História You Are My Everything - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Kendall Jenner
Tags Justin Bieber, Kendall Jenner, Psicólogo
Exibições 102
Palavras 3.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA EU AQUI DE NOVO! E com um capítulo ENORME e especial para vocês, espero que gostem!
Visitem: bieberbrasil.com

Capítulo 17 - I want it again


- Não está brincando, está? - eu atropelava as palavras. - Porque se for uma brincadeira, isso não se faz e...

- Audrey. - ele me interrompeu. - Nós já estamos chegando  em Los Angeles, você permaneceu durante toda a viagem perguntando a mesma coisa e vou te responder a mesma coisa também: Isso não é uma brincadeira. - ele dizia de olhos fechados, seu corpo estava relaxado na poltrona do avião.

- Como soube que ligaram pro seu apartamento? Não tem ninguém lá, na verdade, como sabe que dei o número do seu apartamento para a coordenação da universidade?

- Instalou câmeras no meu apartamento sem me dizer? - ele agora tinha seus olhos abertos. - Se sim, elas não funcionam.

- Pode me explicar melhor?

- O que mais precisa saber?

- Acaba de me dizer que entrei na universidade e espera não precisar me informar mais nada?

- Na verdade eu não acabei de dizer isto, já fazem algumas horas.

Eu seria capaz de a qualquer momento jogá-lo pela saída de emergência sem um paraquedas.

- Tudo bem. - ele se arrumou na poltrona. - A antiga babá estava indo buscar suas coisas quando o telefone tocou, ela sempre anotava os meus recados quando eu estava fora por isso, atendeu por achar que fosse mais um deles e então algum membro da UCLA estava do outro lado da linha.

- Eu não posso acreditar!

- Você é a mais nova estudante de Fonoaudiologia da Universidade da Califórnia, Audrey.

[...]

Depois de uma viagem cansativa e de um dia emocionante eu finalmente estava indo para casa. Justin havia me liberado hoje e amanhã para que eu resolvesse os detalhes da faculdade, eu estava soltando fogos de artifício, lembro-me de ter cumprimentado alguns desconhecidos na portaria do prédio.

- Olá minha mais nova universitária! - Amber gritou agudo fazendo meus tímpanos vibrarem, acredite, eu senti falta disso.

- Ainda não consigo acreditar. - corri para abraçá-la enquanto soltávamos gritinhos e rodopiávamos pela sala. - Porque não me ligou?

- Ai, essa cabecinha. - ela deu umas batidinhas na minha testa antes de nos jogarmos cansadas no sofá. - Deve ser pelo mesmo motivo que a universidade não conseguiu falar com você.

- Eu realmente não notei a falta de sinal. - ela me encarava com as sobrancelhas arqueadas e uma expressão divertida no rosto. - Qual o problema?

- Justin lhe distraiu o suficiente para lhe fazer esquecer dos compromissos, moça?

- Você não faz a menor idéia da quantidade de coisas sem sentido algum que saem dessa sua boca. - ela gargalhava alto. - Eu preciso de um banho quente e demorado. - eu disse e me levantei jogando uma almofada em Amber que a agarrou.

É incrível como quando você passa  alguns dias fora da sua casa e quando volta tudo parece estar diferente. Eu senti falta de cada pedacinho desse lugar, tudo era tão meu, tão do meu jeito. Caminhei com uma certa pressa até o meu banheiro onde me despi e entrei embaixo do chuveiro quente. Eu costumava levar os banhos muito a sério, aquilo ia além de um momento de "limpeza" era um momento de parar pra pensar, refletir sobre algo e qualquer coisa, foi ali que o rosto de Justin tão próximo do meu e logo em seguida os nossos lábios unidos vieram a minha mente, tomando conta dos meus pensamentos sem bater na porta e pedir para que a sua entrada fosse permitida.

O meu corpo estava arrepiado, era algo novo e eu ainda não havia entendido e nem procuraria entender o porque daquilo estar acontecendo. Tudo que eu menos preciso agora são preocupações.

Desliguei o chuveiro e me enrolei numa toalha, caminhei para fora do banheiro onde um pijama com estampa de pizza me aguardava estendido em cima da cama.

- Noite das garotas? - Amber invadiu o meu quarto e se jogou na cama.

- Filme romântico e chorar até desidratar?

- Com certeza!

[...]

Estávamos assistindo o filme no qual eu não sabia o nome, apenas havíamos gostado da foto de capa do mesmo e da sinopse. Nossos olhos estavam avermelhados e nós ríamos quando olhávamos para os rostos uma das outras e eles estavam inundados por lágrimas.

