História You are the love of my life (G!P) - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato
Tags Arianan Grande, Demi Lovato, Entre Outros, Originais
Exibições 94
Palavras 3.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Pessoal outro capitulo que acabou de sair do forno XD espero que vocês gostem (O titulo não ficou aquele titulo perfeito, mas eu não consegui achar um melhor que esse kkkkkk) Enfim espero que vocês gostem e ate as notas finais


Boa Leitura...

Capítulo 34 - Em Casa!


Anteriormente:

— Ei, Demi, por favor, responde.... Não fecha os olhos, por favor. Demi. Demi. Demi, não... Demi!

Agora:

— O que aconteceu?! – Outra voz mais grossa soou no meio daquela escuridão. Da minha escuridão.

— Eu não sei, só me ajuda a tirar ela daqui. Ela está quente, parece estar delirando. – Apavorada. Era assim que a primeira pessoa que antes gritava por mim estava. Apavorada.

Senti meu corpo ser erguido do chão e um movimento rápido acontecer em seguida. Seja lá quem estava me carregando provavelmente estava correndo. Correndo feito um louco. Por mais que eu quisesse ver quem de fato era, eu não conseguia, tudo que eu enxergava era o preto. “Teria eu ficado cega? ” Pensei. Se é que de fato aquele era meu pensamento, já que minha mente estava atordoada de novo. Talvez fosse.

— Daddario, preciso que mantenha ela acordada, por mais que ela não te responda, você tem que me garantir de que ela está consciente até que a gente chegue a enfermaria, certo? – O ser que me carregava falou.

— Certo! – Então era a agente Daddario que tentava a todo custo conversar comigo. Tolice, já que tudo que eu conseguia ouvir eram gritos e mais gritos e muitas risadas. Risadas essas que debochavam a todo instante. Mas eu agradecia mesmo assim por Daddario por estar tentando me trazer pra realidade.

(...)

— Deitem ela aqui! – Uma voz mais rouca dessa vez, falava com pânico. – O que aconteceu com ela? – Perguntava afobado. Daddario respondeu a mesma coisa de antes, que não sabia e que aparentemente eu estava delirando. Logo meu corpo colidiu com algo que provavelmente era uma maca. – Ok, vamos ver o que eu posso fazer... – E dito isso a tal voz se calou. Senti uma agulha entrar em meu braço, com certeza estavam me sedando ou qualquer coisa parecida. Aos poucos os gritos, as risadas e a maldita dor de cabeça foram sumindo. As vozes saíram e um silêncio reinou em minha mente.

Estava um completo silencio, se eu não estivesse sentindo meu coração bater em meu peito, eu diria que estava morta sem dúvida. Era incrível o poder que a medicina tem. Se você está com dor, uma simples medicação e “Pimba” você está novinho em folha. Era assim que eu me sentia, como se nada tivesse de fato acontecido e que tudo não passou de um terrível pesadelo.

Ah aquele silêncio, nunca desejei tanto ficar apenas ali, no silêncio. Mas é claro que tudo que é bom dura pouco. Como o próprio ditado já diz. Outra vez vozes, mas dessa vez não estavam em minha cabeça me perturbando. O que já era um começo e também o significado de que eu estava acordada, se é que de alguma maneira eu havia dormido. Eu realmente não sabia.

Com certa dificuldade eu abri meus olhos para talvez me certificar se havia mesmo ficado cega ou não. E agradeci aos deuses pela resposta ser não. Luz, claridade, agente Daddario vindo até mim, cores, força, equilíbrio, sem dores, sem vozes, é parece que está tudo ok.

— Finalmente você acordou! O que aconteceu com você? – Eu também gostaria de saber. Ignorei sua pergunta lhe fazendo outra.

— A quanto tempo estou aqui? – Daddario olhou para seu relógio de pulso para logo depois me responder.

