História You are my Soul - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Personagens Personagens Originais
Visualizações 28
Palavras 1.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom de semana e vejam as notas finais auhauahua

Capítulo 23 - Minhocas na cabeça


Fanfic / Fanfiction You are my Soul - Capítulo 23 - Minhocas na cabeça

A viagem demora mais do que o esperado, afinal já estava tarde e não haviam muitos táxis disponíveis naquele momento. Fico impaciente por todo o caminho e quando finalmente chego na mansão Luthor, dou o dinheiro da viagem e nem ao menos espero para receber o troco. Corro em disparada até o portão que logo se abre, provavelmente por Rosa já ter avisado sobre a minha vinda.

—Onde ele está? Entro desesperada e sem fôlego na sala de estar onde Rosa já me espera.

—Calma Liza. Lex está no quarto dele lá encima, Lex já...

Malmente espero Rosa terminar de falar e já subo as escadas o mais rápido possível. Ando rapidamente pelo corredor e quando finalmente chego na porta do quarto, paro por alguns segundos para tentar normalizar a respiração, e abro a porta repentinamente.

—Alexander Luthor! Se você não chamar a droga de um médico agora mesmo, eu vou terminar o que o Batman começou. Grito antes que eu perca a coragem.

—Bem, isso não será mais necessário. Eu já havia chamado um a quase uma hora. Ele sorri minimamente, já com os curativos feitos.

Olho com um pouco mais de atenção e sem graça, finalmente percebo um homem moreno no canto do quarto terminando de arrumar sua maleta. —Ele está bem? Me volto para o médico.

—Sim, senhorita. Apesar de parecer grave, os ferimentos foram leves.

—Que bom. Digo envergonhada. Passar bem Lex. Falo atrapalhada deixando o quarto.

—Espere! Lizaaa! Lex solta um pequeno gemido e eu paro bem na porta.

—Sim. Digo já aliviada.

O médico fecha sua bolsa e passa por mim, me deixando sozinha com Lex.

—Por que veio? Ele se ajeita com dificuldade na cama e me encara a todo o momento.

Me aproximo lentamente e fico frente a frente a ele, parada na ponta da cama. ­—Porque sei o quanto é teimoso e que recusaria ajuda médica. Só queria garantir que se cuidaria. Não brigue com a Rosa, ela estava preocupada com você.

—Bem, dessa vez você estava errada. Ele sorri sem mostrar os dentes.

— Ainda bem que estava errada. Falo sem graça, pelo clima estranho entre nós. ­—Bem, pelo que parece você vai sobreviver, o caminho de volta é longo e eu tenho muito trabalho amanhã. Passar bem Lex.

— Liza. Está tarde, durma aqui, eu, eu.... eu... Ele faz uma pausa e respira fundo antes de continuar. — Eu não sei como disser isso, mas por favor, me perdoa.

— Lex. Você sabe que não temos volta. Não temos nenhuma uma compatibilidade, só vamos fazer mal um para o outro.

— Liza...Você não pensou duas vezes quando soube que eu havia me machucado, se não há mais nada entre nós, se não há qualquer conserto, por que está aqui? Se não sente mais nada por mim, por que ficou preocupada com o que aconteceu comigo? Você não vê o quanto um é importante para o outro, o quanto um preza pelo outro? Se isso não é razão para que fiquemos juntos, eu não sei o que seria.

— Eu ficaria preocupada por qualquer pessoa Lex. Desconverso.

— Não desse jeito. Não tão intensamente. Liza, eu me descontrolei, eu errei feio com você naquele dia. Eu não paro de pensar no que fiz a você nem por um segundo desde aquela noite terrível.

— Eu também não. Tento segurar o choro na garganta. ­—Você não tem noção do quanto aquilo me machucou e tem me machucado.

—Eu sinto muito.

—Sabia o quanto venho me esforçando para não voltar as bebidas e as drogas, mas fez questão de jogar na minha cara. Limpo uma lágrima solitária. —E ainda insinuou que sou uma pessoa promíscua, me relacionando com vários homens.

— Você sabe que foi da boca para fora. Eu estava morrendo de ciúmes Liza. Você viu a matéria com as fotos suas e do Bruce Wayne juntos? Vocês pareciam um casal.

—Mas você sabia que somos apenas amigos. Não precisava daquilo. Se tinha algum problema, era só ter conversado comigo e não agido feito um louco.

—Liza. Eu realmente sinto muito. Vamos recomeçar, por favor! Lex suplica. Ele se levanta lentamente e para na minha frente, segurando minha mão direita entre as dele.

— E na próxima vez que tiver um ataque de ciúmes vai fazer o que? Me agredir Lex digo fungando o meu nariz já úmido.

— Não eu nunca te faria mal intencionalmente. Ele toca levemente meu rosto.

—Tem certeza disso? Sabia que depois que nos afastamos, misteriosamente o medicamento que eu recebia parou de ser fornecido? Estava ciente disto? Tiro sua mão do meu rosto.

— Eu... Ele se perde em suas palavras e desvia o olhar.

—Quer saber, não precisa responder. Eu já sei a resposta! Você era o financiador da pesquisa e mandou parar o fornecimento por pura vingança. Muito obrigada Lex! Passo as mãos pelo meu rosto, e me afasto dele.

—Foi uma grande tolice da minha parte. Achei que se pedisse para pararem de te mandar o medicamento, você me procuraria pedindo ajuda. Ele balança a cabeça várias vezes.

—Então você é realmente o financiador da pesquisa. Digo indignada. —E eu só fui um brinquedo em suas mãos. Como pode fazer isso? Acha que minha vida não tem valor algum e que pode fazer o que bem entender?

