História Yesterdays - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Guns N' Roses, Metallica, Skid Row
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, James Hetfield, Rachel Bolan, Sebastian Bach, Slash, Steven Adler
Tags Axl Rose, Colegial, Comedia, Drama, Duff Mckagan, Rachel Bolan, Romance, Slash
Exibições 67
Palavras 2.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nota: Esta é uma nova versão de uma fic que eu postei um tempo atrás e, infelizmente, apaguei. Estou refazendo porque muitas pessoas gostavam da história, espero que você goste também! Boa leitura.

Capítulo 1 - Go Away


Fanfic / Fanfiction Yesterdays - Capítulo 1 - Go Away

Nota: Esta é uma nova versão de uma fic que eu postei um tempo atrás e, infelizmente, apaguei. Estou refazendo porque muitas pessoas gostavam da história, espero que você goste também! Boa leitura.

~Flashback ~ 1971, Lafayette

PDV Sharon

A chuva torrencial caia sobre o telhado fraco, eu me perguntava se seria hoje que o teto cairia. 

Acolhi William e Megan nos meus braços, ambos com medo da chuva. Fechei a porta e a janela do meu quarto em uma tentativa de abafar o barulho dos trovões.

-Vamos revisar o plano, Will.- Falei, enquanto colocava Megan no berço. 

-Eu pego a Meg e minha mala e ficamos no quarto até você voltar.- Will disse quase sussurrando, se escondendo por baixo do cobertor. Quase não pude ouvir sua voz infantil.

-Isso mesmo, meu bem.- Falei, passando a mão em suas bochechas. 

Pude ouvir o barulho da porta da sala batendo com força contra a parede no andar de baixo sob os nossos pés. 

Stephen chegara.

Um calafrio de ansiedade e medo percorreu meu corpo. Olhei para William que já estava em pé ao lado das malas, pronto para executar sua parte do plano, mas pude ver que estava com medo, assim como eu. Assenti silenciosamente para ele, desejando sorte. Depois sai do quarto e fechei a porta, almejando que tudo desse certo. 

Atravessei o corredor mofado de casa e adentrei o meu quarto, onde Stephen estaria daqui poucos minutos. Me sentei na beirada da cama murmurando uma oração para qualquer um que me ouvisse e ajudasse esta noite. Como previsto, ouvi os passos pesados de Stephen se aproximando. Poucos segundos depois, a porta do quarto se abriu em uma explosão atrás de mim, o cheiro de álcool e tabaco tomou conta do recinto. Pude sentir ele se aproximando.

-Você quer brincar, Shar?- Stephen perguntou cinicamente no meu ouvido, seu hálito azedo roçava minha pele, provocando arrepios de nojo.

Não respondi, fechei meus olhos.

Stephen rosnou.

Senti sua mão agarrando rudemente meus cabelos e me colocando de pé contra minha vontade. Ele se aproximou mais, tirando sua camisa e os sapatos. Continuei calada, observando algo por perto que pudesse me ajudar a dar continuidade no plano. 

Stephen segurava uma garrafa de cerveja das grandes na mão esquerda. Ele fez menção de desabotoar as calças, mas viu que precisaria das duas mãos para isso, então depositou a garrafa na estante em que eu estava encostada, agora a garrafa estaria ao alcance dos meus braços.

Fechei os punhos me lembrando de todas as vezes que esse homem machucou à mim ou William, isso me atingiu com uma carga de adrenalina. 

Nem vi quando peguei a garrafa nas mãos como um taco de beisebol e atingi a cabeça dele. Stephen urrou e colocou as mãos na cabeça, gotas de sangue pingaram. 

Senti o suor por baixo da minha blusa, a adrenalina começava a se esvair e dar lugar ao pânico. Tentei correr até a porta mas no meio do caminho ele agarrou meu braço direito e me jogou no chão. Senti alguns cacos pequenos de vidro perfurarem minhas costas.

-Eu te mato, Sharon.- Stephen gritou. Ele se agachou sobre mim e suas mãos envolveram meu pescoço. A pressão tampava minha respiração, tateei as mãos no chão até achar algum caco grande o suficiente. 

