História You Are My Destiny - Capítulo 21


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, F(x), Girls' Generation, Henry Lau, SHINee
Personagens Amber Liu, Henry Lau, Jessica, Kai, KiBum "Key" Kim, Krystal Jung, Luna Parker, Minho Choi, Rap Monster, Sulli Choi, Sunny, Tiffany, Victoria Song, Yuri
Tags Amber Liu, Drama, Girls' Generation, Kpop, Kryber, Krystal Jung, Orange, Romance, Shinee, Shoujo, Snsd, Yuri
Exibições 92
Palavras 2.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Sweet Witches


Fanfic / Fanfiction You Are My Destiny - Capítulo 21 - Sweet Witches

Peguei o garoto pelo colarinho e o prensei com força contra a parede, estava perdendo minha paciência e ele se divertia com isso. O platinado não respondia qualquer pergunta minha, e faziam mais de cinco minutos que estávamos naquele beco vazio.

- Garoto, nem que eu saia com a cara fodida, você também vai sair bem prejudicado se não me contar.

Eu não me reconhecia mais. Só haviam duas pessoas que me tiraram do sério de tal forma em toda minha vida, e isso começou quando cheguei para esse país que me dava vontade de gritar, só para sentir um pouco de liberdade, coisa que não sentia ao fazer coisas simples, como conversar com alguém mais velho.

- Quem você pensa que é para ter essa moral toda? Acha que pode arrastar um garoto maior que você para onde quiser e ameaçá-lo? - ele falava entredentes.

- Antes de te ameaçar, você me ameaçou, não só a mim como também a Soojung. E seu tamanho não diz respeito, lembro-me que usou seu irmão para me agredir, por que não cuidou do assunto sozinho?

- Isso é problema meu.

- Passou a ser meu também quando me espancaram covardemente.

Namjoon ficou em silêncio, me encarando. Não sabia mais onde esse assunto nos levaria, pois ainda sentia a adrenalina percorrer todo meu corpo, tamanha era a vontade de socar aquele nariz, mas sentia pena da face desnorteada do garoto.

- Só me diz, foi você?

O platinado desviou o olhar, bufou e só então me encarou devidamente.

- Eu filmei, mas não lhe enviei nenhuma mensagem ou qualquer coisa assim.

Sua postura agora mais mansa me convenceu de que falava a verdade, não cem porcento, mas o avaliei como humano e parecia ser sincero. Enquanto eu ainda me sentia tensa, Namjoon tinha suas mãos em seus bolsos e os ombros mais relaxados, curvado como costuma ficar. Passei as mãos por meu rosto, em frustração.

- E quem foi que enviou a porra da mensagem?

- Não posso dizer. - disse com indiferença.

- Percebe o que está fazendo para Soojung?

- Acha que não pensei várias vezes antes de fazer isso?! Essa escola é repleta de gente mimada e que só esperam seus pais passarem a empresa para eles, não precisam mover um músculo para conseguir um emprego, pois já tem tudo o que querem. - falava firme, com segurança - Às vezes é preciso ser um pouco egoísta para conseguir alguma coisa.

Franzi o cenho.

- E o que você queria com isso?

- Não lhe devo satisfações. - deu de ombros - Se não se importa, tenho coisas a fazer. - deu as costas e saía do meio das paredes grandes.

Tudo o que tentava imaginar agora era algum motivo para um menino do primeiro ano pôr a garota que gosta em risco. Não via sentido, a não ser que ele não ligasse para ela...

- Namjoon! - o chamei pouco antes dele cruzar para a calçada, o garoto se virou - Você sentiu ciúmes?

O platinado soltou um riso fraco, balançando a cabeça em discordância, ainda com seu sorriso divertido.

- Ando ocupado demais para sentir esse tipo de coisa, Liu. E... acredite, ela não faz meu tipo. - finalmente traçou seu caminho.

Devia ter um enorme interrogação em cima da minha cabeça nesse momento.

Então... Por que ele me fez passar por tanta humilhação?

 

 

 

[...]

