História Yin e Yang - Os Medalhões dos Deuses Celestiais - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Chinesa
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Lendas, Magia, Medalhoes Magicos, Mitologia, Originais, Personagens Originais, Romance
Visualizações 18
Palavras 5.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Hello, lobinhos! Como vão? Espero que bem!

Para início de conversa... Eu dei uma paradinha na fic Assistindo Miraculous: As Aventuras de Ladybug e Chat Noir (não é Hiatus), para poder postar as histórias dos vencedores de um sorteio que eu fiz nessa mesma fic.
E, a primeira a me responder é... @Fandemiraculous !
Parabéns! Eu adorei as ficha dos personagens que você mandou e aceito sua proposta. Vou fazer uma long-fic futuramente dessa história. Mas, por enquanto, ela vai ser uma two-shot. Triste, não?
Os nomes dos deuses, preferi colocar na versão japonesa, pois acho mais fácil. Depois, só falta postar o segundo capítulo.
Enquanto eu não estiver continuando ela (depois do segundo capítulo), vou deixar como terminada. Okay?
Me desculpem pelos erros ortográficos, espero que entendam.


Espero que gostem! Enjoy!

Capítulo 1 - Capítulo 1: Os portadores


 

— Hum… - murmurou o garoto. - Londres é um lugar bem bonito, não acha, “totózinho”?

— Quer parar de me chamar de “totózinho”? - reclamou uma voz vinda de um medalhão em seu pescoço.

— Mas é engraçado ver que você se transforma em um cachorro.

— Não tenho culpa se aquele maldito tigre me transformou nisso.

O garoto revirou os olhos. Ele aparentava ter quinze, mas seus olhos diziam que ele já viu mais do que sua idade permitia. Olhava pela janela do avião, curioso. Uma aeromoça passou ao lado e ele rapidamente escondeu o medalhão na camisa.

— Atenção passageiros, - começou uma voz feminina, - estamos prestes a chegar em Londres, por favor coloquem os cintos por causa da turbulência.

O garoto olhou pela janela novamente enquanto pensava, “espero que a portadora de Suzaku esteja por aqui”.

 

 

Fen Jing Li

 

— Katherine! - gritou uma voz bem conhecida para mim. Ana Williams, minha melhor amiga nessa década e nessa escola.

Como eu não tinha mais minha mãe adotiva, Akame Li (ela morreu há vários anos atrás), tive que me virar. Havia várias pessoas atrás de meu medalhão, então tive que ter várias identidades e rostos. No momento, estou com a mesma aparência de quando morava com a mamãe. Ou seja, minha aparência verdadeira. Tenho cabelos pretos ondulados com algumas mechas cor de rosa. Olhos pretos – que não são puxados, não sei quem são meus pais verdadeiros - e uma pele branca. Meu nome é Katherine Jackson e tenho quinze anos. Pelo menos, é o que minha carteira de identidade diz, mas meu nome verdadeiro é Fen Jing Li, dado pela minha mãe adotiva.

Okay, agora você deve estar completamente confuso. Vamos por parte. Parei de envelhecer quanto tive 15 anos, agora tenho mais ou menos 58 anos. Não sei exatamente a data que eu nasci, mas fui encontrada perto de um incêndio na China pela minha mãe adotiva em 1959. (Lembrando que estamos em 2017.) E junto comigo, havia um cordão com um medalhão.

Metade dele, na verdade. O medalhão de Suzaku. Que me dá poderes de fogo e encantamentos – tipo feitiços e porções – e me faz ficar quase imortal. Só muda que se eu for esfaqueada no coração, morro na hora. Só que eu não quero que isso aconteça, né? Quem iria querer? Por isso, evito combates arduamente.

E, de brinde, no medalhão estava quem? Sim, a deusa Suzaku, o pássaro de fogo. Ela faz parte de uma “lenda” chinesa do Quatro Deuses Celestiais. Ela pode virar um falcão, mas não pode assumir sua forma humana graças à um tal de Byakko – deus tigre - que a transformou em um medalhão junto com ele e os outros deuses, porque o Genbu, o deus em formato de tartaruga tentou impedir, mas deu nisso tudo. Só que, junto com esse encantamento, fez com que o medalhão Ying Yang – onde estava Seiryu, seu “amado”, e ela – fosse dividido e os portadores deles ficassem impossibilitados de se apaixonar. Um beijo, e já era meu poder. Foi o que ela me disse em sua forma de falcão. Entretanto não me importo tanto, nunca vou me apaixonar mesmo.

Ficou mais confuso ainda? Talvez. Só lembre que, se eu beijar o garoto pelo qual eu estiver apaixonada, perco meus poderes com o medalhão. Caso eu desista do meu medalhão, perco meus poderes e minha “imortalidade” e começo a envelhecer os anos que eu perdi.

