História Yin Yang - Reapertale - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Frisk, Sans, Toriel
Tags Frans, Frisk, Reapertale, Sanrisk, Sans, Shoujo, Undertale
Exibições 166
Palavras 3.936
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oe! :3

Tenho alguns avisos pra vocês (por favor, leiam)

1 - Não conheço exatamente a história do Reapertale, por isso fiz uma junção entre tal universo e o Undertale original;
2 - Sim, sei que nesta AU, o shipp Soriel é canon, mas nesta fanfic o shipp é Frans/Sanrisk;
3 - O significado do Yin Yang utilizado na fanfic - e sua história - não são baseados na realidade e fazem parte da ficção desta one-shot.

Estão avisados, agora os avisos normais de uma Ammy qq

SÓ ACHEI UMA IMAGEM DE FRANS, E É A CAPA DA FIC ;u;

COLOQUEI UM YIN YANG NO CAP PQ SIM

ÚLTIMO AVISO: NÃO REVISEI, ME PERDOEM SE TIVEREM MUITOS ERROS DE PORTUGUÊS ;-;

É SÓ ISSO
BOA LEITURA :3

Capítulo 1 - Capítulo Único - "Amar"


Fanfic / Fanfiction Yin Yang - Reapertale - Capítulo 1 - Capítulo Único - "Amar"

“É errado eu me apaixonar pelo meu oposto? Não temos nada em comum, e ele parece me odiar, mas... Por algum motivo desconhecido, eu o amo. E venho pensando sobre isso há tempos. Minha mente está confusa, não consigo entender a mim mesma.”

Oh, onde estão meus modos? Sou Frisk, a Emissária da Misericórdia deste mundo. Pode parecer muita coisa, mas não é. Sempre que as pessoas vêm às Ruínas, estão à procura de Toriel, Guardiã de tal lugar e Deusa da Vida, este sim é um cargo importante, ser uma Deusa tem muitas responsabilidades...

Todos adoram Toriel, e fico feliz em ter sido escolhida dentre tantos humanos, para ser sua aprendiz. Mas claro, não podemos esquecer do Deus dos Céus, o criador... Asgore. Este sim é adorado por todos. Criou a vida e a morte, o bem e o mal... Oh, ele é muito poderoso.

E quem seria o Deus ou Deusa da morte? Há dois deles, são irmãos. Sans e Papyrus. Nunca vi o segundo, pois, minha mestra não deixa-me sair das Ruínas, mas já vi Sans – O qual irei-me referir como Deus da Morte – vagando por aqui.

O Deus da Morte é um esqueleto, de estatura baixa e usa vestes pretas. Quando o vejo, costumo me assustar ao ver suas orbes negras, à procura de almas fracas. Oh, há um tempo, tudo o que sentia por este era medo, mas agora... É diferente.

*FlashBack ON – Narração em terceira pessoa*

A pequena Frisk estava a brincar com as pétalas das flores douradas. A garota se encontrava em um jardim das Ruínas, onde ia todos os dias à tarde, depois de cumprir suas obrigações diárias. No local, predominava um silêncio calmo, o qual fora quebrado por uma voz grossa, que veio de trás de Frisk.

- Frisk, tu vens aqui todo dia. Não estás cansada de ver sempre as mesmas flores? – A humana reconheceu a voz e virou-se para o esqueleto, com uma flor nas mãos e um sorriso no rosto.

- Olá, Deus da Morte. – Cumprimentou e deu uma longa pausa antes de perguntar: - Como sabes que venho aqui todos os dias? Nunca o vi neste jardim – O mais velho desviou o olhar.

- ...Simplesmente sei – Respondeu, mas pensou: “Não é como se já a tivesse observado várias vezes”

- Oh, Toriel deve-lhe ter contado sobre minha rotina, embora não vejo motivo para que ela tenha mencionado isso em suas conversas – Frisk tentou achar uma explicação para aquilo.

- Falando em Tori... – Sans utilizou o apelido, o que fez Frisk ficar com o olhar um tanto triste. – Estou-a procurando, a viu em algum lugar? –

- Infelizmente, ela não está nas Ruínas, não me avisou onde estava indo, mas disse que voltaria ainda hoje –

- Ficarei a espera dela. O que fazes quando está sozinha, criança? – A atitude dele surpreendeu a garota.

- Oh, não se preocupe em esperar, eu o avisarei quando a mestra voltar – Frisk forçou um sorriso.

