História Yes Master, Love You - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha
Tags Bdsm, Dom, Drama, Itachi, Mistério, Naruto, Shiita, Shisui, Sub, Uchihacest
Exibições 128
Palavras 2.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OOOOI! Olha só quem tá de volta!?

Gente to muito feliz que consegui terminar esse capítulo correndo! :D

Enfim, espero que vocês gostem muito assim como eu... Nos vemos lá em baixo, certo? :P

Ps: pensamentos em itálico, algumas palavras soltas não fazem parte deste contexto e sim apenas para destacar a intensidade na palavra/frase.

Capítulo 2 - Capítulo Dois - Caminhos Contrários


Fanfic / Fanfiction Yes Master, Love You - Capítulo 2 - Capítulo Dois - Caminhos Contrários

Por: marabuva

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Quarta feira, *774. Cerca de 5h da tarde.

O sorriso de Shisui era tão bonito que doía. Itachi há muito tempo deixou de se perguntar o porquê, mas lá estava ele. Ele franziu a testa, num momento muito familiar. Parecia tão natural nele do que jamais Itachi teve ideia. Ele mordeu sua língua se segurando em suas perguntas estupidas. Shisui com certeza desaprovaria ele de fazer perguntas tolas e além de, isto não era permitido. Ainda com os braços do primo ao redor de seu corpo Itachi tinha a certeza de que jamais iria ser separado dele. Ele enlouqueceria.

— Você é louco. — Sussurrou para em seguida esconder seu rosto no peito do outro. Estava com vergonha.

— Eu tenho mais algumas promessas a cumprir. — Shisui falou dando de ombros, seu sorriso era selvagem e contagiante. — Parei o golpe, e agora...

Ele deixou no ar, fazendo a imaginação de Itachi se lembrar das outras três promessas que o primo havia feito no outro dia. Qualquer um que te machucar vai morrer gritando. E terceiro... Os olhos de Itachi estavam vidrados num ponto fixo, lembrando e seu coração acelerando apenas com o pensamento.

Quatro... Por Tsukuyomi...

— Vejo que se lembra. — Shisui brincou.

Oh sim, claro que ele se lembrava. A memoria das mãos de seu primo, assim como as linhas nítidas de seus ossos e músculos e a autoridade de sua voz principalmente quando ele decidiu usar em Itachi para exigir o cumprimento de suas ordens. Isto estava assombrando os sonhos do mais novo. Os sonhos eram bastante ruins, mas Shisui tinha lhe proibido de tocar a si mesmo – o que ele fazia sempre pela manha, e ás vezes no meio da noite –, e era extremamente desconfortável. Houve alguns momentos em que ele considerou quebrar está regra em particular. Mas Itachi sabia que se fizesse isso, ele se sentiria obrigado a dizer a Shisui e então teria que suportar a decepção nos olhos do outro por sua desobediência.

Era uma luta constante e amorosa para Shisui. Houve momentos em que Itachi se questionava se valia ou não a pena, simplesmente por si só, duvidando com base em sua lógica. Ele jamais iria pensar que alguém arriscaria sua vida para mantê-lo seguro, mas... Havia uma ferocidade nos olhos do mais velho que fazia de fato a promessa de morte rápida e violenta a qualquer um que se apunhar a ele. Quando foi que Itachi tinha decidido que gosta de uma pessoa?!

— Eu me lembro. — Ele assegurou-lhe, parecendo mais calmo do que se sentia. Com Shisui sempre em seu encalço, a natureza de seu relacionamento estava prestes a mudar. Por outro lado, ele estaria mais perto de si do que jamais esteve antes. Estes sorrisos zombeteiros e fumegantes assim como as promessas perigosas e escondidas em seus olhos iriam atormentar Itachi. Ele seria proibido de tocar seu Mestre em qualquer lugar e, ele teria que obedecer sem ser descoberto. Obvio que ia ser um verdadeiro desafio, e ele se perguntava se Shisui já tinha pensado nisso antes. Uma situação que seria dificultada pelos segredos que compartilhavam, e este com toda certeza era o jogo preferido do outro.