Certo, voltando a onde eu estava… Ah, sim. Sendo acordada pelas batidas insistentes na porta de meu apartamento pela minha vizinha, Ana, que por sinal é minha melhor amiga.

— Entra – exclamei, pegando algumas roupas no armário.

Entre no banheiro e ouvi a porta sendo aberta com tudo.

— Você dorme muito, Kate! — reclamava ela.

Não posso dizer que fiquei ocupada a noite toda tentando despistar outro monstro que queria pegar meu medalhão. Na verdade, selei ele. Quando disse que havia pessoas atrás deles, estava falando em todos os tipos de pessoas. Como fantasmas, humanos, monstros, e assim vai. Minha vida é complicada, acho que já deu para perceber.

— Eu estava… Hã… Ocupada ontem à noite – respondi, saindo do banheiro e começando a pentear meus cabelos.

— Estudando como sempre, certo? - retrucou ela, cruzando os braços e se jogando na cama.

Ana era uma das populares do colégio e uma das mais agitadas. Como eu, uma garota quieta e pacífica, fiquei com ela? Bem… Eu ajudei ela a se virar de um garoto que quase a força a beijá-lo. (Acalmem-se, não matei ele, simplesmente pulei no ar e chutei a cara dele. O de sempre.) Desde então, ela virou minha melhor amiga e só anda comigo. Mas ela não é tão patricinha quanto as outras, é bem mais legal. Embora tenha os mesmos privilégios, tipo, os pais dela terem comprado todo andar fora o meu apartamento, já que ele era o único ocupado. O condomínio era novo, fui uma das primeiras a comprar um apartamento.

— Olhe essa nova bolsa que minha tia me deu! - exclamou, contente, levantando uma bolsa de uma alça, preta com enfeites de ouro puro. Uma ótima bolsa para ser roubada por bandidos ou por duendes.

— Bem bonita, Ana.

— Não olhe para mim assim. Eu sei que você não curte essas coisas. Prefere ficar com coisas simples e na “Paz” — fez aspas com os dedos.

Eu não sou do tipo que mostra suas emoções, prefiro esconder elas. Mas no caso de Ana, eu mostro elas livremente. Foi uma das únicas amizades que eu consegui fazer.

— Que bom que sabe disso.

Ana revirou os olhos, mas logo ficou animada.

— Adivinhe só — falou. Eu voltei a pentear meus cabelos, feliz em não ter que se preocupar mais com tinta. Mudanças de identidades envolvem pintar o cabelo. — Ouvi falar que hoje vamos conhecer um aluno novo e há boatos de que ele é lindo!

Eu bufei e olhei para ela, com uma sobrancelha arqueada. Ela acha mesmo que eu tenho interesse nisso?

— Ah, vamos lá. Você finalmente pode parar de ser solteirona e arrumar um garoto. Namorar não faz mal, Kate.

Ah, se você soubesse. Mesmo com esse pensamento, sorri. Aquele sorriso que dizia “que legal, mas não vou conhecer ele”. Ana estreitou os olhos e fez um beicinho.

— Você vai conhecer ele, sim. Vamos – e me arrastou pela orelha até descermos o edifício.

— Ana, não me force a conhecer um garoto. Se ele quiser falar comigo, ele pode tentar mas não vou prometer que vou prestar atenção - resmunguei, enquanto íamos para a escola.

— Não é tão ruim assim, Kate. Dê um tempo.

Suspirei, desistindo de tentar convencer ela. Entramos no colégio. Como sempre, estava cheio de alunos de todos os tipos. Uns com roupas jogadas, outras com roupas de grife. Eu prefiro minha calça jeans e meu tênis all star preto com listras rosas. Mais confortável. Já Ana preferia seu vestido rosa bebê e umas sapatilhas. Como é que ela conseguia andar com sapatilhas? É horrível para correr e fica doendo o tempo todo. Simplesmente horrível.

Procuramos nosso armário e guardamos nossas mochilas – no caso da Ana, uma bolsa – e pegamos os materiais da primeira aula. A primeira aula é uma de minhas favoritas, história antiga. Ah, uma matéria tão legal. Principalmente o assunto desse bimestre, China Antiga. Como morei na China durante alguns anos, sei umas coisas ou outras. E também, é bom conhecer mais sobre o país da minha mãe.

— Odeio história. — resmungou Ana, sentando em seu assento na sala de aula. Geralmente sentamos das terceiras cadeiras para frente na fila do meio. — E odeio mais ainda a escola.

— Você sempre diz que odeia a escola, Ana – comentei, cantarolando.

Ana murmurou alguma coisa do tipo, “você é inteligente, eu não. Por isso gosta da escola”.

— Bem, pelo menos vamos conhecer o aluno novo.

