História You Are My Secret - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Georgi Popovich, Isabella Yang, Jean-Jacques Leroy, Lee Seung Gil, Mila Babicheva, Otabek Altin, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Otabek Altin, Otayuri, Yuri Plisetsky, Yuri!! On Ice
Visualizações 45
Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não tenho o que falar.
Então...
Boa leitura.

Capítulo 2 - Olhos...


Humanos podem ser tão obscuros quanto qualquer demônio.

Os olhos claros piscaram pesados, um pouco ao longe ouvia uma voz, não reconhecia aquele timbre, nem o toque macio em sua bochecha.

Todo seu corpo doía  e sentia que tinha pelo menos um osso fora do lugar.

O que havia acontecido mesmo?

Ah, fora atropelado.

A voz foi ficando um pouco mais clara com o passar dos minutos.

- Moça você está me ouvindo?

Mais que porra de palhaçada era aquela?

Tinha algum idiota tendo a ousadia de confundi-lo com uma garota, mas levando em conta e parando pra pensar Yuri era facilmente confundido com uma garota.

Mas ele não aceitava isso, de maneira nenhuma.

Abriu finalmente as orbes verdes e mirou o homem parado a sua frente.

Esse que suspirou aliviado ao o ver acordado.

- Você está bem?

Olhou indignado para o moreno.

- Mais que merda de pergunta idiota é essa? você acabou de me atropelar, é meio óbvio que bem eu não estou, não é mesmo?

Otabek olhou espantado para a garota a sua frente diante a resposta mal educada.

- Olha moça...

Foi interrompido pelo loiro, que já se encontrava sentado no chão, com a mão no ombro esquerdo que doía como nunca.

- Eu juro que se você me tratar pelo feminino mais uma vez, eu arrebentou seu dentes.

Os olhos castanhos escuro se arregalaram pela surpresa de ver que aquela pessoa, não era uma garota, mais parecia tanto.

- Ai meu ombro.

O murmúrio dolorido lhe chamou a atenção.

- Vem, você precisa ir a um hospital.

Estendeu a mão que foi prontamente ignorada.

- Está louco?

Yuri aumentou o tom de voz, não podia ir até um médico, não podia de maneira nenhuma ir até um hospital.

Tinha que ir para casa.

- Mais você está machucado, tem que ir para um hospital, pode ter quebrado o ombro...

- Eu não posso.

Foi interrompido pelo loiro mais uma vez, esse que tentava levantar, a expressão de dor presente no rosto delicado.

- Pois me deixe pelo menos chamar alguém para te examinar.

Yuri pensou em negar, mas ao olhar para uma das ruas viu um dos rapazes que estavam lhe procurando, virar uma esquina.

Porra, eles não desistiriam nunca?

Tinha que sair dali o mais rápido possível.

- Tudo bem, só vamos sair daqui.

Disse levantando o mais rápido que conseguiu, pela dor forte também em seu tornozelo.

Parecia que tinha sido atropelado por uma manada de elefantes e não por um carro.

- Rápido.

Acrescentou, para deixar claro sua pressa quando viu o moreno ainda parado lhe olhando confuso.

 Com a ajuda do desconhecido, foi colocado no carro caro, já que até respira lhe aparecia difícil, agora que a euforia passava.

 Na mesma hora que o moreno deu a partida, o seu perseguidor olhou para aonde estava a minutos atrás.

Essa tinha sido por pouco, tinha que começar a ter cuidado redobrado.

Suspirou aliviado e deixou o corpo relaxar no banco macio, tinha certeza de que aquele banco valia mais dinheiro que sua casa.

Se sentiu observado e virou o rosto para o moreno que lhe olhava de canto de olho, tentando manter a atenção em si e na estrada.

Aquele idiota achava o que? 

- O quê foi? Não precisa ficar me vigiando, não vou pular do veículo em movimento, ainda mais depois de sofre um acidente.

Viu com satisfação o moreno, chamaria ele assim já que não sabia seu nome, olhar para a frente parecendo constrangido por ter sido pego no ato.

Otabek havia lembrado de hoje mais cedo, da pessoa loira que viu sendo arrastada do beco, tinha certeza de que era aquele garoto.

- O quê você fez?

A pergunta pegou Yuri desprevenido.

- Não sei do que você está falando.

Estava confuso sobre a pergunta.

- Hoje mais cedo, tinha uns caras com você e agora eu tenho certeza que era um deles que estava na rua a poucos minutos.

