História You Can Be King Again - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Jikook, Killercypher, Kookmin, Namjin, Shotacon, Yoonseok
Exibições 2.961
Palavras 3.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoas :3

Essa é a minha primeira fic ABO, então estou meio nervouser kkkkk
Vai ser uma coisa bem fofinha sim, mas com os toques hots da vida por que gostamos muito, vdd!
Enfim, espero que gostem <3

P.S.: Jimin vai falar em terceira pessoa porque acho a coisa mais preciosa da vida, dsclp

Boa leitura ;3

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction You Can Be King Again - Capítulo 1 - Prólogo

JEON JUNGKOOK

Biblioteca do Palácio, Idris.

10 de setembro de 2019, 2:56 p.m.

– Jeon Jungkook! – Minha tia gritava histérica vindo atrás de mim, adentrando a grande biblioteca com todas as paredes revestidas de prateleiras fartas de livros, com exceção da parece paralela à porta, que tinha uma enorme janela de vidro, permitindo a claridade entrar e deixando visível a poeira dançando no ar.

– Eu já disse que não, tia Jiyoon! - Bufei já de saco cheio daquele mesmo papo furado de sempre. – Jin, dá pra falar pra ela que eu não vou me casar com a ômega, filha do Rei da Genóvia, e tomar a posse de Rei de Idris? – Perguntei para meu meio irmão que estava sentado numa poltrona de veludo vermelho lendo um livro qualquer, junto a seu noivo sentado no braço da mesma.

Tanto meu pai quanto minha mãe não eram os mesmos que o de Jin. Meu pai se casou com sua mãe uns anos depois de minha mãe não aguentar a vida que levava e ir embora, deixando a mim e meu pai sozinhos. O casamento dos dois era algo arranjado. Até onde sei, minha mãe era apaixonada pelo cocheiro do Palácio e as más línguas dizem que a mesma fugiu com ele. Honestamente, eu não me importei quando ela se foi, nem mesmo quando soube dos boatos. Eu era muito novo quando ela se foi, e, não muito tempo depois, a mãe de Jin e ele chegaram ao Palácio. Ambos me deram o amor que minha mãe não pôde - ou não quis - me dar, sem falar que meu pai e a mãe de Jin realmente se amavam. Nos tempos que os pegava sozinhos, estavam sempre cochichando e trocando risos juntamente a carícias. Era lindo de ver.

Infelizmente, num ataque dos rebeldes ao Palácio, enquanto Jin e eu estávamos seguros no esconderijo debaixo da cozinha, nossos pais ficaram frente a frente aos invasores, morrendo em batalha.

Eu me lembro da dor que senti, mas não cheguei a derramar uma lágrima sequer. Não que eu não os amasse, mas porque Jin, apesar de ser mais velho que eu, era mais sensível e ficou devastado ao ver os dois caídos no piso desenhado do saguão.

A partir desse dia, os anos foram contados para quando eu atingisse minha maioridade, para que assim assumisse o trono que me foi destinado. Acontece que eu havia atingido a maioridade há cinco anos e ainda não havia tomado o trono para mim e nem mesmo encontrado um ômega para mim.

Tentei milhões de vezes convencer Jin de tomar a coroa para si, que combinava muito mais com ele do que comigo, mas o mesmo se recusava e dizia que aquilo era uma obrigação minha.

Com a morte dos nossos pais, minha tia por parte de pai, Jiyoon, veio morar conosco, para tomar conta de tudo enquanto eu, supostamente, não tomasse um jeito.

Ela era uma pessoa maravilhosa, mas me  irritava demais vindo o tempo todo dizendo que eu precisava ser responsável, que o povo de Idris dependia de mim, que isso e aquilo... Um monte de baboseira, na minha opinião.

– Credo, aquela ômega oferecida? – Jin perguntou indignado. – Me lembro até hoje, na festa do chá, ela praticamente se jogando para cima do Nam. Por um momento achei que ela esfregaria o rosto dele em seu decote. O que seria engraçado desde que ela não tem peito nenhum. – Acrescentou fazendo com que Namjoon e eu começássemos a rir de seu 'veneno'.

Jin era uma pessoa maravilhosamente incrível... Desde que ele gostasse de você. Caso contrário, você corria o risco de morrer com todo veneno que ele podia expelir com sua língua afiada. Especialmente se envolvesse seu amado noivo.

Confesso que já usufrui de seu veneno para espantar as ômegas que minha tia trazia do nada muitas das vezes.

