História Yoongi diary - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Jikook, Namjin, Romance, Vkook, Yaoi, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 9
Palavras 2.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei com mais um capítulo, meu tempo para escrever e postar anda cada vez mais escasso, porém vou tentar continuar postando o mais dentro do prazo possível. Espero que gostem desse capítulo, sei que a maioria já deve tá sabendo quem é o garoto misterioso do Yoongi, mas né...
Acho que é isso, sei que ando meio atrasada mesmo assim espero que não abandonem e continuem acompanhando.

Capítulo 4 - O (não) encontro


Fanfic / Fanfiction Yoongi diary - Capítulo 4 - O (não) encontro

Sábado 13/08/2016

Confesso que quase não dormi de noite, apesar de ser preguiçoso e dormir ser o top 1 na minha lista de coisas favoritas, não foi dessa vez. Fiquei a noite toda pensando, tentando encontrar um fragmento de memória que desvendasse o rosto do maldito idiota, mas nada, tudo que eu lembrava era que provavelmente esse cara é maior que eu, mas isso não ajuda em nada, qualquer um é maior que eu. Quando decidi não pensar em mais nada já passavam das 05h20min e depois disso não lembro de muita coisa, exceto de ser acordado com o barulho de louça quebrando.

Ainda meio sonolento sentei depressa na cama, mas logo voltei a deitar quando percebi que tinha sido apenas acidental, já que minha mãe não parava de se xingar sozinha. Olhei o relógio que marcava 12h, ou seja ainda tinha um tempo até a hora de encontrar o garoto.

Andei até o banheiro do meu quarto, deixei a água cair sobre meu corpo durante minutos que pareceram horas, até finalmente decidir pegar o xampu, depositar uma boa quantia na minha mão e então passar nos fios molhados dos meus cabelos até que fizesse muita espuma. Nunca demorei tanto em um banho, fiquei exatos quarenta minutos. Depois de me secar e vestir minha cueca –única peça de roupa que havia pego – parei em frente ao guarda roupas com todas as portas abertas, olhando cada peça que ali havia.

Não sei qual era meu problema, bastava pegar qualquer roupa, afinal, estava indo ver um amigo, nada demais. Vendo que não me decidiria logo, optei por fazer algo mais óbvio, pegar o mais acessível, de qualquer forma não iria interferir em nada. Peguei uma calça jeans azul e uma camiseta preta, ficaria bom com meu All Star vemelho. Satisfeito com minha escolha e devidamente vestido, fui almoçar.

Por incrível que pareça, mesmo sendo quase uma hora da tarde, minha mãe não reclamou nada, na verdade só vi meu pai sentado no sofá da sala assistindo algo na TV, a comida estava no fogão ainda, porém fria. Decidi tentar um diálogo.

- Pai, onde está a mãe? – questionei enquanto separava o que iria comer em um prato para aquecer no micro.

- Ela saiu, não me disse pra onde. Já estou de saída, se for sair mais tarde não esquece de trancar a porta – e então ele se levantou e saiu.

Eu poderia dizer que me senti magoado com a situação, mas o fato é que já estou acostumado. Quando os dois não estão brigando saem sem dizer para onde. Voltei ao foco do meu almoço, faltavam duas horas ainda, tempo suficiente para comer e tirar um cochilo antes de sair. Enquanto isso dei uma rápida olhada no celular – vai que o cara cancelasse e eu não visse. Vendo que não havia sinal algum, simplesmente voltei minha atenção à comida.

Depois de uma hora e meia, ali estava eu, acordando no sofá com a melodia que seria linda se não fosse irritante do despertador. Novamente olhei o aplicativo de conversa, haviam várias mensagens, nada importante tirando a última que chamou a minha atenção.

Flor: Talvez eu chegue atrasado, espero que não se importe.

Não respondi nada, até porque fazia mais de meia hora que ele esteve online, também porque fiquei irritado afinal perdi de dormir um pouco mais, decidi que iria andando para matar o tempo que tinha de sobra, já que a principio tinha decidido ir de ônibus.

Sai de casa, tranquei a porta, puxei todo o ar que consegui e logo em seguida o soltei. O céu estava limpo, a temperatura agradável, segui com passos lentos pela calçada. Seria uma caminhada de mais ou menos vinte minutos, tempo suficiente para que nós dois chegássemos ao local quase ao mesmo tempo devidamente atrasados. Ouvi um bip no meu celular, rapidamente retirei o aparelho do bolso.

