História YESTERDAY - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Assassinato, Cartas, Desejo, Futuro, Misterios, Passado, Presente, Professor, Psicopata, Teacher
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Palavras 601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente. Espero que estejam gostando. Beijo na testa ❤️.
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Capítulo 3 - OI... DE NOVO.


Fanfic / Fanfiction YESTERDAY - Capítulo 3 - OI... DE NOVO.

Lizzy desce o cigarro da boca e gargalha, não há muitas pessoas na rua. São apenas carros e lojas fechadas, seus passos não demonstram pressa e cada vez ela traga seu cigarro. O incrível, é que ela não cheira tabaco e ninguém ousaria a dizer que Elizabeth Kray fuma. 

Ela esfrega os olhos vermelhos, é tarde e todos dormem. O parque não está longe e, com certeza, o Cara do Parque não está lá. Seus braços balançando com o vento gélido de inverno e seus cabelos enrolados no cachecol de lã. 

Sua respiração para, ele está aqui e não há como fugir... O Cara do Parque a vê e já se levanta. 

- Oi, de novo. - sorri.

Lizzy ajeita o casaco e se vira, indo embora. 

- Por favor, não vá. - retira a luva. - É... Sou Edgar Byron. 

- Elizabeth Kray. - aperta sua mão fria. 

Edgar admirou ter encontrado-a e admitiu que gostou de suas mãos quentes. 

Sentaram, tentando afastar o inverno e aproximar sua conversa. 

- Por que você nunca ousou disser algo? - Edgar indaga. 

- Porque era perfeito daquele jeito, mas você teve que me oferecer seu casaco. 

- Você aparentava estar com muito frio e é errado ajudar? 

- Eu não iria morrer. - acende um cigarro. 

- Talvez com aquilo não, mas com isso sim. - joga o cigarro fora. 

Lizzy protesta e acende outro, que é jogado novamente pelo homem. 

- Afinal, nós todos não vamos morrer?  É estúpido prolongar o inevitável, ficar nos limitando. Se há um paraíso e nós ainda estamos aqui, sofrendo, por que? - fiz indignada. 

Edgar se vê intrigado com tanta fúria, raiva, beleza e inteligência. 

- Nós somos masoquistas, querida. - acende um cigarro dela, que fica boquiaberta. - Ninguém sabe o dia de amanhã, não é? 

Lizzy, diria que ela estava chocada. Mas, no fundo havia um quê de admiração e respeito. Então ela se recordou. 

- Você está ocupado? Vai fazer algo? 

Ele tenta não mencionar que amanhã é seu primeiro dia no trabalho e ele está enfeitiçado. 

- Não. 

Os dois, juntos e sem ar. Mexendo o corpo aquecido pelas bebidas, aquela festa era secreta e Lizzy sabia de todas. Edgar, mesmo envolvido na sua perdição estava atento a cada traço do corpo jovial colado ao seu. Suas curvas acentuadas e seu cheiro de calêndula combinado a seu cabelo ruivo deixaram-no embriagado. 

Seus lábios, tímidos, ousaram se entrelaçar. Suas mãos introvertidas, aventuraram a se tocar e suas mentes caóticas descansaram no fim de uma madrugada confusa. 

Voltam juntos, Edgar sendo cavalheiro e Lizzy contendo seus pensamentos. Na noite cansada, calada pelos donos do sono os dois já não sabiam mais o que estavam faltando, fazendo ou pensando. Regressaram a suas mentes desordenadas e solitárias, que dividiam um cigarro de desejo. 

Ao longe, Lizzy observa duas figuras. Uma conhecida e outra encapuzada, é Anabel. Elizabeth arrasta Edgar para atrás da parede de um beco fétido, o encapuzado não é seu namorado. Edgar continua, sem explicação enquanto tenta não pregar os olhos baixos. 

- Você me disse 50. - sussurra. 

- As coisas mudam, você vai querer ou não? - ri. - Não sou eu que estou desesperado.

Anabel retira a quantia e vai embora com pressa, Lizzy tenta alcançá-la, mas sabia que a amiga não diria nada. Ela teria que arrancar a verdade. 

Foram para sua casa, Edgar já havia pedido um táxi e esperavam lá fora. 

- Você não quer subir? - aproxima seus lábios. 

Edgar sorri com a ideia, mas já era tarde. 

- Nós temos 20 minutos. - sussurra em sua orelha. 




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