Dessa vez, fui que resmunguei, enquanto Ana cantarolava. O professor finalmente chegou. Ele era mais ou menos alto com cabelos castanhos-escuros e cor de mel, chamava-se John Parker, tinha 26 anos. Bem novo, não? Era o que nós achávamos, mas ele sabia muito sobre história e adora tirar nossas dúvidas e faz várias dinâmicas para fixarmos o assunto.

Mas em vez de trazer apenas seu material, ele trouxe também um aluno. O novato. Muitas das meninas suspiraram e outras fingiram desmaiar. Revirei os olhos e observei ele melhor. Hum, não era feio, mas já vi melhores. Ele era loiro – aquele loiro bem claro que parece ouro, sabe? - e tinha belos olhos verdes bem claros. Muito bonitos, mesmo… Senti algo no estômago e percebi que meu rosto estava esquentando. Que sensação era essa? Algo bom e perigoso ao mesmo tempo. Que estranho.

Ele percebeu meus olhos estreitos e deu uma piscadinha para mim. Já vi que ele era encrenca. Revirei os olhos novamente e virei a cara. Péssima decisão. Ana olhava para mim com a sobrancelha arqueada, seu olhar dizia que ela ia me obrigar a contar tudo. Mesmo que não tivesse nada a ser contado.

Mas, como a maioria das pessoas dizia, minha expressão era indecifrável, fria, não iria ser fácil ela descobrir o que eu pensava. Mas enfim, não era por causa disso que foi uma “péssima decisão”. Não, eu já estava acostumada. O que foi ruim foi os olhares de todas as garotas daquele lado. Elas estavam com raiva, muita raiva. O por que? Eu não sei, elas sabiam que eu não tenho interesse em namorar.

— Bom dia, alunos — falou o professor, sorrindo suavemente. — Como vocês perceberam, trouxe comigo um novo colega para vocês. Ele veio da Roma e espero que tratem bem ele.

— Com certeza, professor. Vamos tratá-lo muito bem — comentou uma garota, dando ênfase no “bem”. Suas amigas deram risadinhas.

— Bom saber disso — disse o garoto, sorrindo de lado. É, ele era encrenca, mesmo.

O professor pigarreou, claramente entendendo as intenções da garota.

— O nome dele é Miguel Allan, 15 anos. E vou escolher alguém para mostrar a escola. — Muitas mãos femininas foram levantadas, inclusive de Ana. Eu, como sempre, me encolhi o máximo possível em meu assento para que o professor não me visse e comecei a estudar um pouco. — Alguém que não vá dar “atenção” demais nele.

Muitos resmungos foram ouvidos e mãos sendo abaixadas. Eu continuei encolhida, lendo o assunto que o professor passou na aula passada.

— Kate — chamou o professor. Eu acabei dando atenção para o livro, que esqueci que o professor estava escolhendo alguém para apresentar o novato a escola. Droga.

— Sim? — perguntei, calma quando na verdade estava desesperada por dentro.

— Você poderia apresentar a escola ao Miguel? — perguntou.

Antes que eu pudesse responder, uma garota – vestindo roupas caras e retocando a maquiagem – me interrompeu. Nunca fiquei mais feliz em toda minha vida em ser interrompida.

— Professor, a Kate não gosta desses tipos de coisas, já que é bem excluída e estranha. — Não sei se ficava feliz ou com raiva da frase dela. — Eu posso fazer isso no lugar dela.

— Sim, professor. Eu não quero, acredito que ela possa apresentar melhor do que eu — tentei convencê-lo.

— Por acaso você não gostaria de fazer amizade com ele? — perguntou o professor, sorrindo.

— O livro está sendo mais divertido. — falei, sendo completamente séria e sincera. Ana riu e bateu a mão na testa. — O que foi? É verdade. — O professor franziu a testa, irritado.

Miguel virou a cara e tentou esconder um riso.

— Kate, seja sincera. O que ele parece para você? — perguntou o professor, com a voz bem irritada. Porém, senti um pingo de diversão.

Eu estreitei os olhos e observei eles dos pés a casa. A opinião continuava a mesma.

— Um garoto desordeiro, bagunceiro e odeia a tranquilidade, que irá atrapalhar completamente minha leitura e paz — respondi, dando de ombros. Ora, nessas situações devemos mostrar nossas emoções, certo?

As meninas arquejaram e os meninos riram. Ana não se aguentou e começou a gargalhar. E eu não estava entendendo nada.

— Kate, já que você parece não ir com a cara dele, acredito que não irá dar atenção excessiva. Por isso, você irá apresentar a escola para ele. Sem “mas”.

Eu quase acreditei que o professor estava irritado, se ele não tivesse virado um pouco a cara e colocado a mão na boca, mas deu para observar o resquício de um sorrisinho. Fiz careta por dentro, mas assenti dando um leve sorriso falso, tentando pensar positivo. Miguel acenou para mim, sorrindo. Eu ignorei ele e voltei a ler o livro.