Então aquele era o cara de hoje mais cedo?

Yuri se perguntou, logo mais ficando indignado pelo outro não tê-lo ajudado.

 Era muita coincidência, mas não podia explicar para o mesmo o porque de estar sendo procurando, não podia correr o risco de deixar mais alguém saber sobre si.

Não podia correr o risco de deixar ser pego novamente;

Que chegassem até quem protegia;

Simplesmente não aguentaria, o olhar de raiva e perder mais alguém que lhe era importante, alguém a que muito custo estava tentando manter ao seu lado.

- Não é da sua conta.

Respondeu mal educado e virou para a janela.

Altin já havia percebido o modo esquivo do garoto, ele devia ter passado, se ainda não passa, por muita coisa para levantar uma barreira tão alta a seu redor.

Mas isso não diminuía a vontade que estava criando em si de lavar aquela boca, pequena e bonita, com sabão.

(...)

A viagem seguiu em completo silêncio.

Incômodo.

Ao passarem em frente a um pet shop e Yuri visualizar um casal saindo do local com um filhote em mãos sua mente deu um estalo.

Estava ficando louco?

Deixou-se confiar naquele homem tão facilmente, no mesmo idiota que não olha por onde dirige.

Estava no corro dele indo só Kami sabe para onde?

Tinha perdido o juízo de vez.

Olhou para o moreno.

- Aonde está me levando?

Otabek assustou-se com a pergunta repentina e em um tom mais alto que o normal, que quebrou o silêncio pesado do automóvel.

- Para minha casa.

Os olhos verdes cresceram.

- Eu não vou, pare o carro.

Otabek estranhou ainda mais o comportamento do menor, se é que isso era possível.

- Você tem que ver um médico, vai ser na minha casa ou em um hospital, você que escolhe.

Se pronunciou sério, para enfatizar o que havia dito travou as portas do carro, observou pelo canto de olho o garoto ficar mais acuado ainda.

Estava assustando o mesmo.

- Já decidiu?

A voz saiu mais grave do que realmente queria.

- Sua casa.

Yuri murmurou com um bico contrariado nos lábios finos e bem desenhados.

- Muito bem.

- Mas só quero deixar claro que isso é sequestro e eu posso te denunciar para a polícia.

O moreno quase riu do jeito arrisco do outro.

Lhe lembrava um gato.

- Mas duvido muito que vá fazer.

Ele tinha razão, Yuri Plisetsky não poderia ir até a policia, ou a qualquer repartição pública e privada.

Porque para todos os efeitos...

Yuri havia morrido no dia 5 de outubro de 2012.

(...)

Os olhos azuis cintilavam enquanto olhava pela pequena janela.

A rua estava deserta e nevava novamente.

Aonde ele havia se metido?

Olhou mais uma vez o relógio na parede da sala, marcava pouco mais de 22:30, ele nunca chamava tão tarde.

O barulho da porta de madeira abrindo lhe chamou a atenção, mas voltou a mesma a janela ao perceber que não era quem esperava tão ansiosamente.

- Victor?

Yuuri estranhou quando viu o platinado parado em frente a janela, deixou seu casaco e cachecol na entrada da casa, assim como os calçados e andou até o mais velho.

- Aconteceu alguma coisa?

Perguntou calmo e o outro finalmente lhe olhou.

A preocupação era nítida nos olhos azulados e isso ligou todos os alertas do corpo do japonês, quando seu marido ficava assim só tinha um motivo.

- Cadê Yuri?

O mais alto lhe abraçou.

- Ele não voltou Yuuri, estou preocupado.

Realmente era preocupante, o russo mais novo raramente saia e sempre que fazia isso estava em casa antes da noite cair.

- Logo mais ele chega.

Apesar de nem mesmo ele acreditar em suas palavras, falou-as para ver se o mais velho ficava mais calmo.

Victor estava doente e não podia se estressar, coisa que o sumiço de Yuri causava em demasia ao mais velho.

Abraçou o platinado com mais força e foi retribuído da mesma maneira.

Beijou os lábios frios, um beijo singelo, apenas um curto encostar de lábios, mais que para os dois dizia muito, assim como as alianças que brilhavam nos dedos andares dos mesmos.

Representava tudo de bom que tinham e também o que tiveram que abrir mão para estarem juntos.

Ninguém conhece a verdadeira maldade de um ser humano até estar de frente com essa.

Aqueles dois conheciam.