—Isso nunca passou pela minha cabeça. Liza eu me importo com você! Achei que recusaria participar da pesquisa e o tratamento se soubesse que eu estava financiando. Só estava tentando te ajudar.

—E me ajudou muito quando exigiu que parassem de me enviar o medicamento! Você sabe como fico quando não tomo o remédio e mesmo assim mandou que parassem o fornecimento. O único que você quer ajudar é a si mesmo ALEXANDER LUTHOR! Não sabe o quanto minha vida está um inferno desde que parei de tomar a droga da medicação. Bem que Alicia me alertou.

— Alicia?

— Minha chefe. Lembra? Sou assistente pessoal dela agora, e ela vem notando como estou depois que parei o remédio, e como isso coincidentemente começou depois que nós dois nos afastamos. Respiro profundamente e solto o ar de vez. Desde aquele dia parece que estou saindo de um círculo infernal e entrando em outro. Desabafo em meio a uma crise de choro. —Eu não durmo, tenho pesadelos com lembranças terríveis, e minha chefe faz questão de deixar o meu ambiente de trabalho o mais horrível possível. Tento reprimir as lágrimas. —Melhor parar por aqui mesmo Lex! Antes que piore a sua situação. Viro meu corpo para sair do quarto, mas Lex me abraça por trás.

—Calma Liza. Respira, eu estou aqui. Ele sussurra no meu ouvido.

—Eu odeio você! Tento me controlar entre as fungadas do choro.

—E eu te amo. Ele aperta um pouco seu abraço e desabamos no chão.

Me viro repentinamente, e entre as lágrimas salgadas e todo a dor que tínhamos acumulado desde nossa briga, matamos o nosso desejo e fazemos amor intensamente ali mesmo no chão.

 

POV Clark Kent

Já era a quinta vez que eu discutia aquele assunto com Lois. Ela estava inconformada com a minha decisão e não havia nada que a pudesse fazer mudar de ideia. Apesar de estar viajando a trabalho, me ligava praticamente a cada duas horas insistindo para que esperasse o seu retorno.

—Não posso esperar mais Lois. Eu irei sim ao capitólio amanhã. Eu, como Superman tenho que arcar com todas as minhas responsabilidades. Eu destruí a vida daquelas pessoas Lois, não há volta, mas ainda posso pagar pelos meus erros.

— Nós não temos certeza de nada Clark. Você não é nenhum assassino, já salvou tantas vidas, por que não olha pelos que foram salvos.

— A minha falta de preparo me fez tirar vidas Lois enquanto estava salvando outras.

— Ninguém nasce sabendo, nem mesmo você que é um Alien. Por favor, Clark! Pelo menos espera a minha volta. Há coisas que você precisa saber antes.

— Isso não pode mais ser prolongado, Lois. Por favor entenda.

— Clark!!!

— Eu te amo, sol da minha vida. Digo encerrando a chamada e desligando o telefone. —Mas isso é inevitável e eu preciso encarar de frente. Sussurro sabendo que não havia mais ninguém ali.

Pov Bruce Wayne

 

A captura da criptonita havia sido um sucesso apesar do contratempo que me fez ter que ir buscar a pedra na Lex Corp. Alfred já me esperava na Batcaverna com a sua velha expressão de você não deveria ter feito isso.

—Conseguiu o que queria? Diz enquanto me ajuda a retirar o traje.

—Sim. Eles escaparam no porto, mas consegui rastrear o criptonita até a Lex Corp e pega-la.

— Que bom, e agora que você tem o que queria, poderia voltar sua atenção a sua única amiga? A única pessoa além de mim que está presente na sua vida.

— Eu não me descuidei dela Alfred, mas isso aqui tinha uma certa urgência.

— Destruir o alien que até agora só tem nos ajudado, grande urgência. Ele despeja seu sarcasmo.

— No dia que o Superman se virar contra nós você será o primeiro a me agradecer Alfred. Aquele Alien é uma grande bomba nuclear e você sabe disso!

— Aquele Alien só tem feito boas coisas por nós! E se tem alguém que precisa da sua ajuda neste momento é Elizabeth!

— Eu já tentei tudo! O financiador da tal pesquisa tem total controle de tudo. Não importa quanto dinheiro eu ofereça para que continuem o trabalho e produzam o medicamento, mesmo que a pesquisadora e sua equipe queiram continuar, há um acordo de exclusividade e confidencialidade inquebrável. Ou seja, só o financiador pode ter posse pelo que é gerado na pesquisa e ninguém pode saber quem ele é.

—E quanto as medicações que ela tem tentado, os calmantes naturais.

—Só permitem que ela durma por algumas horas, depois que ela desperta de um daqueles “sonhos”, e não há como voltar a dormir.

 ­—Liza é uma ótima garota, receio que se continuar assim, em uma hora ou outra ela possa ter algum colapso nervoso.

—Eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance Alfred. Amanhã mesmo, antes que ela vá para o trabalho, passarei na casa dela e verei se ela está bem.  


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Fiquei com um pouco de receio sobre a conversa deles :) (riso nervoso)
Bem o capítulo foi dividido em dois e essa é a primeira parte dele. Achei a quantidade de palavras boas e se colocasse tudo talvez ficasse com muitas informações e coisas acontecendo ao mesmo tempo.
Tenho uma notícia boa e uma ruim
A boa é que não vai demorar para sair o próximo e a outra que atualizações agora só deve acontecer para depois de Dezembro, por isso, dei um jeitinho de escrever esse capítulo um pouco grandinho que acabou sendo dividido.
Espero que tenham gostado e segurem os forninhos para o próximo capítulo que terá uma revelação.

*O médico era na verdade Capanga de Luthor


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