Só parei de ler quando percebi que o lugar vazio às minhas costas estava sendo ocupado. Por quem? Ninguém mais ninguém menos que o loirinho. Fingi estar completamente concentrada no livro, no entanto, percebi vários olhares. Por que ele tinha que sentar atrás de mim? Por quê?

Comecei a ser cutucada nas costas, mas, sabendo quem era, não liguei e comecei a prestar atenção na aula. O cutuco continuou e não parecia parar. Aliviei os ombros e escrevi o assunto no quadro, tranquila. Até que papel amassado começou a ser jogado na minha mesa. Eu abri o papel, confusa. Comecei a ler o que estava escrito, mas parei quando li o nome “Miguel”. O que ele quer? Eu preciso prestar atenção na aula. Joguei o papel de volta, só que mais papel vinha.

Ugh, garoto matador de árvores. Eu simplesmente o ignorei e fingi não perceber, embora a pilha ia aumentando. Ainda bem que não me irrito muito fácil. A aula passou e o professor saiu de sala. Quando o professor sai o que significa? Conversa. Ana falou que já voltava e foi com suas colegas populares enquanto eu começava a ler as páginas do livro que o professor ensinara. Senti um cutucão nas costas, entretanto já estava tão acostumada que não me importei tanto.

“Fen”, sussurrou uma voz na minha cabeça, Suzaku.

“Que foi?”, pensei, começando a fingir a ler.

“Ouça logo o que esse garoto quer. Você não vai se apaixonar por ele com apenas uma conversa.”

Tudo bem. O que Suzaku diz é verdade, mas eu não quero. Olhei para o lado e percebi que Ana me fuzilava.

“Se você não falar com ele, eu juro que te mato”, sussurrou de longe. Droga. De qualquer forma, eu aproveito e me livro logo das cutucadas. Me virei para ele.

— Finalmente — falou Miguel, sorrindo.

Logo, me vi presa pelos seus olhos e tive que fazer um esforço enorme para prestar atenção no que ele dizia. O que estava acontecendo comigo? Mas com toda essa observação nele, percebi uma coisa que não tinha visto antes. Seus olhos eram misteriosos como se já tivessem visto de tudo que quisesse e não quisesse. Eram indecifráveis e pareciam esconder um segredo imenso que não poderia contar a ninguém. E que esse segredo já fez ele sofrer. Apesar do sorriso, os olhos diziam todo o contrário do sorriso. Eu reconhecia esse olhar, era o que eu via todo dia no espelho. Só que… Por que ele também teria um olhar desses?

— Hã?

— Eu perguntei — deu ênfase — qual é o seu nome?

— A tá. — fingi um risinho, envergonhada. — Meu nome é Katherine Jackson, quinze anos. Prazer em conhecê-lo. Mas acho que o professor já disse meu nome.

— Acreditei que era um apelido, queria saber seu nome completo. — coçou o pescoço.

Hum, ele não é tão mal assim. Mas com todo o tempo que eu vivi eu aprendi várias coisas e a primeira foi não confiar nas aparências nem na primeira conversa.

— Enfim, o que você está lendo? — perguntou curioso, se aproximando mais de mim.

Antes que eu pudesse responder, uma das garotas – chamada Amanda – se aproximou de nós.

— Olá, Miguel — disse, maliciosa. Seu olhar foi para mim e foi de desagrado completo.

Já estava acostumada. Na China me olhavam assim por causa de meus olhos que não puxados e porque não sabiam de que família eu vinha. Minha mãe, Akame, era uma nobre bem rica, porém, solteira. E eu, de uma família completamente desconhecida, fui adotada por ela.

— Você veio de Roma, certo? — perguntou, me ignorando completamente. Olhei para Miguel e ele parecia fazer um esforço para sorrir. Não sei porquê, mas senti uma enorme satisfação com isso.

Amanda tinha cabelos loiros compridos e lisos, com olhos claros e um rosto lindo. Aqueles olhos apenas mostravam malícia o que desagradava a mim e Suzaku.

“ O que essa loira quer? “, perguntou Suzaku e bufou, “De qualquer forma, Fen, estou sentindo um espírito maligno aqui nessa sala.”

Lá vamos nós de novo.

“Aonde?”

“Hum… Não sei dizer.”

Comecei a olhar pela sala, procurando algo de estranho. O outro professor acabara de entrar na sala.Não vi nada, mas se Suzaku diz que sentiu, então é verdade. Não é nem por ela ser uma deusa, mas pelo tempo que vivemos juntas eu confio nela. Eu poderia ter terminado de revistar se Ana não tivesse arquejado e arregalado os olhos assim que sentou em sua cadeira ao meu lado.

