História Yifan. - Capítulo 6


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Categorias Eragon, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Saphira, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Eragon, Exo, Hunhan, Kaisoo, Kristao, Lemon, Luta, Red Velvet, Suju, Sulay, Taokris, Xiuchen
Visualizações 20
Palavras 3.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Chá para dois.


Amber e Kris separaram-se nas cercanias de Carvahall. Kris foi andando lentamente para a casa de Brom, absorto em seus pensamentos. Parou no degrau da porta e ergueu a mão para bater.

Uma voz falou alto:

— O que você quer, rapaz?

Ele se virou depressa. Atrás dele, Brom estava apoiado em uma bengala retorcida, decorada com entalhes estranhos. Usava um manto marrom com capuz, como um frade. Uma bolsa pendia do cinto de couro gasto. Acima da barba branca, um orgulhoso nariz de águia curvava-se sobre sua boca e dominava seu rosto. Observou Yifan atentamente com olhos profundos, sombreados por uma testa enrugada, e esperou pela resposta.

— Informações — disse Kris. — Amber foi levar uma talhadeira para o conserto, e como fiquei com tempo livre, vim ver se o senhor poderia responder a algumas perguntas.

O homem velho bufou e esticou a mão para abrir a porta. Yifan notou um anel de ouro na mão direita dele. A luz brilhou sobre uma safira, destacando um símbolo estranho entalhado na superfície da pedra.

— É melhor você entrar, vamos conversar durante um bom tempo. Parece que as suas perguntas nunca acabam. — Dentro da casa, o ambiente estava mais escuro do que carvão, um aroma forte e ácido pairava no ar. — Agora, um pouco de luz. — Yifan ouviu o ancião se mover e, depois, um xingamento baixo quando alguma coisa caiu no chão. — Ah, pronto. — Uma faísca branca brilhou, e uma chama ganhou vida.

Brom estava em pé, segurando uma vela diante de uma lareira de pedra. Pilhas de livros cercavam uma cadeira de madeira toda entalhada, de espaldar alto, que ficava de frente para a moldura da lareira. As quatro pernas da cadeira tinham a forma de garras de águia, o assento e o encosto tinham um acabamento almofadado de couro, que era ornamentado com um desenho de rosas em alto-relevo. Um grupo de cadeiras menores sustentava pilhas de pergaminhos. Potes de tinta e penas estavam espalhados em cima de uma escrivaninha.

— Fique à vontade, mas pelos reis perdidos, tenha cuidado. Todas essas coisas são valiosas.

Kris passou por cima de pergaminhos cobertos de runas angulosas. Ele, gentilmente, tirou os rolos antigos de uma cadeira e colocou-os no chão. Uma nuvem de poeira encheu o ar assim que ele se sentou. Kris segurou um espirro.

Brom abaixou-se e acendeu a lareira com a vela.

— Que bom! Nada como se sentar perto de uma lareira para conversar. — Ele jogou o capuz para trás, revelando cabelos que não eram brancos, mas prateados, pendurou uma chaleira em cima das chamas e sentou-se na cadeira de espaldar alto.

— Bem, o que você quer? — dirigiu-se de maneira incisiva a Kris, sem ser rude.

— Bem — disse Yifan, imaginando qual seria a melhor forma para abordar aquele assunto. — Sempre ouço falar nos Cavaleiros de Dragões e nos seus supostos feitos. Quase todo mundo quer que eles voltem, mas nunca ouvi histórias sobre como surgiram, de onde os dragões vinham ou sobre o que tornava os Cavaleiros tão especiais, além dos dragões.

— Esse é assunto muito vasto — resmungou Brom. Ele olhou para Kris cuidadosamente. — Se eu contasse a você a história completa, ainda estaríamos sentados aqui quando o próximo inverno chegasse. Tudo terá de ser resumido para um tamanho aceitável. Mas, antes de começarmos apropriadamente, preciso do meu cachimbo.

Kris esperou pacientemente enquanto Brom comprimia o tabaco.

Ele gostava de Brom. Às vezes o velho era irascível, mas parecia que nunca se importava de reservar um tempo a Yifan. Uma vez, o rapaz perguntou a Brom de onde ele tinha vindo, e o ancião riu e disse:

— De um vilarejo bem parecido com Carvahall, só que não tão interessante.