- Isso é quase tortura. - ela dizia secando seu rosto com as costas das mãos. - Duas solteiras, assistindo um filme de romance.

- Me lembro de quando assistíamos filmes de terror escondido no orfanato, depois íamos dormir juntas. - Amber pôs um travesseiro em seu rosto tentando abafar a sua risada alta.

- Passávamos a madrugada toda acordadas. - ela disse já recuperada.

O meu celular vibrou na mesinha de canto cessando os risos e nos assustando. Estiquei o braço até a mesa e deslizei o dedo pelo visor sem antes ver quem ousaria atrapalhar o meu momento de "tortura".

- Alô? - eu disse e arrumei algumas almofadas nas minhas  costas. - Justin?

Amber desviou seus olhos da TV para mim como um flash sussurando logo em seguida um "coloca no viva-voz".

- Não, isso seria estranho. - eu disse um pouco mais alto do que devia.

- O que disse? - Justin disse do outro lado da linha.

- Oh não. - fuzilei Belinda com os olhos que gargalhava. - Não foi com você.

- Então. - eu pude ouvir ele coçar a garganta. - Não vai se importar se eu for direto, sim?

- Eu prefiro assim. - Belinda estava a ponto de roer as unhas dos pés, ela ficava fazendo caretas que me tiravam a atenção e a qualquer momento me fariam falar alguma bobagem.

- Como está a vida de universitária?

- Quase universitária. - pude ouvir sua risada gostosa do outro lado da linha. - Continuo ansiosa, minha pressão está provavelmente acima do limite e eu estou prestes a desenvolver um problema cardíaco.

- Vamos manter a calma, a universidade precisa de você viva garota.

- Prometo tentar.

- O que está fazendo para comemorar?

- Bem. - olhei para Amber que estava com o ouvido praticamente grudado ao meu. - Estou tendo uma noite de tortura com a Amber.

- Isso não soou muito bem. - ele disse e só então pude ter noção da besteira que havia cometido.

- Não, Justin. - Amber gargalhava alto. - Estamos apenas assistindo a filmes de romance.

- Ah claro. - seu tom de voz ainda era risonho. - Eu liguei para fazer um convite.

- Um convite. - aquilo me saiu mais como um incentivo do que uma pergunta.

- Podíamos jantar juntos hoje? - ele falava rápido. - Você sabe, não podemos deixar esse dia passar em branco.

- Agora? - Amber tinha levantado da cama e agora estava de frente para o guarda roupas.

- É um jantar, precisaríamos sair às oito.

- Eu não sei, é só que...

- Por favor, não precisamos voltar tarde. - aquilo foi engraçado, era como se um adolescente estivesse pedindo algo ao seus pais.

- Tudo bem mas...

- Você só precisa aceitar, é simples.

- Ora, ora estou sendo obrigada a fazer algo?

- Sim, está. - ele disse simples.

- Às oito? - pude ouvir sua respiração pesada, eu tinha certeza de que ele estaria nesse momento com uma cara enorme. - Tudo bem, eu aceito.

- Finalmente. - ele disse e eu reprimi um riso fraco. - Em algumas horas estarei aí, ok?

- Ok. - e a ligação foi finalizada.

Amber vasculhava o meu guarda roupas já faziam alguns minutos, eu apenas a observava atenta.

- O que está fazendo?

- Procurando coisas. - ela dizia ainda sem me olhar.

- Talvez esse quarto seja meu e as coisas nele também são minhas.

- Está me desconcentrando, preciso achar a roupa perfeita pro seu encontro.

Eu tinha certeza de que antes do Justin o porteiro subiria até aqui e tocaria a campainha me dando uma bela de uma bronca pela gargalhada alta que eu acabei deixando escapar.

- Encontro? - ela me olhava como se eu tivesse cometido algum erro e ela estivesse completamente certa. - Me desculpe mas essa é uma das coisas sem sentido que saem de sua boca.

- O que achou deste vestido? - ela disse ignorando completamente a minha fala.

[...]

Eu estava pronta, vestia um vestido azul marinho apertado na cintura e solto até o meio das coxas, nos pés um salto alto que eu realmente esperava não machucar os meus pés. A minha maquiagem não estava nada trabalhada, admito que tentei algumas vezes fazer como as garotas da internet, aquilo parece tão simples na teoria mas na prática não chega nem perto do fácil. Os meus cabelos caiam em ondas, eu havia gostado do resultado, gratidão por Amber estar aqui.

- Está linda! - Amber batia palmas enquanto eu girava feito um pião em sua frente. - Está levando preservativo?

