História You are my future! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Tags Once Upon A Time, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 33
Palavras 3.493
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey leitores, como vocês estão? Gostando da história? Agradeço a todos que estão lendo e peço desculpas pela minha demora. Agora que o ano está acabado, terei mais tempo para vir aqui, não que as mãos esperadas e amadas férias estão chegando. Então é isso, deixo vocês com mais um capítulo. Kiss.

Capítulo 4 - A pena.


You are my future!

4º capítulo - A pena.

 

"O que um dia os uniu e por uma falha do destino separou, poderá estar muito próximo, lutando novamente para reencontra-los." 

 

Uma brisa fresca se fez presente, anunciando que mais um dia de outono chegara. Lá fora já se notava os chuviscos que começavam a molhar o chão, como  um suave toque maternal. Era um dia perfeito para manter-se quentinho embaixo das cobertas, com uma caneca de chocolate quente em mãos e um bom livro na cabeceira. Infelizmente esse era um luxo que a prefeita Regina Mills não se dava, já que uma pilha de folhas sempre lhe aguardavam na prefeitura. Sempre fora excepcional em sua profissão em Storybrooke, afinal, comandar era o que fazia de melhor. A morena se esforçou em abrir os olhos, desejando ser ainda cedo demais para levantar, podendo virar para o lado e dormir tranquilamente por mais alguns longos minutos. Depois de tanto relutar consigo mesma, Regina enfim acordou, sentindo-se em um próprio concerto de música, onde um dos instrumentos era sua cabeça. A ressaca chegara e com ela uma formidável dor de cabeça viera junto. Lembrou-se da noite passada e prometeu nunca mais colocar um pingo de álcool na boca - mesmo que logo estivesse a descumprir mais uma de suas promessas envolvendo bebidas. Não havia condições de sair para trabalhar naquele estado. Não era de faltar e justamente por isso, acumulava alguns dias de descanso. Tinha muito trabalho para hoje, mas nada de tão urgente, mesmo que isso lhe custasse horas e horas do dia seguinte recuperando as tarefas acumuladas. Decidiu que hoje seria um dia de descanso, com direito a tranquilidade e sua aconchegante cama. Virou o corpo para o lado oposto, acomodando-se e voltando a dormir.

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Regina abriu os olhos repentinamente ao ouvir a campainha soar compulsivamente pela casa. Levantou-se depressa, vestindo seu robe e calçando a pantufa que lhe esperava na beira da cama. Desceu as escadas de mármore e chegou até o hall de entrada, abrindo a porta. 

– Que raios está acontecendo para vocês tocaram a campainha assim? - resmungou no mesmo instante em que a porta lhe permitiu ver os rostos de Emma e David. 

– Finalmente, Regina! Estamos tentando falar com você a horas. Tentamos te encontrar na prefeitura, mas você não estava lá. Pensamos que alguma coisa tinha acontecido. - Explicou Emma, parecendo aliviada por encontrá-la.

– Ah, eu desliguei o telefone. Não estava me sentindo muito bem, então decidi dormir até mais tarde, porém, fui interrompida... Mas enfim, já que vieram até aqui, entrem e contem o que aconteceu.

Os dois entraram e se direcionaram até a sala, sentando em um dos sofás nudes de Regina. A morena fechou a porta e logo veio atrás, também sentando-se com eles. Emma e David se entreolharam, parecendo estar bem nervosos e tentando encontrar a melhor forma de contar a ela o que os levaram até ali.

– Vieram aqui para trocarem olhares e ficar em silêncio? - Regina esbravejou, com seu típico mau humor que tinha quando era acordada. 

– Está acontecendo algo muito estranho em Storybrooke, Regina. - David quebrou o silêncio. – Pessoas desconhecidas apareceram na cidade e ninguém ao menos têm noção de como elas entraram aqui. 

– Pessoas desconhecidas? Como assim? Ainda estamos presos a maldita maldição da fronteira da cidade. Ninguém entra, e quem sai, não consegue mais voltar. 

– Sim, por isso mesmo que é muito estranho. Essas pessoas estão aparecendo aqui sem nenhuma explicação. Ninguém sabe responder de onde surgiram. E nem sabemos quantas delas estão aqui. - Emma terminou de explicar. Regina não entendia, como era possível ter pessoas entrando em Storybrooke, mesmo com a maldição?

– E esse não é o nosso maior problema. - David olhou a filha e logo fitou Regina, apreensivo. 

