História You And Me - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abelhas, Ainda-lendo?, Companheirismo, Gunanda, Incesto, Oh Tristeza, Safado, Sorriso
Exibições 40
Palavras 2.038
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Fernanda: Bom, chegamos ao último capítulo de yam.
Gustavo: Vocês não sabem como essa menina chorou nesses últimos dias.
Fernanda: Eu chorei mesmo, porque essa fic é meu amorzinho e eu vou sentir falta dela.
Gustavo: Eu poderia ir escrever a outra lá com você.
Fernanda: Gml? Não obrigada, já passei muito tempo com você no tempo dessa fic.
Gustavo: Fala sério, Maria Fernanda. Você amou escrever essa fanfic comigo.
Fernanda: Não seja modesto, estrupicio. BOA LEITURA!!
Gustavo: Você falou que ia parar de me chamar assim.

Capítulo 20 - Epílogo



Alguns meses depois...
Pov Gustavo. 
             Era difícil para mim admitir como ainda continuo com isso. Muitas coisas aconteceram nesses últimos meses. Mesmo após algumas tentativas nenhum dos dois parou. Nós não parecíamos ter mais medo do que poderia acontecer, por mais que tivéssemos. Talvez por isso eu não tenha conseguido contar para ela. Eu tentei, juro que tentei. Mas eu não pude, sempre ensaiava várias vezes o que pretendia falar para ela, mas aí eu chegava em casa, via aquele sorriso e eu simplesmente travava. Saía de mim, eu não consegui. 
              Eu estava voltando para casa com o Carter, depois da aula. Hoje pelo menos o papai havia avisado que ia demorar bastante no trabalho. 
               As aulas tinham terminando um pouco mais cedo aquele dia. O que deixou muito alunos do outro ano animados, ia ter uma tal festa. Todos estavam falando que seria a melhor do ano, Eu até imagino o que eles pensam com a melhor. Na última festa desse tipo bairros inteiros pensaram em denunciar pelo barulho.
— Gustavo, ei olha para a frente! — O Carter quase gritou, me tirando dos meus pensamentos. E me fazendo virar antes de bater de cara no poste. 
           Eu só continuei andando normalmente, preocupado em não bater em nada. 
— Você ainda está pensando naquilo? Sabe que terá que contar para ela um dia. — Ele começou. 
— Carter, você não está me ajudando a me sentir melhor. — Eu falei. 
— Mas é a verdade, e eu acho que você deveria contar. Sabe, antes que ela... Como eu posso falar? Descubra sozinha. — 
— Mas é difícil, eu simplesmente não consigo. Eu não queria continuar com nada com medo de magoa-la e é isso que eu estou fazendo. — Eu falei, depois de entrarmos na rua da minha casa. 
— Guto, eu posso nunca ter tido um relacionamento que durou mais de um mês, nem ter irmãs e meu último encontro ter sido a meses atrás porque eu só vivo indo comer na casa do meu melhor amigo. Mas isso está me parecendo muito egoísta. Pensa, você não quer magoa-la porque também quer continuar com a história de vocês. — Ele parou um tempo. — Mas você vai magoa-la, porque ela provavelmente vai descobrir. E você vai se lascar! — Ele falou por fim. 
— Nossa Carter, muito obrigado.... Cadê o discurso encorajador de "Mas eles morrem amando"? — Eu perguntei. 
— Eu não vou fazer um discurso sobre Romeu e Julieta quando meu melhor amigo está na minha frente destruindo a mais confusa e linda história de amor que eu já vi passando na minha frente! Eu faria esse discurso para o Gustavo de meses atrás que esquecia de todas as coisas só para ver a Fernanda bem. — O Carter falando está me fazendo eu me sentir culpado. 
— Eu já entendi... — Falei. 
— Não entendeu. Eu faria um discurso sobre Romeu e Julieta para aquele Gustavo que passou dias acabado naquela sala de espera! Que falava para si mesmo se a irmã dele voltasse bem para casa, ele contaria tudo para ela, faria o máximo para não decepciona-la. Esse Gustavo merecia um discurso sobre Romeu e Julieta! — 
— Carter... — Eu comecei e ele me interrompeu. 
— Eu só vou parar de falar quando você tomar uma atitude e decidir contar para ela. — Ele falou. 
— Tudo bem, eu falo. —
             Falei após pensar como tudo que o Carter falou era verdade, eu não merecia um discurso sobre Romeu e Julieta. Eu merecia tomar vergonha na cara. Se bem que o meu amigo jogando tudo em mim não foi a maneira menos culposa para que eu notasse isso. 
— Sério? — Ele perguntou e pensou. — Dar lição de moral é bom. Vou para casa falar para minha mãe que sendo minha genitora, ela deveria saber que eu não gosto de tomate. — Ele falou. — Depois me conta como foi. — Disse indo em direção a sua casa. 
— Claro. — Eu disse sarcástico. — Depois de eu ser um homem morto. —
— Cara, você é um breve fantasma muito pessimista. — Disse e entrou em casa. 
         Eu entrei em casa, ela não tinha chegado ainda, o que era estranho. Eu passei algo perto dos 45 minutos esperando, sentando no sofá da sala. Ainda nada, será que aconteceu alguma coisa? Deixa de ser pessimista Gustavo, logo ela aparece e você fala. Mais quinze minutos se passaram, e nada ainda. 
         Eu deveria procurar por aí, a Nanda não costuma chegar atrasada em casa. Ela sempre chega na mesma hora, e hoje nos até saímos da aula antes. Resolvi sair e começar a procurar pela rua. Ela não estaria muito longe, ou estaria? 
            Eu tinha acabado de sair de casa, ouvi o meu celular tocar e vi que era o Carter. 
— E então? Ainda vivo? — ele perguntou logo que eu atendi. 
— Carter, ela sumiu! — Eu falei. 
— Como assim sumiu? — Ele perguntou e parecia tão preocupado quanto eu estava. 
— Ela não apareceu, Carter! — Eu gritei. 
— E o que você está fazendo? — 
— Procurando ela, claro! — 
— Você quer ajuda com isso? Eu posso ir aí, onde você está? — Ele falou. 
          Na mesma hora, outra chamada começou no meu celular. Era uma das garotas da minha aula de biologia. Eu atendi e ela começou a falar. 
— Estou indo aí agora. — 
(...)