 

Namjoon: [foto]

          Boa sorte Yoongi!

 

Até que Namjoon era legal de vez em quando, apesar de saber que ele fez isso apenas para que eu o chamasse mais tarde para contar quem era. Deve estar se perguntando sobre a “foto” que ele enviou com o boa sorte. Bem, é uma foto dele e de Seokjin fazendo pose de “fighting”, tive que rir porque ficou engraçado.

Antes que continuasse rindo o restante do caminho, guardei o celular de volta, aproveitei que estava passando por uma loja de doces e entrei. Dei uma generosa olhada em cada pequena prateleira do local, acabei comprando apenas uma embalagem de Trident já que era a única coisa que caberia no bolso.

Voltei a andar pelas ruas lotadas, final de semana é sempre cheio em todos os lugares, mas, pela primeira vez em muito tempo, isso não me incomodava. Logo mais adiante já conseguia ver a escola e há uns dez passos a dita cafeteria. Senti meu coração acelerar de forma automática, uma leve dor de barriga se fez presente, era notável o quanto estava ansioso em conhecer o rosto da pessoa que fazia eu me sentir menos vazio. Mesmo que nunca tenhamos “nos visto” antes, havia uma conexão interessante, como se ele fosse um tipo de âncora, nem lembro quando foi a última vez que chorei em ver meus pais brigando ou simplesmente por ter sido ignorado por Namjoon, ou ás vezes que sentei naquele banco da escola no intervalo ouvindo música de olhos fechados para que ninguém visse as lágrimas que se formavam em pensar o quanto era inútil por ser o único sozinho em meio há todos.

Finalmente seria a hora da verdade, fechei os olhos e respirei fundo antes de seguir, tudo que eu menos queria era estragar tudo, no momento aquele garoto com interesse em jogos de adivinhação e personalidade calorosa era a única coisa que eu tinha. Sei que Namjoon e Seokjin eram meus amigos, mas não havia aquele algo especial que eu sentia ter com... Ah nem acredito que logo saberei o nome desse babaca.

Senti como se estivesse atravessando um vulcão ativo na corda bamba nos últimos passos, até finalmente abrir a porta e entrar no estabelecimento. Como não sabia quem era o cara, simplesmente sentei em uma mesa ao fundo onde daria para ver todo o resto, incluindo quem chegasse, após me acomodar na pequena mesa para duas pessoas, dei uma rápida corrida com os olhos pelo local, se visse outro cara sentado sozinho poderia ser quem eu fui encontrar, mas, como se trata de Min Yoongi, só havia eu mesmo sozinho por ali. Minha esperança estaria concentrada apenas na entrada do local, toda vez que ouvia a porta se abrindo, meu coração saltava. Possivelmente não vai ser do coração que vou morrer nessa vida.

Já passavam das 15h30min, mas como havia sido avisado do atraso, decidi que ficaria até ás 16h, apenas para descarga de consciência, se não recebesse nenhuma mensagem até lá, iria embora. Decidi pedir um café preto sem açúcar enquanto aguardava. Cada segundo que passava eu me sentia mais nervoso, não era possível,estava me sentindo um prisioneiro sendo torturado, em alguns momentos me faltava o ar, acho que minha ansiedade a grandes acontecimentos não é muito bem controlada, imagino o quanto deve ser horrível para quem sofre do transtorno em si.

Já sem muita paciência e vendo que já eram quase 16h, comecei a balançar as pernas e mexer as mãos, olhar o celular a cada três segundos e encarar a portar sem ao menos ter sido aberta. Realmente não estava querendo acreditar, mas parece que o cara não viria. Não acredito que isso estava de fato acontecendo. Já sem esperança alguma e sentindo meus olhos arder, decidi que seria melhor ir embora antes que realmente começasse a chorar.

Levantei ainda cuidando a entrada, mesmo sendo um fato claramente comprovado que ele não viria, no fundo sempre haveria aquela pequena linha frágil de esperança. Paguei minha pequena conta e finalmente sai. Ainda dei uma última olhada nos dois lados da rua,inclusive o outro lado, apenas para conferir que não estaria vindo alguém correndo. Mas nada disso aconteceu, até porque, a vida não é um filme de romance onde tudo se concerta no último segundo, além de não vir ninguém, também não recebi explicação alguma. Mesmo magoado com a falta de informação, lembrei que mais cedo ele havia dito que se atrasaria, e se algo aconteceu?

