História Yixing - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~isadora5647

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Sulay
Exibições 35
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Avalanche


Fanfic / Fanfiction Yixing - Capítulo 11 - Avalanche

Dardejei meu olhar para cada um de meus companheiros de guerra; todos, sem exceções, encontravam-se na mesma situação; um rosto cansado, lábios rachados pelo frio cortante e enormes olheiras embaixo de seus olhos.

Não os culpava, afinal, quem teria empolgação para ir ao caminho da própria morte em uma manhã nublada, sujando seus sapatos e meias brancas em uma estrada coberta por lama. Eu mesmo sentia-me como se minha alma estivesse quase abandonando meu corpo.

Talvez fosse somente o efeito da manhã fria e degradante, ou na pior das possibilidades, a noite mal dormida por causa da fixação de Sehun em chamar por meu nome várias vezes durante horas naquela noite tenebrosa.

Eu sei que devia ser algo importante, mas queria esquecer somente por poucas horas aquele fardo que carregava e concentrar-me somente em minha missão.

Após muito procurar para alguma distração, finalmente havia achado a tal ‘’exceção’’ que buscava em meio às expressões depressivas que acabavam por me deixar ainda pior. A tal exceção que se destacava do outros com seu jeito espalhafatoso, chamava-se Tao; um enorme centro de luz que estava irritantemente animado, escorado em seus amigos íntimos Xiumin e Yifan enquanto cantava uma musiqueta com sua voz fina e falha pelo amanhecer.

- Alguém pra quem voltar

Sua pele branca como a lua

Estrelas no olhar.

Cantava ele, sendo ponto de animação para que os outros esquecessem que estava se dirigindo para uma batalha sangrenta e entrassem em seu ritmo de felicidade.

Revirei os olhos, continuando com uma bela expressão de desgosto a adornar meu rosto sob a empolgação de outros.

Minha expressão somente piorou ao ouvir meus companheiros cantando sobre sua mulher ideal para quem gostariam de voltar ao final de todo aquele terror que vivíamos. Sinceramente, não estava com a mínima vontade de escutar o quanto estavam felizes em suas vidas de maioria que gostam do consideram normal, muito menos sobre a esperança que jazia em seus corações de que sairiam vivos. Claramente Tao não havia notado minha falta de sociabilidade naquele instante, ao simplesmente aproximar-se de mim e começar a cantar em plenos pulmões ao pé de meus ouvidos sensíveis.

De repente, todos pararam e se calaram diante da cena. O ar entre nós pesou de forma instantânea e o céu pareceu escurecer-se ainda mais no céu diante de nossos olhares pesarosos a cada passo a frente em direção a aldeia destruída.

Eu olhava para baixo enquanto andava calmo sob a camada de neve investida no chão. Preferia observar minhas lágrimas caindo sob o enorme branco e sendo absorvidas pelo mesmo em segundos após deslizarem de meu rosto, do que ter a horrível visão de milhares de vidas mortas e casas sendo consumidas pelo fogo flamejante em cada pedaço de sua estrutura.

Era somente uma falsa atuação, mas era algo melhor ao invés de agüentar meu coração sendo pisoteado a cada vez que meus olhos desviavam para o fogo balançando junto ao vento, ainda vivo para relembrar tudo o que se passou enquanto comemorávamos felizes por nossas vitórias.

Pessoas foram mortas sem clemência por parte do inimigo, pessoas foram machucadas enquanto observavam quietas a destruição excruciante de seu próprio lar. Era algo que fazia tudo ao redor parecer um perfeito cenário saído dos pesadelos de todos aqueles homens que jaziam calados em suas próprias dores e devaneios sobre o último suspiro de milhares de seus semelhantes.

Nem mesmo Wang era capaz de tirar-me da cratera de angústia a qual me permiti que caísse livremente.

- Procurem por sobreviventes – Junmyeon falou afoito para nós, afastando-se em seguida com seu cavalo.

Adentrei-me no restante de uma casa, encontrando uma pequena e delicada boneca de pano caída sob a neve. Juntei-a e a recolhi em meus braços, apertando-a para uma forma de conforto para minha alma que pesava a cada segundo em meio aos restos.

- Eu não entendo, meu pai deveria estar aqui. – Não notei a presença de Junmyeon até ter sua voz chegando aos meus ouvidos. Talvez, em outro momento, meu coração começaria a dar rápidas batidas em meu peito, mas não agora que encontrávamos em um lugar aonde deveríamos ter respeito por aqueles que acabaram falecendo. Tendo como tumbas, suas próprias casas e um chão frio.

- Capitão! – Junmyeon correu rápido em direção da voz que chamava por si; acompanhei-o cheio de preocupação.