A curiosidade aumentara, e Kris indagara ao tio. Mas Wonho só pôde dizer a ele que Brom comprara uma casa em Carvahall há quase quinze anos e que morava lá, em paz, desde então.

Brom usou uma pederneira para acender o cachimbo. Ele deu algumas baforadas e disse:

— Então... não teremos de parar, exceto pelo chá. Agora, quanto aos Cavaleiros, ou Shur’tugal, como são chamados pelos elfos. Começar por onde? Eles existiram durante incontáveis anos e, no auge do poder, dominaram por duas vezes as terras do Império. Numerosas histórias foram contadas sobre eles, na maioria, falsas. Se acreditássemos em tudo que era dito, acharíamos que eles tinham poderes parecidos com os de um semideus. Estudiosos dedicaram a vida à separação das fantasias dos fatos, mas duvida-se que algum deles tenha obtido sucesso. Entretanto, não será uma tarefa impossível se nos concentrarmos nas três áreas que você especificou: Como os Cavaleiros surgiram? Por que eram tão conceituados? E de onde vieram os dragões? Começarei com o último item.

Kris recostou-se e escutou a voz hipnotizante do homem.

— Os dragões não tiveram um começo específico, a não ser que isso tenha acontecido junto com a criação da própria Alagaësia. E se terão um fim, isso acontecerá quando este mundo perecer, pois sofrem junto com esta terra. Eles, os anões, e alguns outros poucos são seus verdadeiros habitantes. Vivem aqui antes de todos os outros, fortes e orgulhosos em sua glória primária. O mundo deles era imutável até que os primeiros elfos atravessaram o mar em seus navios prateados.

— De onde os elfos vieram? — interrompeu Kris. — E por que são chamados de “povo justo”? Eles existem de verdade?

Brom fechou a cara.

— Você quer que eu responda às primeiras perguntas ou não? Isso não acontecerá se quiser explorar todas as informações sobre as quais não tiver conhecimento.

— Sinto muito — disse Kris. Ele abaixou a cabeça e tentou parecer arrependido.

— Você não sente, não — Brom disse com um certo prazer. Ele desviou o olhar para o fogo e observou-o lamber a parte de baixo da chaleira. — Se você realmente quer saber, os elfos não são lendas e são chamados de “povo justo” por serem mais amáveis do que as outras raças. Eles vieram do que chamam de Alalea, embora ninguém, apenas eles, saibam o que seja ou onde fique.

“Bem”, ele olhou de modo zangado por baixo de suas grossas sobrancelhas para garantir que não haveria mais interrupções, “os elfos eram uma raça orgulhosa e forte na magia. No começo, viam os dragões como meros animais. Dessa crença despontou um erro fatal. Um jovem elfo impetuoso caçou um dragão, do modo como caçaria um gamo, e o matou. Indignados, os dragões acuaram e mataram o elfo. Infelizmente, o banho de sangue não parou por aí. Os dragões se uniram e atacaram a nação élfica. Apavorados com o terrível mal-entendido, os elfos tentaram pôr um fim às hostilidades, mas não conseguiam uma maneira de se comunicar com os dragões.

“Portanto, para abreviar bastante uma série de eventos complicados, houve uma guerra muito longa e sangrenta, pela qual ambos os lados lamentaram-se depois. No começo, os elfos lutavam apenas para se defender, pois eles se opunham a aumentar o conflito. A ferocidade dos dragões, no entanto, forçou-os a atacar para garantir a própria sobrevivência. Isso durou cinco anos e teria continuado por muito mais tempo se um elfo chamado Yifan não tivesse achado um ovo de dragão.

Yifan piscou, surpreso.

— Ah, vejo que não conhecia o seu xará — comentou Brom.

— Não. — A chaleira soltou um assovio estridente. Por que eu ganhei o nome de um elfo?

— Então, você vai achar isso muito mais interessante — disse Brom. Ele tirou a chaleira de cima do fogo com um gancho e colocou a água fervente em duas canecas. Ao dar uma a Kris, alertou:

— Essas folhas não precisam ficar em infusão por muito tempo. É melhor você beber logo antes que fique forte demais.

