História You belong to me, princess - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino
Tags Adrinette, Marichat
Exibições 236
Palavras 3.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá queridos!
Desculpem qualquer erro, e espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Rejeitada


Fanfic / Fanfiction You belong to me, princess - Capítulo 1 - Rejeitada

Mais um dia começava. Era quase oito horas, faltando apenas quinze minutos para começar a aula, e eu Marinette Dupain-Cheng estava aonde? Na minha cama dormindo. Mais um dia normal na minha vida, ou quase.

— Marinette! – chamou a pequena. — Marinette você vai se atrasar novamente! Vamos acorde! – senti algo duro bater em meu rosto, acordo pulando pela pequena dor.

— Ai, Tikki! – olho em volta e vejo que ela havia tocado um caderno em mim. — Tá maluca? Isso podia ter acertado meu olho!

— Me desculpe, eu não queria! – ela colocou as mãozinhas na cintura. — Mas você não acorda nem com uma banda tocando! – ela gritou. — Vamos! Você está atrasada! – olhei no relógio, 07h48min.

— Porcaria!

Levantei-me no susto, colocando a primeira roupa que vi no roupeiro, ou seja, um vestido simples. Não deu tempo de fazer meu cabelo, então só passei um pouco de água e o penteei. Cheguei na cozinha, cumprimentei meus pais rapidamente e sai a mil.

.x.

— Isso que dá ficar acordada até tarde desenhando. – Tikki dizia me dando mais um dos seus sermões.

— Eu sei, eu sei! – respondi. — Tikki, eu estou bem atrasada, e tudo que eu menos quero é ouvir o seus sermões, sem ofensa. – respondi correndo.

— Durma mais cedo e nunca mais vai precisar ouvi-los. – ela respondeu.

Revirei os olhos, eu corria tão rápido que já estava quase morrendo. Tá, nem tanto, mas eu devia mesmo ir dormir mais cedo, porém, meu cérebro nunca colabora, ele me dá ideias excelentes na hora errada. A verdade é que eu nunca tenho motivos para ir dormir tarde, eu simplesmente vou, e já virou rotina para mim agora. Cheguei na escola, o pátio estava vazio. Claro né sua anta, todos já estão nas salas e você ai no submundo. Corri, cheguei na aula, ainda bem que não cheguei no segundo horário.

— Marinette é você? – a professora me olhou.

— S-Sim. D-Desculpe, o ônibus e-ele-

— Não se preocupe, já estou acostumada com seus atrasos Marinette. Por favor, sente-se. – não falei nada, apenas me sentei.

— Ônibus de novo? – Alya me perguntou, fizemos o nosso cumprimento.

— Sabe que fiquei acordada até tarde, mas eu nunca falaria isso para a professora. – respondi escondendo meu rosto atrás da mochila.

Mas então Alya me olha estranho, a encarei, ela começa a me analisar, ai lembrei que devo estar parecendo uma ridícula do jeito que estou.

— A-Ah isso. – respondi corando. — E–Eu não tive tempo de me arrumar, então...

— Se olhou no espelho? – ela perguntou, neguei com a cabeça.

— Já disse, não deu tempo.

— Marinette Dupain-Cheng, você está linda! – ela exclamou, e rapidamente ela pegou seu celular.

— Alya não, por favor... – respondi escondendo o rosto.

— Desculpe o atraso!

Diz o garoto loiro, com olhos tão verdes quanto a grama fresquinha da manhã, os cabelos louros, dourados como o sol, o meu sol. Novamente, me salvava da Alya. O garoto que acelera meu coração e faz meu dia mais colorido.

— Claro Adrien, sente-se. – sinto pena da professora, nós dois sempre nos atrasamos.

— Feitos um pro outro. – eu corei e ela guardou o celular. — Salva pelo príncipe amiga. – ela deu uma piscadela.

Adrien e Nino fizeram seu cumprimento típico, ele olhou para mim e acenou, ele ia se virar para frente, mas virou para mim de novo, com os olhos arregalados. Ai meu Deus! O que tem? Alguma coisa na minha cara? To muito escabelada?! Meu vestido está sujo?! Ah, que vergonha! Não fiz nada mais do que esconder meu rosto, estava com muita vergonha. Senti uma pequena tristeza, e se ele me achou feia?

