História You can call me monster •HunHan• [HIATUS] - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Exo, Hunhan, Luhan, Sadomasoquismo, Sehun, Shatacon, Yaoi
Visualizações 275
Palavras 1.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - 11


Luhan

Observava a paisagem pela janela do carro, enquanto Sehun tagarelava sobre como Jeju era um lugar bonito. Eu não dei muita importância, mesmo que lá no fundo, eu estivesse curioso já que um dos meus sonhos era ir para lá. E Sehun sabia disso, por isso me levava de carro, todo empolgado e falante, o que não era tão comum de sua parte. Quer dizer, quando Sehun não estava me provocando, ele estava completamente quieto, lendo um livro ou lendo e assinando papéis.

Soube que Sehun era herdeiro de uma empresa, o que explica o fato de ter uma mansão tão grande e tantas coisas caras. Ah, falando nisso... Sehun parece não ligar tanto para tudo isso, sério. Reparei que as vezes ele olha para suas coisas com desdém, como se fossem desnecessárias ou até mesmo um incômodo para si. Conclusão: acho eu, que Sehun não dá a mínima para isso tudo.

As empregadas parecem trabalhar ali à até mesmo décadas. A única que eu tenhi certeza disso, é a Young Ok, que até mesmo falou sobre.

Encolhi os ombros, ao lembrar de uma conversa que tive com ela, antes mesmo de termos saído de casa.

—Cuidado. Tome bastante cuidado nessa praia, preste bem a atenção no que está fazendo —ela disse baixo, enquanto olhava para os lados, para conferir se Sehun não estava ali. —Tem um vizinho na casa de praia, e Sehun não vai muito com a cara dele, porque eles meio que tem uma richa entre eles, desde que eram muito pequenos.

—Como a senhora sabe disso?

—Ah, uma vez eu fui à casa de praia com Sehun e seus pais —suspirou. —Eu não faço a mínima ideia do que aconteceu, mas eles se olham torto, desde então. Você vai saber quem é quando vocês cruzarem o caminho dele. Mas em hipótese alguma, puxe assunto com ele. É para o seu bem, Luhan!

Aquelas palavras ecoavam na minha cabeça, me deixando minimamente atordoado. A curiosidade com certeza vai me ferrar um dia, eu tinha que ser menos curioso, mas, ela falava mais alto e agora eu queria saber mais sobre isso tudo. Mas eu tinha um pé atrás quanto à isso, que tipos de coisas eu iria descobrir?

Olhei para Sehun, que agora estava atento à estrada, calado. Olhando assim, ele parece ser uma pessoa inofensiva, normal. Mas depois do que eu passei em suas mãos, eu não tenho mais certeza disso e, agora eu tenho medo. Sehun disse-me que não iria fazer mal à mim, mas eu tenho um pressentimento que me prova o contrário. E é difícil eu estar errado, quando me sinto assim.

—Você está pensativo demais, Luhan.

Agora Sehun me olhava de canto. Encolhi os ombros e voltei a olhar para frente, disfarçando.

—Ah, eu estou curioso. Só isso.

—Só isso mesmo?

Mesmo que não estivesse olhando para Sehun, sabia que ele estava sério agora.

—Sim.

—Ah, não se preocupe —ele murmurou e pude notar um certo receio em sua voz, como se não tivesse engolido cem por cento da minha desculpa. —Estamos quase chegando, estaremos lá em alguns minutos.

Assenti minimamente, agora fixando minha atenção no caminho. Se Sehun disse algo à mais, eu não sei, porque não ouvi nem prestei mais a atenção nele. Eu só... precisava pensar um pouco. Um pouco não, muito.

Não demorou muito para que já tivessemos chegado em Jeju. A casa de praia de Sehun era realmente muito bonita, e não era tão grande quanto a sua. Era muito menor, na verdade.

Sehun pôs o carro na garagem e saímos dele. Depois de pegarmos nossas coisas, em silêncio -mesmo que Sehun estivesse com cara de quem queria falar algo -, entramos na casa. Depois de um pigarro, Sehun disse:

—Os quartos ficam no andar de cima. Pode escolher o que quiser, menos o da primeira porta.

—Mas e se eu quiser aquele lá? —Perguntei, em tom de brincadeira, enquanto o olhava com as sobrancelhas arqueadas.

—A não ser que você queira dormir comigo —ele rebateu, com um tom provocativo e um sorriso ladino.