— Três ou quatro horas mais ou menos. – Uau o que para mim teria sido apenas minutos, na realidade havia se passado horas. – Demi o que aconteceu dentro daquela cela? – Essa era uma pergunta que agora rondava na minha mente. “ O que aconteceu comigo? “ ‘’eu teria voltado a ouvir as vozes e só? “ Mas o que de fato provocou isso? Bom decerto eu não saberia responder a essa pergunta. No passado a culpa foi do Júlio. Eu não diria ao certo se a culpa havia sido dele propriamente, mas as malditas vozes apareceram logo depois de eu conhece-lo e conviver com ele. Mas, e dessa vez? O que causou isso? “Talvez minha ‘’discussão’’ com a (Seu nome) “ pensei. Ou talvez eu saber que Júlio ocasionou isso tudo. Eu de fato não sabia o que havia causado a volta das vozes, mas de uma coisa eu tinha certeza, elas não iriam ficar por muito tempo.

— Eu não sei... – Dei de ombros. Eu poderia ter dito “ouvi vozes em minha cabeça”, mas as chances de ela querer me ajudar a entender porquê de eu ouvir vozes, seriam pouquíssimas. O mais provável seria ela me chamar de louca ou qualquer coisa parecida e me colocar em um lugar de loucos, aonde só pioraria a situação. Então apenas dizer que eu não sabia, já era mais que o suficiente para ela.

— Olha, Demi. Por agora... – A frase morreu, ela pensou um pouco mais, talvez estivesse na dúvida se realmente deveria continuar a frase ou deixar pra lá. Afinal quem eu era de importância pra ela? Ninguém! Exatamente. Eu não passava de mais uma das mil pessoas que ela deve ter colocado atrás das grades. Então que diferença faz ela querer ou não saber.

“ Vamos querida, deixe isso pra lá, me leve de volta pra cela e acabe com seu teatrinho. ” Pensei, quase me segurando para não soltar essas palavras.

— Quero que não me veja como uma policial, hun? Quero que me veja como... como... como uma amiga, colega de quarto, como quiser, só quero que confie em mim, por ora... está bem? – Continuou. Daddario sabia que não seria fácil, não por se tratar de mim, mas por se tratar dela. Ela é uma policial e eu sou apenas mais uma presa. Nós somos como, o bem e o mal, o certo e o errado, a verdade e a mentira, sal e o açúcar. Ou seja, completamente diferente uma da outra, somos opostas. É como se houvesse uma placa informando a nós duas “Não dá pra confiar. “

— Com licença! – Uma voz bem conhecida por mim nos atrapalhou antes que eu, se quer pudesse pensar em alguma desculpa para dar a Daddario. Olhei para porta na direção de onde a voz veio, para me certificar de que eu estava certa de quem era ali. Ariana.

— Quem é você? – Daddario saiu de perto de mim, indo até Ariana.

— Sou Ariana Grande, a senhora falou comigo no telefone algumas horas atrás. – Esclareceu. Daddario fez um sinal com a cabeça como se disse “Ah claro, me lembrei” e depois olhou para mim e depois para Ariana novamente.

— Bom, vou deixar as duas a sós. – E antes que pudesse deixar a “sala” onde estávamos Ariana a chamou.

— Ela não pode ficar aqui... – Daddario assim como eu sabíamos que a pequenina de cabelos ruivos a nossa frente não estava falando do lugar em si. Ela se referia a eu ficar presa.

— Verei o que posso fazer. – Disse. Fez um sinal com a cabeça e saiu. Deixando eu e senhorita Grande a “sós”. 

(...)

Horas se passaram e eu continuava naquela maldita cela. O que não era de tudo ruim já que eu não tive que encarar o policial que decidiria se eu ficaria aqui ou se responderia em liberdade. Ariana fez questão de contratar a melhor advogada de Los Angeles, se não me engano seu nome era Iggy Azalea. Eu apenas ficava ali esperando qualquer resultado da conversa delas.

Eu andava de um lado para o outro, estava quase abrindo um buraco em baixo de mim. Estava sem ouvir as vozes fazia horas, o que era bom, mas por outro lado era ruim já que isso significava que elas poderiam voltar a qualquer momento. E ter que passar por aquilo outra vez, não estava na minha lista de: coisas que desejo repetir esse ano.