– Tenho certeza de que ela já ficou com mais da metade dos nossos guardas. Nem sei como ela ainda consegue andar.

– SEOKJIN! – Minha tia o repreendeu indignada, com seus olhos arregalados.

– Mas é verdade, Tia! – A respondeu. – Mais devassa que ela só seu sobrinho, conhecido por Jeon Jungkook, mas popularmente como tatuador misterioso gostosão. - Soltou uma risada.

– Jeon Jungkook, não me diga que ainda vai àquele estúdio de tatuagem no subsolo do seu amigo!

– Ahm... – Me joguei no sofá que combinava com a poltrona. – Talvez, quem sabe?!

– Jungkook, pelo amor de Deus, quando você vai criar juízo nessa sua cabeça?! Já pensou se alguém lhe reconhece, a merda que isso não daria?

– Ninguém nunca me reconheceu até hoje, Tia. Se acalme, por favor! Daqui a pouco vai ter um ataque cardíaco aí. – Falei enquanto mexia em meu celular.

– Jungkook, meu querido, – Falou cansada. – só me diga quando será responsável. Eu juro que não aguento mais...

– Vamos fazer um trato. – Falei, captando a atenção dos três na sala. – O dia em que eu me apaixonar e dizer em voz alta que amo alguém, eu paro de ir ao estúdio e crio a sua tão sonhada responsabilidade. O que me diz? Temos um trato?

– Hm... Não sei não... – Minha tia começou a ponderar sobre aquilo. – Certo, tudo bem. Trato feito! – Se aproximou de mim, apertando minha mão. – Agora vou ver como andam as coisas com a província, já que o senhor sequer liga pra isso.

Se virou e saiu, fechando a porta atrás de si.

– Você é um tremendo de um bastardo, Jungkook. – Namjoon falou divertido. – Como ousa fazer uma aposta injusta dessas com sua tia?

– Como assim injusta? – Jin perguntou, o encarando com o cenho franzido.

– Acha mesmo que seu irmão irá se apaixonar e dizer aos quatro ventos que ama um ômega? – Namjoon arqueou amas as sobrancelhas.

– E por que não iria? – Jin levantou a sobrancelha direita, passando os olhos de Namjoon para mim. – Eu aposto o que quiser que Jungkook irá encontrar um ômega que o terá na palma de sua mão. – Riu.

– Quer apostar, então? – Perguntei me sentando ereto no sofá e estendendo pela segunda vez minha mão.

– Apostar o quê? – Perguntou desconfiado, semicerrando os olhos.

Sorri de lado, e o olhando de um jeito um tanto quanto diabólico.

– Se eu não apaixonar e dizer para o ômega que o amo, você toma o trono. Se eu perder, então eu finalmente assumo meu posto de Rei.

– Fechado. – Apertou minha mão, me fazendo abrir ainda mais o sorriso. – Dentro de quanto tempo?

– Um ano está bom o suficiente pra você?

– Um ano é muito mais que o suficiente. 

– Jin, você pirou de vez? – Namjoon perguntou abismado. – Está maluco em aceitar uma aposta de um ano com Jungkook? O alfa que conseguiu adiar cinco anos a coroa e que nunca se apaixonou por ninguém.

– Confia em mim, Nam. – Um sorriso abriu em seu rosto. – Eu sei bem do que digo.

Confesso que aquele sorriso fez com que eu tremesse um pouco. O que diabos estava se passando naquela cabecinha diabólica?

Meu quarto.

10 de setembro de 2019, 7:34 p.m.

Eu mexia em qualquer coisa no meu celular quando uma mensagem de Taehyung chega.

Taetae: Você vem hoje?

Kookie: Sim, no horário de sempre!

Taetae: Lá pelas três da manhã terá uma festa que os alfas da rua de baixo darão. Disseram que vão chamar apenas os melhores ômegas e betas.

Taetae: Tá afim de ir?

Kookie: Que pergunta, hein?!

Taetae: Estarei te esperando no estúdio então. Até mais, Kookie! 

Jungkook: Até, Tae!

Quase todas as noites eu saia para ir até o estúdio de tatuagem de Taehyung,  que ficava no subsolo pelos mesmos não serem bem aceitos em nossa província. Eu amava desenhar, e era incrível poder fazer isso nas diversas peles das pessoas que confiavam em mim.