Ainda assim, vai ser bom passar algum tempo a mais com ele, refletiu enquanto a mão esquerda de Shisui descansava em seu ombro, guiando-o suavemente. A natureza complexa dos olhos do mais velho confirmou que ele tinha pensado nisto também. Logo, Itachi soube que Shisui havia pensado em tudo. Ele suspirou, enchendo-se de gratidão e contentamento. Foi bom não se sentir mais sozinho. Como se Shisui tivesse percebido a natureza cheia de pensamentos sinuosos do outro, se inclinando para perto do ouvido dele, dando um beijo rápido no lóbulo.

— Não se preocupe tanto, não vou deixar nada acontecer com você. Nós vamos ficar bem, confie em mim, sim? — O som suave de sua voz acalmou um pouco os nervos do outro. Dando de ombros se soltando de Itachi logo em seguida. Itachi acreditou nele, a tensão em seu pescoço e ombros diminuindo, mesmo que apenas um pouco.

— Confio em você. — Itachi assegurou, ele riu por um momento posterior. — Que Tsukuyomi me ajude, eu não tenho ideia do por quê.

— Por que eu quero que você viva mais do que seus dezessete para ver isto. — Shisui riu também, o tom de sua voz em camadas era algo predatório também.

— Esperar era a sua ideia. — O outro o lembrou com tristeza.

— Se você fosse eu, também faria isso. — Shisui resmungou com uma quantidade igual de desagrado. — Há algumas coisas no mundo que não estão bem. — Itachi franziu a testa vendo o primo fechar os olhos, e apertar os punhos em sinal de irritação. — Como eu estar amando meu primo mais novo. E ele ainda nem tem idade pra ter consentimento. Você sabe... Ele é realmente sexy e quase tão medroso e ingênuo que você nem imagina. Se isso não fosse ruim o bastante ele ainda consegue ser ansioso e muito inocente.

— Não sou inocente. — Itachi insistiu, eles agora estavam sentados com os pés em direção ao rio precipício abaixo.

— Essa foi à única coisa em que você prestou atenção? — Shisui falou incrédulo, o canto de sua boca se contorceu.

— Quero você. — Itachi afirmou categoricamente, estas palavras flutuando entre eles como uma oração.

O mais velho mordeu os lábios e balançou a cabeça algumas vezes, fazendo algum som entre um gemido e rosnado em sua garganta. Em seguida olhou para o rio abaixo de seus pés, perdido em seus próprios pensamentos.

— Você só ‘tá fodendo tudo e porra isso ‘tá me matando.

Itachi observava a batalha interna de Shisui com interesse e aprendendo com isto. Ele poderia empurrá-lo como numa brincadeira, apenas para descontrair e tirar o clima tenso que havia ficado no ar, mas só de pensar nisto subitamente se encolheu. Um bom empurrão, algumas palavras bem colocadas e o controle e dominância de Shisui o agarraria. Itachi considerou sabendo que a perda de controle do primo sob si era seu passa tempo favorito a partir do momento em que havia ido contra sua ordem há três dias. Ele se permitiu a balançar os ombros tensos e trêmulos com o poder que exercia de Shisui, percebendo então que este era apenas o lado mais sombrio do mais velho. Ele iria procurar exercer controle e domínio sobre Itachi, e por outro lado o primo poderia testar este controle.

A satisfação seria fugaz, e isto foi incrivelmente importante para ele num nível pessoal que Shisui nunca deve ter percebido além mais do que si mesmo. Itachi poderia testar o controle do outro, mas nunca empurrá-lo para além deste limite frágil, ou seu jogo estaria perdido. O empurrão fora fraco e leve, mas forte o bastante para Shisui o encarar com seus olhos negros faiscando de raiva.