Kris tentou dar um gole, mas queimou a língua. Brom pôs a sua caneca de lado e continuou a fumar o cachimbo.

— Ninguém sabe por que aquele ovo foi abandonado. Alguns dizem que os pais foram mortos em um ataque dos elfos. Outros acreditam que os dragões deixaram o ovo lá de propósito. Seja como for, Yifan enxergou o valor de criar um dragão amigo. Cuidou do animal em segredo e, segundo o costume da língua antiga, chamou-o de Bid’Daum. Quando Bid’Daum atingiu um bom tamanho, eles viajaram juntos entre os dragões e os convenceram a viver em paz com os elfos. Tratados foram feitos entre as duas raças. Para garantir que nunca haveria guerra de novo, decidiram que era necessário criar os Cavaleiros.

“No começo, os Cavaleiros deviam servir meramente como um meio de comunicação entre os elfos e os dragões. Contudo, com o passar do tempo, o valor deles foi reconhecido, e eles ganharam mais autoridade. Finalmente, adotaram a ilha Vroengard como lar e lá construíram uma cidade, Dorú Areaba. Antes que Galbatorix os depusesse, os Cavaleiros tinham mais poder do que todos os reis na Alagaësia. Agora, acredito ter respondido a duas das suas perguntas.

— Respondeu — disse Kris distraidamente. Parecia uma coincidência incrível ele ter recebido o nome do primeiro Cavaleiro. Por algum motivo, sentia que seu nome não era mais o mesmo. — O que quer dizer Yifan?

— Eu não sei — respondeu Brom. — É muito antigo. Duvido que alguém lembre, exceto os elfos, e a sorte terá sorrido para você antes de conseguir falar com um deles. Porém, é um bom nome de se ter, você devia se orgulhar. Nem todos têm um nome tão honroso.

Kris tentou tirar essa questão da mente e se concentrou no que estava aprendendo com Brom. Mas ainda faltava alguma coisa.

— Eu não entendo. Onde nós estávamos quando os Cavaleiros foram criados?

— Nós? — perguntou Brom, erguendo uma sobrancelha.

— O senhor sabe, todos nós. — Kris gesticulou com as mãos indistintamente. — Os humanos em geral.

Brom riu.

— Nós não somos mais nativos desta terra do que os elfos. Nossos ancestrais precisaram de trezentos anos para chegar aqui e se juntarem aos Cavaleiros.

— Não pode ser — protestou Kris. — Nós sempre vivemos no vale Palancar.

— Isso é um fato para algumas gerações, mas, antes disso, não. Isso nem se aplica a você — disse Brom gentilmente. — Embora você se considere parte da família de Wonho, e com razão, o seu pai não era daqui. Pode perguntar por aí e descobrirá muitas pessoas que não estão aqui há muito tempo. Este vale é antigo, mas nem sempre nos pertenceu.

Kris olhou com uma expressão zangada e deu um gole no chá, que ainda estava quente o bastante para queimar sua garganta. Aquele era seu lar, apesar de quem fosse o seu pai!

— O que aconteceu com os anões depois que os Cavaleiros foram destruídos?

— Ninguém sabe ao certo. Eles lutaram com os Cavaleiros nas primeiras batalhas, mas, quando ficou claro que Galbatorix venceria, fecharam todas as entradas dos túneis e desapareceram no subsolo. Pelo o que sei, nenhum anão foi visto desde então.

— E os dragões? — perguntou ele. — O que houve com eles? Com certeza, não foram todos mortos.

Brom respondeu pesaroso:

— Esse é o maior mistério na Alagaësia hoje em dia: quantos dragões sobreviveram ao massacre de Galbatorix? Ele poupou os que concordaram em servi-lo, mas só os dragões dos Renegados participariam da loucura dele. Se quaisquer dragões além de Shruikan ainda estão vivos, devem estar escondidos para não serem nunca achados pelo Império.

Então, de onde o meu dragão veio?, pensou Yifan.

— Os Urgals estavam aqui quando os elfos vieram para a Alagaësia? — perguntou ele.

