História Yoongi In Ruinland - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Monsta X
Tags Yoonseok
Visualizações 10
Palavras 2.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - The Hunter and The Slime Spider


Andamos por um bom tempo até que saímos por um enorme buraco, este que dava em um tipo de clareira muito bonita. Bem, ainda estávamos cercados por um monte de mato mas pelo menos eu podia ver o céu novamente, que estava com uma coloração escura, a coisa que menos me assustava no momento.

Até porque ser perseguido por uma besta gigante e ter meu braço parcialmente decepado é mil vezes mais assustador.

- Eu não garanto que ele irá nos ajudar, duvido muito que o Kunpimook vá fazer um favor sem rejeitar ou pedir algo difícil em troca, ele sempre faz isso. Na última vez que tive que pedir ajuda para ele, fui obrigado a matar uma bruxa mega poderosa que vivia pelos arredores. Acredite, foi muito difícil e a desgraçada ainda me rogou uma praga maldita. - Hoseok resmungou, tirando uma flauta pequena do bolso. - Isso pode fazer seus ouvidos doerem.

Antes que eu pudesse perguntar o porque, o Chapeleiro levou o instrumento aos lábios e soprou com força, fazendo com que um som agudo se alastrasse pelo local. Eu até tiraria minhas mãos do meu machucado pra tampar meus ouvidos mas não quero morrer cedo, então tive que ficar ouvindo aquela tortura sonora até que ele ficasse sem ar e soltasse a flauta.

- Tá ficando louco?! Eu prezo pela minha audição! - Exclamei, chutando sua perna. - Você, por um acaso, vai fazer um concerto de flautistas?!

- Quieto. Quietinho. - Hoseok me pediu, segurando meus lábios com o indicador e o polegar. - Ah, eu sabia que ia funcionar. Ele está aqui, nos observando.

- Ele quem? 

- Meu pau. - Debochou o Chapeleiro. - Por céus, quem você acha que é?! Estamos falando do caçador, obviamente só pode ser o caçador!

- Não, não sou eu. - Uma voz falou por trás de nós. - Na verdade, eu já estava observando vocês há tempos, eu estava caçando o soldado Jaebum quando vi Alice destruindo todos e não pude deixar de ficar curioso, até esqueci que eu tinha uma missão, inclusive por sua culpa eu deixei aquele bundão escapar, mas relevemos. Tenho seguido vocês desde então, sério que nenhum dos dois ouviu quando eu caí lindamente de uma das árvores?

- Estávamos ocupados demais correndo, claramente você deve ter notado que falhamos fodidamente até porque fomos parar na antiga casa do Coelho Branco. - Hoseok disse. - Aliás, você viu os gêmeos e o Chesire? Eles estavam conosco.

- Mas é claro que vi. Eu os segui um pouco antes de voltar a seguir vocês. - O caçador falou, me analisando de cima à baixo. - Espero que não tenha se apegado à nenhum deles porque provavelmente morreram, os tolinhos foram direto para o Despenhadeiro do Sofrimento.

- O que?! - Gritei, segurando nos ombros dele e o chacoalhando furiosamente. - Como assim Despenhadeiro do Sofrimento?! Como assim mortos?! Quem era aquele bichão que correu atrás de nós?!

- Whoa, calminha! Uma pergunta de cada vez. - Ele bagunçou seus cabelos pretos, rindo. - É uma estátua de uma pessoa que foi muito importante para o Reino há tempos atrás que solta água pelos olhos, é bem alta e mesmo que eles sobrevivessem à queda, se afogariam no lago, isso se o bicho não tivesse matado todo mundo. Aquele monstrengo é o Capturandam, o segundo xodó da Rainha Kim, eu fico, sinceramente, impressionado pelo fato dele não ter destroçado o Chapeleiro e te arrastado até o Castelo de Copas. Você é sortuda, Alice.

- Obrigada mas meu nome não é Alice. - Sorri amarelo, olhando de relance para Hoseok. - É Yoongi. Min Yoongi.

- Acho que a mordida foi forte demais e afetou a memória dela, pobre coitada. - O caçador lamentou. - Mas já que você agora parece uma punk anarquista e não lembra de nada, sou Kunpimook, mais conhecido como Bambam.