Enfim achei um do tamanho da palma da minha mão. Olhei para os olhos furiosos de Stephen, minha visão estava quase escurecendo. 

-Vai se foder, filho da puta…- Tentei falar, então enterrei o caco onde os rins dele deviam ficar.

Stephen se contorceu de dor e me largou, corri até o quarto onde William e Megan deviam estar, pude ouvir Stephen gritando e xingando.

William já estava com as malas nas mãos e Megan chorava de forma ensurdecedora no berço. Will, sem perder tempo, correu em direção ao andar debaixo enquanto eu apanhava Megan . Tentei acalmá-la mas os gritos de Stephen e os trovões me impediam. 

Desci as escadas tropeçando nos meus próprios pés, os relâmpagos projetavam luzes e clarões dentro de casa, me deixando tonta. Finalmente no andar de baixo, a porta já estava aberta, imaginei que Will já estava lá fora com as malas me esperando. Fui até a rua e não o vi, olhei pela sala e ele também não estava lá. Havia algo estranho, um estranho silêncio, a não ser pelos berros de Megan.

-Procurando isso?- uma voz arrastada e exausta ecoou no canto escuro da sala de estar. 

Olhei para lá aterrorizada. 

Stephen segurava William pelo pescoço, apontando uma arma na direção das têmporas dele. Senti minhas pernas amolecerem. 

-Solte-o.- Pedi, minha voz tremulou.

-Vai embora, mãe.- William disse. 

Olhei em sua direção. Uma criança de seis anos sendo ameaçado por um padrasto armado estava calma e recusando qualquer ajuda minha, estava pedindo para ficar para que eu e minha filha mais nova pudéssemos ter uma vida, ele já entendia o que significaria se eu fosse embora.

-Não…- Sussurrei, senti a mornidão no rosto e o aperto na garganta. De repente eu e Megan estávamos chorando. 

-Eu vou cuidar bem dele, Shar- Stephen disse, rindo. Ele acariciou as bochechas de Will com o cano da arma. 

- Eu nunca vou perdoar você se ficar.- William gritou furioso. Ele estava tentando me convencer e eu me senti péssima por estar sendo convencida. O choro começou a ficar fora de controle. -Vai embora!- Ele berrou novamente, esperneando entre os braços de Stephen.- Vai embora, vai embora, vai embora!

E então eu fui.

Poucos minutos depois , eu e uma criança de quatro meses estávamos em um vôo em direção à Los Angeles, deixando para trás um marido, um filho e um cárcere privado de sete anos em Lafayette.

PDV Megan

-Mantenham a porta trancada, não saiam enquanto eu não voltar, façam comida em vez de comprar porque é mais saudável e...

Interrompi as instruções de minha mãe com um abraço.

-Nós vamos ficar bem, senhora Bailey.- Jackie disse enquanto eu soltava mamãe. 

-Pode ir tranquila, mãe.- Falei. Ela deu um suspiro e entrou no carro. Mamãe abaixou o vidro e analisou á mim e Jackie.

-Vocês estão com uma cara de que vão fazer muita coisa errada aqui.- Ela disse, estreitando os olhos.

-É, as noites de leitura de Megan vão ser uma doideira.- Jackie disse, mamãe riu diante da minha expressão indignada. Meus sábados são devotados á leitura e elas sabem disso.- Também vou cuidar para que ela não fique chapada com café.

Mais uma rodada de risadas por causa do meu vício em café. Revirei os olhos.

-Chega de stand up e vai viajar, mãe.- Falei, mau humorada.

-Amo vocês.- Mamãe disse, logo depois deu partida no carro e virou a esquina.

 -Você vem?- perguntei apontando para a porta.

-Tenho que trabalhar hoje, Meg.- Jackie suspirou. 

-Ok, vai passar aqui na volta?

-Vou, me espera acordada.- Ela disse já caminhando em direção da sua casa no outro quarteirão. 

Entrei para dentro e apenas encostei a porta, ignorando totalmente as instruções de minha mãe. Olhei ao redor e percebi que seria a primeira vez que eu ficaria sozinha em casa. Eu não faria nada que não pudesse fazer se minha mãe estivesse presente, mas mesmo assim é libertador ter total privacidade por dois dias inteiros. 