– Como não é o maior problema? Pessoas que não fazemos a ideia de quem sejam estão invadindo a minha cidade e vocês me falam que não é o maior problema? O que pode ser pior do que isso? - a morena elevou o tom de voz, claramente irritada.

– Essas pessoas estão atrás de você, Regina. Estão atrás da Rainha Má.

Emma fitou a morena, receosa pela reação dela. Mas a única coisa que se fez presente no ambiente foi o silêncio de ambos. Regina estava imóvel. Aquelas pessoas estariam atrás da Rainha Má, e isso não poderia significar uma coisa boa. 

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Emma, Regina e David entraram na delegacia da cidade, onde os outros os esperavam. Haviam marcado uma reunião geral e urgente. Todos conversavam e ouvia-se de um tudo, de sugestões a conspirações esquisitas.

O foco da atenção virou-se contra Regina no instante em que a prefeita entrou na sala. A morena olhou para os amigos e sentiu pela energia deles que a coisa não estava nada boa. Caminhou até o centro, ficando ao lado de Snow, que lhe estendera a mão, em um ato de apoio. 

– Pessoal, vamos manter a calma. Sei que todos estão aqui para ouvir uma explicação ou até mesmo uma solução para o que está acontecendo em Storybrooke, mas a verdade é que ainda não temos todas as informações. - Emma começou, obtendo o silêncio de todos. – Hook conversou com uma das pessoas e descobriu que eles estão atrás da Regina. Na verdade, da Rainha Má, e creio que eles não fazem ideia de que ela não seja mais a mesma. Concluímos também que, essas pessoas estão vindo da Floresta Encantada, já que mencionaram o tempo todo "Rainha Má". Então, nosso objetivo será controlar o máximo de pessoas que pudermos e tentarmos explicar a todos que a Regina não é mais a Regina do passado. Mas para isso, iremos precisar que você não saia daqui em hipótese alguma.

– Que? Você acha mesmo que eu vou ficar o dia todo aqui, trancada, porque tem pessoas loucas lá fora atrás da Rainha Má? Se elas me querem, então vão ter! Eu mesma vou mostrar a elas que não sou mais a mesma. 

– Não é bem assim, amor. Elas não querem só te ver, elas querem fazer justiça com as próprias mãos. Não sabemos o que aconteceu de fato, mas temos certeza de que não foram das melhores, não é? Digamos que você nunca foi esse poço de bondade. - Hook disse, sendo sincero demais. Regina fuzilou o pirata com os olhos.

– Então é isso? Ficarei o dia trancafiada aqui? - Olhou todos que estavam na sala. 

– É só até controlarmos a situação. Assim que eles souberem a verdade, você poderá sair. - Snow completou.

– Belle, você se importa de ficar aqui com a Regina? - perguntou Emma.

– Eu não preciso de babá! 

– Não vou ser sua babá, Regina. Só lhe darei assistência caso seja necessário. E não, Emma, não me importo. Podem ir tranquilos. - disse suavemente a morena dos olhos verdes.

Todos se despediram delas e prometeram voltar só quando tudo estivesse sob controle. Regina não estava nada contente com aquela história, muito menos em ter que obedecer ordens, mas mesmo contrariada, acabara aceitando. Era nesses momentos em que mais se arrependia de ter feito coisas terríveis no passado. E sentia que isso ainda estaria longe de ter um fim. 

Duas horas haviam se passado e nenhum sinal de vida tinha sido dado. Regina já não aguentava mais aquela torturante espera e parecia que Belle também sentia o mesmo. Olhou para a menina que cochilava tranquilamente na cadeira da sala, apoiada nos livros que trouxera consigo. A prefeita agradeceu aos deuses da leitura por Belle gostar tanto de ler, assim não precisaria driblar sua atenção. A morena caminhou pé anti pé, saindo pela porta da delegacia. Queria ver Henry e não seriam pessoas malucas que a impediria. 

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– Mãe? O que você está fazendo aqui? - Henry correu até a morena, envolvendo-a num abraço apertado, assim que a viu na porta do colégio.

– Henry! Que saudade, filho. - beijou os cabelos do menino.

– Você não deveria estar na delegacia? E se alguém te ver aqui? 

– Não se preocupe, nada vai acontecer. Eu só precisava ver você, saber se está tudo bem. Eu morri de medo de te acontecer alguma coisa. Não sei, talvez essas pessoas possam tentar algo contra você.

– Elas nem sabem quem eu sou, mãe.