            Eu não acreditava que ela tinha feito isso. Agora estávamos os dois caminhando para casa, sem olhar na cara um do outro. Ainda não sei porque ela não tinha aparecido em casa, ou porque estava agindo desde jeito comigo. Mas eu pretendia descobrir assim que chegássemos. Já tinha avisado ao Carter que tinham me falado onde ela estava, e que ele não precisava vir me ajudar a procurá-la. Eu fiquei curioso, e realmente muito nervoso para saber o que tinha acontecido, será que ela descobriu? Será que só está esperando chegarmos em casa para me matar? Tantas coisas passaram pela minha cabeça, talvez eu estivesse exagerando. 
          Ou não, porque logo ao chegarmos em casa, a Nanda correu direto para o quarto dela. Mas antes mesmo que ela pudesse subir as escadas, eu a alcancei. Queria explicações? Sim, eu queria. Talvez eu não devesse forçá-la a isso, já que ela parece não querer falar comigo. Mas eu também preciso explicar, eu falei para o Carter que contaria. 
— Nanda, eu... — Comecei e fui interrompido. 
— Você nada! Eu já sei. Sei que tem me enganando durante esse mês. — Ela falou, e aquilo caiu como uma bomba por cima de mim.
           Claro que eu já estava imaginando, mas ouvir que realmente estava certo é muito pior do que apenas continuar imaginando. 
— Eu não estava te enganando... Só não sabia como contar. — Eu falei. 
— Não sabia me contar que estava namorando Megan Waters? A menina que veio fazer um trabalho aqui, e você disse "Ela só estuda comigo". — 
— Mas ela realmente só estudava comigo, nessa época. — Eu falei. 
— Por que você não me contou?! — Ela perguntou quase gritando comigo. — Porque eu não queria magoar você! — 
— E como acha que eu estou agora? Não acha que estou depecionada? Pois eu estou! — Ela gritou.— E sabe qual foi o pior? Ela me contou, Gustavo! Ela! Megan me falou uma coisa que meu próprio irmão não me falou. —
— Exatamente, eu sou seu irmão. Eu não queria te falar! Eu não queria que as coisas chegassem nesse ponto. — 
— Para de jogar a mesma desculpa de sempre! Somos irmãos, você sabe e sempre soube. — Ela falou. 
— Eu sei, esse é o pior. Eu sempre soube que era errado. Eu tentei te esquecer! Tentei achar que somos um erro. — Eu terminei de falar, e vi em seguida a pior expressão de raiva em toda a minha vida. 
— Um erro? Pois é, Gustavo. Você deveria esquecer o seu erro, devia pensar que eu morri naquela época. Talvez eu deixe de ser uma pedra no seu caminho para ter uma vida normal. — Ela gritou. 
— Nunca mais fale isso! — 
— Eu falo sim! Porque parece ser a verdade para você. Se eu não estivesse no seu caminho, você levaria uma vida normal. — Ela falou de novo, minha vontade era de gritar. 
         Gritar que isso era mentira, gritar que eu seria infeliz sem ela ali. Mas talvez ela não fosse acreditar em mim, e eu realmente não estava merecendo que ela acreditasse. Eu não acreditaria em mim no lugar dela. E eu dei todas as razões do mundo para isso. Mas era possível acreditar que ela achava isso, que eu preferia que ela tivesse morrido. Eu não prefiro isso, e nunca vou preferir. 
— Fala alguma coisa! — Ela gritou. 
— Eu te amo, droga! — Eu falei. 
— Não, não ama. — 
— Maria Fernanda, eu até posso aguentar você falando que eu preferia você morta. Mas não isso. — Eu disse. — O que você quer eu faça? Que eu peça desculpas por ter te escondido tudo? Eu não sei porque comecei tudo! Eu gosto muito da Megan, e ela é uma ótima pessoa. Mas você acha que eu estaria aqui falando tudo isso se me arrepender-se da gente? — Disse. 
— E por que namora ela? — Ela parecia mais calma. 
— Porque eu gostaria de me arrepender de tudo. Mas eu não consegui. Me dá mais uma chance? Por favor... — 
— Eu preciso pensar. —
(…)
Pov Fernanda... Vamos lá gente, é o epílogo. 
           Eu realmente precisava pensar. Mas eu não sei, ontem eu me senti tão enganada. Depois de tudo que ele falou para mim, eu subi para o meu quarto e me tranquei lá pelo resto da noite. Pensando, apenas eu e as paredes. Não sabia o que fazer, parte de mim queria dar mais uma chance, pensar que iria ser a última de verdade. Mas a outra parte tinha receio de que tudo acontecesse de novo. E eu não estava sabendo decidir qual parte falava mais alto dentro de mim. Qual das duas estava ganhando nessa disputa dentro de mim. 
          Eu desci as escadas, mesmo sem saber a resposta ainda. Eu não vi o Gustavo, será que ele ainda estava dormindo? Seria estranho, não é tão cedo assim. E cadê o papai? Eu tinha subido cedo ontem, e não havia visto ele chegando. Entrei na cozinha, o papai estava lá, tomando uma xícara de café. Mas ele já estava com a roupa do trabalho. 
— Bom dia, filha. — Ele falou. — Eu queria mesmo falar com você antes de ir. 
          Me sentei na cadeira em frente dele e fiz para que prosseguisse. 
— Sei que ando muito no trabalho esses dias, e também notei que você e seu irmão andam... Afastados. Eu só queria saber se estou sendo um pai ruim? Vocês sentem falta da sua mãe, mas as minhas férias já estão chegando. — Ele falou. 
— O que? Não. Estamos asfaltados mesmo, mas o senhor não tem culpa nisso. Eu poderia tentar explicar, mas eu posso tentar mais tarde. — Disse apontando para o relógio. 
— Ah, que bom. Quero dizer, eu ainda não sou um mal pai. Vou ter que ir agora, tchau filha. — Ele falou se levantando . — Lembre de acordar o seu irmão, ele dormiu no sofá ontem. —