Decidi me sentar na pequena cama que havia ali. Eu estava com a mão esquerda apoiada em meu joelho, enquanto eu mordia a unha da mão direita. Tá ai uma mania que eu tinha quando estava ansiosa, o que de fato não era nada saudável.

Minutos depois ouvi passos vindo-o que parecia- em minha direção. Me levantei automaticamente e fui até a grade, logo avistei Daddario, ela estava conversando com uma mulher alta, de cabelos loiros e que usava um terninho que a deixava sexy. Com certeza aquela era a tal Iggy.

— E então... – Questionei assim que as mulheres pararam na minha frente. Elas se encararam por alguns segundos, que para mim parecia uma eternidade. E logo vi Daddario esboçar um sorriso curto no canto dos lábios. “Ela havia conseguido. ” Pensei.

— Você irá responder em liberdade Demetria. Eles não têm provas o suficiente para te manter aqui. – Um sorriso satisfatório surgiu em meus lábios. Daddario abriu a cela e me acompanhou até a saída onde Ariana me esperava. Aquilo era uma situação engraçada que provavelmente eu ria no futuro.

— Vamos?! – Questionei a Ariana e a tal advogada que até agora não disse nada, apenas sorria. Com certeza feliz por estar ganhando dinheiro sem ter feito muita coisa. Acho que de todos os casos dela, eu fui o mais fácil de se resolver, o que me assustava um pouco. As coisas estavam fáceis demais.

— Vamos.... – Ari respondeu. Antes que pudéssemos sair Daddario me chamou mais uma vez.

— Demi... – Se aproximou e disse para que apenas eu escutasse. – Qualquer coisa que descobrir sobre o verdadeiro culpado disso tudo, apenas venha até mim e me conte está bem? – Concordei, mas antes de qualquer coisa me veio uma dúvida.

— Por que está fazendo isso por mim? – Não tinha o porquê, mas ela insistia em querer me ajudar e em acreditar que eu era de fato inocente.

— Por que tive muito tempo de experiência para saber quando alguém é ou não o culpado. E algo me diz que você não é culpada.... Então quero te ajudar – Um sorriso singelo brotou e eu prontamente retribui. Saímos de lá, com a minha garantia de que se eu descobrisse qualquer coisa eu informaria Daddario, para que ela possa me ajudar. 

— Vou te levar para casa. – Ariana falou já a caminho da minha casa.

Não questionei, eu precisava - e queria - chegar em casa. Eu queria minha cama “oh céus, minha cama” Pensei e meu corpo tremeu só de pensar na macies dela. Não passei nenhuma noite naquela cela, mas só de cogitar a possibilidade de ter que dormir naquela cama desconfortável, já me dava calafrios. Eu agradecia imensamente por ter saído de lá sem ter a oportunidade de estrear aquela cama.

— Depois Iggy e eu iremos para empresa tentar achar algo que possa provar que você estava lá na hora do acidente e não naquele carro. – Ariana me olhou pelo retrovisor e eu encolhi os ombros. Não que eu estivesse com medo, mas eu não fiquei a noite toda na empresa, eu persegui Miley naquela noite. “Miley” encarei minhas mãos. Miley estava lá, Miley pegou o meu carro naquela noite. “Deus será que algo aconteceu com ela? ” Perguntei a mim mesma. “Não... se algo tivesse acontecido eu ficaria sabendo certo? ”. “Mas talvez...”. “ Não... isso está fora de cogitação. “ “Ou será que não...” “ Será que a Miley estava no carro? “ “Meu Deus Miley. ”

— Demi! Ei... – Ariana estralou os dedos na minha frente me tirando de meus devaneios.

— Sim? – Balancei um pouco a cabeça pra esquecer esses pensamentos loucos e olhei para Ariana.

— Chegamos! – Ela deu um risinho e saiu do carro e eu fiz o mesmo. Fomos até a porta da minha casa. – Aqui sua chave, seus anéis.... ah e claro seu relógio. – Disse me entregando as coisas. Eu já tinha até me esquecido que eles haviam tirado isso de mim, assim que cheguei na delegacia.

— Obrigada! – Agradeci.