 

 

 

No dia seguinte, tive que me esforçar bastante para me levantar, troquei boa parte de minha hora de sono por dúvidas e planos. Procurava um culpado pela ameaça, e isso me levou a pensar em Luna. A garota me fez acreditar que a mesma teria um certo problema com Soojung, poderia ser inveja por sua aparência ou popularidade, não? Cheguei a achar que Luna se juntou a Sulli e Soojung para alcançar um nível de fama pelo colégio. Mas deixei de alucinar sobre essas coisas quando lembrei que essa amizade era antiga...

Namjoon era o mais qualificado para esse feito. Claro que não pude acreditar completamente no que me disse, nem mesmo sei quem ele é. O garoto ainda estaria sob minha supervisão.

Largando essas coisas negativas de lado, comecei a planejar como poderia ser meu primeiro encontro com Jung Soojung, o que não durou muito, pois logo cochilei e tive que me arrumar para o colégio.

Com enormes olheiras escuras, tio Lau deixou Henry e eu na frente do portão, onde vários alunos entravam sem pressa.

- Você está péssima. - afirmou o castanho.

Olhei para ele com minha melhor expressão "bem humorada".

- Não diga... - falei com sarcasmo.

Henry ignorou a resposta desnecessária e continuamos andando.

- Hey, Am, sem querer te perturbar ou ser intrometido, mas... você já mediu sua mão com a da Krystal? - perguntou curioso.

- Não. Por que eu faria isso?

- Dizem que a maior mão de uma relação é a de quem domina, - olhei para ele - e que também, quanto maior a mão de alguém, melhor ela faz sexo.

- Quê?! De onde você tirou isso?

- As pessoas dizem. - deu de ombros.

- Com "pessoas" quer dizer Sunny?

Ele se calou por um momento, entregando-se sem querer.

- Vocês podem parar de querer explorar minhas relações?

- Só estamos ajudando você com a Krys.

- Eu não preciso de ajuda, preciso de privacidade, Henry! - me alterei um pouco, logo me arrependendo, pois o castanho abaixou a cabeça, suspirando.

- Certo, desculpa. - disse ele.

Estava estressada com o dia de ontem; toda a história do maldito vídeo e a noite sem dormir me destruíam, porém, não deveria descontar nos outros, e tentaria me conter, pelo menos só por uma manhã, pois queria ficar sozinha o resto do dia.

Bufei.

- Tudo bem... - dei dois tapinhas em suas costas - Sua intenção foi boa.

Ele sorriu para mim antes de acenar para Key, que deu de encontro conosco.

- Hey. - o cumprimentei.

- Amber, estava falando de você há pouco com Sulli, mas ela já entrou. Combinamos de darmos um volta no shopping, você topa?

- Ah, não, obrigada.

- Vamos, vai ser legal. - deu um leve tapa em meu braço - Sulli sugeriu passarmos num salão por lá, seu cabelo está meio acinzentado...

Henry passou a encarar minha cabeça, tentando enxergar o que o outro falou.

- Melhor deixar para outro dia, Key, é de manhã e já estou cansada.

O garoto assentiu de bom grado. Henry repousou o braço nos ombros do garoto.

- Por que você não sai sozinho com uma garota? - perguntou o castanho, sorridente.

- Por que você também não? - saiu do abraço.

- Wow, todo mundo resolveu me atacar hoje? - levantou as mãos em rendição.

Eles continuaram debatendo, de forma passiva, sobre coisas que não me dei conta do que se tratavam, pois estava encarando aquele canto vazio do colégio, no gramado. Jurava que algo que aconteceu ontem tinha passado despercebido, mas não me recordava bem.

Foi quando enxerguei um pequeno brilho no chão, causado pela reflexão da luz do sol. Em um estalo, lembrei-me do objeto que Soojung jogou durante seu estranho ataque de gritos.

O sinal tocou e os garotos me chamaram para subir, recusei gentilmente, dizendo que logo estaria em sala. Assim que eles saíram, vi outros alunos dirigindo-se para dentro, alguns corriam para chegarem quanto antes possível, em segundos a frente do colégio estava vazia. Eu já estava perto da mesma árvore, onde larguei minha mochila, andei mais um pouco e comecei a procurar seja lá o que fosse aquilo.