Subi as escadas em direção ao meu quarto, Fechei as persianas azuis das janelas afim de diminuir a luz lá dentro. Dei uma olhada no relógio. 

07:03 da manhã.

Fiquei feliz por poder dormir e preocupada com Jackie, será que ela chegaria à tempo no trabalho? Foi eu quem insisti para que ela viesse até aqui se despedir de mamãe. 

Finalmente fechei os olhos e comecei a recuperar minhas de sono perdidas. 

PDV Duff 

Meus olhos pareciam pesar três quilos quando acordei.

Passei a mão pelos cabelos enquanto observava o mesmo gesso mofado do teto dessa fucking casa velha. 

Meu estomago deu voltas, uma escola de samba desfilava dentro do meu cérebro e minha boca tinha gosto amargo, o que quer dizer que meu fígado estava me xingando pra caralho mais uma vez. Cambaleei para fora da cama. Ao ficar de pé, uma onda de vertigem me atingiu, acabei tropeçando no violão perto dos meus pés e dando de cara no chão. 

-Merda.- Praguejei, involuntariamente. 

Aproveitei que já estava no chão mesmo e comecei a procurar pelas minhas roupas. A camisa estava debaixo da cama, as calças sobre a poltrona, meu cinto estava pendurado na pia do banheiro (não sei muito bem porque), mas não encontrei o sapato do pé esquerdo. 

Meu único sapato. Mas como tudo que some nessa casa só tem um paradeiro, fui atrás dele. 

- STEVEEEEEN.- Berrei, encostado na porta do quarto dele.

-VAI SE FODER, DUFF.- Axl gritou do quarto ao lado, praticamente no mesmo minuto. Sua voz estava grogue e irritada ao mesmo tempo, o que me revelou que ele não estava muito melhor que eu. Hoje seria um dia do caralho com todo mundo de mau humor. 

Esmurrei a porta de Steven diante da demora para ele me atender. 

Stee finalmente abriu a porta. Com a cabeça baixa e sem…

-AH NÃO ACREDITO, MANO.- Falei, me virando de costas para a cena de um Steven sem cueca. Meu estômago revirou mais uma vez. 

- Ah é.- Stee falou tranquilamente. Ouvi a porta se fechar mas continuei de costas. Que nojo, que nojo, que nojo. 

-Haha, Duff viu o Popcorn pelado.- Slash gritou do fim do corredor, com o dedo apontado para mim. Ouvi Izzy gargalhar do quarto à minha frente. Revirei os olhos. 

A porta foi reaberta. 

-Pode se virar.- Steven disse, ainda sonolento. Sua voz estava arrastada. 

-Tô bem assim. Steven cadê meu sapato?- Falei, exaltado. Falar alto fez minha cabeça pulsar novamente.

- Não sei não.- Stee respondeu, sua voz estava voltando ao normal, ele saiu do quarto caminhando com pequenos pulinhos como faz sempre e começou a andar pelo corredor em direção a escada, estava de cueca, pelo menos.

- O que? Tem que saber! Você é o único zumbi nessa casa que sai roubando as coisas á noite- Praguejei enquanto ele descia as escadas. Stee apenas levantou o braço, alegando que o assunto tinha acabado para ele. Bufei. Foda-se, vou sair com um sapato só mesmo. 

Desci até a cozinha que é sala ao mesmo tempo, os dois cômodos são separados por uma cortina. Slash assistia tv. Axl estava descendo as escadas, Steven estava de saida, andando em direção á rua só de cueca e pude ouvir Izzy ligando o chuveiro lá em cima. Sim, quando alguém liga o chuveiro aqui a encanação faz o favor de produzir um barulho horripilante e avisar a casa inteira. 

Pulei o buraco no chão que fica bem na frente da geladeira e a abri para checar o estoque de bebidas. Comida pode faltar, mas bebida e cigarro ausentes deixam a casa inteira doida. 

Os meus medos se concretizaram. 

Tudo o que havia lá dentro é uma garrafa.

De água.

Uma gota de suor desceu pela minha testa só de imaginar nós cinco de mau humor, ressaca e em abstinência de bebida. 