- Está louca? - ela havia dito como se tivesse acabado de  perguntar  se eu havia pego a minha bolsa por exemplo, eu tinha duas teorias sobre o cérebro de Amber: ou ele teria dentro dele coisas a mais ou a menos. - Para onde acha que estou indo e com quem acha que vou?

- Não estou achando nada, estou apenas como uma boa amiga enfatizando a idéia de que é sempre bom e indispensável andar com um preservativo na bolsa.

- Eu não vou precisar disso, muito obrigada pela preocupação.

- Tem certeza? - ela balançava o pacotinho nas mãos.

- Eu vou bater na sua cara, está me deixando vermelha.

- Minha pequena grande mulher. - ela dizia me abraçando apertado.

- Está amassando a minha roupa.

- Alguém precisa estar perfeita para o seu encontro. - os meus olhos queimavam em cima dela que ria feito uma bêbada. - Tudo bem, eu prometo parar.

[...]

O relógio marcava 08:00pm, eu ainda cogitava a idéia de conseguir uma ótima - quase infalível - desculpa para não ir a esse jantar, na verdade arrumar desculpas para não sair de casa era algo que me lembro de exercer com extrema perfeição no orfanato. Exatamente no final da minha linha de raciocínio a campainha tocou me deixando um pouco assustada com tamanha pontualidade.

- Esse seria o momento perfeito para não sair tanta coisa desconexa da sua boquinha. - cantarolei para Amber que virou os olhos e me mostrou o dedo do meio.

Olhei pelo olho mágico e pude vê-lo arrumar a jaqueta em seu corpo. Antes de abrir a porta eu respirei fundo e contei até três, aquilo não tinha um motivo para ser feito mas eu fiz ainda assim.

- Pontual. - eu disse quando abri a porta. Justin levantou o seu olhar para mim e logo voltou seu olhar para baixo, mais precisamente para os meus pés, onde ele foi subindo até fazer a sua "análise" completa, o suficiente para as minhas pernas bambearem e as minhas bochechas ficarem levemente coradas.

- Está linda, Audrey. - ele disse antes de abrir um sorriso grande e perfeitamente alinhado. Justin vestia uma calça jeans escura composta por uma camisa cinza com uma estampa que não consegui definir bem o que era e uma jaqueta preta de mangas erguidas e com alguns zípers, ele tinha conseguido ficar ainda mais bonito e eu gostaria de parabenizá-lo.

- Obrigada! - falei simples.

- Olá. - Amber pôs sua cabeça na pequena brecha entre nós e a porta. - Vocês podem conversar no lugar que vão, sim?

- Olá... Amber? - Justin dizia divertido. - Eu acho boa a idéia.

- Está me expulsando? - ela assentiu e acenou para mim enquanto me empurrava devagar para fora de casa. - Está mesmo fazendo isso!?

- Divirtam-se!

[...]

Tudo bem, eu estava prestes a jantar com o meu patrão/psicólogo. Aquilo não era algo muito comum para mim, na verdade, jantar com alguém já era algo muito incomum. Sem pressão, Audrey!

Dentro do carro silêncio absoluto, nem tão absoluto assim devido a música baixa no rádio, porém, entre nós apenas o silêncio. Estávamos a caminho da praia e acredite, eu conseguia ver algumas pessoas dentro do mar. Em alguns  olhares rápidos eu conseguia ver Justin batucar os dedos no volante e dublar a música, vez ou outra ele também balançava o seu corpo no ritmo.

O carro parou e quando dei conta, estávamos parados em frente a algo parecido com um bistrô, a primeira vista me pareceu confortável e familiar. Nós descemos do carro e fazíamos alguns poucos comentários até adentrarmos ao local e nos sentarmos na mesa com dois lugares e uma rosa no meio.

- Eles colocaram uma rosa. - Justin disse analisando a pequena flor no vaso. - Isso fez parecer um encontro.

- Não se preocupe, eu gosto de rosas. - ele deu de ombros e ergueu uma de suas mãos para chamar o garçom que apressado caminhou até nós.

- Boa noite casal. - ele disse e Justin me olhou rapidamente, aquilo já estava constrangedor o suficiente. - Em que posso ajudá-los?

- Não somos um casal. - Justin disse para o garçom que agora tinha uma expressão engraçada no rosto. - Somos amigos!

- Oh, me desculpem mesmo! - ele pôs sua mão na testa arrependido por sua fala. - Me desculpem pelo engano.

- Está bem, poderia nos trazer os cardápios? - ele assentiu e saiu dali.