— O que foi, Ana? — perguntei, olhando para ela. Ana estava com os olhos cheios de medo o que me encheu de preocupação.

— O professor… O professor… Ele está com uma “aura” negra nele! — Ela sussurrou essa última parte, se encolhendo no assento.

O professor? Eu gosto da matéria dele (que é álgebra), também, e ele é ótimo em dar aulas. O que pode ter acontecido? Ele sempre foi alegre e divertido, geralmente os espíritos malignos possuem aqueles que estão com as emoções instáveis.

— Se acalme, Ana. Eu dou um jeito nisso — sorri. Ela pareceu se acalmar um pouco.

— Okay — assentiu, tremendo de leve.

O professor começou a dar sua aula, escrevendo diversas equações enquanto explicava. Então, eu vi rapidamente os dentes caninos um pouco maiores que o normal. Se eu não tivesse o medalhão, acharia que era minha imaginação, foi bem rápido. Agora que eu tinha certeza que era ele, podia bolar uma estratégia. Não que eu duvidasse de Ana, mas podia ser o espírito maligno fazendo alucinações nela fazendo com que parecesse uma aura negra no professor. E ela, aliás, era a única que enxergava. O que era bem mais estranho. Se eu, que era portadora de um dos medalhões, não enxergava, como ela podia? Depois eu tiro isso a limpo.

— Professor — levantei a mão, pensando em algo rapidamente. — Eu queria perguntar uma coisa que vem batucando a minha mente, mas poderíamos ir para fora?

— Por que a sós? — perguntou no meu ouvido, baixinho.

— Porque é algo que você não vai querer que eles saibam — retruquei, tranquilamente. Ouvi um leve rosnado. Ele mordeu a isca.

— Certo. Vamos — disse em voz alta.

Se quiser que um fantasma vá a um lugar que você queira, é só ameaçar em falar seu verdadeiro ser. Eles não gostam de trabalhar quando muitas pessoas sabem. Não me pergunte o porquê, mas eles não gostam.

Saímos da sala. Vi de soslaio que Ana olhava para mim, preocupada, simplesmente sorri para ela e dei uma piscadela. Espero que nada dê errado.

 

Michelangelo Greco Demetrious

 

Finalmente. Finalmente chegamos em Londres.

Cara, as minhas costas ainda doem pra caramba e já se passou um dia desde que cheguei aqui. Mas tipo, viajar da China até aqui não foi moleza. Praticamente dez horas de viajem, pelo menos melhor do que viajar de São Paulo, no Brasil até Tóquio, no Japão.

— Miguel! Me tire logo daqui! — exclamava meu “lindo cachorro”. De fato ele era bonito, um Pastor Alemão.

— Desculpa aí, totó — falei, tirando o cachorro da mochila em minhas costas, enquanto parava. Depois de me certificar de que ele estava no chão, voltei a andar.

Nós dois acabamos de sair de nosso apartamento, que era longe de nosso novo colégio. Estávamos andando em direção à esse colégio. Respirei fundo, sentindo o cheiro comum da cidade e ouvindo as vozes das pessoas ao redor da calçada da rua, os carros passavam ao lado velozmente. Aí me lembrei de que eu teria aulas.

Com o pensamento de ter que voltar a estudar, eu resmunguei. Porque, sério, já tive que estudar durante meus quinze anos em Roma em 1943. Por que eu tenho que estudar de novo agora que tenho mais ou menos 74 anos de vida? Argh.

Certo, Miguel, tudo isso é para uma boa causa.

Opa, acho melhor explicar as coisas direito, certo? Meu nome verdadeiro é Michelangelo Greco Demetrious, nascido da Roma. Porém, no momento, minha identidade é de um cara chamado Miguel Allan, 15 anos. Tenho cabelos loiros e olhos verdes. Lindão, não? Pois é, eu sei disso. Mas essa é minha verdadeira aparência, não vou ficar mudando só por causa de um monte de monstros e humanos atrás de meu medalhão!

Quando eu tinha dez anos, recebi de meu avô metade de um medalhão que, dito ele, eu era o “escolhido”. O medalhão é de um deus, chamado Seiryu, o Dragão Azul do Leste – se não me engano — que foi transformado em um medalhão por outro, o deus ciumento – Byakko, o Tigre Branco do Norte. Resumindo, ele e sua querida esposa, Suzaku (motivo de ciúmes do outro deus ciumento) foram transformados em um medalhão e divididos. Agora querem se encontrar. Só que, tem um porém. Se eu me apaixonar e beijar essa pessoa, meu poder já era e a garota morre. Quando digo meu poder, eu perco o “poder” de controlar a terra e plantas e minha imortalidade – a não ser que outra pessoa me mate. Ou, eu também perco, caso eu desista do medalhão e passar para outra pessoa.