Eu mesmo tinha uma tatuagem tribal no braço direito que cobria metade de meu peito, mas ninguém além de Jin e Namjoon a tinham visto. Minha tia provavelmente desconfiava que eu tinha, mas fingia que não.

Me virei na cama king-size e resolvi dar uma cochilada até dar perto do horário em que eu costumava sair.

Estúdio de tatuagem.

11 de setembro de 2019, 3:32 a.m.

– E... Pronto! – Falei assim que finalizei a última tatuagem da noite. – O que achou?

– Meu Deus, isso ficou muito foda! – A ômega falou, olhando para o braço onde agora tinha a tatuagem de uma gueixa sem rosto, com manchas de tinta, como se fosse uma pintura em aquarela. – Você tem dom pra isso, garoto. – Sorriu de modo provocativo. Sabia muito bem o que ela estava querendo comigo agora.

Para que não me reconhecessem, eu usava uma máscara preta com alguns spikes que protegia metade de meu rosto. Agora, quando eu pegava uma ômega qualquer, eu acabava tirando a máscara, afinal, não dá pra se fazer muito com a boca tampada, mas nenhuma parecia saber de fato quem eu era.

O caso era que, deixei de aparecer na mídia desde a morte de meus pais. O povo ficou ansiando pela minha aparência quando eu atingi a maioridade, mas então com minha recusa a coroa, apenas os frequentadores de anos – das festas e reuniões extremamente chatas – sabiam como eu havia crescido e me parecia hoje em dia, só que estavam tão ocupados em seus mundinhos ou então em como fazer para seu filho ou filha se tornar meu ômega, que não sabiam nada além daquela fachada de garoto educado e um tanto aristocrata. Em suma, não sabiam nada de quem eu era. O resto do povo apenas tinha uma imagem de como eu era em meus treze anos – quando sai pela ultima vez no jornal –, ou seja, bem diferente do meu eu de agora.

A máscara era mais para segurança de que ninguém mais velho me reconhecesse, já que ainda assim a mídia ficava nos arredores do Palácio e a qualquer momento poderia tirar uma foto sem que eu percebesse, embora eu só saísse de lá de dentro à noite.

– Vocês vão à festa que os alfas darão? – A ômega perguntou para Taehyung e eu enquanto se levantava da cadeira de couro. Assentimos. – Certo, acho que vejo vocês lá depois, então. – E sorriu com segundas intenções para mim enquanto pagava pela tatuagem. – Até lá. E obrigado novamente pela tatuagem foda! Te agradecerei muito melhor depois.

Olhei para Tae depois que ela havia fechado a porta de metal atrás de si.

– Por um momento achei que ela te jogaria nessa cadeira e te comeria na minha frente. – Deu risada, me fazendo acompanhá-lo.

– Não seria uma má ideia. – Ele me olhou com o cenho levemente franzido. – A parte da gente se comer, não a de você nos olhando.

– Enfim, – Suspirou, mudando de assunto. – já que essa foi a última cliente, acho que já podemos ir, certo? – Assenti, pegando minha jaqueta e o ajudando a guardar as coisas que eu tinha usado.

O estúdio de tatuagem de Taehyung era um tanto pequeno, mas confortável. O piso era de madeira desenhada e encerada. Com três cadeiras pretas de couro falso para os clientes se sentarem ou deitarem na hora de fazer a tatuagem. Uma das paredes era revestida por espelhos, enquanto as outras era de um verde fechado meio opaco, quase cor de azeitona, revestido por desenhos meus e dele enquadrados. E aos fundo tinha uma pequena sala juntamente a uma cozinha.

Taehyung e eu nos conhecíamos desde muito jovens. Foi pra ele que corri quando meus pais vieram a falecer.

Essa vida de realeza não era para ele, por isso assim que atingiu sua maioridade, fugiu de sua obrigação de ser tesoureiro do Palácio, como seu pai havia sido, e abriu esse estúdio para que pudesse colocar em algum lugar todas as ideias malucas que passavam por sua cabeça.

Fomos o primeiro beijo um do outro, mas nunca havia passado disso. Nossa amizade era mais importante até mesmo que uma possível amizade colorida.

– Bom, acho que guardamos tudo. Vamos? - Perguntou e eu assenti.

Caminhamos para fora do estúdio, subindo a inclinação lateral que nos levava de volta para a parte de cima da rua, e senti um arrepio percorrer meu corpo quando o vento gelado bateu em meu pescoço.