Parecia que eu só fazia círculos, tentei andar perto de onde tinha visto o brilho, mas o perdi durante o caminho. Havia passado exatos quatro minutos, nem sabia mais por que continuei a caçar aquela coisa. Não estava totalmente atrasada, ainda me restavam alguns minutos para o professor perdoar minha entrada.

Limpei a pequena quantidade de suor em minha esta com a gravata e continuei a busca. Comecei a arrastar meus pés sobre a grama, sem tirar meus olhos atentos ao verde ao meu redor. Cerca de dois minutos depois um quadrado vermelho foi pego por meu olhar, me agachei e peguei o...

- Cadeado? Por que uma menina do primeiro ano anda com um cadeado?
Ignorei minhas próprias peguntas e o guardei em meu bolso, peguei minha mochila e fui depressa para a sala, na esperança de que pudesse assistir a aula.

Bati na porta duas vezes antes de mandarem entrar. Assim que a abri, vi todos da classe me encarando.

- Está atrasado. - disse o professor em frente a lousa, olhando seu relógio de pulso - Não tolero mais que dez minutos, sorte a sua, chegou em oito. Sente-se.

Fechei a porta e fui depressa ao lado de Henry. Estava pegando meu material quando vi o professor cochichar com uma das alunas lá na frente. Ele voltou à sua postura normal.

- Park Chanyeol, Lee Jaehwan, vocês não estão mais encarregados de limpar a sala hoje ao final das aulas, Liu fará essa tarefa, sozinha.

Não era meu dia de sorte...

 

 

 

[...]

 

 

 

Prestar atenção na aula estava fora de cogitação, meu cansaço me puxava para fora da linha de raciocínio, quase me fazendo cochilar durante a explicação de biologia. Assim foi com todas as outras matérias do dia. Nos trinta últimos minutos da última aula fiquei mais atenta, teria que continuar em sala para cumprir meu castigo, e o faria o mais rápido possível.

O sinal bateu, me despedi de meus amigos e logo a sala estava fazia. Destranquei o armário encostado na parede e tirei uma vassoura. Não queria me dar o trabalho de limpar tudo perfeitamente, então resolvi só varrer o chão, também não tinha muito o que fazer ali, o lugar já estava limpo.

Terminei de jogar uma molécula de sujeira, que tirei de todo o chão, na lixeira e ia terminar organizando melhor as carteiras, mas uma figura conhecida chamou minha atenção ao parar na porta.

- Hey, Moonbyul. - cumprimentei com desanimo.

- Olá. - sorriu fraco ao cruzar os braços e se encostar na parede.

- Esqueceu alguma coisa? Não encontrei nada aqui.

- Não...

Ela foi até a carteira mais próxima e começou a ajeitá-la, assim fez com a seguinte.

- Ei, você não pode fazer isso. Lembra que o prof...

- Não tem ninguém aqui além de nós certo? - me cortou - Vamos, eu te ajudo, assim você pode sair mais cedo.

Ela nem sequer me olhou nos olhos, continuou alinhando as mesas e cadeiras. Dei de ombros e comecei a fazer o mesmo. Terminamos em silêncio e rápido, peguei minha mochila e a coloquei nas costas, agradecendo a ela e já saindo de sala.

- Amber. - segurou meu pulso - Como você faz isso? - perguntou cabisbaixa.

- Isso o quê?

- Você sabe... sobre garotas...

- Ah. - fiquei de frente para ela - Se refere a gostar de garotas?

- Sim. - me encarou - Nos Estados Unidos isso é normal?

- Moon, posso dizer que o mal está dentro das pessoas, no que elas acreditam, não de onde elas vêm.

- Mas isso é normal?

- Completamente normal e natural. - ela parecia pensativa - Aconteceu alguma coisa?

- Te conto no caminho, vamos descendo.

Assenti e saímos de sala. Dois minutos depois...