— Não. Eles seguiram os elfos, cruzando o mar, como carrapatos atrás de sangue. Eles foram uma das razões por que os Cavaleiros ganharam valor por sua proeza na batalha e por sua capacidade de manter a paz... muita coisa pode ser aprendida com essa história. É uma pena o rei fazer dela um tópico delicado — lamentou Brom.

— É, ouvi a sua história na última vez em que estive na cidade.

— História! — berrou Brom. Os olhos dele faiscavam. — Se aquilo foi apenas uma história, então os rumores da minha morte são verdadeiros, e você está falando com um fantasma! Respeite o passado, você nunca sabe como ele poderá afetá-lo.

Kris esperou a expressão no rosto de Brom melhorar antes de ousar perguntar:

— Qual era o tamanho dos dragões?

Uma nuvem escura de fumaça rodopiava em cima de Brom como uma tempestade em miniatura.

— Eram maiores do que uma casa. Até mesmo os menores tinham asas cuja envergadura passava de trinta metros. Eles nunca paravam de crescer. Alguns dos mais antigos, antes do Império matá-los, podiam se passar por grandes colinas.

O medo tomou conta de Yifan. Como conseguirei esconder meu dragão daqui a alguns anos? Ele ficou com raiva, mas manteve a voz calma.

— Quando chegavam à idade adulta?

— Bem — disse Brom, coçando o queixo, — eles só conseguiam cuspir fogo depois dos cinco ou seis meses de idade, que era a época em que eles podiam acasalar. Quanto mais velho um dragão fosse, maior era a chama que podia cuspir. Alguns deles podiam manter a chama acesa durante vários minutos. — Brom fez um anel de fumaça e observou-o flutuar até o teto.

— Ouvi dizer que as escamas deles brilhavam como pedras preciosas.

Brom inclinou-se para a frente e murmurou:

— Você ouviu direito. Eles tinham todas as cores e tonalidades. Conta-se que um grupo deles parecia um arco-íris vivo, constantemente se movimentando e brilhando. Mas quem lhe contou isso?

Kris ficou paralisado por um segundo e mentiu:

— Um mercador.

— Como se chamava? — perguntou Brom. Suas sobrancelhas emaranhadas encontraram-se, formando uma grossa linha branca, as rugas na testa se aprofundavam. Ignorado, o cachimbo se apagou.

Yifan fingiu pensar.

— Naõ sei. Ele estava conversando na taverna do Morn, mas não descobri quem era.

— Gostaria que tivesse descoberto — resmungou Brom.

— Ele também disse que um Cavaleiro podia ler os pensamentos do seu dragão — Kris disse rapidamente, esperando que o mercador fictício o protegesse de qualquer suspeita.

Os olhos de Brom se estreitaram. Lentamente, ele pegou a pederneira e produziu uma faísca. Uma fumaça subiu, e ele deu um longo trago em seu cachimbo, exalando bem devagar. Em um tom de voz sem emoção, ele disse:

— O mercador estava errado. Isso não está em nenhuma das histórias, e eu conheço todas elas. Ele disse mais alguma coisa?

Yifan deu de ombros.

— Não.

Brom estava interessado demais no mercador para ele continuar mentindo. Naturalmente, ele perguntou:

— Os dragões vivem muito tempo?

Brom não respondeu imediatamente. Afundou o queixo no peito enquanto, pensativo, seus dedos apertavam o cachimbo. A luz refletia em seu anel.

— Desculpe, meus pensamentos estavam longe. Sim, um dragão vive durante um bom tempo, para sempre, de fato – viverá enquanto não for morto ou até que o seu Cavaleiro morra.

— Como se tem certeza disso? — retrucou Kris. — Se os dragões morrem quando seus Cavaleiros morrem, então eles só vivem uns sessenta ou setenta anos. O senhor disse durante a sua... narrativa que os Cavaleiros viveram centenas de anos, mas isso é impossível. — O pensamento de viver mais do que sua família e seus amigos o incomodava.