— Desculpe. — Disse Itachi abaixando a cabeça em seguida. — Não devia ter te empurrado.

— Se afaste enquanto pode. — Shisui alertou suspirando pesadamente em seguida. — Você não vai me encontrar tão bonzinho no futuro. — Itachi sorriu.

— Isso significa...

— NÃO! — Shisui o cortou, sua voz estava alterada, o causou certo receio e medo no mais novo.

Itachi não apreciava plenamente a gravidade da situação, até tentar falar com Shisui novamente. Ele apenas perguntou como tinha sido o último fim de semana do outro, tentando conhecer mais os gostos do primo. Mas o olhar que Shisui o mandou, malignamente ostentava um olhar ferido, agoniado. Em seguida o mais velho se levantou começando a andar para longe do outro. Itachi levantou logo após, aos tropeços, perdendo o equilíbrio num choque em que se sentiu facilmente tão marginalizado.

— Shi... — Engasgou com o nome que nunca deveria sair de seus lábios, fechando a boca e abrindo-a em seguida várias vezes, angustiado. Seu coração batendo rápido, não querendo terminar com uma falha, Itachi tentou novamente. — Mestre. — Implorou e Shisui ignorou parado no lugar, a uns cinco passos do mais novo. — Mestre... — Repetiu desesperadamente. Seu coração falhava em ansiedade e medo. Não se cale, por favor... Isso não... — Não vai falar comigo, Mestre?

Shisui se virou devagar, seu rosto sério e suas sobrancelhas levemente levantadas e, Itachi imediatamente compreendeu o que se passava. Estava sendo punido. Isto poderia não ter acontecido com disciplina corporal ou, talvez o tipo de punição que Shisui tinha inicialmente previsto, mas ainda doía, cortava em alguns aspectos. A ligação que tinha com o outro era tão forte que se igualava a uma parte importante de seu corpo, cravada em seu coração e em suas veias.

— Por favor, não faça isso Mestre. — Itachi implorou, agarrando em qualquer fio de esperança que poderia alcançar. Ele caiu de joelhos, a dor do choque da terra equilibrando-o momentaneamente, lembrando-se que toda consequência tinha um preço, e ele estava pagando o seu. Mas tinha que tentar apesar de tudo. — Mestre, por favor, me perdoe... — Implorou, com lágrimas brotando de seus olhos ônix.

Embora Itachi tenha parado, a caminhada de Shisui recomeçou com seus passos ficando cada vez mais baixos à medida que Itachi chorou agarrado ao chão, possuído de uma necessidade de reconhecimento. Shisui não deixaria ele para trás, deixaria? Ainda assim, porém, Itachi não sabia de nenhuma outra maneira de pedir desculpas, então permaneceu colado ao chão. A poeira já se acumulava em seu cabelo, e seu rosto banhado a terra e lágrimas, mas continuou com o rosto pressionado a terra até as costas doerem, mergulhando na dor em seu coração, abraçando a agonia de seu erro. Itachi merecia isso. Ele conhecia as regras e tinha as quebrado. Ele tinha ido além de onde devia e ainda atreveu-se a tentar chamar seu Mestre pelo nome.

— Sinto muito. — Itachi sussurrou para a terra, uma poça de água salgada formava na mesma. — Sinto muito, sinto muito, sinto muito... — Repetiu como uma oração, colado ao chão. Havia sido ali que tinha falhado, e ali ficaria até o mundo se endireitar. Então Itachi deve morrer de vergonha e desgosto. Por um milagre, sentiu os dedos frios de Shisui na parte de trás de seu pescoço.

