!

Eu corri para trás da coluna de um prédio. Não era o melhor lugar, mas minhas pernas já estavam cansadas e eu precisava me recuperar para achar os outros.

Puxei meu celular do bolso e estava sem bateria. Tudo ficou silêncio depois dos disparos, não havia ninguém por perto, não havia sinal de nenhum deles.

Eu nunca havia passado por nada parecido e provavelmente só estávamos no lugar errado e na hora errada. Minha cabeça foi invadida por pensamentos negativos do que poderia ter acontecido com eles, do que poderia ter acontecido com ele, já havia pensado em ficar sem eles na minha vida, mas morte está num outro nível.

Eu me desesperei. Eu comecei a chorar.

- JACKSON! - gritei mesmo sem saber se era seguro ou não. A falta de vozes na rua me agoniava, me fazendo sentir mais perdido do que já estava.

Tirei o boné da cabeça e me agachei no chão, puxando meus fios de cabelo para tentar parar aquela vontade sufocante de chorar.

- JACKSON! JINYOUNG! BAMBAM! - olhava de um lado para o outro na esperança de encontrar alguém, mas ninguém vinha, ninguém aparecia.

Resolvi entrar na rua perto do prédio que me escondi, e continuei a gritar o nome de todos eles. Corri, corri muito e não parava de gritar.

- Alguém, por favor... - parei de correr quando percebi que todas as ruas eram ligadas com outras pequenas ruas e eu não ia conseguir voltar se continuasse me afastando tanto.

Eu parei bem no meio de uma delas, não sabia o que fazer. Até que eu senti uma sensação tão maravilhosa, na verdade duas, que fizeram meu corpo todo esquentar e meu coração disparar. Felicidade, alivio.

- Mark!! - virei automaticamente na direção em que me chamaram e meu olhar se prendeu nos de Jinyoung. Minhas pernas cederam e eu cai no chão, aliviado por não estar sozinho e por ele estar bem. Jinyoung correu na minha direção e percebi que ele não estava sozinho, Youngjae estava com ele.

- Ainda bem, Mark, ainda bem! - abracei os dois o mais forte que consegui.

- Onde estão os outros? Vocês não viram mais ninguém?!

- Estávamos bem atrás do Yugyeom e do BamBam, mas com aquela gente toda empurrando e gritando, só consegui segurar no Youngjae e quando percebi só estávamos nós dois.

- Youngjae você viu o Jackson e o JB?

- Não sei direito, foi tudo muito rápido! Espero que não tenha acontecido nada - Youngjae se sentou ao meu lado e colocou as mãos sobre a cabeça.

- Não aconteceu nada, tá tudo bem, só nos perdemos - Jinyoung tentou ser positivo e acalmar tanto a mim quanto a Youngjae, mas eu o conhecia muito bem para saber que nem ele acreditava 100% no que dissera.

- Jinyoung liga pra algum deles!

- Já tentei, mas ninguém atende...

- Não podemos ficar aqui, eles podem estar precisando de ajuda, podem estar machucados, com medo e-

- Mark, Mark se acalma! Vamos achá-los. - Jinyoung me abraçou forte - Bem... - Jinyoung riu e eu me soltei dele para tentar entender o motivo do sorriso no rosto dele. Ele não olhava para mim, então segui seu olhar e no final da rua o quatro restantes caminhavam na nossa direção.

Minha atenção se voltou total para Jackson que parecia esgotado e todo desarrumado, mas tinha um estranho sorriso no rosto e estava até rindo com os outros.

Senti aquela vontade de chorar, que já estava virando parte de mim naquela noite, e corri na direção dele o abraçando com todas as minhas forças e sem me importar com nada, quase caímos no chão, mas ele me abraçou de volta e a gente se equilibrou.

- Tá tudo bem Mark. - ele me disse afagando minha costa, não sei se para me acalmar ou para ser carinhoso, mas continuava com aquela risadinha que estava me incomodando.

- Não tá nada bem. - reclamei puxando sua camisa.

- Estamos vivos não estamos? Por que tá chorando assim? - me afastei dele o suficiente para olhar em seus olhos, incrédulo com o que eu tinha acabado de ouvir.

-Por que você tá rindo? Não entendeu que a gente podia ter morrido hoje??

- Eu to bem aqui falando com você. - ele respondeu sorrindo.

Como ele tá numa boa com tudo isso? Como consegue sorrir, rir? Fui o único que me desesperei? Que fiquei morrendo de medo de te perder?

- Mark... - Jackson me chamou passando o dedo entre as rugas que estavam se formando na minha testa.

- Eu fiquei desesperado, achei que...

- Eu não vou há lugar nenhum. - ele segurou em meu rosto para olhar em meus olhos - Estamos bem, você tá bem, já é motivo suficiente para estar feliz.

~~\\\\~~

Naquela noite eu voltei para a casa de Yugyeom grudado em Jackson e qualquer barulho estranho e alto me assustava um pouco. Nós todos recebemos um abraço sufocante e cheio de afeto da mãe do maknae. Combinamos de dormir todos juntos na sala, mesmo que fosse desconfortável, queríamos algum tipo de conforto, para realmente acreditarmos que estávamos bem, vivos e que aquilo foi só uma experiência bizarra.

Naquela noite eu quase não dormi, pensando que apenas a possibilidade de perder Jackson era capaz de me instabilizar de uma forma que eu cheguei à conclusão de que eu era um pouco mais dependente dele do que eu imaginava. Cheguei à conclusão que ia ser horrível perder meu melhor amigo. Cheguei à conclusão, - olhando cada detalhe das feições dele que estavam tão perto do meu rosto pela forma que dormíamos, sentindo meu corpo se aquecer e uma sensação de serenidade me consumir pelo simples fato dele estar ali seguro e me mantendo seguro -, que meu amor por ele era algo muito mais forte e maior para qualquer rotulo.

Eu consegui dormir poucas horas, mas quando acordei todos já estavam de pé, arrumando a sala e preparando o café no meio de conversas alegres e bocejos.

Minha preguiça natural me impediu de ajuda-los, por isso eu só fiquei sentado no sofá, envolto no meu cobertor e mudando de um canal para o outro na tv. Jackson me trouxe uma xícara de café e sentou-se ao meu lado, entrando debaixo do cobertor e descansando a cabeça em meu ombro.

- Você babou pra caramba. Me deve uma camisa, Mark. - um sorriso se formou no meu rosto enquanto eu aproveitava o café.

Eu descobri pelo jornal que os bandidos foram presos e que ninguém teve ferimentos graves. Descobri que choveria o dia inteiro e que eu não me importaria de passar o resto do domingo debaixo daquele cobertor com Jackson.


Notas Finais


No próximo capitulo as coisas vão ficar meio tensas <3 Já comecei a escrever e tô bem animada!
Até mais~


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