- Oh, sim, prazer em te conhecer, Bambam.

- O prazer é todo meu, dama. - Estendi minha mão mas ele, ao invés de balançar, a beijou, me fazendo corar intensamente. - Você muito mal, deixe-me cuidar do seu braço, princesa.

- Aigoo, todo mundo vai ficar dando apelidos desse tipo pra ele? - Hoseok resmungou. - Só eu tenho esse direito.

- Na verdade ninguém tem. - Eu disse enquanto me sentada numa pedra no meio da clareira e Bambam cuidava do meu braço com algumas coisas que ele levava consigo. - Agradeço a ajuda, Bambam, mas viemos aqui com um propósito.

- E qual seria esse propósito, boneca? - Ele me perguntou sem desviar o olhar do curativo que fazia. - Merda, o machucado tá horrível.

- Precisamos achar os outros, falar com a Lagarta, ficar longe dos soldados e sair da visão da Rainha Kim. - O Chapeleiro falou, sem rodeios. Senti Bambam apertar com força o nó que fazia para estancar meu sangue e rangi os dentes, sentindo uma dor aguda me atingir. - E pagaremos o preço que nos for imposto, independente de qual seja.

- Finalmente você vai acatar minhas ordens sem questionamentos! - O caçador comemorou, sorrindo. - Como eu não sou um ser sem coração e muito menos injusto, vou designar uma missão mais fácil por causa da gatinha aqui.

- Eca, sai. - Fiz careta, me afastando. Felizmente o curativo já estava feito senão eu teria arrancado metade da minha pele nessa fugidinha. - Chega de apelidos vergonhosos, e eu não sou uma garota, seus cegos.

- Caladinha, princesa, antes que eu desista de ser bonzinho. Esse pilantra aí de chapeuzinho engraçado já me botou em muitas furadas invadindo o castelo da rainha pra livrar a bunda branquela dele. - Kunpimook sorriu, irônico. - Mas quero que cacem uma pessoa que está me incomodando desde que me entendo por caçador. Quero que sequestrem e tragam ainda vivo Lee Jooheon, a Aranha de Gosma.

- Ah, qual é, você só pode estar zoando. - Hoseok riu em escárnio. - Você quer que a gente traga pra nossa floresta uma das criaturas que estamos tentando exterminar desde que a Alice original veio pra cá? É sério?!

- Eu não poderia estar falando mais sério. - É, ele estava falando sério mesmo. - Ou vocês me trazem esse anarquista safado ou eu entrego vocês para a Rainha.

- Bom, pelo que eu sei, você invadiu o castelo de uma rainha para salvar um prisioneiro. Isso não seria considerado um crime também? - Perguntei com falsa inocência. - Você acha que a Rainha Kim não te puniria só porque você estaria entregando duas pessoas que ela quer a cabeça?

Ele abriu a boca mas nada saia, sorri vitorioso.

- Só vão, senão podem ter certeza que eu serei a quarta pior coisa que vão ter que lidar além da Rainha, dos soldados e do Capturandam. - O tom de voz de Bambam se tornou sombrio, engoli em seco e encarei Hoseok, este que bufou. - O que preferem? Minha ajuda ou minha inimizade?

- Você é podre, Kunpimook. - O Chapeleiro falou, com nojo estampado na voz. Ele pegou em meu braço não machucado e me puxou floresta adentro. - Como eu odeio esse cara... Eu não acredito que ele quer que viremos caçadores de monstros. Fala sério, a cada dia que se passa a galera do País das Ruínas fica mais burra.

- País das Ruínas? - Eu disse, confuso. - O certo não era País das Maravilhas?

- Muita coisa mudou, querida Alice. - Ele riu sem humor. - Bem, vamos mudar de assunto, por enquanto. Temos que derrotar Jooheon e te digo que não é nada fácil, aquela gosma preta queima como o fogo do inferno.

- Gosma preta? Como a dos soldados?

- Isso mesmo. Mas não se preocupe, não vou deixar nada te acontecer.

Não foi bem isso que aconteceu.