— Tudo bom, eu acordo ele. — Ele já ia saindo da cozinha. — Ah pai — Ele se virou novamente. — Eu tenho usado a câmera. —
         Falei e ele deu um sorriso, e logo depois saiu da cozinha. 
          Olhei em volta, bom, eu disse que ia acordá-lo e é isso que irei fazer. Fui em direção a sala e vi ele dormindo no sofá da sala. Estava pensando em como iria fazer isso, acordar uma pessoa não é uma lição tão difícil.  Mas sei que depois de fazer isso eu terei de falar a minha resposta, que eu ainda não sei qual é. 
         Eu toquei em seu ombro, nada. 
— Gustavo, acorda! — Eu gritei em seu ouvido. 
— O que? Que foi? — Ele acordou assustado. 
— O papai disse que eu te acordasse. — Falei. 
— Eu poderia ter morrido do coração, de susto. — 
— Não exagera. —
       Depois de certo tempo ele se sentou no sofá, e ficou me encarando, até que eu sentasse também. 
— E então? — Ele perguntou. 
        Eu passei um tempo pensando. 
— Eu vou te dar outra chance, mas saiba que essa é a última. — Eu falei. 
— Eu tenho que falar com a Megan. — Ele disse. 
— Eu estava pensando, nós devíamos falar com o papai. —
— Você tem certeza disso? — Ele me perguntou. 
— Não, mas uma hora ele vai saber. Era melhor contarmos. — Eu respondi. 
— Você está pronta para contar? — 
— Acho que se você estiver lá comigo, eu posso tomar coragem. —













   
            
              


Notas Finais


Fernanda: Esse epílogo me emocionou, chorei, chorei.
Gustavo: Maria Fernanda, eu já estou ficando com vergonha de você.
Fernanda: Ei, essa fic é minha, não fale assim comigo.
Gustavo: Não, essa fanfic é nossa, que triste, ela acabou. Depois de tantos meses.
Fernanda: Tantas palavras, tantos momentos de gunanda, tantos comentários cheios de amor (Ou nem tanto).... Tantas intrigas.
Gustavo: Você quer de parar de falar a palavra Gunanda?
Fernanda: Não, GUNANDA GUNANDA GUNANDA. Okay, eu vou parar.
Gustavo: Agora eu não quero mais sair das notas. Vou sentir falta da fanfic.
Fernanda: Eu não acredito que ela acabou ;-; Eu só queria dizer... Obrigada gente.
Gustavo: Obrigado mesmo, por aguentar a gente todos esses meses.
Fernanda: Estou emocionada, tchau para vocês ;-;
Gustavo: Tchau pessoal.


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