– Mesmo assim, senti um aperto aqui dentro e não pude ficar lá sem fazer nada, precisava vir. - abraçou ele, aspirando seu perfume. - Mas eu já estou indo...

– A Rainha Má!

Regina se virou, encontrando um grupo de pessoas com facas, arcos e flechas, tochas e muitos outros tipos de armas. Em questão de segundos, viu a multidão avançar, em meio a gritos. Involuntariamente ergueu a mão para usar sua magia, mas recuou, imaginando na confusão maior que isso causaria. 

– Henry, corra! Vai! - gritou, soltando o menino.

– Não, mãe. Não vou te deixar sozinha! - gritou, desesperado.

– Corre Henry! Eu prometo que vou ficar bem, mas agora corre! - o empurrou e o garoto correu, chorando. 

Regina acompanhou com os olhos o menino sumir pela floresta e voltou a olhar aquelas pessoas. Não os impediriam de lhe machucar. Não tinha o que fazer. Pagaria pelo preço das suas ações e não podia reclamar. Fechou os olhos, entregando-se. 

– Regina, não! - Abriu os olhos e viu Emma se jogar em sua frente, sendo atingida por uma flecha. Seu braço havia sido o alvo do disparo e a loira se escorou, caída no chão, sentindo a consequência de sua atitude.

– Emma! - Ouviu a voz de Snow ao fundo.

Regina se jogou no chão, caindo ao lado de Emma, que a olhava. Olhou profundamente nos olhos da loira, se perguntando o porquê dela ter feito isso, salvando sua vida e arriscando a dela. 

– Por que você fez isso, Swan? - seus olhos transbordaram lágrimas.

– Não podia deixar que te matassem... Henry precisa muito de você.

Regina sentiu a culpa pesar sobre o peito. Se alguma coisa acontecesse a Emma, jamais se perdoaria, o Henry não a perdoaria. Aquele destino era dela, aquela flecha era para ter atingido o seu braço. Foi retirada do chão por David e Hook, completamente abalada. Regina correu até Snow, abraçando-a em meio às lágrimas.

Pedira perdão inúmeras vezes, abraçando a morena como se tentasse tirar dela a dor que sentia. 

Não iria permitir que nada pior acontecesse a Emma, não enquanto ainda permanecesse viva. Fizera muito mal a sua família e não iria deixar que isso acontecesse novamente. 

Alguns minutos depois, a ambulância chegou, pondo Emma na maca, e levando-a até o carro. Deram partida e logo todos seguiram para o hospital, em exceção de David, que ficou para levar aquelas pessoas até a delegacia. Não muito depois já estavam no hospital e logo foram recepcionadas por Dr. Whale.

– Como a Emma está? - Snow correu até ele.

– Podem ficar tranquilos, a flecha não perfurou o braço, apenas rasgou a pele, mas nada que uma atadura e alguns pontos não resolvam.

Regina e Snow se entreolharam, aliviadas. Como só estavam as duas, Whale liberou para que fossem vê-la. As morenas seguiram, uma em sua vez, entrando na ala dos pacientes, onde Emma estava, recebendo os últimos cuidados antes de ser liberada. Aparentemente a loira estava bem, tirando o incomodo que demonstrava sentir a cada vez que a enfermeira movimentava seu braço.

– Com licença. - disse Snow White, abrindo uma fresta da porta. – Emma?

– Oi. Que bom que vocês vieram. - sorriu sem mostrar os dentes, do jeito que sempre fazia. – Você está bem, Regina?

– Estou. - Regina se aproximou da maca. – Você não deveria ter feito aquilo, Emma. Eu que deveria ter recebido aquela flechada. Era uma consequência do que eu fiz no meu passado. Não era para você ter se machucado.

– Eu jamais deixaria que isso acontecesse. Você pode achar que não, que eu não estou ao seu lado, que eu tentei atrapalhar sua vida com o Robin quando trouxe a Marian de volta, mas eu juro pra você que eu só quero o seu bem, Regina. Você é a mãe do meu filho também. 

– Muito obrigada. - segurou na mão dela. – Você vai ficar boa, e aí, nós iremos, juntas, parar essas pessoas e descobrir o aconteceu. E iremos cuidar do Henry, juntas. 