Chegamos num local escuro, em frente a uma caverna igualmente escura e eu sentia um cheiro horrível de queimado, assim como via a gosma negra pingar como estalactites do teto. De repente ouvimos um rosnado, um garoto suspenso no ar por oito patas de gosma e uma bola como corpo do mesmo material se projetou para fora do local e começou a atacar o Hoseok. Eu estou até agora sentando numa pedra - por ordens do querido Chapeleiro - observando os dois lutarem.

Toda vez que a espada de Hoseok cortava uma das pernas feitas de gosma, ela se regenerava em questão de segundos. Toda vez que uma das patas atingia o Chapeleiro e o engolia por inteiro, ele era cuspido para longe mas voltava e assim começava um ciclo vicioso de corta, engole, joga. Eu me sentia assistindo um filme de comédia e já estava cansado de não fazer nada, já estava até considerando a ideia de perambular por aí até encontrar o caçador e pedir voluntariamente para ser prisioneiro no castelo.

Até que o garoto mutante olhou para mim.

- Alice?! - Ele exclamou, surpreso. Até soltou a perna de Hoseok, que estava pendurado e caiu de cabeça no chão (felizmente de folhas). - Não, não pode ser... Você se foi! Chapeleiro, seu merda! Trapaceiro! Usando magia para me confundir?!

- Eu não sou a Alice, se é isso que você quer saber! - Gritei, mesmo vendo o Chapeleiro sinalizando para que eu calasse a boca. - Eu sou Yoongi, Min Yoongi! Alice é passado, eu não sou a Alice e nem nunca vou ser! Entendeu bem?!

Tudo o que eu entendi foi que ele me deu uma garrada e eu desmaiei. É, Min Yoongi vai morrer afogado em uma gosma que parece ácido preto e denso.

Acordei com uma dor latejante na minha cabeça e abri meus olhos, não enxergando nada devido à escuridão. Uma luz se acendeu e lá estava Jooheon, a aranha bizarrona. Ele sorriu macabro e pude notar que ele me segura de ponta-cabeça (e o sangue acumulando na minha cabeça confirmava totalmente essa possibilidade) com uma de suas patas.

- Bom, Yoongi, eu vou ser bonzinho com vocês dois e não vou matar ninguém agora. Bom, pelo menos não você. - Sorriu, sádico. - Quero que a Rainha Kim saiba que você está aqui.

- Ela já sabe. - Cuspi as palavras, sentindo um leve incômodo enquanto respirava. - Inclusive ela já mandou tropas para me caçarem, matei todos. 

- É uma pena que não conseguiu me matar também. - Debochou Jooheon, com uma voz infantil. - Mas agora que estamos aqui, vamos jogar um jogo.

- E qual seria?

- Predador e presa. - Seus olhos se estreitaram e ele deu um sorriso sem mostrar os dentes. - Eu vou te soltar desnorteado no Campo das Porcelanas e você vai ter que se esconder de mim e dos outros monstros que tem lá. Se eu te encontrar, terei direito de te matar. Se você ganhar, te deixo sair daqui, mas o Chapeleiro fica.

- O que?! - Gritei, me arrependendo ao sentir meus ouvidos latejarem. - Nada disso, prefiro morrer agora do que deixar Hoseok aqui.

- Não interessa, você vai jogar e pronto. - Me lançou no chão como se eu fosse um boneco de pano, pouco se importando com o que eu queria. - Ande logo, aproveite que eu estou paciente e ainda não terminei de arrancar seu bracinho.

Tentei andar mas senti uma dor lacerante no meu tornozelo e fui ao chão, gritando de dor. Com pontinhos brancos dançando no canto dos olhos, pude enxergar um enorme corte que se estendia do calcanhar até o tornozelo, doía bastante e eu senti que se ele tivesse afundado mais o que quer que tenha usado para me cortar, poderia ter rompido meus tendões.

- Awn, eu machuquei a princesinha? - Fez bico, rindo como um demente logo em seguida. - Você estava bem demais, achei injusto ter que perseguir um garoto saudável, por isso resolvi comer um pouco do seu pé. Estava muito bom, servi para o Chapeleiro enquanto o drogava com chá de cogumelo.