Rumamos caminho para a tal festa, quando vi um pequeno tumulto de aparentemente alfas num beco iluminado apenas por uma luz amarela vinda do poste. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi o cheiro delicioso vindo dali. Um cheiro embriagante de talco e lavanda se sobressaía ainda pelo cheiro dos dois alfas e quatro betas reunidos numa rodinha.

– O que foi? – Taehyung perguntou, seguindo meu olhar. – Deixa isso e vamos para a festa.

– Não, espera. – Falei o impedindo de andar ao colocar minha mão na frente de sua barriga, e caminhei até eles.

– Não, Kookie... – Bufou. – Vamos embora, pare de querer bancar o super-herói, agora não é hora disso!

– Não vai levar muito tempo, Tae. – Me aproximei deles o suficiente para ouvi-los dizer palavras sujas para alguém que não consegui ver, já que estava encolhido no chão. - O que está acontecendo aqui?!

Todos viraram surpresos e franziram o cenho, me olhando de cima a baixo.

– Estamos nos divertindo com um pequeno ômega. – Um deles falou. – A festinha já está cheia, cara. Vá procurar outro ômega com quem se divertir.

Enquanto falava, meus olhos iam para a pequena bolinha encolhida entre o chão e a parede, tremendo mais que não sei o quê.

– Deixem-no em paz. – Falei. – Há uma festa acontecendo agora cheia de ômegas para vocês se divertirem. Deixem essa criança em paz.

Comecei a ver punhos e expressões irritadas se formarem. Embora fossem seis, apenas os dois alfas eram um tanto fortinhos, mas nada que eu não pudesse acabar em menos de dois minutos. Literalmente.

– Daremos a oportunidade de você continuar com o caminho que estava fazendo, cara. Apenas dê meia volta e vá embora daqui, nos deixando continuar brincando com essa coisinha de cheiro maravilhoso. – Franzi meu cenho e estralei meu pescoço, o jogando para os dois lados. O brutamontes sorriu de lado. – É, vamos acabar rapidinho com voc-

E antes mesmo que pudesse concluir a frase, desferi um soco em seu rosto, o fazendo se desequilibrar e cair aparentemente desacordado no chão. Quando você sabe bem onde acertar o soco, colocando o tanto exato de força, você consegue desacordar até o cara mais monstruoso em sua frente.

O outro supostamente fortinho veio para cima de mim, me fazendo agarrar seu pescoço e chocar a parte de trás de seu corpo na parede gelada de tijolos. Apertei um ponto específico em seu pescoço, o fazendo ficar desacordado também. Me virei para o outros quatro betas e bastou apenas um olhar juntamente com uma levantada de sobrancelha para que saíssem correndo dali.

Me virei para o pequeno ômega ainda encolhido e me agachei, colocando minha mão sobre suas costinhas o fazendo se assustar.

– Por favor, não machuca o Jimin! – Pediu numa voz chorosa e abafada por ter dito com o rosto escondido.

– Eles já foram embora e eu não vou te machucar, não se preocupe. – Ainda meio receoso, levantou seu rostinho com as bochechas fartas molhadas pelas lágrimas. Tentei sorrir de um modo reconfortante. – Então, Jimin... O que faz sozinho a essa hora? Não é hora de criança estar na rua. Aliás, quantos anos você tem?

– Jimin tem doze aninhos. – Um beicinho se fez em sei lábio inferior. Jesus Cristo, por favor, me perdoe por desejar coisas indecentes por causa desse cheiro quando ele é todo fofo e aparentemente inocente. – E... Jimin não tem mais casinha pra morar.

Seus olhinhos começaram a piscar com frequência, ficando marejados logo depois. Engoli em seco com aquela cena.  Não era porque eu era irresponsável que não tinha coração, embora muitas das vezes parecesse.

– Como assim 'Jimin não tem casa'? – Franzi levemente o cenho. – O que aconteceu?

– A casa em que Jimin trabalhava o expulsou. – Agora seu beicinho estava maior.

– Te expulsaram por quê? E seus pais?

– Jimin não sabe o porquê. – Fungou. – E o papai e a mamãe do Jimin nunca estiveram presentes.

Ai, meu bom Deus, no que eu havia me metido?!

– Está tudo bem, Kookie? – Tae perguntou ao se aproximar de nós, fazendo Jimin se encolher novamente contra a parede.

– Está sim. Ah, aliás, – Me virei para o pequeno ômega. – eu me chamo Jungkook, mas pode me chamar de Kookie e ele é meu melhor amigo e primo, Taehyung.

