História Yifan. - Capítulo 2


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Categorias Eragon, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Saphira, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Eragon, Exo, Hunhan, Kaisoo, Kristao, Lemon, Luta, Red Velvet, Suju, Sulay, Taokris, Xiuchen
Visualizações 30
Palavras 873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A descoberta.


Yifan ajoelhou-se no tapete de grama pisado e examinou atentamente as pegadas com seu olhar experiente. As marcas disseram-lhe que o cervo esteve naquela campina há apenas meia hora. Logo, todos iriam dormir. Seu alvo, uma pequena corça que mancava da pata esquerda dianteira, ainda estava com o rebanho. Ele estava surpreso por ela ter conseguido ir tão longe sem que um lobo ou urso a tivesse capturado.

O céu estava limpo e escuro, e uma brisa suave agitava o ar. Uma nuvem prateada pairava sobre as montanhas que o cercavam, cujos cumes resplandeciam com a luz avermelhada da lua da época da colheita, aninhada entre dois picos. Riachos corriam montanha abaixo, brotando das frias geleiras e das brilhantes camadas de neve. Uma névoa pesada arrastava-se acima do solo do vale, quase espessa o bastante para ocultar os seus pés.

Yifan tinha quinze anos, faltava menos de um ano para a idade adulta. Sobrancelhas escuras repousavam acima dos seus vivos olhos castanhos. Suas roupas eram surradas por causa do trabalho. Uma faca de caça, com o cabo feito de osso, estava presa à cinta. E um tubo de pele de veado protegia da neblina o arco feito de teixo. Carregava também uma saca com estrutura de madeira.

A corça levou-o até os recônditos da Espinha, uma cadeia de montanhas indomadas que se estendia do começo ao fim das terras da Alagaësia. Frequentemente histórias estranhas e homens surgiam dessas montanhas trazendo maus agouros e doenças. Apesar disso, Yifan não temia a Espinha, ele era o único caçador perto de Carvahall que ousava caçar em seus recantos mais íngremes.

Era a terceira noite da caçada e metade de sua ração já havia sido consumida. Se não abatesse a corça, seria forçado a voltar para casa de mãos vazias. Sua família precisava da carne para o inverno que se aproximava rapidamente. Eles não tinham condições financeiras para comprá-la em Carvahall.

Yifan estava em pé, confiante, sob o luar enevoado. Logo, entrou na floresta em direção a um vale estreito e profundo, onde tinha certeza de que o animal estaria. As árvores bloqueavam a visão do céu e produziam sombras diáfanas no chão. Só olhava para as pegadas ocasionalmente, pois conhecia o caminho.

No vale estreito, esticou o arco com segurança, sacou três flechas, pondo uma na arma e segurando as outras com a mão esquerda. O luar revelou uns vinte pequenos montes imóveis. Eram os cervos deitados na grama. A corça que ele queria estava na ponta do rebanho, com a pata dianteira esquerda esticada de uma maneira peculiar.

Aproximou-se sorrateiramente, mantendo o arco em prontidão. Todo o trabalho que teve nos últimos três dias levou-o a este momento. Respirou fundo pela última vez, e... Uma explosão quebrou o silêncio da noite.

O rebanho disparou. Yifan pulou para a frente, saiu correndo pela grama enquanto o vento queimava seu rosto. Parou de repente e lançou uma flecha em direção ao animal que saltava. Errou por um triz, e a flecha se perdeu na escuridão. Praguejou e virou-se, preparando instintivamente outra flecha.

Atrás dele, onde os cervos haviam estado, ardia sem chama um grande círculo de árvores e grama.

Muitos dos pinheiros estavam desprovidos de seus galhos. A grama do lado de fora do círculo estava amassada. Uma coluna de fumaça subia, enroscando-se pelo ar e propagando um cheiro de queimado. No centro do lugar onde aconteceu a explosão, repousava uma pedra azul polida. A névoa serpenteava pela área incendiada e envolvia a pedra.

Yifan esperou para ver se não havia perigo durante longos minutos, mas a única coisa que se movia era a névoa. Cautelosamente, afrouxou a tensão do arco e avançou. O luar produziu uma pálida sombra sobre ele quando parou em frente à pedra. Tocou-lhe com uma flecha e saltou para trás. Como nada aconteceu, pegou a pedra com muito cuidado.

A natureza jamais havia polido uma pedra como aquela. Na superfície não havia uma falha sequer, era azul-escura, exceto pelas finas veias brancas que se espalhavam sobre ela como uma teia de aranha. A pedra era fria e não produzia atrito quando tocada, como seda endurecida. Era oval e tinha uns trinta centímetros de comprimento. Pesava alguns quilos, embora parecesse mais leve do que deveria.

Yifan achou a pedra tão bela quanto assustadora. De onde ela veio? Para que servirá? pensou.

Depois, um pensamento mais perturbador surgiu em sua mente: Será que ela veio parar aqui por acidente ou estarei destinado a possuí-la? Se ele tinha aprendido algo com as antigas histórias, era tratar com muito cuidado a magia e aqueles que a usavam.

Mas o que farei com a pedra? Seria cansativo carregá-la e havia a chance de ser perigoso. Talvez fosse melhor deixá-la para trás. Um tremor de indecisão percorreu-o, e ele quase a deixou cair, mas algo acalmou sua mão. Pelo menos, poderei comprar um pouco de comida com ela, decidiu ele, dando de ombros e enfiando a pedra em sua saca.

O vale estava muito exposto para servir como abrigo seguro, então voltou para a floresta e estendeu sua manta de dormir embaixo das raízes de uma árvore caída. Depois de um jantar frio de pão e queijo, se enrolou nos cobertores e adormeceu, meditando no que havia acontecido.

 

 



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