— Vamos achar um jeito de provar sua inocência Demetria. – Dessa vez foi a tal Iggy que falou. Me surpreendendo, ela havia ficado quieta até agora, já estava quase aceitando de que ela não era muito de falar com pessoas. Fiz um aceno com a cabeça antes de falar.

— Espero que achem mesmo.... Porque eu não fiz isso.

— Sei que não! Pode ficar tranquila, não sou de desistir do que eu quero, e nesse caso eu quero provar sua inocência... e não irei desistir até consegui. – Ela sorriu e eu retribui. Fiquei feliz com suas palavras. Feliz por saber que ela não iria desistir. Ela estendeu a mão para mim e eu fiz o mesmo. Um aperto de mão.

— Obrigada! – Foi tudo que eu disse quando desfizemos o contato.

— Até mais Demi! – Ari me apertou em seus braços, em um abraço reconfortante até. – Você não está sozinha nessa. – Falou em meu ouvido e eu sorri. Após isso elas foram embora e eu entrei em minha casa. Tudo estava em seu devido lugar. Do jeito que eu deixei, o que era ótimo, já significava que ninguém mexeu em minhas coisas.

(...)

Horas se passaram, ou melhor um dia havia se passado e agora já era noite do outro dia. Um dia que eu achei que seria normal assim como o anterior, mas é claro que não. No dia anterior depois que Ariana me deixou em casa, tudo caminhou na sua perfeita ordem, ou seja, sem vozes, sem perturbação. Apenas a paz de sempre, até agora.

Já era noite de novo e aqui estava eu, no meio da minha sala de jantar agonizando de dor e gritando para as malditas vozes pararem de falar.

Eu me arranhava, como se isso fosse resolver. Eu olhava minha sala de jantar completamente revirada, eu havia derrubado tudo, quebrado qualquer coisa que estava em minha frente. Por alguns segundos eu desejei estar naquela cela, onde provavelmente Daddario estaria lá e me levaria para a enfermaria como fez da última vez e isso iria passar, mas isso não ia acontecer agora, claro que não... porque eu estava sozinha. Quer dizer sozinha fisicamente, porque dentro de mim tinham vozes que estavam me deixando louca.

Eu não sabia o que fazer, tentei me concentrar em como eu calei aquelas vozes no passado, mas eu não conseguia, concentração era a última coisa que eu tinha naquele momento. Até que como se fosse um estalo em minha mente, eu me lembrei, que quando estava sobre o efeito de bebidas eu não ouvia elas. Era essa a minha solução, beber. Beber até esquecer meu nome. Mas beber significa me render ao passado novamente e eu não queria isso, não de novo. Então beber está fora de cogitação para mim. “Tem que haver outra forma” Pensei em meio àquela confusão que estava minha mente. E então eu tive uma ideia.

Com um pouco de dificuldade eu levantei do chão, me apoiei na parede e andei até a mesinha mais perto, onde estava as chaves do meu carro novo. Onde eu dei graças aos deuses pela polícia não ter apreendido ele também. Fui até a porta e abri a mesma, ao passar pela porta meu corpo vacilou e eu cai. Olhei para cima, a noite estava linda, a lua brilhando como sempre, tão branquinha presenciando meu sofrimento. Estrelas por todo o céu, seria uma cena perfeita de se ver, se eu não estivesse sendo atormentada nesse momento.

Coloquei ambas as mãos no mármore e me esforcei para levantar. Fui até meu carro, cambaleie um pouco, mas consegui chegar. Entrei e me permiti relaxar, se é que isso era possível já que minha mente estava uma bagunça. Liguei o carro, respirei fundo e dei a partida. Eu não deveria estar dirigindo, mas eu não tinha outra opção era isso ou morrer na loucura.

As vozes e principalmente as dores em meu corpo aumentavam a cada minuto, eu já estava chegando a 100km por hora. Para minha sorte Los Angeles estava calma e não tinha muita gente dirigindo, o que era um milagre já que Los Angeles não para. Agradeci mentalmente por isso, se não caso contrário eu já teria sofrido um acidente. Quando eu percebi que já estava chegando ao meu destino, parei o carro bruscamente.