Eu conhecia pouca coisa ali, aqueles nomes de pratos mais pareciam nomes científicos. Acabei por escolher algo que eu tinha quase total certeza de que comeria até o fim: Strogonoff de frango. Por coincidência ou não, Justin havia pedido o mesmo. Antes dos nossos pratos chegarem o garçom nos trouxe duas taças e uma garrafa de vinho.

- Então você bebe, moça!? - ele disse logo depois de colocar um pouco de vinho na minha taça. - Eu iria pedir um refrigerante.

Aquilo foi quase como me chamar de criança.

- É a única bebida com álcool que o meu organismo aceita. - eu disse e ele deu de ombros parecendo não estar tão interessado nos meus "transtornos biológicos".

Ele deu um gole em sua bebida e colocou a taça de volta a mesa. Seus lábios levemente avermelhados agora estavam umedecidos, o que lhes deixavam ainda mais convidativos. Quando me dei conta do que estava pensando, Justin me encarava com um leve sorriso no rosto, aquilo me fez parecer idiota.

- Quando as aulas na universidade começam? - ele disse fazendo parte do momento constrangedor desaparecer.

- Ainda preciso ir até a unidade e me informar melhor já que alguém - ressaltei. - não é tão bom com informações.

Ele gargalhou.

- Você quer arrancar de mim informações que eu não posso lhe oferecer.

- Claro. - falei debochada. - Ainda assim, obrigada por me dar a melhor notícia da minha vida.

E então o seu polegar acariciou a minha mão estendida na mesa, eu alternava o meu olhar entre o seu rosto e as nossas mãos.

- Você ainda vai receber notícias tão boas quanto essas, acredite. - nossos olhares haviam se encontrado e a única coisa que eu consegui fazer foi assentir. - Se me der licença, vou ao banheiro, não demoro.

Ele não podia fazer o meu corpo arder num curto circuito e depois ir ao banheiro, ele não devia fazer isso.

Quando Justin se levantou a minha mão permaneceu imóvel no mesmo lugar e se não fosse a aproximação de um garçom eu permaneceria de tal forma até que ele voltasse do banheiro.

- Senhora. - era engraçado ser chamada assim, eu me sentia vinte anos mais velha. - Aquele senhor da mesa oito está lhe oferecendo uma taça de champanhe.

Procurei pelo restaurante a suposta "mesa oito" e em nenhuma delas um número de identificação, a não ser um homem aparentemente dez anos mais velho que eu, acenava e sorria.

- Não, eu não bebo mas muito obrigada. - o garçom assentiu e retornou a mesa onde eu tentava observar com discrição a conversa dos dois.

Eu vi o homem assenti para o garçom e se levantar da mesa, aquilo era tudo que eu menos precisava agora.

- Boa noite. - ele disse ao se aproximar da mesa. - Está acompanhada?

- Sim, estou. - e realmente estava. - Obrigada pela champanhe.

- Não quer mesmo me fazer companhia?

Eu tinha sido clara quando disse estar acompanhada?

- Me desculpe mas estou com um amigo, ele já deve estar voltando.

E como telepatia Justin apareceu novamente no salão das mesas, respirei de certa forma aliviada quando ele se aproximou e colocou sua cadeira do meu lado.

- Que tipo de babaca deixa uma moça desacompanhada?

Justin levantou seu olhar para o homem e nada fez, apenas voltou seu olhar para mim.

- Está tudo bem? - assenti e Justin voltou a olhar o homem em nossa frente. - Pode nos dar licença? - Justin disse calmo até então, aquele homem já estava me deixando irritada.

- Já que não bebe podíamos pedir outra coisa, o que gosta de beber? - ele o ignorou e insistiu.

- Eu não quero, obrigada!

- Você pode nos dar licença!? - Justin encarava a sua taça de vinho, o seu tom de voz havia mudado.

- Não está vendo que estou conversando com a garota!?

- Não está claro que ela não quer conversar conversar com você?

- Esse filho da puta é seu namorado!? - aquilo me fez arregalar os olhos. Justin me encarou por alguns segundos sem expressão alguma no rosto.

- Olha, eu realmente quero que saia daqui! - eu disse e ele riu, em sua mesa algumas garrafas de bebida estavam sendo retiradas pelo mesmo garçom que veio até mim.

- Queira me acompanhar. - ele segurou a minha mão e a puxou com uma certa força, no exato momento Justin socou o rosto do homem que pôs a mão em seu maxilar  por onde escorria um pequeno fio de sangue.

Naquele mometo o restaurante quase todo nos observava. Justin tirou a carteira de seu bolso e de lá alguns dólares e os colocou em cima da mesa.