— Vamos, copiem isso, irá cair na prova! – disse a professora chamando a atenção de todos os alunos, ele tirou seus olhos de mim e passou a olhar para frente.

.x.

Eu estava me sentindo estranha, todos olhavam para mim na hora do recreio, com olhares diferentes de antes. Os meninos me olhavam um pouco surpresos, enquanto algumas meninas me olhavam torto. O que diabos está acontecendo?

— Alya tem alguma coisa errada comigo? – perguntei me encolhendo sob os olhares.

— Não por quê? – ela perguntou, dando uma mordida no sanduiche enquanto mexia em seu celular.

— Todos estão me olhando... – comentei observando os olhares, Alya riu. — O que foi?

— Ai amiga você é tão bobinha. – inflei as bochechas involuntariamente. — Todos estão te achando bonita e diferente, por você estar de vestido, sem maquiagem e com os cabelos soltos.

— É que antes eu sempre chegava mais atrasada que isso porque ficava me arrumando. – disse. — Mas esses olhares são bons né?

— Depende do ponto de vista. – ela respondeu. — Se alguém gosta de você é melhor abrir o olho. – ela riu.

Pensei um pouco sobre isso, alguém podia mesmo gostar de mim? De qualquer forma, não é com isso que eu devo me preocupar agora.

— Oi gente. – ai. Meu. Deus. Ele sentou do meu lado! — Tudo de boa? – tá certo que ele está falando com nós duas, mas eu percebo seus olhos sobre mim.

— Hey gente! – chega Nino, ele senta do lado de Alya. — Adrien, abriu uma nova sorveteria, porque não vamos lá de tarde? – perguntou Nino, Adrien respondeu que sim.

— Oras! – Alya exclamou, olhamos para ela. — Não vão nos convidar? Que grosseiros! – ela disse indignada.

— É-É claro que vamos convidar vocês. – Nino disse nervoso.

— Acho bom! – ela respondeu.

— Você vai Mari? – Mari? Sério? Vi Alya balançando a cabeça histérica, para que eu dissesse sim.

— C-Claro. – eu respondi, ele sorriu, um sorriso lindo, para mim. Não resisti e acabei sorrindo, o sinal bateu, hora da segunda aula.

.x.

— Finalmente! – disse saindo da escola. — Estou tão cansada, só quero relaxar. – disse.

— Relaxe com o Adrien, vai a sorveteria não vai? – Alya perguntou com um sorriso malicioso.

— Espero que vamos mesmo a sorveteria, e não que seja mais um dos seus planos malucos. – respondi.

— Relaxa! Além disso, como pode ser um plano, eu e o Nino estaremos lá. – a olhei com uma cara desconfiada.

— Eu não confio muito em você quando se trata do Adrien. – respondi num tom de brincadeira.

— Magoou. – ela botou a mão na testa dramaticamente, dei um soquinho no ombro dela rindo.

Que estranho. Os akumas não veem mais atacando, antes era quase todo dia, agora é uma vez por semana. Não que isso seja ruim, é até bom, mas é esquisito, sabe se lá o que passa na cabeça de Hawk Moth. Sem falar que Alya está super brava, pois a publicidade de seu site desceu muito por conta dessa “pausa”, mas ela está feliz que Paris está em paz apesar de seu blog não ter mais tantas acessibilidades. Olho paro o lado, e vejo meu príncipe, ele estava com Nino e conversava alegremente, eu acho que ele deve estar feliz. Meu coração... Meu coração sempre se alegra em vê-lo, principalmente quando ele está feliz. Só espero um dia poder dizer isso a ele e ele me corresponder.

— Mari? – vejo uma mão passar em frente aos meus olhos. — Só podia ser né? Olhos de peixe morto, corpo encurvado, sorriso bobo, e baba no canto dos lábios. – ela levantou o dedo em afirmação. — Com certeza o Adrien está por perto! Seu sentido é incrível!

— A-Alya! V-Você me constrange...