– Mas pode me chamar de Tae ou Taetae, como preferir. – Falou olhando par o pequeno. – Eu estava ouvindo ali de longe... O que faremos com ele?

– Eu não sei... – Suspirei alto, tentando pensar em algo útil. – Será que podemos deixá-lo no seu estúdio até de manhã? Aí então veremos o que podemos fazer. – Tae deu de ombros assentindo. Me virei para Jimin. – Então, pequeno, quer ir conosco? Você ficará em segurança e te daremos comida até vermos o que podemos fazer, Huh?

O pequeno ômega assentiu ainda meio tristinho e receoso, e eu sorri para tentar reconforta-lo. Peguei em sua mãozinha gordinha e me levante junto com ele.

Fomos num silêncio confortável até o estúdio, entrando agora naquele lugar quentinho em comparação ao ar gélido lá de fora.

– Você tem algum colchão ou algo assim, Tae? – Perguntei.

– Tem aquele que o Yoongi hyung dorme quando resolve aparecer. – Falou indo em direção à pequena sala dos fundos e trazendo um colchão. – Tem biscoitos num pote dentro do armário lá dentro e leite de banana no frigobar.

– Sente aqui um pouco que vou lhe trazer algo para comer, tá bom? – O pequeno assentiu se sentando no colchão, mas ainda segurando firme minha mão, me fazendo soltar um riso curto. – Eu já volto, pequeno. Não te deixarei sozinho e pode confiar no Tae, ele não lhe fará nada de ruim. – Contra sua vontade, soltou minha mão.

Peguei o leite e os biscoitos, levando até a área do estúdio e me sentando ao seu lado.

– Aqui, pegue. – Lhe entreguei o potinho com os biscoitos e furei com o canudo o alumínio da garrafinha achatada de leite de banana, também lhe dando depois.

Ele intercalava entre dar uma mordida no cookie e sugar o leite no canudinho. Ele era uma das coisas mais fofas que já vi. Jin hyung com certeza se apaixonaria por ele assim que o visse pela primeira vez.

– O cheiro dele é bem... Atrativo, não? – Tae falou quebrando o silêncio.

– Sim. Talvez fosse isso que atraiu aqueles caras. – Tae concordou. – Sem falar que sua aparência inocente também é muito atrativa.

– Verdade. E o que faremos assim que ele terminar de comer? – Perguntou. Jimin nos observava atento enquanto comia.

Suspirei pesadamente.

– Eu vou ficar aqui com ele, se você não se importar.

– Você sabe que sua tia te castra se não estiver amanhã cedinho no Palácio para aquela festa ridícula do sanduíche micro cheio de frescuras, não sabe?

– Sim, eu sei, mas... Não posso deixá-lo aqui sozinho. – O observei ler a embalagem do leite. - Será que você não pode vir ficar com ele até que eu possa voltar? Por favor. Enquanto isso, irei pensar em algo e voltar com uma solução.

– Tudo bem... – Suspirou se rendendo. – Mas é bom voltar mesmo com uma solução. Não posso ficar com esse ômega bebê cheirando desse jeito num estúdio de tatuagens. Ah, e traga uns desses sanduíches frescurentos também, por favor. – Assenti rindo.

O pequeno me entregou o potinho e a garrafinha achatada vazia. Deixei de lado e afaguei seus cabelos negros.

– Pode dormir agora, pequeno. Ficaremos aqui te olhando, tá bom? Não sairemos do seu lado. – O ômega deu um pequeno sorriso e se deitou, se encolhendo todinho.

Tirei minha blusa e o cobri. Ele era tão pequeno e estava tão encolhidinho que a blusa lhe cobria perfeitamente.

– Kookie...? – Me chamou com aquela voz docinha e aveludada. – Faz carinho no cabelo do Jimin? Por favorzinho...

Sorri e assenti, indo até o lado em que sua cabecinha estava e a coloquei em meu colo, começando a acariciar os fios negros macios.

Ótimo, agora eu tinha um pequeno ômega todo manhosinho e com o melhor cheiro que já havia sentido, e não fazia ideia do que faria com ele. Abandona-lo com certeza estava fora de cogitação.

Ele parecia ainda mais um bebezinho enquanto dormia tranquilo.

É, talvez eu estivesse ferrado. Muito ferrado.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! Favoritem e comentem, por favorzinho <333
Até o próximo capítulo, meus anjos ;3


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