- Você apertou a bunda dela?! - exclamei sem querer chamar atenção.

- Eu não resisti, caramba! - terminou de pôr seus tênis e se levantou.

- Foi num momento muito inconveniente. Outras pessoas ficam perto da fila do refeitório, pessoas formam a fila. - argumentei, incrédula.

Ela me encarou sem saber o que dizer. Minha imaginação produziu a cena e a face de surpresa da estagiária, que já era engraçada normalmente. Começamos a rir juntas, Moonbyul se levantou do banco e então jogou seu braço por cima do meu ombro, me abraçando de lado, com um sorriso divertido.

- Sempre tive uma certa tara por bundas, mas a sua, Amber... - olhou descaradamente.

Ainda rindo, dei um leve tapa em sua testa.

- Brincadeira de mau gosto.

- Yah, isso não é humor americano?

Ela assentiu e se afastou, provavelmente leu minha face inexpressiva. Saímos do colégio e continuamos a conversar enquanto nos aproximávamos do portão.

A pervertida era alegre contando sobre Solar, a estagiária, o que tirou algumas risadas minhas por cada expressão que ela imitava, até que nos deparamos com a seguinte cena: sua adorada garota com algumas pastas nos braços, parecia enrolada com a organização dos papéis que saiam.

A loirinha ficou sem reação ao vê-la a três metros de distância, foi quando cutuquei seu braço. Ela entendeu o incentivo e segurou um sorriso ao sussurrar para mim.

- É o destino. - correu para ajudar a moça.

Mal ela sabia, mas não precisava de mim ou de qualquer outra pessoa para fazer a morena sentir ciúmes, pois a última deixou tudo cair quando viu a loira, demonstrando seu nervosismo. Dei de costas e seguia caminho para casa de Henry.

O estranho romance das duas poderia dar certo, mais alguns encontros desse tipo - um pouco de decência da mais nova - e seriam um casal fofo. Torceria por isso.

Levando em conta isso tudo, pensei que talvez o que eu precisava era ter uma conversa saudável para descontrair. Havia me distraído e esvaído parte daquele estresse por um momento. Peguei meu celular do bolso e liguei para Key.

 

 

 

[...]

 

 

 

Demos algumas voltas pelo shopping, procurando um vestido que Sulli queria. Passaram-se trinta minutos e ela resolveu experimentar um outro, enquanto isso, Key estava olhando algumas blusas na mesma loja. Fiquei um pouco entediada por só estar ali, sentada, chateada por chegar a pensar que Soojung viria junto da amiga, mas não pôde e eu nem sequer sabia o motivo.

Meu celular tocou, atendi imediatamente ao ver quem era.

- Jackie!

- Hey, Lhama, como estão as coisas?

- Tudo normal, um pouco de estresse escolar, mas não importa. Como você está?

- Estou bem... Liguei só pra saber como você estava, então vai me contar as novas?

- Hum...

- Não enrola. É a gatinha?

- Gatinha?

- É, Soojung têm olhos felinos.

Demorei alguns segundos, mas logo entendi sua comparação, o que me fez rir.

- Não exatamente.

- Explique.

Suspirei. Após uma breve explicação, Jackie ficou em silêncio por poucos segundos.

- Am, os fatos não deixam de existir por serem ignorados.

- Vou dar um jeito, só preciso encontrar o culpado.

- E achar lugares melhores para fazer certas coisas.

- Te odeio. - brinquei.

- Ah, eu sei. Vocês não se viram há dois dias, aproveite que está cercada de lojas e compre algo para ela e use como desculpa para se falarem.

Não era uma má ideia, teríamos um motivo para iniciar uma conversa...

- Outro dia te ligo de novo, ando meio ocupada. - falou.

- Certo. Bye.

- Mande um abraço para os tios Lau.

- Ok.

- Bye. - desligou.

Sulli saiu do provador, sendo avaliada por Key. Eu tinha sua melhor amiga e um garoto com um gosto peculiar para coisas femininas, acho que não me preocupei tanto com o que escolher para a princesa.


Notas Finais


-.-'


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