História You are made of stars - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supergirl
Personagens Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor
Tags Supercorp
Visualizações 247
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Waking up


Kara não estava acostumada a acordar com alguém ao seu lado.

Ela estava acostumada a acordar sozinha. Ela acordou sozinha, praticamente, a sua vida inteira. Então, acordar nua; com seus braços e pernas entrelaçados, enrolada cuidadosamente em volta de uma outra pessoa que também estava nua, sentindo uma pele macia debaixo do seu rosto e o lençol completamente esquecido nos pés da cama, enquanto o sol queimava calorosamente as suas costas, eram, por si só, experiências bastante novas para ela.

Por todas essas coisas acontecendo de uma vez, ela acha que, talvez, ela pudesse ser perdoada por não perceber imediatamente que algo estava... bem... errado.

Resmungando contra a claridade tentando obriga-lá a abrir os olhos, Kara se aconchegou mais contra um corpo quente, enterrando o seu rosto em alguns cabelos. O corpo de baixo dela se mexeu um pouco, e Kara protestou, esticando seus braços; envolvendo os seus braços mais firmemente em volta de uma cintura fina e prendendo a suave curva de quadris debaixo da sua coxa.

— Mais cinco minutinhos, por favor. — Ela murmurou contra a pele quente.

— Hmm... — Seu companheiro sonolento gemeu em resposta, traçando as costas nuas de Kara com dedos longos e delicados.

Mesmo assim, Kara não percebeu nada fora do lugar. Não até ela acordar completamente, espreguiçando-se e enrolando uma mão em alguns cabelos longos, macios e-

— Lena!? — Kara gritou, afastando-se rapidamente da outra mulher,  puxando o lençol que estava preso debaixo delas, na tentativa desesperada de se cobrir.

Kara? — Lena perguntou, igualmente confusa, ou ainda mais. Ela se sentou na cama, esfregando os olhos e aparentemente despreocupada com a nudez. — O que você está fazendo na minha cama?

— Sua cama? — Kara perguntou, incrédula, finalmente conseguindo puxar o lençol até o seu peito. — O que você está fazendo na minha cama?

Lena piscou lentamente, olhando em volta delas. 

— Oh. — Ela diz, franzindo a testa em confusão. — Esse não é o meu apartamento. 

— Não, porque é o me... — Kara parou, de repente, seguindo o olhar de Lena pelo quarto. — Espera.. esse também não é o meu apartamento.

Lena puxou os joelhos até o peito, colocando os braços sobre eles em uma tentativa de se cobrir, embora ela parecesse mais irritada do que constrangida. 

— De quem é, então?

Era um pergunta válida.

Uma que Kara não tinha idéia de como responder.

— Uh...

 Qualquer chance que as fizessem chegar a uma explicação plausível, para o que quer que estivesse acontecendo ali, foi arruinada quando um longo e alto gemido quebrou o silêncio do apartamento desconhecido.

— Mamãe! Maaaamãeeee

Kara estremeceu, o grito agudo cortando sua super-audição como uma faca afiada. Lena apenas arregalou os olhos e, por um momento, elas olharam uma para a outra, sem nenhuma delas ter ideia de qual era o protocolo ao acordar em uma cama desconhecida, em um apartamento desconhecido, para lidar com o que era, provavelmente, um - barulhento e irritado - bebê desconhecido.

— Acho que eu vou... — Kara diz, gesticulando para a porta quando o choro não mostrou sinais de que ia parar, e Lena acenou com a cabeça.

— Eu vou ver se consigo encontrar roupas e descobrir onde estamos. — Lena sugeriu, levantando-se da cama. 

— Ok... isso é... bom... — Kara balançou a cabeça para sua própria falta de palavra, deslizando para fora da cama e envolvendo o lençol desajeitadamente em volta de si mesma. Kara achou que, mesmo no meio do que parecia ser uma das experiências mais estranhas de suas vidas, Lena ainda estava dez vezes mais calma do que Kara poderia sequer pensar em estar.

Do lado de fora do quarto, havia um corredor curto. Na esquerda de Kara, levava ao que parecia ser uma sala de estar aberta e uma cozinha. E, bem na sua frente, havia uma outra porta, de onde o choro havia diminuído para pequenos soluços. Não parecia ter mais ninguém no apartamento; Kara confirmou isso em uma rápida investigação com sua visão de raio-x. Elas estavam sozinhas

Bem, exceto pelo bebê.

Kara abriu a porta, cautelosamente, tentando não assustar mais ainda a criança histérica. Mas ela não precisava se preocupar, porque assim que o bebê a viu, ele parou imediatamente de choramingar e ficou de pé em seu berço, agitando os bracinhos para Kara.

— Mamã! — Ele gritou com os seus grandes olhos azuis se iluminando em reconhecimento. — Colo!