Vi ele e Nino se aproximando de nós. Ai pelo amor de Deus! Não fique me olhando! Olhei nos olhos dele sem querer, e ele corou e desviou o olhar para o chão. Que fofo!

— Vocês souberam da festa que terá daqui alguns dias? – Nino e seus papos de DJ, sempre atento a festas e tudo mais, sinceramente, eu não gosto disso, são lugares movimentados demais. — Vocês vão né?

— Conte conosco! Né Mari? – Alya tocou meu ombro com os olhinhos brilhando, mordi o lábio inferior.

— Eu não sei...

— Ah, você tem que ir! Vai ser tipo a maior festa do ano, a escola trabalhou duro nisso e todos contribuíram com doações de comida e dinheiro, sem falar que vai ser divertido!

— Isso mesmo. – Alya concordou. O que eu esperava? Ela nunca me escuta. — Não seja teimosa.

— E-Eu não fico bem em festas, é muito movimentada, temos que dançar e usar vestidos chiques, eu não sou disso. – respondi meio tristonha. — Não me sinto bem nesse tipo de diversão.

— Ah Mari! Você tem que ir, não vai ser a mesma coisa sem você. –

Ai. Meu. Deus. Ele tá mesmo fazendo olhinhos pidões pra mim? E pedindo todo manhoso?! Assim não vou aguentar Adrien Agreste eu lhe proíbo de fazer isso comigo. Vi Alya sorrindo feliz e fazendo que sim com os polegares, suspirei.

— Tudo bem, vocês ganharam. Mas só dessa vez! – inflei minhas bochechas coradas, eu sempre fazia isso nesses momentos.

— Eba! – Alya pulou em Adrien. — Da próxima vez, use esse truque para fazê-la ir ver a Ladybug comigo pra postar no blog certo? – Adrien corou meu Deus você não cansa de ser lindo?

Suspirei, acho que eu tenho uma fraqueza. Eu queria tanto dizer a ele o que eu sinto, queria poder dizer a ele que eu o amo com todo meu coração, mas acho que sou covarde demais para confessar isso. Ouvimos o sinal bater, só mais duas horas e liberados!

.x.

Alya- literalmente- beijou o chão quando saímos da escola.

— Enfim tu veios pra mim, oh, liberdade! – ela disse curvando-se a algo, imaginário?

— Alya pra que esse drama, é só o termino de uma aula, amanhã tem mais. – Nino revirou os olhos.

— Tinha que ser você pra estragar meu momento. – ela disse brava.

— Mas ele tem razão, é só o termino, para com isso. – respondi.

Até tu, Brutos! – ela colocou a mão no coração dramática que só ela. Rimos, Alya é uma comédia, não tem como não gostar dela.

Despedimo-nos imediatamente, tinhas que ir a casa e tomar café antes da sorveteria. Dei um beijo em Alya um breve aceno a Nino e um cumprimento a Adrien. Estava tão cansada, só queria chegar em casa logo, para poder comer que estou faminta e me deitar, pois já vi que Alya vai arrancar meu coro hoje, afinal é sexta-feira.

.x.

— Estou em casa. – tirei meu sapatos e adentrei.

Minha mãe, sendo chinesa, tem crenças culturas chinesa, então ela quer guardar esse tipo de coisa, estabelecendo algumas regrinhas em casa para lembrar-se o tempo em que ficou em seu país. Por isso, sempre tiramos os sapatos quando em casa.

— Seja bem–vinda filha. – ela me deu um beijo na testa. Senti o cheiro maravilhoso invadir minhas narinas.

— Fiz croissants filha, seu favorito. – disse meu pai, com uma bandeja cheia daquelas delicias.

— Obrigado pai! – dei um beijo nele, e peguei no mínimo uns três para comer.

Chegando lá em cima, Tikki saiu de minha bolsa voando, enquanto toquei-a na cama. Deixei o prato em cima da escrivaninha, fui até minha cama e tirei os sapatos. Foi um alivio sentir meus dedinhos tocarem o tecido felpudo e macio do meu tapete. Tikki veio até mim.

— Você vai ter dor de barriga. – ela apontou os pratos cheios de croissants. — Não devia comer tantos doces.