- E se eu preferir ficar? Nem pense em me mandar para Snowdin, sabe que sou seu superior –

Era mentira, Sans não tinha o direito de dar ordens a um ser de luz como Frisk, mas é claro que mentiria para a humana, para que a mesma não pudesse se pronunciar contra o Deus da Morte. Além do mais, o que o esqueleto queria não era falar com Toriel e não estava ali por acaso.

A verdade é que ele sentia algo forte pela Emissária do Mercy [N/A: Não sei se chamarei Frisk de “Emissária da Misericórdia” ou “Emissária do Mercy”] desde que fora apresentado à mesma. Passou a observá-la em seu tempo livre, e quase todas as vezes – senão todas – as que conversava com a Deusa da Vida, era para perguntar sobre o desempenho de Frisk ou como a humana estava.

Toriel, é claro, já suspeitava da paixão de Sans, mas ignorou, pois sabia que sua aprendiz não sentia nada pelo mesmo, além de que, não seria correto um ser de luz se envolver com um ser das trevas, e o esqueleto sabia bem disso.

Mas Frisk sempre pensou que havia um romance entre sua mestra e o Deus da Morte, por isso sempre disse a si mesma que não podia se apaixonar por ele. Não, ela não sentia algo como amor por Sans, pelo menos não até aquele momento. E falando neles, a conversa ainda não havia acabado:

- Oh... S-se é assim que prefere, tudo bem. – Ele um sorriso levemente malicioso ao ouvir a resposta da humana.

- Ótimo, agora responda minha pergunta: O que costuma fazer quando está sozinha? –

- Nada demais... Eu só leio, passeio e converso com os monstros... Não costumo ficar sozinha por muito tempo. –

- Gostaria de conhecer o restante do Underground? –

- Eu adoraria... Mas estou proibida de sair das Ruínas –

- Tori não está aqui, não tem problema se você sair. Vamos lá, Frisk, nunca quis conhecer Snowdin ou Waterfall? Podemos ir até em Hotland, se você quiser – “Se você quiser” aquelas palavras fizeram Frisk corar por motivos desconhecidos.

Aquilo surpreendeu a humana, pois nunca havia ouvido o mais velho pedir algo a ela, e nunca imaginou que o primeiro pedido do Deus da Morte seria algo que agradaria à mesma.

- P-por que está sendo tão legal comigo? – Falou, gaguejando.

- . . . – Ele ficou em silêncio por um tempo, depois ignorou a pergunta dela e disse, no tom frio de sempre, voltando a ser o Deus da Morte que ela tinha tanto medo – Quer sair daqui ou não? –

- S-sim – Cedeu, finalmente. – Perdoe-me por ter sido ignorante –

Ele não falou mais nada. Puxou a garota pelo braço e saíram andando, rumo à grande porta roxa, que indicava a saída das Ruínas. Frisk sentiu que havia irritado Sans, mas na verdade, ele só estava nervoso e envergonhado por estar apaixonado.

Foram a Snowdin, e o esqueleto fez questão que Frisk conhecesse cada coisa que havia no Underground. Com o tempo, ela não se sentia em um passeio com o “Deus da Morte”, mas sim em um passeio com um amigo. Depois de passarem por todo o Underground, rirem e se divertirem – Coisa que Frisk pensava que Sans não sabia fazer –, o mais velho a levou de volta para as Ruínas.

- Até algum dia, Emissária do Mercy – Falou ele, e se virou para ir embora, quando foi surpreendido por um abraço.

- Obrigada – Sussurrou a humana, no ouvido de Sans. Ambos coraram quando perceberam o que estava acontecendo, ela se afastou e começou a olhar para os lados, sem jeito, o que fez o mais velho rir.

- Vejo que se divertiu hoje... Espero te encontrar por aí, em Snowdin – Bagunçou os cabelos da menor. – Adeus – Ele atravessou a porta e foi embora, enquanto Frisk voltava para o jardim.

Frisk esperou até a madrugada, mas Toriel não chegou. E, naquela noite, a humana só conseguiu pensar no esqueleto. Era estranha a sensação que estava sentindo, e ele também só pensava em Frisk. Oh, o doce amor havia invadido suas mentes, que coisa adorável...

Ou talvez não.

*FlashBack OFF – Voltando à visão da Frisk*

Desde então venho pensando na possibilidade de estar apaixonada. Toriel nunca descobriu sobre minha aventura fora das Ruínas, e eu me senti muito mal em mentir para ela, mas era preciso, ou Sans poderia ser punido pelo que fez. Eu também seria punida, mas por mim, não me importava.