—Esquece. Eu não quero mais aquele quarto —murmurei, desviando o olhar.

Sehun soltou uma gargalhada alta. —Mas eu não faria nada, sabe muito bem disso.

—Nunca se sabe —rebati, e Sehun deu de ombros.

—Vá escolher um quarto, eu quero te mostrar a praia logo.

Assenti e subi as escadas com cuidado. Me deparei com um corredor com pelo menos umas cinco portas. Sehun dissera  que seu quarto era o da primeira porta, ele só não disse se era a da direita ou da esquerda. Na dúvida, não entrei em nenhum.

Escolhi o último quarto à direita, quanto mais longe do de Sehun, melhor. Muito melhor. O quarto era bonito e tinha uma sacada com vista para o mar, o que me deixou encantado. Larguei a mochila na cama e fui para a sacada, me escorando no parapeito e aproveitando a brisa. Eu gostava do som das ondas de quebrando e da paisagem.

Na praia não tinha quase ninguém. Se tinham dez pessoas, era muito. Vi um rapaz andando na beira do mar, ele tinha cabelos negros e usava um short de praia preto, não usava camisa nenhuma. Mesmo que eu não conseguisse prestar muita atenção em seu rosto -por estar longe-, sabia que ele era muito bonito. Ele tinha uma estatura perfeita, até mesmo a forma como andava era perfeita. Ele saiu dali, depois de ser chamado por um cara alto de cabelos vermelhos.

Voltei a prestar atenção na paisagem. Era tudo muito bonito, Sehun acertou em cheio quando me trouxe par cá. Mas isso não significa que eu tenha a confiança dele agora, nem nada do tipo. De certa forma, me sinto agradecido. Eu nunca tinha conhecido a praia até agora e meu sonho era conhecê-la, e olha o que Sehun fez! Eu sei que talvez tenha uma pontada de interesse na parte dele, mas isso não vem ao caso agora. Agora, eu só queria aproveitar isso tudo, sem medo.

Sehun

Observei Luhan subir as escadas. Eu sabia muito bem que ele tinha medo de mim, ele demonstrou isso o tempo todo. Receoso, peguei o meu celular e disquei o número de Kyungsoo. Eu não sabia o que fazer e estava perdido, e talvez ele podesse me ajudar.

—Você acabou de me atrapalhar aqui, então espero que tenha um bom motivo —ele resmungou, do outro lado da linha.

—Está com o namoradinho denovo, é? —Perguntei em tom de brincadeira. —Eu tenho um bom motivo, eu acho. Posso te pagar a mais no fim do mês, se quiser —estalei a língua.

—Fale —Kyunsoo pareceu se interessar. —Kim Jongin! Pare de mexer nas minhas coisas, animal —ele xingou o namorado, e só percebeu que eu ouvi quando dei uma gargalhada alta. —Desculpe por isso, Sehun-ah. Sabe como é, né?

—Sim, eu sei —murmurei, mesmo que não fizesse a mínima idéia. —Tá, eu vou soltar a bomba logo. Lembra que eu disse sobre o garoto no qual estou interessado?

—Lembro. Espera, Sehun. Que merda você fez?

—Me deixa terminar! —Repreendi. —Eu estou na casa de praia. Com ele.

—Oh Sehun —Kyungsoo tremeu levemente a voz, mas ainda assim seu tom era repreensivo. —Os pais dele sabem? Ele ao menos quis ir com você?

—Ele está encantado com a praia —mudei de assunto. —Quer dizer, fazem cinco minutos desde que ele subiu no quarto e não desceu até agora. Deve estar vendo a paisagem pela janela.

Ouvi um suspiro vindo do outro lado da linha.

—Eu não sei o que você fez para conseguir levá-lo aí. Mas eu sei que não foi coisa boa, julgando pelo fato de você ter mudado de assunto e o tom de voz baixo. Mas escute, Oh Sehun. Tome. Cuidado. Eu não quero pensar que você sequestrou o moleque nem nada, mas estou quase chegando à essa conclusão. Até quatro dias atrás, você disse que ele não queria saber de você e não sei mais o quê. E agora estão passeando juntos?

—É uma longa história —falei, desviando o olhar para o teto. —Não sei se você vai querer saber.

—Ah. Me conte quando eu for visitá-lo novamente, uh? E... se possível, quero vê-lo.

—Kyungsoo...