Talvez eu estivesse apenas querendo esconder a dolorosa verdade de que quem sabe ele só havia se arrependido e decidiu não ir, e então eu chegaria em casa e estaria bloqueado. Mas não foi realmente isso que aconteceu, a foto daquela flor ainda estava ali e sua última visualização continuava sendo a hora que me mandou a última mensagem. Pensei em perguntar a razão de ele não ter ido, mas estava envergonhado demais para admitir que fui e fiquei mais de uma hora esperando. Aguardaria uma resposta dele.

Decidi passar no mercado na volta, compraria muitas besteiras para comer enquanto criaria teorias sem sentindo até obter uma explicação. Fui direto aos corredores que me interessavam, pegaria uns chocolates e umas batatas, aproveitei e peguei um chá gelado também, pois é, acho que acaba de conhecer a primeira pessoa do mundo que come batata com chá gelado. Voltando ao que interessa... Depois de pegar tudo que precisava para me auto consolar, passei pelo corredor dos achocolatados para cortar caminho até o caixa, e então vi algo que me fez rir por alguns pequenos centésimos até entender que não era para rir.

Jungkook estava ali com uma embalagem de Toddynho em mãos – agora sabe por que eu ri – mas parece que só estava lendo algo ali, pois logo devolveu a prateleira pegando em seguida uma lata de Nescau. Até aí tudo bem, nada demais, o problema é que ele estava chorando, foi por isso que senti culpa de rir, confesso que fiquei curioso em saber o que o garoto fazia no mercado olhando Toddynho enquanto chorava. Mas não somos amigos nem nunca fomos, obviamente não seria hoje também, me limitei em me disfarçar e passar logo por ali. Isso se ele tivesse me deixado ir em paz.

- Ei – ouvi sua voz assim que passei.

Fingi que não era comigo e segui meu caminho, mas aparentemente Jungkook estava disposto a ter essa conversa, já que novamente me chamou e dessa vez segurando o meu braço, devo admitir que fez isso com certa delicadeza.

- Ei, chamei você – seu rosto estava inchado e vermelho.

- Desculpa, não ouvi – encarei o chão disfarçando o quanto aquilo estava sendo incômodo.

- Eu sei que nunca nos falamos, mas já vi você na escola antes – fez uma pausa – bem, eu não quero roubar seu tempo, é só que eu... Bem, esquece, aconteceram muitas coisas hoje, me desculpa, acho que estou com a cabeça cheia – novas lágrimas rolavam pelo rosto jovem e fofo.

- Ah, tudo bem, se não era nada, eu vou indo então – apontei o caminho para o caixa.

- Espero que me perdoe por isso – e então ele saiu sem esperar que eu respondesse.

Realmente não entendi nada, acho que o baby boy estava conturbado com seus problemas, talvez estivesse precisando de um amigo, apesar de ter aquele garoto agora... Como é mesmo o nome? Ah sim, Taehyung, de qualquer forma estava sozinho e chorando, talvez tenha se desentendido com o novo namorado ou esteja arrependido de ter trocado o Jimin e por isso pensou em conversar com um quase estranho no mercado, afinal, por qual outro motivo ele me pediria desculpas?

Após o longo dia cansativo e azarado, finalmente estava em casa e para encerrar com chave de ouro, meus pais estavam tendo uma discussão digna de minha total indiferença, fazendo com que fosse direto para meu quarto como se fosse invisível. Entrei no cômodo e tranquei a porta, não ia querer ninguém atrapalhando meu drama pessoal, me joguei na cama abrindo um dos pequenos chocolates.

Senti minha cabeça pesar, eram muitas coisas para pensar, ao mesmo tempo que pesava sentia como se tudo girasse ao meu redor. E então meus olhos ardiam, mas não iria me permitir chorar, não seria certo chorar por algo que nunca tive de verdade. Levantei e apaguei a luz, voltei a deitar na cama recebendo apenas a fraca luz que vinha do poste na rua, já passavam das 18h30min estava escuro.