-Não temos álcool.- Gritei. Pude ouvir o burburinho de conversa entre os caras cessar.

Que os jogos comecem.

- O QUE?- Axl foi o primeiro a se manifestar. 

-Jack daniel's- Slash lamentou-se.

-Estou sentindo minhas forças indo embora.- Izzy falou se jogando no chão.

A porta da sala se abriu em uma explosão. Todos nós pausamos as lamentações para ver Steven entrar correndo com os olhos arregalados e mãos trêmulas. 

- Kingsley. Casa. Aluguel.- Ele disse com dificuldade, arfando. Depois caiu no chão, exausto.

Nós nos entreolhamos por alguns segundos tentando entender a mensagem até que… 

-ALUGUEEEL!- Axl gritou, finalmente nos fazendo compreender. Um pânico ainda maior tomou a sala. Steven continuou no chão. 

Izzy se jogou sobre o tapete. Slash foi para atrás do sofa murmurando uma oração e fazendo o sinal da cruz. Eu e Axl fechamos todas as cortinas e portas mais próximas e nos escondemos ás pressas ao lado de Slash quase no mesmo segundo em que as batidas de Kingsley na porta ecoaram pela casa.

-Um dia ele ainda vai invadir essa casa.- Falei baixo, arfando. 

Todos seguraram uma risada na garganta. 

- Quem vai sair pra comprar bebida?- Izzy cochichou alto o bastante para que pudéssemos ouví-lo do tapete na frente do sofá. 

-Primeiramente, quem tem dinheiro?- Axl perguntou, esperançoso. Mais uma rodada de troca de olhares. 

-Ninguém.- Sussurramos em conjunto. Suspirei. 

-Abram logo, eu sei que vocês estão aqui!- Kingsley gritou, sua voz cansada acompanhada de tosse atravessava as paredes. Pude olhar pelo canto do olho sua sombra atrás das cortinas, só a pança e sua cabeça enorme cheia de cabelos brancos ocupavam toda a varanda.

- Ele nunca morre.- Slash comentou.

-Kingsley morrer? Mais fácil ele virar um fóssil - Izzy respondeu. Dessa vez foi mais difícil segurar as risadas. 

-Seu lugar no inferno do lado de Hitler está reservado, Izzy.- Falei. 

-Podemos roubar do bar do Jam de novo.- Slash propôs, voltando ao assunto da escassez de bebida. 

-Ele já está desconfiando, não vamos arriscar.- Axl falou. 

Pensei mais um pouco, lembrei do filme que assisti ontem, antes da farra, que falava sobre um cara viciado em invadir casas para roubar comida. 

- E se a gente roubasse da vizinhança? Eles olharam para mim, ninguém tinha pensado nisso. 

-Abraaaam!- Kingsley esbravejou enquanto esmurrava a porta com tanta força que o chão vibrava.

-Acho uma boa ideia.- Izzy falou. 

- Você vai.- Axl ordenou. 

-O que? Mas… Não vei… 

- Você vai.- Slash disse, interrompendo minha indignação.

-Vocês vão queimar no inferno.- Falei.

-Do lado de Hitler.- Izzy completou.

Kingsley foi embora quase meia hora depois, não sentia minhas pernas enormes de tanto ter que encolher elas atrás daquele sofá por tanto tempo.

Decidi não invadir casas muito perto, então me dirigi à uns quatro quarteirões de distância e finalmente encontrei a casa perfeita para um "assalto". As casas daquela rua estavam todas silenciosas, como se todo mundo ainda estivesse dormindo. As persianas azuis estavam fechadas e nenhum barulho era emitido de lá, o que me revelava não haver ninguém em casa.

Preparei meu garfo especial de destrancar portas que foi muito útil quando os caras sumiram a chave lá de casa. Enfiei um dos "dentes" do garfo no buraco da fechadura, mas a porta simplesmente se abriu antes que eu tivesse a chance de destrancá-la improvisadamente. Levantei as sobrancelhas em surpresa, que tipo de pessoa deixa a porta destrancada em Los Angeles? Ignorei esses pensamentos ao me lembrar de que isso é um assalto e eu precisaria agir rápido.

Entrei lá dentro já com o coração acelerado.



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