— Oh, Rao... — Kara sussurrou. Ele era... ela não tinha idéia do que ele era. Seja qual for a estranha realidade alternativa em que elas acordaram, esse garoto não podeia ser seu filho... certo? Não era possível. No entanto, não havia nenhuma dúvida ou hesitação naquelas mãozinhas gordas esticadas para ela, e aqueles olhos... Kara conhecia aqueles olhos, ela via eles no reflexo do espelho com bastante frequência. Porém, havia algo de errado com os cabelos; eles eram ondulados, como os de Kara, mas eram pretos. E havia algo muito familiar no queixo dele, quando o garoto empurrou o lábio inferior para fora para fazer beicinho, aparentemente irritado que Kara ainda estava parada no meio do quarto. 

— Mamã, colo! — Ele exigiu.

O que mais Kara poderia fazer?

Ela o pegou.

— Ei, garoto. — Ela diz, equilibrando o bebê em seu quadril com um braço e o lençol com o outro. Ele imediatamente agarrou o lençol e puxou, colocando um pedaço em sua boca. — Desculpe, eu não sei nada sobre você. Estou um pouco confusa agora, mas nós vamos descobrir algo, não se preocupe.

Ela olhou em volta do quarto, procurando por pistas. Era claramente um quarto de bebê, com um berço, cadeira de balanço, mesa para trocar ele e algumas prateleiras preenchidas com brinquedos e livros. Quem quer que seja essa criança, era a casa dele; ele não estava apenas visitando. As paredes eram pintadas de branco, com um detalhes azul nas bordas, que pareciam ter sido feitos à mão. O quarto parecia ter sido decorado para combinar, tudo era azul e branco, com móveis cinzas. O design absolutamente não parecia uma cenário Kryptoniano. Claro que não.

Depois de um tempo olhando em volta, ela encontrou um quadro - que ela não tinha notado quando entrou - pendurado em cima do berço. Embora, para a defesa de Kara, as cores das letras eram claras, sobre cores claras. Alguém por aqui tinha uma gosto bastante particular.

— Kyle... — Kara diz, observando o rosto pequeno se iluminar e rir para ela. — Acho que você tem um nome, garoto. 

— E mães. — Lena acrescentou atrás dela, fazendo Kara quase deixar o lençol cair. Ela segurou a tempo, mas quase perdeu novamente para Kyle, quando o garoto tentou se jogar para Lena, que, é claro, já estava vestida, com uma blusa preta e calças jeans que se encaixavam perfeitamente nela, de um jeito que algo emprestado não se encaixaria. 

— Sério...? — Kara perguntou, tentando desesperadamente segurar a criança e o lençol ao mesmo tempo. — Onde elas estão?

— Bem aqui, querida. — Lena diz, segurando um retrato emoldurado para Kara ver. — Encontrei isso na sala de estar. 

Eram... elas?

Na fotografia, Lena estava com os braços em volta do ombro de Kara, e ela estava pressionando um beijo em sua bochecha. Kara estava sorrindo, com o nariz enrugado debaixo dos óculos, enquanto segurava em seus braços um Kyle um pouco mais novo; usando shorts adoráveis e uma camisa da Supergirl.

As letras gravadas em prata na parte inferior do quadro diziam "Família Luthor Danvers - 2016"

— Uh... Wow!

Lena ergueu uma sobrancelha perfeitamente alinhada. 

— Suponho que você não tem uma explicação para isso?

— Eu realmente... realmente queria ter. — Kara diz, tentando segurar Kyle enquanto ele se contorcia para alcançar Lena. — Aqui. Você pode segurar ele por um minuto, por favor? Eu preciso me vestir.

Kyle claramente aprovou o plano, agitando as mãozinhas para agarrar Lena.

— Mamãe! — Ele gritou, seus pezinhos tentando usar o quadril de Kara para se impulsionar em direção a Lena. — Mamãeee, vem! Kyleee.

Lena parecia... então, se Kara pudesse escolher uma palavra para descrevê-la nesse exato momento, essa palavra seria: aterrorizada. Ela era naturalmente pálida, mas Kara podia jurar que ela estava a alguns tons mais brancos do que o normal. Seus dedos longos torcendo a bainha de sua blusa nervosamente. Ela não colocou as mãos atrás das costas, mas ela, obviamente, queria.

— Você não pode simplesmente... colocar ele de volta no berço? Ou no chão

— Lena, ele quer você. — Kara diz, enfatizando o óbvio. 

— Eu... — Lena cedeu, soltando a mão de sua camisa e levantando, cautelosamente, olhando para Kyle como se ele fosse uma espécie de animal exótico, sem saber ainda se ele mordia ou não. — Kara, eu não posso... Eu não entendo nada de bebês. E se eu deixar ele cair?

— Lena, vamos! Eu vou voltar em um minuto. 

— Tudo bem, tudo bem. — Lena olhou para Kara quando deu um passo hesitante para frente, esticando as mãos para  pegar Kyle. Ela claramente não tinha mentido sobre sua falta de experiência; ela pegou o garoto desajeitadamente, e estava segurando ele um pouco afastado do seu peito. 

Kyle, no entanto, parecia emocionado com a troca, rindo para Lena enquanto balançava as perninhas e batia palmas.