—Você está escondendo algo. Desde quando, Sehun?

—Desde quando o quê? —Perguntei, assustado.

—Deixa para lá. Quando nos vermos novamente, conversamos. O que mais tem para falar?

—Kyungsoo, eu estou perdido —fui direto ao ponto. —Eu não sei o que faço. Sério. E se eu fizer merda? Quer dizer, e se der merda?

—Não vai dar merda, se você não fizer merda.

—Que poético.

—Obrigado. Não tente fazer nada de errado. Se fizer algo errado, não seja uma criança mimada e admita sem fazer birra. Se der merda, dê um jeito de reverter isso, ou o moleque vai ficar assustado. Aliás, qual o nome dele? É que "moleque" é uma forma estranha de me referir à ele...

—Você vai saber.

—Oh Sehun...

—Bem, tenho que desligar. Aproveita teu namoradinho aí e ah, não esquece de usar camisinha. Imagina se você engravidasse? Céus, um Kyungsoo já é insuportável, mas um Kyungsoo grávido seria pior ainda.

—Que imaginação fértil, criança. Tchau, e, boa sorte.

—Obrigado.

Desliguei o telefone e suspirei. Iria seguir o conselho de Kyungsoo, claro.

Subi as escadas e vi uma das portas abertas. Dei de ombros e entrei, vendo a mochila de Luhan atirada no chão. Soltei um riso fraco e a peguei, deixando-a na cama. Um dos bolsos estava aberto e decidi fechá-lo, mas meu dedo encostou em um pedaço de papel. Luhan não estava com papel nenhum quando eu o levei para casa...

Franzi o cenho.

Peguei o papel, com cautela. Estava dobrado, então não pude ver de imediato o que estava escrito. O pus no bolso da calça e fechei o bolso da mochila, em seguida fui para a sacada, onde Luhan observava a paisagem distraído. Ele só notou minha presença quando me encostei no parapeito, ao seu lado. Ele não deve ter visto eu entrando nem pegando o papel da sua mochila, o que me deixou aliviado.

—E-eu já ia descer.

Ri nasalado.

—Tudo bem, eu sei que se distraiu. É sua primeira vez na praia, não é? Sei bem como é.

—Sehun-ah, como foi sua primeira vez na praia?

Pensei um pouco.

—Hm, eu tinha nove anos. Minha mãe e meu pai não me trouxeram antes porque tinham medo de eu...

—De...? —Luhan incentivou, quando travei.

—Ah, isso não vem ao caso. Bem, eu só me lembro que naquele dia eu fiquei encantado, assim como você ficou agora. E brinquei tanto, que na hora de dormir, eu apaguei na hora.

Claro que tinha mais coisa para mim falar, mas eu decidi não dizê-lo. Não seria bom se Luhan soubesse, ah não seria mesmo.

—Meus pais ficaram felizes ao ver que eu tinha gostado, por isso fizeram questão de me trazer mais e mais vezes.

—Entendi —Luhan murmurou.

Ele iria falar algo, mas a campainha tocou. Ele franziu o cenho e, assim como eu, pareceu estar confuso. Pedi para que ele esperasse e saí do quarto. Desci as escadas, fui até a porta de entrada e a abri, me arrependendo de ter o feito. Era ele.

A pessoa que eu mais odiava no mundo todo, aquele que me enraivecia com apenas o fato de estar respirando. Por que esse merda tinha que existir?

O sorriso claramente falso em seu rosto estava me deixando irritado, muito irritado.

—Teria uma xícara de açúcar para me emprestar, querido vizinho? —Seu tom era de deboche. —Não vai nem me cumprimentar? Nem um abraço? —Fez um bico e estendeu os braços em minha direção. —É falta de educação não dar ao menos um oi, sabia?

Eu o encarava, incrédulo. Como ele tinha coragem de ainda aparecer ali? Depois da nossa última discussão, depois de eu ter dito-o que nunca mais queria vê-lo. Só aí lembrei o motivo que me levou à praticamente abandonar a casa de praia.

—Olá, Byun Baekhyun —falei entredentes, apertando a barra da minha camisa com força.


Notas Finais


IH FODEU, FODEU BONITO
Sim.minha gente sebaek sao inimigos nessa fic, pq sera? :o
Oq o sehun achou na mochila do lulu?
Hmmmmmm
e a interação kaisoo ali?
PALPITES? OPINIOES? COMENTEM!


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