— Itachi... — Disse o mais velho, sua voz tão clara e bonita tal como seu dono. O menor não se atrevia a se mover, seu corpo tremia, estava aliviado que seu Mestre havia retornado, mas com muito medo que ele poderia ir novamente. Até a mão de Shisui o agarrar pela nuca e gentilmente guiou sua cabeça para longe do chão. Itachi prendeu a respiração, sua compostura completamente quebrada, as lágrimas saindo de seus olhos ônix como uma tempestade, mas ainda em pânico. Shisui sentou no chão com seus pés levemente afastados, enjaulando Itachi dentro de seu escudo humano e protetor. — Olhe aqui, você... — Murmurou com sua voz numa leveza incontestável diretamente para a alma quebrada do outro. Durante todo este tempo Itachi soluçou suas desculpas, e Shisui explicou ignorando-o. — Existem regras para uma razão Itachi e espero que você as cumpra. — O tom de sua voz era muito suave, como se explicasse para uma criança de cinco anos.

 — Sinto muito... — Itachi sussurrou, mostrando cada medo de seu ser com suas poucas palavras.

— Eu sei Itachi, por isto estou aqui. — Shisui puxou o outro para mais perto de si, em seguida, apetando seu corpo tremulo na segurança de seus braços. Os dedos do mais novo se encontravam nas dobras do tecido das mangas de Shisui, segurando como se sua vida dependesse daquilo, desejando que nada daquilo acontecesse novamente. Prometo Mestre, nunca irei desagrá-lo não importa o que houver. Shisui o segurou até que sua agitação se acalmasse e seus soluços pararem, acariciando seus cabelos enquanto isto. — Está tudo bem. — O assegurou. — Te perdoo. — Shisui plantou um beijo doce no alto da cabeça de Itachi. — Olhe pra mim...

 Itachi não queria. Ele ainda se sentia horrível e não queria que Shisui o visse chorar. Mas o outro não o forçou a olha-lo por este tempo. Só espero confiando que Itachi iria obedecer quando estivesse pronto. E assim, apesar da reviravolta horrível em seu estomago o mais novo ergueu seus olhos e encontrou os de Shisui. Neste momento seu Mestre sorriu, olhando maravilhoso e radiante para si, com o cabelo despenteado – mas que lhe dava mais charme ainda –, seus longos cílios escuros emoldurando os incrivelmente lindos olhos ônix.

— Ai está ele, bem vindo de volta! — Exclamou rindo em seguida. Shisui levou seus dedos para percorrer os braços de Itachi, começando na altura dos ombros e indo lentamente até os cotovelos, fazendo cocegas pelo caminho até os pulsos. O movimento era reconfortante, encorajador, e deixou o menor distraído, levando a dor embora. Em seguida os dedos longos de Shisui encontraram os de Itachi apertando sua mão num afeto carinhoso. Eles estavam juntos, mais forte do que eram antes.

Itachi havia passado por uma provação psicologicamente desafiadora, intensa, por razoes que faziam sentido apenas para ele e Shisui. Havia desafiado o primo, pagou por seu erro e no final foi perdoado. Este seria um segredo que apenas dividiria com Shisui, um teste verdadeiro e vigoroso de amor e lealdade. Itachi só desejava que pudesse agarrar Shisui, numa lembrança tátil da conexão que compartilhavam. O mais velho sorriu olhando o horizonte. Já se passava das seis e o Sol estava se pondo, uma visão linda que não deveria nunca ser esquecida.

— Tem uma festa sábado, eu irei. Quer vir? — Shisui tirou delicadamente Itachi de seus braços, levantando em seguida. Itachi o fez também. Deveria ir embora já. Seus pais iriam chegar em breve e seu irmão estava sozinho em casa.

— Posso recusar?

— Nhaw!... Não. — E lá estava a voz dominante e possessiva que Itachi estava aprendendo a conviver. Os olhos perigosamente negros de Shisui consumiam-no sem remorsos. Espero que seja uma boa festa. 


Notas Finais


E agora eim? Vamos ver o que vai vir nessa festa huuum..

Esse é o capítulo mais fofinho que já escrevi, muito lindo gente :3

Então até a próxima ~ capítulo pesado ~ e não deixem de comentar, quero saber o que vocês tão achando..

Beijos no core... TCHAU!!


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