Um calmo sorriso tomou os lábios de Brom, enquanto ele falava com sagacidade:

— O possível é algo subjetivo. Alguns dizem que ninguém sobrevive a uma viagem pela Espinha, mas você sobreviveu. É uma questão de perspectiva. Você tem que ser muito sábio para saber tanto com tão pouca idade. — Yifan ficou vermelho, e o velho homem riu. — Não fique zangado. Não se pode esperar que você saiba essas coisas. Você esquece que os dragões eram mágicos, eles afetavam tudo em volta deles de um modo estranho. Os Cavaleiros eram as pessoas mais próximas deles e, como tal, eram os que mais vivenciavam isso. O efeito colateral mais comum era ter a vida prolongada. Nosso rei já viveu tempo o bastante para provar isso, mas as pessoas atribuem sua vida longa aos seus poderes mágicos. Também havia outras mudanças menos notáveis. Todos os Cavaleiros tinham o corpo mais forte, a mente mais perspicaz e a visão mais aguçada do que os homens normais. Junto com tudo isso, um Cavaleiro humano adquiria, lentamente, orelhas pontudas, embora elas nunca fossem tão proeminentes quanto as de um elfo.

Kris teve de se controlar para não tocar a ponta das orelhas. De que outro modo esse dragão mudará a minha vida? Além de entrar na minha mente, ele também está fazendo alterações no meu corpo!

— Os dragões eram muito inteligentes?

— Você não prestou atenção no que eu lhe contei antes! — reclamou Brom. — Como os elfos poderiam fazer acordos e tratados de paz com criaturas rudes e burras? Eles eram tão inteligentes quanto você ou eu.

— Mas eram animais — insistiu kris.

Brom bufou.

— Eles não eram mais animais do que nós. Por alguma razão as pessoas elogiam tudo o que os Cavaleiros faziam, entretanto ignoram os dragões, achando que eles não fossem nada mais do que um meio de transporte exótico para ir de uma cidade a outra. Eles não eram nada disso. Os maiores feitos dos Cavaleiros só se tornaram possíveis por causa dos dragões. Quantos homens desembainhariam a espada se soubessem que um lagarto gigante que cuspia fogo, um mais sagaz e sábio do que qualquer rei pudesse esperar, logo apareceria para acabar com a violência? Hein? — Ele soprou outro anel de fumaça e olhou-o flutuar para longe.

— O senhor já viu um deles?

— Não — respondeu Brom. — Isso aconteceu bem antes de eu nascer.

Agora, preciso de um nome.

— Eu venho tentando me lembrar do nome de um certo dragão, mas ele vive escapando da minha memória. Acho que eu o ouvi quando os mercadores estavam em Carvahall, mas não tenho certeza. O senhor poderia me ajudar?

Brom deu de ombros e rapidamente recitou uma lista de nomes.

— Havia Jura, Hírador e Fundor, que lutaram contra a grande serpente marinha. Galzra, Briam, Ohen, o Forte, Gretiem, Beroan, Roslarb... ­— Ele citou muitos outros. Já bem no final, ele falava tão baixinho que Kris mal conseguia ouvir. —... E Saphira... mais conhecida como Wendy. — Brom esvaziou o cachimbo em silêncio. — Foi algum desses?

— Temo que não — respondeu Kris. Brom deu-lhe muita coisa para pensar e estava ficando tarde. — Bem, Amber já deve ter terminado o serviço com Horst. Preciso voltar, embora quisesse ficar.

Brom levantou uma sobrancelha.

— Ora, é só isso? Eu esperava responder às suas perguntas até ela vir chamá-lo. Não tem nenhuma pergunta sobre as táticas de batalha dos dragões ou dúvidas sobre os ataques aéreos de tirar o fôlego? Já terminamos?

— Por enquanto — riu Kris. — Eu aprendi o que queria e muito mais.

Ele se levantou, e Brom o acompanhou.

— Então, tudo bem. — Ele levou Kris até a porta. — Até logo. Cuide-se. E não se esqueça: se você lembrar o nome do mercador, venha me dizer.

— Farei isso. Obrigado. — Yifan saiu, banhando-se na ofuscante luz do sol de inverno, apertando os olhos. Ele foi andando lentamente, meditando sobre tudo o que havia aprendido.



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