Senti meus músculos tensionarem e os batimentos cardíacos se desfiarem em um ritmo desgraçado.

Minha visão ficou embaçada devido às lágrimas que eu deixei que escorressem sem vergonha.

Um número incontável de corpos mortos de soldados a nossa frente, um rosto devastado e olhos opacos em minha visão; Junmyeon estava desolado.

Seu estado somente devastou-se ainda mais ao ver Yifan aproximando-se de si com o capacete de seu pai em mãos.

- Era do general. – Falou com pesar, deixando que Junmyeon segurasse o capacete.

O outro, com o capacete em suas mãos, afastou-se de mim e do restante, para ficar em um lugar isolado enquanto fitava o objeto.

Eu queria aproximar-me, queria abraçá-lo e confortá-lo até tirar todo a sua tristeza com meu afeto. Talvez não fosse a melhor das ações naquele momento em que todos concentravam seus olhares para nele, precisava manter em segredo como me pedira.

Mas nada me impedia de simplesmente me aproximar como um bom amigo e companheiro, compadecido com a morta do ente-querido. Seria o disfarce perfeito.

- Sinto muito por sua perda. – Falei em tom baixo e pesaroso enquanto fitava seus movimentos.

- Obrigada, Yin – Levantou-se da neve e tocou meu ombro em um gesto de complacência. – Movam-se – Mandou frívolo para seus soldados enquanto montava em seu cavalo.

*____*

Senti meus batimentos cardíacos dispararem em um ritmo frenético em meu peito e o suor frio escorrer pelo rosto. Meus olhos marejarem no exato momento que Junmyeon veio até mim e gritou com enorme fúria: ‘’ você entregou nossa posição’’; sendo perfurado por uma flecha perto de seu ombro após o acontecimento.

Lancei um olhar cheio de raiva para o verdadeiro culpado de ter entregando nossa localização para os Hunos após soltar um dos foguetes que estavam guardados na carroça que eu segurava com Khan; Wang.

Ele me fitou com seus olhos possuídos de culpa enquanto fugia afoito da carroça quando mais flechas vieram nossa direção e de meus companheiros.

Fiz o mesmo, correndo enquanto puxava Khan comigo.

- TU SE ESQUECES DE MIM, MAS NÃO SE ESQUECE DA MIMOSA! – Gritou Wang cheio de um ciúme infantil enquanto corria ao meu lado e de Khan.

No mesmo momento, segurei Wang com minha mão e corri ainda mais rápido para onde os soldados localizam-se atirando os foguetes em nossos inimigos sob o comando de Junmyeon.

- FOGO! – Comandava, apontando para a direção aonde pensava estar os Hunos. – Parem! Guardem o último. – Falou, referindo-se ao último de nosso armamento que restou enquanto atirávamos em direção à montanha.

Como uma gloriosa passagem de morte, Shan-Yu e seu enorme exército aparecem diante da fumaça de nossos foguetes que se dissipavam ao poucos sob um relevo da montanha esbranquiçada pela neve.

- Preparam-se para a luta! – Ditou Junmyeon ao ver nossa situação mínima de vitória diante daquele enorme exército de Hunos. Todos os soldados tiraram suas espadas de suas bainhas e com expressões apavoradas em seus rostos, levantaram-nas hesitantes ao ar. – Se nós morrermos, morreremos com honra! – Assim como o restante, levantei minha espada e esperei temeroso o encontro com a dor.

Sob a liderança de Shan-Yu, no centro, montando em seu aterrorizante cavalo, os Hunos vinham até nós, descendo aos montes e com uma invejável sincronia da montanha.

- Atire em Shan-Yu! – Junmyeon ordenou para Xiumin que mirava na direção pedida com nosso último foguete restante.

‘’ Yixing você sabe que este plano falhará. Por favor, faça algo pela sua vida e de seus amigos. Ajude-os’’.

Empurrei Xiumin brutalmente para longe do foguete, e comecei a correr para perto dos Hunos enquanto segurava o objeto firme em meus braços.

- YIN, NÃO FAÇA ISSO! – Escutei Junmyeon gritar, porém não dei-lhe atenção. Nada importava naquele momento além da raiva que sentia daquele monstro.

Eu faria aquilo por todos que sofreram sob o corte letal de sua espada. Eu os vingaria, mesmo que isto tivesse o alto custo de minha própria vida.

Mirei o foguete em direção a um enorme penhasco ao lado dos Hunos e dirigi-me rapidamente a pegar as pedras em meu bolso.

Ouvia os batimentos surdos de meu coração chegado aos meus ouvidos enquanto tentava acender o fogo.