Os dias, ou melhor, as semanas passaram, eu continuava pensando no Deus da Morte... Esperava ele aparecer alguma hora, apenas dizer “Olá” para ele seria suficiente, mas nunca mais nos vimos. Toriel também disse que ele parou de aparecer, e me perguntei se algo havia acontecido, mas como? Ele era um Deus, como algo pode acontecer a um Deus?

Era um dia frio... Um monstro andava comigo, eu estava ensinando-o a usar MERCY e explicando como é melhor para o mundo – Tanto a Surface como o Underground – ter piedade e sempre poupar a todos. Após um tempo, o monstro disse que já tinha entendido e saiu, radiante. Frisk sorriu ao vê-lo feliz.

- Hehehe... – Era a voz dele. Quando o vi, quase abri meus olhos e me contive para não chorar. Ele abriu os braços e... Sorriu? E-ele sorriu pra mim! Corri para o mesmo e o abracei.

- A-ah, me d-desculpe – Tentei me afastar, mas ele me segurou.

- Sweetheart... – Ele tinha me chamado assim? Corei ao ouvir o apelido. – Desculpe ter ficado tanto tempo... – O esqueleto parou de sorrir ao ver algo ou alguém atrás de mim - ...Olá, Tori – 

Sans me soltou e eu engoli em seco, ela me expulsaria das Ruínas e arranjaria outra pessoa para ser seu ou sua aprendiz... Tudo por causa da minha relação com Sans... Virei-me para a Deusa da Vida, com medo, mas não vi nada.

- Eh? M-mas não tem ninguém... – Senti meu corpo ser abraçado por trás e corei mais ainda. – S-s-sans! Quer dizer... Deus da Morte – Corrigi-me rapidamente.

- Prefiro que me chame pelo meu nome, Sweetheart. Na verdade, pode usar “Sansy”, se quiser – Falou o mais velho, quase que sussurrando em meu ouvido, o que me fez corar ao extremo. Ele também apertou um pouco o abraço.

- A-ahnn... E-está bem, Sansy... – Falei, quase que gemendo, o que me deixou envergonhada e fez Sans rir.

- Hehehe, tão fofa... – Fui solta do abraço e ele bagunçou-me os cabelos. - Eu gostaria de ficar mais tempo, mas infelizmente, preciso ir – Ele beijou minha testa e foi embora.

Enquanto fazia minhas obrigações, pensamentos relacionados ao Deus da Morte invadiram minha mente. Fiquei a pensar nele pelo resto do dia, e nas possibilidades de estar realmente apaixonada. Ele parecia ser mais gentil comigo que com as outras pessoas... Mas e se eu estiver me enganando? Talvez ele tenha um motivo para se aproximar de mim. Talvez ele queira alguma coisa... Quem amaria alguém tão insignificante como eu?

- Aí, Frisk! – Reconheci a voz, era o Kid, ele é ajudante do Mensageiro e sempre vem às Ruínas quando precisa passar uma mensagem à minha mestra. Seu jeito de falar é um tanto... Informal.

- Olá, Kid – Sorri para o garoto. – Se está à procura de Toriel, ela está na saída das Ruínas. Não a viu quando chegou aqui? –

- Então tu pode, tipo assim, dizer a ela que a Deusa da Fortuna tem assuntos a tratar com ela e entregar isso? – Ele me mostrou um pergaminho – Vim pela passagem secreta, e fica meio longe da saída... E eu tô cheio de trabalho, então pode me fazer esse favor? –

- Claro – Peguei o pergaminho. – Boa sorte com seu trabalho, adeus. – Afastei-me, rumo à saída das Ruínas, enquanto meu amigo foi pela direção contrária, voltando pela passagem secreta que havia ali perto, como um atalho.

Me aproximei de onde minha mestra estava, quando comecei a ouvir vozes. Resolvi não atrapalhar a conversa deles, então fiquei afastada, ouvindo a conversa, enquanto esperava a outra pessoa sair. Pude ouvir o fim de uma das frases de Toriel:

- ...Que você deveria procurar alguém como você... Desculpe, Sans, mas tu sabes que é proibido um relacionamento amoroso entre um ser de luz e um ser das trevas –

- Sim, é verdade, conheço as regras, mas você não entende... Eu me apaixonei de verdade... E não vou desistir de lutar pelo nosso amor –

*Frisk POV OFF*

*Narrador Observador POV ON

Ao ouvir “nosso amor”, Frisk sentiu seu coração ser quebrado. No final, ela estava certa, Sans amava Toriel. Mas claro... Pra quê ficar com a Emissária da Misericórdia se ele podia ter a Deusa da Vida?