— Foi mal, foi mal. –

Levantei-me e tirei as roupas quase em dois movimentos, era a única coisa que eu queria fazer desde que sai da escola.

— Não vais comer?

— Depois, vou tomar um banho primeiro, estou suada e fedida, quero comer limpinha e encontrar o Adrien, cheirosa. – Tikki riu. — Aliás, se estiver com fome pode comer um.

— Obrigado.

Senti a água quentinha do chuveiro, cair sobre mim e relaxar meus músculos, mesmo estando na primavera em não muito frio, é delicioso tomar um banho quente. Acho que fiquei em cerca de dez minutos lá, depois sai enrolada numa toalha que era bem grande, por isso, joguei-a sobre meus ombros, pois daria trabalho amarra-la em mim. Sai e vi Tikki em cima da escrivaninha encarando meu celular.

— Tens uma chamada perdida da Alya. – ela disse, olhei meu celular, não tinha mensagens de voz, isso significa que não era importante, até porque se fosse ela ligaria umas cinco vezes.

— Eu retorno depois. – me joguei na cama, a toalha se abriu toda ali. — Ah, estou muito feliz Tikki. Hoje o Adrien ficou me olhando o tempo todo, não sei se de um jeito ruim ou bom, mas ele me olho! – sorri boba.

Sinto uma luz vermelhinha em meu rosto.

— Isso é ótimo! Talvez ele esteja finalmente te notando. – Tikki sorriu feliz, também sorri com isso. Levante-me e fiquei sentada.

— Você acha? Quer dizer, eu só fui com um vestido diferente, n-não é como seu eu tivesse feito plástica ou sei lá. – mexi no meu cabelo.

— Talvez o vestido tenha sido uma chave, para que mostrasse ao Adrien o sortudo que é. – Tikki disse. — Não há outro motivo para ele te olhares tanto.

Sorri feliz, será verdade? Meu amado finalmente está correspondendo aos meus sentimentos? Isso seria incrível. Cai na cama novamente, eu só podia estar sonhando.

— Tikki, estou tão feliz! – a segurei e a abracei contra meu rosto.

— Calma, calma. Não sabemos se ele realmente gosta de ti, isso foi apenas minha teoria, cabe a ti, comprova–la. – ela disse. — E, por favor, ponhas uma roupa, iras ficar doente desse jeito. – ela disse.

— Tá bom, tá bom.

Meu corpo já estava quase seco, devido a conversa minha com a Tikki, então sequei mais um pouco e pus uma roupa. Uma blusa fina branca, com estrelinhas pretas desenha como estampa, as mangas iam até o cotovelo e ela tinha um pequeno decote. Um short curto azul com rasgos e um All Star preto. Botei um gloss vermelho nos lábios e fiz uma trança lateral, como era sexta a noite, nada de mais em me produzir, um pouco, afinal eu vou me declarar, devo estar no mínimo decente.

— E ai? Como estou? – dei uma voltinha, Tikki sempre tinha boas opiniões.

— Linda. – ela disse. — Adrien vai adorar, e irás te achar linda. – ela deu um risinho, eu corei.

— B-Bem, a intenção é essa.

Ela riu, até que ouço um barulho, era meu celular.

— Esqueceu a hora?! – era Alya, droga.

— Já vou!

Tikki entrou na minha bolsa, dei um beijo em meus pais que já tinham sido avisados sobre isso, e sai correndo.

.x.

Chegando lá, vi Nino e Alya, Alya estava com um vestidinho simples, era decotado branco com uma estampa linda de flores coloridas, acompanhado de uma sapatilha marrom com um nó nos dedos e branco na ponta. Já Nino usava uma flanela com estampa azul escuro e preto, junto com uma calça preta e um sapato marrom importado. Já Adrien como sempre, o mais lindo; usava uma camisa listrada branca, com listras na linha do peitoral, junto com uma jaqueta azul folgadinha por cima, uma calça azul clara desgastada no joelho e nas coxas, com uma bota marrom. Quase tive um infarto, mas a voz de Alya me acordou, ela veio correndo com aqueles cabelos lindos e avermelhados soltos.

— Achei que não viria! – ela disse.