Via Shan-Yu aproximando-se de mim com seu cavalo enquanto Wang gritava em desespero ao eu estar com dificuldades de fazer fogo com as duas pedras em minhas mãos.

Em um ato de desespero, peguei Wang de meu ombro e o apertei fortemente para soltasse chamas no foguete.

Shan-Yu parou muito próximo de mim e observou com os olhos atentos a luz reminiscente de o foguete ir em direção ao enorme penhasco perto de seu exército.

- XING SEU FILHO DA MÃE! – Gritou Wang que acidentalmente, fora junto com o armamento.

Shan-Yu me olhou com a fúria mais flamejante e viva em sua íris, após observar todo o estrago que a avalanche causada por mim, tivera em seus homens. Todos gritavam, em raiva enquanto eram consumidos pela neve.

Admito que por poucos segundos, senti-me simplesmente orgulho e vitorioso de meu ato. Porém a felicidade dissipou-se em instantes ao sentir o rasgo que a espada afiada de Shan-Yu havia feito em minha carne.

Ignorei a dor e com coragem, pousei minha mão no local ferido e corri em direção a Junmyeon, o mesmo olhava para a cena embasbacado ao invés de fugir da avalanche que vinha em sua direção, engolindo todo que estava em frente. Segurei em seu braço com minha mão livre e o puxei para que começasse a correr junto a mim para longe.

Vi Xiumin, Yifan, Tao e o restante dos soldados, escondendo-se salvos da avalanche atrás de uma enorme rocha. Puxei Junmyeon com força e desvie o caminho para que assim fossemos em direção ao local onde os outros se encontravam.

Junmyeon sorriu para mim enquanto ofegava ao chegarmos ao local protegido do efeito da neve.

As batidas de meu coração eram rápidas por inúmeros motivos, um deles que poderia listar era o homem a minha frente.

Senti naquele momento, ao ver o fraco sorriso que adornava seus lábios, que todo o risco fora válido se fosse para ver aquele homem sorrindo todos os dias.

*____*

- Yin, você é o homem mais louco que já conheci em minha vida – Confessou zombeteiro, após sairmos de trás de nosso abrigo quando tudo se acalmou e avalanche parou. – Obrigada por ter salvado minha vida e a de meus soldados – Mirou-me com seus olhos cheios de intensidade, fazendo-me remexer desconfortável após um ofego.

A voz de Tao incentivou aos gritos com veemência para que todos me parabenizassem por meu ato. Recebi palavras de orgulho e salvas de palmas.

Seria um momento lindo, o momento mais perfeito de minha vida. Poderia ser, mas ao acaso, tudo se tornou terrivelmente triste e desesperador após, como uma brincadeira infantil de um demônio, sentir uma pontada em minha cintura, o local a qual Shan-Yu feriu-me com o metal de sua espada.

De modo súbito, surpreendendo a todos e deixando-os com olhares espantados, ajoelhei-me sob a neve e soltei um gemido de dor ao sentir outra forte pontada no lugar que fora ferido. Levei minhas mãos até a cintura e vi, pelos meus dígitos machados de vermelho, que saia uma boa quantidade de sangue.

Os outros ao meu redor começaram a desesperar-se, sendo o principal deles, Junmyeon. Perguntava-me com espanto o que havia acontecido enquanto ajoelhava-se junto a mim, protegendo-me em seus braços; seus olhos não pareciam conseguir proceder meus atos e muito menos o sangue que se derramava de meu corpo.

Deixei que meus orbes se entregassem a escuridão e meu corpo aceitasse com gosto o enorme cansaço. Desmaie ouvindo a voz de Junmyeon escorrer por meus ouvidos enquanto sentia o cheiro ferroso do líquido carmesim chegar as minhas narinas.

Não queria lamentar-me, porém era o que faria de qualquer modo e o que deveria fazer para sentir-me mais em paz comigo mesmo; não sabia ao certo como, mas achava em minhas averiguações que Sehun podia ter algo a ver com os acontecimentos. Talvez seja que ao estar com os olhos em Xiumin, sua voz apoderou-se de minha cabeça sem minha permissão, deixando-me só com seus próprios pensamentos sobre as ações que deveriam ser tomadas para que obtivéssemos a vitória sob nossos inimigos. Mas não iria culpá-lo, agredi-lo ou qualquer tipo de coisa que envolvesse a difamação de meu demônio com minha voz cheia de pesar, afinal, como eu poderia em minha mais perfeita e sã consciência, submeter à tortura psicológica aquele que me protegeu e a pessoa que amo?


Notas Finais


Não sei se eu consegui dar tensão a cena igual ao filme de Mulan na parte com o Hunos....


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