A humana voltou para onde estava quando Kid lhe deu o pergaminho e ali permaneceu, esperando sua mestra voltar para continuar com seu trabalho, sem tocar no assunto da conversa que ouvira entre os Deuses. Ela apenas fingiria que estava bem.

Porém, se tivesse ficado para ouvir o restante da conversa...

- “Nosso amor”? Ela ao menos corresponde o que você sente? – Toriel continuava tentando convencer Sans de que ter um relacionamento com Frisk poderia não ser a melhor escolha dele.

- Pois bem, irei-me confessar quando a vir novamente – O esqueleto se mantinha firme em sua decisão: Ficaria com Frisk, ainda que fosse punido e perdesse seu cargo de Deus da Morte... Ainda que fosse ser humilhado por qualquer um que o visse, ainda que fosse sofrer... Faria de tudo para ficar com seu amor. A mulher à sua frente suspirou.

- ...Desculpe-me, Sans... Mas se é assim, terei que tomar medidas mais drásticas. Está proibido de ver a Emissária da Misericórdia – O esqueleto surpreendeu-se e a cabra parecia triste com sua própria decisão. A surpresa do Deus da Morte transformou-se em raiva.

- NÃO PODE ME PROIBIR DE VÊ-LA! –

- Mas posso proibi-la de ver você. –

- . . .Adeus, Deusa da Vida – Falou, mais sério que o normal e sumiu.

Toriel, que ainda se encontrava triste, resolveu falar com sua aprendiz sobre o que havia ocorrido. Encontrou a humana realizando suas obrigações, assim como deveria estar. Seu diálogo foi rápido e direto, e Frisk ficou deveras triste por não poder ver o tão amado esqueleto, mas apenas aceitou, pois sabia que não podia fazer nada a respeito.

A humana mudou de assunto e falou sobre Monster Kid e a mensagem da Deusa da Fortuna, Muffet. Toriel disse a Frisk que terminasse o que tivesse que terminar e depois teria o dia livre, depois, a cabra saiu para falar com Muffet.

- Não acredito que ela fez isso... – Comentou a garota após sua mestra sair. “Deve-me ter proibido de falar com ele para não o roubar dela”, pensou.

- Também não acredito, afinal, ela sabe que não sigo as regras mesmo – Era Sans. Ele estava ali, quebrando as regras novamente, com um sorriso debochado e malicioso e suas orbes vazias.

- ...Por que você insiste nisso? – Falou ela, com frieza, lembrando-se do diálogo que ouvira entre Sans e Toriel.

- Em quebrar as regras? – Confuso estava ele.

- Em mentir para mim. – Um silêncio tomou conta do local e ele ficou calado, não sabia sobre o que tinha mentido para Frisk. Lágrimas brotaram nos olhos da garota.

- Hey, Sweetheart, do que está falando? O que eu fiz? –

- ...Acha que não ouvi, não é? Sobre você e a Deusa da Vida... Estão juntos, e é contra as regras divinas... Mas o que isso me envolve?! Por que fui proibida de vê-lo?! – Sans começou a rir.

- Pfff... – Tentou segurar o riso, mas acabou por soltá-lo, Frisk continuava confusa. Era rara a cena do Deus da Morte sorrindo ou rindo, mas agora, não conseguiu manter-se sério – Ah, Frisk... Está tão fofa... –

- . . . Então vai negar? Vai dizer que não há nada entre vocês? – Ela estava séria.

- Pense só... Um ser das trevas e um ser de luz, e então – Ele fez um efeito sonoro dizendo “puf” – me proíbem de ver a Emissária da Misericórdia... Não consegue ligar os fatos?

Frisk, apesar de ser muito inteligente, não teve o pensamento rápido o suficiente para deduzir que o que Sans sentia não era por Toriel, mas sim, por ela mesma. Ele riu outra vez ao ver que a garota continuava confusa em relação a isso.

- Achei que tivesse sido proibida de vê-lo porque Toriel não queria que eu o roubasse dela –

- Hehehe, talvez realmente ainda não seja a hora de você entender... Oh, é ela voltando? Adeus, Frisk – O Deus da Morte sumiu e a garota ficou pensativa.