Desci do carro o mais rápido que consegui e entrei na farmácia. E logo um rapaz veio me atender.

— Em que posso te ajudar? – Perguntou com a maior calma, eu me questionava será que ele não estava vendo o meu desespero?

— Eu... – Apertei os dedos nas têmporas, na tentativa de relaxar e esquecer as vozes, para poder falar ou fazer qualquer coisa. E é claro que não deu certo.

— A senhora...

— Eu preciso de um remédio... – O interrompi. – Um remédio, para dor e para... – “Loucura” Pensei.

— Para? – O rapaz me incentivou a continuar.

— Para... – Pensei um pouco no que eu deveria falar. Que remédio ele teria para alguém que escuta vozes? – Para ansiedade. – Disse por fim.

— Ah sim, bom eu tenho esse aqui. – Me mostrou um remédio em uma caixinha verde, porém quando li o nome, soube que não funcionaria.

— Não... esse é muito fraco.... Eu quero o... – Parei um pouco para me lembrar do nome do maldito remédio. – Rivotril. – O garoto me olhou um pouco assustado, talvez por eu ter pedido um remédio forte demais até para um touro.

— Certo, a senhora tem a receita? - Perguntou olhando no computador, provavelmente vendo se havia do remédio que eu pedi ali.

— Não! – Neguei, já sabendo o que ele falaria agora.

— Sinto muito, moça. Mas não posso vender esse remédio sem uma receita medica.

— Você não está entendendo... eu preciso desse remédio, só ele pode ajudar com o meu problema. – Disse quase suplicando.

— Qual é de fato o problema da senhora...? – “Eu estou ouvindo vozes” “ estou ficando louca”. Pensei. – Não parece ser só ansiedade.   

— Não importa pra você... eu preciso desse remédio.

— Sinto muito...

— Eu pago o dobro do preço dele, só me dê por favor. – Balancei a cabeça, tentando manter minha sanidade em perfeitas condições.

— Não posso senhora. – Esse moleque é insuportável, o que custa me dá a merda do remédio. Bati a mão no balcão de vidro, assuntando o rapaz que agora me encarava com medo. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa um senhor apareceu atrás do balcão. Ele era mais alto que o rapaz que estava me atendendo e mais velho é claro, usava um jaleco branco, assim como o garoto.

— Algum problema aqui? – Ele me encarou e logo encarou o garoto mais novo que estava do seu lado.

— Essa moça quer levar esse remédio – Apontou para a tela do computador. – Só que ela não tem a receita. – O senhor olhou para mim de novo, parecia querer saber do porquê eu estava querendo um remédio tão forte como aquele.

— Deixa que eu atendo ela, vai ver se o estoque do último mês já chegou vai.... – O garoto olhou desconfiado e disse.

— Sabe que não pode vender sem receita né? Isso é errado, se algo acontecer com ela a responsabilidade será sua, pai... – Então o garoto era filho do velho.

— Eu sei o que eu estou fazendo Rubens, agora vai fazer o que eu mandei. – O garoto que agora sei que seu nome é Rubens, revirou os olhos e saiu. Me deixando a sós com o velhote. — O que está acontecendo?

— Nada! – Dei de ombros.

— Então por que precisa do remédio? – Cruzou os braços. Seu tom de “posso fazer isso a noite toda, se não me disser a verdade” me deixou irritada.

— Porque estou com crises de ansiedade. – Tentei, mas pelo olhar que ele me deu já percebi que falhei miseravelmente.

— Vamos lá não é tão difícil, não precisa dizer o motivo, só me convença a vender pra você sem que você precise da receita. – Respirei fundo, eu já estava irritada, com dores e aquelas vozes que me atormentavam, agora eu vou ter que dar motivos pra querer comprar um remédio, o cara poderia facilitar a minha vida, só um pouquinho, não é?   