- Vamos!? - ele disse e eu o segui até a saída.

Dessa vez estávamos realmente num silêncio absoluto, não havia rádio ligado. Justin se manteve atento ao trânsito desde que saímos do restaurante a propósito, eu ainda estava assustada com toda aquele situação. As ruas por onde passávamos estavam escuras, eu não conseguia ver muito bem para que lado e para onde estávamos indo.

Quando finalmente chegamos numa via mais iluminada eu pude ver Justin estacionar o carro numa vaga.

- Me desculpe, tudo bem? - ele disse sem me olhar. - Eu não queria ter estragado a noite.

- Tem certeza de que foi você mesmo o responsável por estragar a noite? - ele agora me olhava. - Vamos esquecer isso, ainda estou com fome! - ele sorriu enquanto me encarava.

Eu podia vê-lo sorrir pelo resto da minha vida e ainda assim nunca me cansaria.

- Nem tudo está perdido, ainda temos o resto da noite. Não vamos deixar aquele cara estragar tudo.

- Não, não vamos!

E então ele deu partida no carro.

[...]

Estávamos caminhando num parque, ali tinha um lago e não tinham tantas pessoas assim. Tínhamos dois enormes cachorros-quentes nas mãos e duas latas de refrigerante, também tínhamos alguns doces.

- Do bistrô para o cachorro-quente do trailer, isso não saiu como planejei. - ele disse depois de beber um gole do seu refrigerante.

- Eu realmente espero que isso não seja um insulto ao cachorro-quente. - ele gargalhou alto. - Você não sabe a importância que isso tem na minha vida, eu trocaria qualquer comida italiana por um desses em todas as minhas refeições diárias.

- Não iria enjoar rápido!?

- Já olhou bem para mim? - ele assentiu um tanto confuso. - Acha mesmo que tenho cara de que enjoo de algum tipo de comida? - ele negou seguido por mais gargalhada gostosa. - Exatamente!

- Eu só estava tentando colocar em prática o padrão de normas a ser seguido quando convidamos alguém para jantar. - nós caminhávamos enquanto tentavamos equilibrar as coisas em nossas mãos. - Mas já que gosta tanto de cachorro-quente posso considerar que não foi tão ruim assim?

- Por mim teríamos ido ao trailer desde o início.

Nos sentamos na grama fofa e encostamos nossas costas no tronco de uma enorme árvore ali, finalmente podemos colocar as coisas no chão e eu pude provar o cachorro quente que mais parecia ter oito metros além de ter todo tipo de condimento que eu pudesse imaginar.

- Duvido que coma mais de um desses. - o desafiei, ele me encarou com as sobrancelhas arqueadas.

- Até três. - duvidei, aquilo era realmente muito grande. - Só não posso provar isso pra você agora porque estamos distantes do trailer.

- Não vou esquecer disso. - falei.

Quando terminamos o "jantar" eu já estava praticamente deitada na grama fofinha, o vento não estava tão forte mas o suficiente para me fazer bater o queixo algumas vezes.

- Vai precisar chamar um guincho para me tirar daqui.

- Você é fraca, um só e está assim!?

- Você não sabe o que diz.

E então eu pude sentir o seu braço tocar o meu quando ele se deitou ao meu lado. Inalei seu perfume suave e fechei os olhos sentindo o vento encontrar o meu rosto.

- Talvez o que eu tenha para falar acabe com o momento.

- Então não fale.

- Eu preciso falar. - ele disse. - Eu juro que não tinha isso planejado.

- Não está sendo direto, Bieber. - eu disse ainda de olhos fechados.

- Desde o nosso beijo, digo, quando lhe beijei. - o meu corpo por um segundo me pareceu preso ao chão quando o momento me veio a cabeça. Agradeci por já estar deitada ou as minhas pernas podiam vacilar. - Eu não parei de pensar naquilo um segundo sequer, eu ainda insisto na idéia de que eu realmente não planejei que nada daquilo acontecesse mas como eu já havia dito, eu não estava no comando.

- Justin... - ele me interrompeu.

- Eu sei que esse pode ser o momento perfeito para fazer comigo tudo que não fez naquele dia e descontar a sua raiva em mim mas...

Eu odiava as pausas que ele fazia entre as frases, os meus olhos ainda estavam fechados e eu sentia a minha respiração descompassada, o meu peito subia e descia freneticamente a um passo de fugir do meu controle.

- Eu quero muito sentir o seu beijo outra vez


Notas Finais


NOSSO CASAL!!! 💜
E aí, o que acharam? ME CONTEM TUDO!
Beijos! 😚😚😚


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