Toriel realmente voltou, acompanhada da Deusa da Fortuna. Frisk teve um breve diálogo com elas e depois deixou-as à vontade, indo para outro lugar das Ruínas. Enquanto caminhava, a garota se perguntava o que o Deus da Morte quis dizer com aquelas palavras. Ela ainda não acreditava que Sans e Toriel eram simplesmente amigos, mas e se ele estivesse falando sério?

Mais tempo passou-se, e o esqueleto fazia visitas diárias à humana, enquanto Toriel não estava por perto. O relacionamento deles ficava cada vez mais forte, e cada vez mais proibido, pois, a Deusa da Vida não era tão fácil de se enganar quanto pensavam. Frisk era vigiada a maior parte do tempo, e ver Sans passou a ser mais difícil que antes.

- Aí, Frisk! – Era o Kid. Frisk foi até o mesmo, enquanto Toriel os vigiava. – O Deus da Morte quer falar contigo e com a Deusa da Vida –

- O-o Sansy... Q-quer dizer... – Ela respirou fundo. – O Deus da Morte quer falar conosco? O que exatamente ele deseja? –

- Tipo assim, eu não sei, mas ele disse pra irem até a saída das Ruínas, ele está esperando, do lado de fora. – A humana, que se encontrava nervosa, obrigou-se a forçar um sorriso.

- Entendo, passarei a mensagem à minha mestra – Respondeu, de forma calma e depois se afastou do monstro, que foi embora.

Depois de avisar à Toriel o que Sans queria, a expressão da Deusa da Vida era de raiva. Já havia proibido o Deus da Morte de ver sua aprendiz, e agora queria falar com as duas? Aquilo seria como uma guerra... E ele lutaria pelo amor.

As duas foram até a saída das Ruínas e, como esperado, encontraram o esqueleto do outro lado da porta, deitado na neve, dormindo. Frisk pensou:

“Oh, como era bela aquela visão, Sans dormia e estava tão fofo...! Não parecia ser o ‘Deus da Morte’, apesar das vestes negras e da foice, que sempre estava consigo, ele não dava medo, pelo menos não agora. Sorri ao vê-lo daquele jeito, mas tentei não demonstrar nada em relação a ele, afinal, Toriel estava ali.”

- Acorda-te, Deus da Morte – Falou Toriel, com a voz mais fria que o normal.

- Q-quer que eu o acorde, senhora? – A mais velha abriu a boca para falar, mas alguém falou antes.

- Não é preciso – Disse ele e levantou-se da neve. – Estou acordado. – Também falava com frieza, agora a relação entre Sans e Toriel não era tão amigável, e Frisk se sentia culpada por isso.

- Gostaríamos de saber por que nos chamou aqui. Temos trabalho a fazer nas Ruínas, não podemos perder tempo conversando – A Deusa da Vida olhou para Sans com certo desprezo.

- Oh, claro, acredito que seja muito trabalho falar com a Muffet e enviar cartas por Monster Kid – Ironizou o esqueleto.

- O-o que você queria falar conosco? – Frisk mudou de assunto quando percebeu o clima de ódio entre os Deuses.

- Swe... Frisk, gostaria de passear contigo pelo Underground, e preciso da permissão de tua mestra para isso –

- Ela não pode. E não perca seu tempo nos chamando para conversas inúteis, podia ter feito o pedido por uma carta – Sans sorriu maliciosamente.

- Claro, só que... Isso não é um pedido. – Puxou Frisk para si e a abraçou. A menor corou e ficou sem reação, visto que a Deusa da Vida estava com muita raiva.

- Não ouse tocar nela! – As palavras saíram mais com aflição que com raiva. Ele riu.

- Não recebo ordens suas, Deusa da Vida. Então o que faria... Se eu fizesse isso? – Falou, deixando um tom de sarcasmo em cada palavra e depois beijou a humana, que no início, continuou imóvel, mas acabou por retribuir o ato.

O beijo fora interrompido pela cabra, que afastou Frisk do Deus da Morte.

- Disse-lhe para não tocar a Emissária da Misericórdia – Seus olhos brilhavam numa chama raivosa. Ela estava pronta para atacar o esqueleto.