Credo, isso está pior que novela. Enfim, eu não vim aqui por que meu “coração clama pela portadora de Suzaku”, não. De modo algum. Eu vim por que do meu medalhão saiu um cachorro rabugento. Como meu caro amigo Seiryu estava preso no medalhão, eu podia conversar com ele, mas não sabia que podia se transformar em um cachorro e quero saber se ela – a portadora de Suzaku – sabe de alguma coisa. Depois, vou cair fora e desejar nunca mais ver ela.

— Eu não sou um totó — retrucou Seiryu. — Eu sou um majestoso deus dragão. Agora vamos logo procurar Suzaku. Há anos que eu não vejo ela.

— Que pena, que nunca mais viu o “amor da sua vida”. Mas lembre-se que é uma visita rápida.

— É só você me deixar lá — disse ele.

Eu arregalei os olhos e arquejei.

— Se eu desistir do medalhão, vou envelhecer de uma vez todos os anos que eu vivi! E, seu eu deixar o medalhão, mesmo que não desista dele, vou ter que vir uma vez por ano para não morrer na hora!

Estávamos passando pela pracinha da cidade e um casal que estava sentado no banco, olharam para mim, estranhando o repentino grito.

— Você pode nos visitar uma vez por ano — comentou ele, eu fuzilei Seiryu. Ele riu a bateu a patinha no ar. — Estou brincando, moleque. Não planejo te abandonar tão cedo. Somos tipo irmãos, somos...

Isso era verdade. Mas eu não quero me relacionar com a portadora de Suzaku de novo. Isso nunca dá certo.

— Se você falar queijo e goiabada, vou te fazer comer ração de cachorro de novo.

— Não falei nada, não pensei nada — eu juro, que se Seiryu tivesse braços no momento ele teria levantado eles em um ato de rendição.

Bem, olhei para meu relógio e arregalei os olhos. Hoje eu ia começar meu suposto ano escolar no Colégio Everton. Suposto, porque conhecendo minha sorte, eu podia ser atacado no meio das aulas e ter que me mudar de país. De novo.

Enfim, as aulas começavam oito horas da manhã. Já são sete e cinquenta e cinco. E ainda falta mais vinte minutos para chegar se eu for de táxi ou de ônibus. Andando, demora mais. Mas eu sorri de lado e ajeitei as mochilas na minha costa. Corri na direção de um beco qualquer que estava vazio, formado por dois prédios.

— Você não vai fazer o que acho que vai fazer, certo?

— Pode apostar que sim — peguei o cachorro pela barriga e coloquei ele na minha mochila, deixando o zíper um pouco aberto para que ele pudesse respirar.

Estalei o pescoço e os dedos das mãos, que já estavam acostumados com o ato. Olhei para os lados, me certificando de que não tinha ninguém por perto.

— Lá vamos nós — gemeu Seiryu, colocando as patinhas no rosto. Olhei de volta para frente e meu sorriso aumentava mais.

— Lá vamos nós! — concordei, exclamando.

Senti o medalhão esquentando, como sempre fazia quando eu ia começar a usar meus poderes. Mas dessa vez, eu não iria precisar. Por que? Ora, escalar paredes não é algo difícil. Não preciso de poderes para fazer isso, já tive bastante práticas com minhas viagens então pra que usar?

Me virei para a parede ao meu lado direito e comecei a correr na direção dela, dando um impulso no chão e pisando na parede. Depois, dei novamente um impulso e, dando um cambalhota no ar, cheguei a outra parede que estava paralela a essa e agarrei um leve relevo, empurrando ele e pulando para cima. Logo, estava em cima do prédio.

— Pronto?

— Se eu disse que não, você desce a gente volta a andar? — perguntou Seiryu.

— Já estamos atrasados pra caramba. Ir andado iria demorar demais. E você não era um deus? Tenho certeza de que já fez coisas mais divertidas.

— Sim, só que no formato de um humano ou de um dragão! No momento, eu sou um cachorro que não espera a hora de ficar com as patas na terra.

— Ah, vamos logo! — e comecei a correr, pulando para o próximo prédio e ouvindo os gritos, ou melhor, latidos do Seiryu.

Mais um dia comum.

 

 

 

E foi assim que eu parei nesse colégio com uma garota mimada que não para de falar sobre como sua mansão cinco estrelas é. Francamente, a conversa entre eu e a Katherine estava bem melhor. Não, eu não estou interessada nela nesse sentido (se bem que ela me fez sentir estranho e é super gata), mas uma conversa é algo bom, não? Pelo menos, eu falava. Aqui, eu não posso nem respirar.

— Ei, Amanda, certo? — falei, interrompendo ela, que pareceu ficar incomodada mas logo disfarçou. — Você pode me dizer mais sobre a Katherine?

Amanda bufou e revirou os olhos. Já vi que elas não eram amigas.