Mas ninguém conhecia a mesma como Yuri Plisetsky.

(...)

Seung-Gil Lee era considerado um pessoa calma, em sua maior parte do tempo.

Alguém com uma paciência invejável e até mesmo antissocial em tempo integral, já que esse não gostava realmente de festas ou qualquer coisa do tipo.

Tinha preferência pelo aconchego de sua casa e a companhia de seu cachorro.

Por esse motivo quase ninguém entendeu quando o mesmo formou-se em medicina, uma área em que você fica a maior parte do tempo em contato direto com as pessoas.

Mas quer um profissão aonde você já começa a perder sua vida social no primeiro ano cursando a faculdade?

Medicina.

Então achava a profissão perfeita para si.

Além de gostar de ajudar pessoas.

Mais não quando a pessoa lhe liga 22:32 da noite pedindo que vá até sua casa, alegando ser uma emergência.

Assim que a porta a sua frente foi aberta encarou sério os olhos castanhos que lhe fitavam, mais sérios ainda.

- Sabe Otabek, deu muito trabalho fugir do Jean, então é bom que você tenha no mínimo atropelado alguém, para estar me tirando de casa domingo mais de dez da noite.

Esqueceu de dizer em meio a neve que caia com força total.

- Lee eu atropelei um garoto.

Se isso viesse de qualquer outra pessoa, como Jean por exemplo, não acreditaria, mas Otabek era sério demais para fazer esse tipo de brincadeira.

Levou a mão a testa, tirando os fios negros da mesma, enquanto entrava na casa do moreno, tirou os calçados e casaco na entrada.

- Aonde está?

- O que?

Olhou o outro confuso perguntando se o moreno havia batido a cabeça durante o acidente.

- Como o que? O garoto.

- Está no quarto.

Começou a seguir o dono da casa enquanto esse subia as escadas para o segundo andar.

- Como foi que isso aconteceu?

Olhos confusos pousaram em si.

- Estou falando do acidente.

- Ah, eu não sei bem, fechei os olhos por dois segundos e quando os abri só deu tempo frear, mas mesmo assim acabou batendo no garoto.

Analisou bem o amigo, Seung percebeu o machucado na testa do mesmo, aquilo podia explicar um pouco da letargia do Cazaque.

- Chegamos.

O maior bateu na porta do quarto.

- Yuri, o médico chegou.

Poucos segundos depois a porta foi aberta, Lee mirou a figura loira dentro do cômodo e depois o moreno ao seu lado.

- A roupa não prestou em mim.

Falou desinteressado.

Otabek estava sem reação, tinha pedido para o menor tomar um banho assim que chegaram, para tirar o excesso de sangue dos machucados.

Preste bem atenção no termo pedido, porque descobriu da maneira mais difícil que aquele pequeno gato podia ser muito contrário a ser mandado.

Tinha lhe emprestado uma roupa, que obviamente não serviu no loiro, já que ele se encontrava apenas com sua camiseta preta, que ia até a metade das cochas pálidas e bem feitas.

Aquele ser iria lhe enlouquecer em apenas poucas horas que se conheciam.

- Acho que é apenas falta de sexo.

Lee concluiu, ao perceber que talvez a dificuldade do amigo em entender coisas não se devia apenas a pancada na cabeça.

Mas talvez, só talvez, tenha falado alto demais e atraído a atenção do Altin para si.

- Disse algo?

- Hum Hum. 

Negou com a cabeça.

- Vou começar a examina-lo.

Avisou.

- Tudo bem, eu vou tomar um banho.

Só agora havia percebido que o moreno ainda estava com as mesmas roupas da boate.

Concordou e começou a fazer seu trabalho.

Curativos e exames de toque.

- Acho que está tudo bem, apenas machucados mais superficiais, não precisará de pontos, apenas seu ombro que seria bom bater um raio-x.

Yuri assentiu com a cabeça, apesar de ter certeza que não faria esse e já estava se sentindo aliviado quando a pergunta bingo veio:

- Você é um vampiro?

Queria negar, mas antes mesmo de fazer isso, levou seus olhos assustados até o barulho de coisas caindo na entrada do quarto. 

- Como assim um vampiro?

Otabek estava lá e junto a ele o mesmo olhar que Yuri sempre recebia.

Fechou os olhos imaginando o que se seguiria.

Conhecia aqueles olhos.

Eles lhe encaravam como a maioria, com ódio.


Notas Finais


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