- Seu doente! - Gritei, chorando com a dor agonizante que me assolou. - Eu não quero mais jogar!

- Você tem 30 segundos. - Ele jogou uma pedra na minha cabeça e me deitei, sentindo o sangue escorrer pelo novo machucado. - Não se preocupe, seu sofrimento vai acabar quando eu te engolir inteirinho.

Me levantei de supetão ao ouvir um barulho como um gemido manhoso, me lembrava bastante uma criancinha. Tentei ficar de pé mas meu machucado e minhas pernas vacilantes me impediram, então apenas me sentei e comecei a analisar o local onde eu estava. Basicamente eu estava em um tipo de vila de jogo de chá: haviam várias xícaras, pires e bules em formatos de casas, eu até mesmo me perguntava se os habitantes desse lugar seriam saquinhos de chá.

Fui engatinhando de quatro pela pequena estradinha de tijolos enquanto ainda ouvia os barulhos humanos - ou talvez não-humanos - em minha volta mas eu sequer me atrevia a olhar para trás, apenas continuava procurando um esconderijo no meio daquele monte de utensílios, até que visualizei uma xícara de chá mediana logo na frente. Senti que tinha um pouco de esperança mas ouvi aquela voz fina e assustadora de Jooheon.

- 10 segundos, Yoonie. - Estremeci ao ouvir sua risada debochada. - Eu estou indo te pegar e as bonequinhas também.

Comecei a me locomover mais rápido, mesmo que isso fizesse parecer que alguém estava comendo minha perna lentamente, até que entrei por um buraco na xícara e me encolhi todo, olhando algumas vezes por um pequeno buraco que me possibilitava enxergar a entrada da pequena vila.

O corpo suspenso de Jooheon apareceu e junto com ele, cinco silhuetas de pequenas bonecas flutuantes com suas asas negras e vestidos cobertos de sangue. Coloquei a mão na boca, segurando um grito que queria sair, eu estava muito assustado com a possibilidade de morrer daquela forma e ser morto por aqueles monstros.

Até que uma mãozinha branquela segurou na borda do buraco e uma boneca pequenininha entrou na minha xícara.

Eu alternava entre olhar para o buraco, calar a boneca, me calar e garantir que eu não morreria, eu pensei que tudo estaria perdido quando Jooheon olhou em minha direção e retirou uma enorme marreta com detalhes de corações de suas costas mas ele acertou o bule de chá que estava ao seu lado e eu consegui quebrar a cabeça de porcelana da monstrinha que tentava arrancar minhas tripas.

- Por favor, vá embora... - Sussurrei, sentindo as lágrimas descerem com intensidade assim que os barulhos de porcelana se partindo ficavam mais altos e mais perto. - Me deixe viver... Eu só quero ir pra casa, por favor...

- Poxa, eu acho que o Yoongi não se escondeu aqui... - Ouvi a voz irônica com uma falsa tristeza e os passos gosmentos foram ficando mais perto, até que duas garras pararam de frente para o buraco. Ele não me via mas ainda sim eu tremia de medo, praticamente enfiando meu punho na boca para não chorar alto. Por um momento, eu achei que ele fosse embora.

Até que ele enfiou mais duas patas no buraco e puxou a xícara para trás, olhando para mim com um olhar assassino e maníaco.

- Te achei, princesinha. - Jooheon lambeu os lábios enquanto eu tremia e engatinhava cada vez mais. A cada passo que eu dava, ele dava dois maiores e suas garras se armavam ainda mais, prontas para me estraçalhar. - Hora da refeição, crianças.

Mas de repente ouvi um estalido seco e os olhos castanhos de Jooheon arregalaram, enquanto ele começou a tremer. De repente, ele atingiu o chão feito uma bomba, assim como as bonecas voadoras, que tombaram juntos. Nem me dei o luxo de esperar para ver se ele tinha morrido, comecei a me arrastar para longe usando meus cotovelos até que uma mão macia agarrou minha panturrilha. Engoli em seco, me virando e dando de cara com um garoto sorridente.

- Não se preocupe, ele vai ficar desmaiado por um bom tempo. - Ele disse num tom simpático. - Sou I.M, primo do Bambam.



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