— Acho melhor você não se interessar nela.

— Por que? Ela tem namorado?

Eu não quero ter nenhum relacionamento amoroso com ela, de qualquer forma.

— Não, ela nunca namorou — bem, isso me surpreendeu. Como uma garota bonita como ela, nunca teve um namorado?

— Por que?

— Sei lá — Amanda deu de ombros, desinteressada. — Ela deve se achar a tal por não aceitar nenhum pedido de namoro dos gatos da sala.

Kate não parece ser esse tipo de garota.

— Uma vez — Amanda sussurrou, como se estivesse prestes a contar um segredo. — Quando o Lucas se declarou para ela, — apontou para um garoto de cabelos pretos, alto — a coitada ficou com tanto medo como se ele tivesse dado uma bomba atômica para ela. De repente, deu um tapa forte no ombro dele e saiu correndo, fugindo.

Okay. Isso não é algo que se vê todo dia.

— O pobre ficou tão triste, mas depois de algumas semanas, se voltaram a falar. Se fosse eu, teria ignorado ela pelo resto da vida. — deu de ombros. — Ela é uma esquisita, fica falando sozinha na maior parte do tempo e fugindo do vento. Sem contar que cai toda hora. Ah! Ela também se atrasa bastante, e sempre chega com os cabelos bagunçados e uma cara de cansaço. Eu acho que ela está em um namoro secreto com um professor e não quer contar para ninguém. Mas eu não caio na cara de inocente dela.

Essas últimas informações foram bem interessantes. Meu pensamento foi interrompido quando ouvi a amiga de Katherine — Ana, eu acho — dar um gritinho baixo, que um humano normal não teria escutado. Como eu ouvi? Ora, já disse que não sou normal. Passei a escutar atentamente a conversa das duas, ignorando completamente a Amanda. Francamente, qualquer coisa é mais interessante sobre as roupas dela.

— O professor… O professor… Ele está com uma “aura” negra nele! — Ana sussurrou essa última parte, se encolhendo no assento.

O professor? Que estranho, não vejo nenhuma “aura negra” nele… E, pelo que ele escreveu no quadro, dá aula de álgebra.

“Ei, Miguel”, disse Seiryu, bem baixinho de dentro da minha mochila. Vixi, tinha até esquecido dele.

“ O que foi?”

“Acho que essa garota está certa. Estou sentido algo maligno, mas não sei dá onde.”

Bem, se o cachorro disse, então é verdade. Nunca podemos duvidar do faro de um cachorro. (Eu sei, sou ótimo com trocadilhos. Obrigado, obrigado.)

— Se acalme, Ana. Eu dou um jeito nisso — falou Kate.

Arregalei os olhos e arquejei mentalmente. Como uma garota comum poderia se livrar de um espírito maligno? Mesmo que ela tentasse matar o professor, o espírito é bem mais forte do que ela e, no fim, a Kate vai acabar morta. É, vou ter que ficar de olho nessa aí. Não quero ninguém morrendo enquanto estou perto. Mesmo que ela esteja sendo bem corajosa com essa afirmação.

O professor começou a dar a aula, fazendo com que a Amanda fosse ao seu lugar. Nem tinha percebido ela. Cara, aquilo estava indo mais lento que uma lesma. Odeio álgebra, na verdade, odeio tudo a ver com matemática. Enfim, depois de séculos de explicações com equações, Kate levantou a mão.

— Professor, eu queria perguntar uma coisa que vem batucando a minha mente, mas poderíamos ir para fora?

— Por que a sós? — O professor se aproximou dela e perguntou bem baixinho. Eu, com minha incrível audição dada pelo medalhão, consegui escutar.

— Porque é algo que você não vai querer que eles saibam — retrucou, tranquilamente.

Ouvi um leve rosnado que deve ter vindo do professor. Ele mordeu a isca. Se quiser que um espírito maligno faça algo, é só ameaçar falar para as pessoas que ele é um espírito. O por quê, eu não sei, mas já me ajudou muito.

— Certo. Vamos — disse em voz alta.

Os dois saíram da sala, não antes da Kate dar uma piscadela para Ana, tentando acalmar ela. É, ela está ferrada. Melhor eu ir ajudar, então me levantei e saí da sala, furtivamente, ninguém percebeu. Pelo menos, é o que eu espero. Olhei para os lados no corredor, mas não vi ninguém.

Meu coração gelou. Será que ele sequestrou ela? Caramba, aquela idiota. Mas ele não poderia abandonar uma sala cheia de alunos sem que suspeitassem. Então, não, eles devem ter ido para algum outro lugar. Senti um leve empurrão nas minhas costas e me virei para trás, surpreso. Era Ana.

E essa agora… O que ela estava fazendo aqui também?