Emma sorriu, segurando também em sua mão. Snow se aproximou das duas, abraçando a filha. Regina se afastou um pouco, deixando que as duas tivessem um momento delas. Foi quando se deu conta de que Hook não tinha vindo junto, mesmo parecendo estar muito preocupado quando a ambulância deu partida. Resolveu ir até a recepção, talvez teria chegado um pouco depois e como só podiam dois acompanhantes por visita, cederia o seu lugar para que ele pudesse ver sua amada. Como foi de se esperar, o moreno dos olhos verdes, coberto por suas vestes negras - que eram uma marca do homem - e um charme que só ele tinha, aguardava ansiosamente por notícias. 

– Olá, pirata. Demorou a chegar! Pensei que viria logo atrás de nós. - se sentou ao lado do mesmo, que balançava a perna compulsivamente, transparecendo preocupação. O homem olhou-a, ajeitando sua postura na cadeira.

– Regina, eu preciso que você mantenha a calma. - pediu e a morena sentiu o coração acelerar.

– O que aconteceu? 

– O Henry...

– O que aconteceu com o meu filho? Fala, Killian! - o interrompeu, alterando a voz e com um forte aperto em seu peito.

– Sequestraram o Henry. 

                        ➵  ♕  ➵

As últimas horas foram torturantes para todos da cidade. Uma busca sem fim início-se em Storybrooke, atrás de alguma pista de onde o menino Henry poderia estar. Já havia se passado quatro horas após a última vez que Regina o vira, antes de correr para a mata, tentando se esconder da confusão causado pelos invasores. Belle e Rumple tentavam achar nas câmeras de segurança das lojas, algo que pudesse lhes ajudar na busca, David e Hook rondavam casa por casa, loja por loja, rua por rua, atrás de pistas que levassem eles até o menino. Snow havia ficado em casa com Emma, que ainda estava em repouso, evitando mencionar o ocorrido, já que não poderia ajudar e mais uma preocupação não seria a melhor coisa. Ruby, vovó e os outros espalhavam cartazes e abordavam as pessoas que encontravam pelo caminho, mas ninguém tinha visto o Henry. O menino tinha sumido sem explicação alguma.

Regina se encontrava em seu cofre, agoniada, buscando por uma solução. Já havia revirado todas as suas poções atrás de encontrar um novo feitiço para chegar até o filho, mas não encontrava de jeito nenhum a receita com os ingredientes. Estava cega por conta do nervosismo e tentar se acalmar era em vão. Só de pensar que Henry poderia estar em perigo, seu coração apertava e um grande vazio se fazia presente dentro dela. Reviraria aquela cidade inteira atrás do filho se fosse preciso!

O toque do seu celular soou pelo ambiente, e a prefeita correu para atende-lo, na esperança de que fosse alguma notícia do filho. Vasculhou a bolsa e encontrou o aparelho, vendo o nome de Daniel na tela.

– Alô! Daniel? Oi. Você ficou sabendo o que aconteceu? Você tem alguma notícia do Henry? - disse, quase que em uma súplica.

– Sim, eu fiquei sabendo o que aconteceu, mas eu não tenho nenhuma notícia do Henry, ainda. Mas eu te prometo, Regina, eu o trarei de volta para você! - tentou conforta-la.

Regina segurou as lágrimas e engoliu em seco. Tentara se manter forte em todos os momentos difíceis de sua vida, mas estavam mexendo no seu ponto fraco. Não se via sem o filho, era preferível dar a sua vida pela dele.

A morena desligou o telefone e continuou a procurar uma solução. Só sairia dali quando achasse uma maneira de encontrá-lo!

No instante em que se virou novamente e pegou o imenso e um pouco empoeirado livro de magia, uma pena caiu de dentro das páginas, pairando sobre o chão. Era a mesma pena que Gold havia mostrado a ela.

A prefeita se abaixou, tomando o pequeno objeto em suas mãos. Olhava fixamente para ela, deixando uma lágrima escorrer pelo seu fino rosto. Um calor lhe subiu a alma, e uma sensação de conforte aqueceu seu coração. Era como se fosse um sinal, enviado para dizer a ela que as coisas iriam ficar bem. Sentia a presença de Robin ali e assim que fechou os olhos, se deixou levar pela vontade imensa que sentia em tê-lo ali, naquele momento, podendo se jogar em seus braços, recebendo o seu apoio. Abriu os olhos e se viu sozinha. Os dois homens de sua vida estavam longe dela. Perdera Robin, mas não podia perder Henry! Guardou a pena no bolso do sobretudo e voltou a ler o livro, com mais atenção e calma.

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– Como vocês esconderam isso de mim? - Emma pronunciou aos gritos, deixando lágrimas escorreram por seu rosto. 