— Me desculpe me atrasei. Mas sinceramente não sei qual é a surpresa, sabiam que eu ia demorar a chegar.

— Tem razão. – ela riu, junto a Nino, e ele me olhava com aquele olhar.

— Bem vamos logo, ou perderemos os bons sabores da sorveteria.

— Tá, tá.

Ele ficou me olhando o caminho todo. Será mesmo possível que ele goste de mim? Desculpem, é que até agora eu não acredito, isso é quase um sonho, sorri involuntariamente, ele parece ter percebido.

— V-Você está linda...

O que? Eu ouvi isso? Meu coração bateu forte e parecia que queria sair pela boca, meu corpo esquentou e meu rosto todo ficou dormente, ele me chamou de linda? Sorri, e agradeci com muita dificuldade, já que gaguejei muito. Ele riu, não se comigo ou de mim, mas isso não importa.

.x.

Estávamos todos sentados lá, Nino pediu um sorvete de flocos, Alya de baunilha e creme, Adrien de chocolate e flocos e eu apenas de morango. Suspirei, eu queria poder ficar sozinha com ele, mas não achava uma oportunidade. Alya olhou para mim e me viu tensa, veio até mim.

— Sério?! MEU DEUS! – ela gritou, tinha contado pra ela o ato que eu pretendia fazer, mas me arrependi. Nino e Adrien nos olharam confusos. — ESSE SORVETE É MAGNIFICO! TEMOS QUE VIR MAIS AQUI! – eles quase caíram da cadeira pela revelação dela. — Isso é sério Mari?

— Depois desse grito eu não tenho certeza de nada. – digo.

— Não se preocupe. – ela disse, a olhei confusa. — Ei Nino, aquilo ali é um show de mágica? – olhei para o lado e vi um mágico, aparentemente profissional entretendo o publico, boa Alya, Nino adora mágica.

— Vamos lá, Adrien! – ele disse com os olhos brilhando.

— Sem Adrien! – ela segurou seu braço. — Você deve ter ficado no pé dele o dia todo, vamos! – ela deu uma piscadela para mim.

Valeu Alya!

— Ué, o que deu neles? – sacudi os ombros dizendo tipo: sei lá; ele parece ter acreditado.

Senti meu coração saltitar e o suor das minhas mãos ficar mais grosso, apertei a barra do meu short e respirei fundo, era agora ou nunca.

— A-Adrien... – ele me encarou. — E–Eu t-tenho q-que te f-falar uma c-coisa.

— Sim? – ele me olhou, não me encare assim, me encolhi.

Não Marinette, não é hora de ser covarde! Você se preparou muito pra isso, e agora que chegou aqui não vai dar o pé pra trás. Não importa nada, eu só quero que ele saiba...

— A-Adrien... – comecei, senti a garganta seca e o coração na boca, queria vomitar ali, mas engoli tudo e comecei. — D-Desde que entrei na escola, eu te achei mimado e não gostei de você, mas... – ele me olhou confuso. — I-Isso mudou! Agora, toda vez que te olho eu sinto meu coração palpitar e fico nervosa, eu sempre te quero feliz e adoro seu jeito. Eu gosto do seu sorriso, dos seus olhos gentis, eu gosto muito! Eu sinto isso há tanto tempo, que palavras não são suficientes para descrever o que sinto por você... Eu te amo!

Silêncio. O silêncio reinou ali, já estava uns dois minutos assim, eu não tinha coragem de olha-lo e ele nada dizia. Senti minha garganta trancar e meu olhos marejarem, queria chorar agora... Não! Ele ainda não disse nada, você não pode saber se ele nada diz, aguente, nem que ele fique a noite toda calado, você vai aguentar, e vai esperar ele dizer!

— Marinette... – ele disse calmo. — Eu sinto muito... Mas não.

Senti meu corpo paralisar e minha boca tremer, meus olhos se encheram e fiquei pálida, olhei-o que me encarava calmo.

— O-Oque? – ainda não estava acreditando.

— Sinto muito, mas não posso corresponder seus sentimentos. – dito isso ele saiu correndo do banco para bem longe, até que sumisse de minha vista.

Não... Mentira...


Notas Finais




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