— O que você está fazendo aqui? — perguntei, com os olhos arregalados. Não vou conseguir proteger duas pessoas ao mesmo tempo.

— Eu não vou deixar a Kate sozinha nessa. Ela foi fazer isso por minha culpa — bufou, tremendo. — Só porque eu vi uma maldita aura negra. Acho que deve ser imaginação minha.

Ainda não sei como ela viu essa tal de aura negra. Eu, que tenho esse bendito medalhão mágico, não vejo, como ela, uma simples humana pode ver? Algo confuso. Mas aprendi, na minha terra natal, que nunca devemos subestimar as pessoas principalmente quando eles são seus inimigos.

Ouvimos então um grito. Não muito alto, mas dava para escutar do corredor.

— Ai, meu Deus! Era a Kate! — Ana berrou, indo na direção do som. Simplesmente segui ela.

Espero que nada de ruim aconteça. Eita, frase errada. Quando eu falo ou penso isso, sempre dá merda. Muito azar pra uma só pessoa.

Corremos até chegar no refeitório do colégio. Eram duas portas, daquelas em que a gente só tem que empurrar que se abrem, com a cor vermelha e as bordas de branco. Eu dei um chute na porta e Ana entrou correndo, mas paramos subitamente com a cena na nossa frente.

A Kate estava na frente do professor, que estava desmaiado no chão, como se protegesse ele e havia na frente dela… Tipo uma entidade maligna, no formato de uma raposa e negra. Droga, eu tenho que fazer algo. Mas, vou acabar me revelando e não vou poder encontrar a portadora de Suzaku.

A raposa negra rugiu.

— Argh, sua idiota! Não era para você ter me descoberto.

— Sinto muito estragar sua diversão — respondeu Kate, dando de ombros. Essa garota não sabe do perigo que está passando?

— Agora você vai pagar caro!— exclamou, se lançando na direção dela.

Não tenho escolha. Eu tenho que intervir. Entretanto, antes que pudesse fazer algo a raposa já estava bem perto deles. Caramba, ela é rápida.

— Saiam daí ! — gritei, correndo na direção deles, começando a sentir o fluxo de magia.

Bem, nem tudo foi como eu pensei. Quando a raposa estava a um centímetro dela, Kate segurou o professor pela cintura e o levantou acima de sua cabeça — de onde veio aquela força, eu não sei ­— e pulou por cima do monstro, empurrando a cabeça dele em direção ao chão, no caminho. Se ela podia tocar nele, sendo que era um espírito, quer dizer que esse espírito está cheio de pensamentos negativos.

Mas a maior pergunta entre todas, como ela fez isso?

Kate pousou suavemente na frente de Ana, deitando o professor no chão.

— Ana, tome conta dele para mim? — pediu, sorrindo.

— Mas e você? — balbuciou Ana, boquiaberta e preocupada ao mesmo tempo.

— Você vai ver — e piscou um dos olhos. — Você também, Miguel. Para trás — correu na direção do monstro.

“Para trás”? Ah vá, francamente… Era para eu estar falando isso, não ela. Kate é apenas uma humana comum, não poderia fazer isso. (Mesmo que se fizesse ginástica e boxe durante dez anos, podeira ter uma força parecida.) Não, não estou subestimando um humano. Aliás, eu também sou. Mas vamos ser sinceros. Uma garota comum não teria força para carregar um homem de uns trinta anos e pular bem alto, pousando suavemente (o espírito tinha uns dois metros).

— Sua pirralha! Venha cá! Você vai ver! — exclamou a raposa, irada. A aura negra ao redor dele aumentou consideravelmente e senti que seu poder também aumentou. Ferrou pro nosso lado. Eu até poderia me livrar dele, mas poderia acabar machucando elas e também, esse não é o jeito certo de purificar um espírito.

O espírito foi para cima de Kate, e esta pegou seu medalhão. Ela deve estar com medo.

Era o que pensava, até perceber que os olhos dela estavam ficando rosas, ou vermelhos… Não sei dizer, tinha a cor de fogo. Era algo belo, mas perigoso. Como quando tocamos o fogo, nos sentimos atraídos, mas nos queimamos. Ela levantou uma das mãos e nela, apareceu uma bola de fogo.

A raposa negra parou subitamente. Porém, logo sorriu. Um sorriso maléfico.

— Então eu te achei, — disse ele. — portadora de Suzaku.

Meu olhos se arregalaram e foram para a direção dela.

Está tudo explicado. Embora não saiba se fico feliz ou preocupado. 

 


Notas Finais


E aí, gostaram? Espero que siiim! Talvez tenha um erros ali ou aqui, mas vou ajeitar mais tarde. (Caso tenha.)

Creio que não preciso falar mais nada, certo? Bem... Até o próximo capítulo!!!


Obs. E aí? Não acham que essa fic merece uma saga???


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...