— O outro é fraco, não resolveria o meu problema... – Senti minha voz falhar, eu precisava daquele remédio. – Olha... – Suspirei. – Eu não sei como te convencer, eu só sei que preciso desse remédio... eu já tomei esse remédio antes e não aconteceu nada, mas eu me responsabilizo se algo der errado.... Faremos assim hun, você me vende e se algo acontecer, eu nunca comprei aqui e você nunca me viu na vida. – Ele parecia pensar, minhas vistas começaram a embaçar. Pisquei algumas vezes até que ele decidiu me responder.

— Você nunca comprou aqui? – Ergueu a sobrancelha.

— Nunca. – Respondi sem rodeios.

— São 35 dólares. – Me apoiei no balcão com a cabeça baixa, tentando me manter de pé. Sorri para mim mesma, eu havia conseguido. “Demi um, vozes zero” Pensei. Levei minha mão até o bolço e tirei de lá 50 dólares e coloquei no balcão.

— Fica com o resto. – Disse o mais rápido que pude. O senhor pegou a caixinha branca com uma linha em preto escrito por cima Rivotril e antes de me entregar falou.  

— Você sabe que esse remédio é perigoso, não é? – Mais que merda é essa agora, eu já paguei pelo remédio, não preciso de avisos.

— Sim eu sei. – Estiquei minha mão para pegar o remédio.

— Ok. Só tenha cuidado.

— Eu terei. – Peguei o remédio. – Vocês vendem agua? – Perguntei antes de sair do estabelecimento.

— Ali. – Ele apontou para uma daquelas maquinas, que se não em engano chama: Vending Machines. Fui até ela e peguei a água e sai sem precisar pagar já que eu havia dado mais do que o necessário na compra do remédio.

Entrei em meu carro abri a caixinha, retirei 2 comprimidos de uma vez e tomei sem cerimonias. Depois fitei a embalagem em minhas mãos. Eu teria que tomar cuidado com esse remédio, pois o Rivotril é um remédio muito perigoso, se abusar muito no uso você pode ficar dependente, entre outras coisas horríveis que podem acontecer, caso você abuse do medicamento. Respirei fundo e dei partida voltando pra casa. Eu precisava relaxar, precisava de um banho.

Cheguei em casa e fui direto pro meu quarto, retirei minha roupa e deixei joguei em qualquer lugar, que nem me dei o trabalho de ver onde, entrei no banheiro e liguei a banheira, eu precisava relaxar e nada melhor que um banho de banheira pra isso, não é mesmo?

Quando já estava tudo pronto, eu entrei e me permiti relaxar, o remédio já estava fazendo efeito, já que as vozes e as dores não me incomodavam mais, porém eu sabia que elas ainda estavam lá, pois eu sentia meu corpo pesar, eu estava tensa, era perspectivo que eu não estava bem, por mais que eu não escutasse elas, eu sentia que elas ainda falavam em minha mente. Desci meu corpo até que minha cabeça estivesse dentro da água por completo. Eu queria esquecer dos problemas que eu teria daqui pra frente, da mídia que eu teria que enfrentar, eu só queria esquecer de tudo. Queria poder não ouvir essas vozes de novo, queria saber como parar. Isso mal começou e eu já estou cansada, mal começou e eu já quero que acabe. Mas nem sempre o querer é poder, não é mesmo? Senti meus pulmões arderem, abri os olhos rapidamente e percebi que eu ainda estava de baixo d’água, me sentei na banheira rapidamente e me permitir buscar por ar.

— Eu vou acabar me matando desse jeito. – “Vocês vão acabar me matando desse jeito” Pensei. Decidi sair do banho, peguei meu roupão, caminhei até o closet, coloquei meu pijama e me joguei em minha cama. Me permiti soltar um gemido de satisfação, minha cama é definitivamente o que eu mais preciso agora. Aos poucos fui vencida pelo cansaço e dormi.

Continua...  


Notas Finais


Bom, foi isso espero que vocês tenham gostado e vejo vocês nos comentários, se der (eu disse se DER, por que ultimamente tempo é algo que está me faltando) amanha tem outro capitulo fresquinho pra vocês.
É isso e até os comentários...
ou como eu sempre coloco/digo em todas as notas finais: até o próximo capitulo.


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