— Kyle voa! — Ele diz, fazendo uma imitação bastante precisa da pose de decolagem da Supergirl.

— Eu sinceramente espero que não. — Lena diz com um sorriso em direção a Kara, um sorriso que Kara não estava exatamente preparada interpretar agora.

— Eu vou... roupas... — Kara gesticulou para a porta. — Tem... uh...?

— Estão no quarto, no cômodo à direita. — Lena diz. — E se eu conheço bem o seu estilo, a parte direita do guarda-roupa é a sua parte.

— Certo... — Elas estavam dividindo um quarto. Essa era uma realidade na qual ela e Lena Luthor dormiam no mesmo quarto... na mesma cama... e, aparentemente, tinham um filho juntas. Lena pode estar lidando com tudo isso extremamente bem - tirando o seu medo aparente por crianças -, mas Kara estava perdendo a sua fala.

Assim que Kara entrou no quarto, ela fechou a porta atrás dela e inclinou-se contra ela, respirando profundamente, na tentariva de se acalmar. Tudo ficaria bem. Kara iria se vestir, e depois, elas iriam descobrir o que estava acontecendo. Até lá, ela simplesmente não iria pensar sobre isso.

Mas Lena estava certa sobre o guarda-roupa.

Kara vestiu uma calça, escolheu uma camisa com gola, um suéter azul escuro que pareciam ter saído diretamente do seu próprio guarda-roupa. Havia algumas coisas sobre a cômoda, e ela encontrou os seus óculos lá. 

Ela entrou no banheiro do quarto, para lavar o rosto e prender o cabelo, puxando-os em seu habitual rabo se cabalo com um dos muitos elásticos que encontrou em uma gaveta. Com uma rápida investigação no local, ela encontrou todos os seus produtos de cabelo e de pele, não que ela tivesse muitos, mas todos estavam lá. E tinham muito mais no que parecia ser a parte de Lena.

Vestida e sentindo-se muito mais como ela mesma, Kara voltou ao corredor, mas uma rápida olhada em volta revelou que Lena e Kyle não estavam mais no quarto dele. Ela seguiu o som de vozes até a sala de estar, onde Kyle estava sentado no chão, em cima de um cobertor cercado por livros e brinquedos. Ele estava segurando um chachorro de pelúcia em uma mão, com quem estava tendo uma conversa incompreensível, e um biscoito babado na outra.

Lena estava a poucos passos da cozinha, despejando café em uma segunda xícara.

— Eu juro que ele queria ficar no chão. — Ela diz, defensivamente, quando Kara olha para ela. — E tinha um bebê na caixa do biscoito.

— Ei, está tudo bem. — Kara a tranquilizou, pegando uma xícara de café que Lena ofereceu. Ela geralmente preferia chá, mas não em dias extremos. — Você parece estar lidando bem com isso.

Lena se inclinou contra o balcão, bebendo o seu próprio café. Seus cabelos estavam soltos, algumas mechas escondidas cuidadosamente atrás de sua orelha, e ela estava usando calça jeans e uma blusa simples que eram, facilmente, as roupas mais casuais que Kara ja tinha visto. Ela parecia diferente assim, mais suave, mais real, menos presidente da L Corp e mais Lena.

— Estou absolutamente aterrorizada. Eu estou familiarizada com situações, digamos, inusitadas. Se isso for algum tipo de brincadeira elaborada, ou algo mais alienígena, eu estou confiante de que nós vamos encontrar uma solução. Além disso... — Lena sorriu para Kara. — Se eu tiver mesmo que acordar casada com alguém, fico feliz que seja você. 

— Casada!? — Kara gritou.

Lena levantou a mão que não estava segurando a sua xícara, e Kara corou furiosamente. Com certeza, haviam dois anéis em seu dedo anelar esquerdo, um com um diamante respeitável e outro mais simples. 

— E parece que foi você quem propôs. — Ela provocou, levantando a mão de Kara onde havia um anel com diamante combinando com o de Lena, mas nenhum anel de noivado.

O rubor se intensificou, e Kara puxou sua mão para cobrir o rosto. 

— Eu não posso acreditar que isso realmente esteja acontecendo. — Ela murmurou.

— Decepcionada? — Lena perguntou, arqueando uma sobrancelha.

— O quê? Não! É claro que não. Quero dizer... quem poderia estar decepcionada tendo você? Você é tão... — Kara gesticulou para Lena com falta de palavras. — Você. Mas eu não sou... pelo menos, eu acho que eu não... Uh... — Kara balbuciou nervosamente e Lena apenas riu.

— Eu estou brincando, Kara. — Ela diz, suavemente, tomando outro gole de café — Agora, sério, qual vai ser o próximo passo aqui? O que nós vamos fazer a respeito disso?

— Bem... — Kara sentou-se no sofá, seus olhos inconscientemente procurando por Kyle, que ainda estava satisfeito brincando no chão, agora conversando com o seu biscoito. — Acho que precisamos falar com a Alex.



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