Estavam todos reunidos no Granny's, esperando que trouxessem Henry de volta. O menino tinha sido encontrado em um porão de uma casa abandonada, sem ninguém com ele. 

– Para te deixar assim? Você já sofreu um acidente hoje, Emma. Não fazia muito tempo que o Henry tinha sumido, então decidimos deixá-la descansar. - David tentou explicar, mas a filha parecia sentir mais raiva a cada palavra.

– Vocês insistiram demais para que eu tomasse aquele remédio, dizendo que tinha sido receitado para caso eu sentisse dor. Aquilo não era remédio para dor nenhuma! Era um calmante, que me deixou dopada por horas, não era? 

– Emma, nós erramos sim em fazer isso, mas só pensamos no seu bem estar. Você já estava emocionalmente abalada. - Snow tentou mais uma vez.

– Vocês não podiam ter escondido isso de mim! Eu só irei conseguir ficar bem quando o meu filho voltar! - chorava. – Cadê o Henry? Por que essa demora toda? - Killian se aproximou, a abraçou e dando-lhe apoio.

Regina assistia a cena um pouco afastada, encostada no balcão. Estava angustiada, também não aguentava mais a espera incansável por novas notícias. A porta da lanchonete se abriu no mesmo instante e Henry adentrou o local, acompanhado de Daniel. Todos acompanharam com o olhar e um coro de palmas tomou conta do ambiente. Regina sentiu a respiração voltar ao normal e o coração desenlaçar do nó que parecia o envolver. As duas mães correram até o menino, abraçando-o como se fosse a última vez. 

– Henry! Meu deus, você está bem? – Emma agarrou o garoto, ainda com as lágrimas escorrendo pelo rosto.

– Filho! Que medo que eu tive de te perder. - fora a vez de Regina agarrar Henry.

A família esperou que as duas terminassem de falar com Henry, e assim que conseguiram, mataram a saudade e a angústia que haviam sentido. Regina olhou Daniel, que assistia os reencontro deles com um sorriso no rosto. Ele havia sido seu herói, prometendo trazer Henry de volta e não fizera o contrário. Deveria a ele pelo resto de sua vida.

– Daniel, eu não tenho como te agradecer. Você me trouxe de volta o que eu tenho de mais precioso nessa vida. - disse, sorrindo e envolvendo-o em um abraço de gratidão.

– Não precisa me agradecer. Me sinto ligado a esse menino de uma certa forma. Não o conhecia, mas eu vi que não podia ficar sem fazer nada. - acariciou de leve os cabelos de Regina. Soltaram-se do abraço e Daniel segurou em seu rosto, limpando as lágrimas da bela mulher.

Regina só conseguia sorrir. Estava começando a ver Daniel com outros olhos, de um jeito que ainda não tinha visto desde sua volta. Tinha receio de seu caráter, ou até mesmo medo de Cora ter feito algo com ele por lá, estar com o seu coração neste exato momento e no controle de tudo o que ele fazia, mas depois do que havia acontecido, tinha deixado esse medo ir embora. Lhe agradeceria para sempre pelo que fizera.

Lentamente, Regina avançou um passo na direção dele, deixando seus corpos quase colados. Não sabia o que estava sentindo ao certo, mas não queria deixar aquilo passar de jeito nenhum. Daniel segurou firme em sua nuca, olhando fixamente em seus olhos. Uma brisa fresca bateu em seus rostos, desarrumando o cabelo de Regina, que riu, o ajeitando. O vento começou a ficar mais rigoroso, batendo as cortinas da lanchonete. No mesmo instante, a pena que estava em seu bolso voou, parando em frente à porta. Regina a seguiu com os olhos, vendo a porta se abrir e um homem alto entrar. Regina olhou seus sapatos, que pareciam estar sujos de lama ou barro. Subiu o olhar até a cintura do mesmo, e sentiu uma sensação estranha. Parecia reconhecer aquelas roupas, até mesmo aquele corpo. Seus olhos cruzaram instantaneamente com dois olhos azuis. Tão azuis que remetiam o mar, onde parecia ter acabado de mergulhar, perdidamente encantada. Sentiu a respiração descontrolar e seu coração palpitar fortemente em seu peito. Não! Só podia estar sonhando. 

– Robin? - criou forças para falar, completamente desacredita. 

– Regina! 

 


Notas Finais


Eu juro que fico com o coração acelerado quando esses dois se reencontram. E vocês, o que acham? Me contem? Obrigada mais uma vez e boa noite. Bom feriado! Beijinhos


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