Fiquei vários minutos apenas existindo, jogado na cama com meus pensamentos, teorias e perguntas sem respostas. Pensei em falar com Namjoon, mas ele iria tentar dar uma de consolador juntamente com Jin, isso se os dois não resolvessem aparecer ali me obrigando a dividir as batatas que possivelmente Seokjin comeria sozinho. Optei por lidar com essa dor sozinho, não era o fim do mundo, apenas não sabia em quem mais confiar. Senti algo vibrar na minha coxa, era meu celular, sem muito interesse peguei o aparelho. Imaginei que pudesse ser Namjoon perguntando como foi, afinal ele sabia que essa hora eu já deveria estar em casa. De fato era ele, mas não queria exatamente saber como foi meu “encontro”.

 

Namjoon: Yoongi tá aí?

MY: Que tu quer?

Namjoon: Deixa de mau humor, tenho algo interessante pra te contar.

MY: Beleza, fala aí

Namjoon: Lembra daquela história toda entre o Jimin e o Jungkook?

MY: Tá, o que tem?

Namjoon: Da pra mostrar ao menos um pingo de interesse?

MY: Tá bem, tá bem... Diz aí o que aconteceu?

Namjoon: Pois então, parece que hoje aquele amigo do Taehyung foi falar com o Jungkook, ninguém sabe o que eles conversaram, só se sabe que logo em seguida o Taehyung chegou e eles começaram a discutir feio, tipo de se pegar no soco. Jungkook tentou separar os dois mais acabou levando um tapa sem querer do novo namorado e então Jimin que estava vendo tudo de longe foi se meter, ele separou os dois que brigavam e levou o Hoseok com ele, e antes de ir ele gritou como Jungkook...

MY: Acredito que tu sabe o que ele gritou pro baby boy, não é mesmo?

Namjoon: Disse que ele era um egoísta, que podia fazer escolhas erradas o quanto quisesse mas que não deveria envolver os outros nisso. Depois perguntou se ele se sentia feliz com os resultados.

Não entendi direito, mas parece que tem algo a mais aí que vai além da própria confusão deles.

Deixei Namjoon falando sozinho nesse momento, pois algo iluminou minha pobre mente desprovida de esperteza. Fazia sentido Jungkook chorando no mercado, pelo menos sabia o motivo mas ainda não sabia o real significado daquele pedido de desculpa. Por isso voltei a falar com Namjoon. Não vou copiar a conversa porque foi longa, mas vou resumir a nossa conclusão.

Quando Namjoon mencionou que deveria haver algo a mais, o problema deveria ser a história do cara que não conheci, o que coincide com o aviso de atraso que recebi mais cedo, ou seja, teve a ver com essa briga toda. Como raios me envolvi no meio disso tudo, eu realmente não sei. Só sei que por alguma razão Jungkook se sentiu culpado por algo e me pediu desculpas. Nossa conclusão se resume em acreditar que o garoto das mensagens é um deles, apesar de eu não ver potencial em nenhum para ir com minha cara. Mesmo assim pensei que pode ser o próprio Jungkook, já que ele fez questão de me pedir desculpas mesmo estando naquele estado deplorável e o “Flor” não apareceu mais.

Eu realmente estou cogitando me jogar da ponte, seria ridículo eu ter quase chorado pelo Jungkook. Não sei se me sentia aliviado ou pior por tudo isso mas sei que Namjoon não parava de zoar comigo,até eu ameaçar bloquear ele. Decidi que dormir seria a melhor decisão então dei boa noite para meu querido amigo sem limites. Mas... Sempre tem um “mas”. Recebi um oi que não esperava ler nunca mais.

 

Flor: oi

MY: oi

Flor: Podemos conversar?

MY: Fala aí

Flor: Posso te ligar?

MY: Ok

 

Mesmo sabendo que poderia ser Jungkook, meu coração disparou, acho que preciso concertar isso, mas também sei o motivo de ainda sentir essas coisas... Eu já havia falado com esse cara pelo telefone antes e definitivamente não era a voz do Jungkook, fora que ele estuda na sala ao lado e o dito desconhecido é no terceiro andar, isso diminui minha lista de opções para apenas duas. E se depender de mim, vou descobrir agora mesmo quem é e parar com essa palhaçada, antes que eu acabe apanhando de algum deles sem saber.


Notas Finais


Hoje foi isso, espero de coração que tenham gostado e me perdoem as demoras. Por favor deixem suas opiniões sobre o que estão achando, se algo precisa ser melhorado ou se tá bom do jeito que tá, isso ajuda muito. Acho que é isso, até a próxima meus amores.
Beijinhos c:


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