- Heh, não se preocupe com isso, não é como se eu fosse fazer isso de novo. – Virou-se para a humana – Teus lábios são tão doces, Frisk... Sortudo é aquele que tu amas e que pode senti-los – A menor corou de imenso e reuniu coragem para falar:

- M-mas quem eu amo é você! – Confessou, com o rosto ruborizado. Os outros dois a olharam, com os olhos arregalados, não esperavam que ela fizesse aquilo.

Toriel, tomada por mágoa, saiu dali e voltou às Ruínas, deixando a Emissária do Mercy e o Deus da Morte a sós. O silêncio tomou conta do lugar por algum tempo, até que Sans se pronunciou:

- Sweetheart, você sabe o que é o amor? –

- Não, Sansy, eu não sei, mas eu sinto –

- Heh – Sorriu ele, sem jeito. – Desculpe ter feito aquilo na frente dela, eu só... Não aguentava mais esconder aquilo. –

- Não se preocupe – A humana sorriu de maneira calma. – Agora tudo está bem –

Oh, como ela estava errada. O ato de amar pode ter consequências realmente graves, principalmente quando o amor é proibido. Naquele dia, claro que não foram punidos. Viveram seu amor, trocaram beijos e carícias, e como aquilo era bonito.

Frisk poderia dizer que havia encontrado sua metade em Sans, e ele, diria o mesmo em relação a ela. E assim passou-se o tempo, Toriel aprendeu a respeitar a relação entre sua aprendiz e seu amigo, e agora todos estavam felizes.

TODOS estavam felizes? Claro que não, pois, quando a notícia chegou aos ouvidos do Deus dos Céus, o Deus supremo... Ele não ficou nada contente. Chamou Sans e Frisk para os céus e os julgou por seu ato, o qual era considerado proibido. Não, ele não queria puni-los, mas era necessário.

- Peço-lhe, por favor, não faça nada a ele, a culpa foi minha, eu me apaixonei primeiro. – Implorou Frisk, em desespero.

- Oh não, senhor! Puna-me, a Emissária da Misericórdia não fez nada de errado, eu me apaixonei e a beijei – Sans tentou proteger sua amada.

- Chega! Calem-se, os dois! – Esbravejou Asgore, o Deus supremo. – Não me interessa quem se apaixonou primeiro ou quem beijou primeiro, se os dois se amam, são culpados, agora digam que não se amam, voltem às suas obrigações e deixem-me em paz! –

- Perdoe-me, senhor, mas temo que isso não será possível – Frisk começou, com calma. – Não negarei meu amor pelo Deus da Morte –

- Sendo assim, preferem ser castigados? Oh, por favor, parem com isso – Asgore tentava não gritar.

- Diga-nos o preço, não me importo em ser castigado, se for para ficar com a minha amada – Eles deram as mãos e se entreolharam, depois olharam para Asgore, que sorriu.

- Sinceramente, gostaria de não ter que castigar vocês, mas o Universo criou aquelas leis, e, infelizmente, não posso abrir uma exceção. Seu amor é puro e verdadeiro, e nunca morrerá, e com um último beijo apaixonado, em forma sólida se concretizará –

- Pff, ele é ruim com nomes, mas pior com castigos e rimas – Riu Sans.

- Sans! – Frisk disse.

- Deus da Morte – Ignorou o comentário anterior do mesmo – Saiba que tu nunca foste de todo um ser das trevas, por isso, uma parte tua estará na luz, assim como uma parte da luz está nas trevas. –

- Heh... E agora, o que fazemos? –

- Beijem-se, selem seu amor, unam-se. Vocês formarão algo tão puro quanto seu amor –

E então Sans olhou para Frisk, eles sorriram e depois ele a puxou pela nuca, acariciando seus cabelos enquanto dizia “Sweetheart... Eu te amo...”. Ela, no entanto, não disse nada, mas algumas lágrimas saíram de seus olhos. Depois de um breve momento, finalmente beijaram-se.

Seus corpos sumiram enquanto se beijavam, e foram transformados em outra coisa, um símbolo. Era preto e branco, muito simples. Asgore foi até tal coisa, pegou-a e depois a guardou.

O símbolo ficou conhecido como “Yin Yang”, luz e trevas, noite e dia, fogo e água... As pessoas encontraram vários significados para aquilo, e o usaram como princípio de suas filosofias pessoais, mas esqueceram que o principal significado daquilo... Era o amor.


Notas Finais


ENT NÉ
ESSA ONE FOI BEM ALEATÓRIA
E SEM SENTIDO
MAS EU ESPERO QUE TENHAM GOSTADO
AMO VCS
KISSUS
E
BYE :3


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